Fuga

3 III & IV


A dor do luto por todas as perdas, fez com Hermione se lançasse nos braços de Severus, ao vê-lo em pé, apoiado na parede, com o pescoço enfaixado. A palidez em seu rosto era ainda maior que o normal. Ele arfou quando os braços da garota o abraçaram, devido a surpresa e a dor que sentia em seu corpo devido ao veneno.

Eles dois haviam preparado um antidoto por imaginar que poderia ser morto por Nagini, uma vez que Voldemort jamais mataria seu seguidor fiel com uma Imperdoável. Havia tomado o antidoto antes de precisar se encontrar com Voldemort.

“Pegue, o sangue de unicórnio”, ao afastar-se dele, Hermione entregou um pequeno frasco com um líquido perolado.

“Não precisava fazer isso, Granger. Você é tola?”, mesmo mostrando-se irritado, ele destampou o frasco com as mãos tremulas, solvendo-o com anseio.

“Eu jamais maltrataria um ser tão puro, eu tenho meus contatos também, Snape”.

Severus optou pelo silêncio, permitindo-se respirar fundo e aliviado. Estava livre de suas amarras com o mundo bruxo, livre de amarras com seu passado.

“Obrigado”, sussurrou para a garota.

Ele achou estar delirando devido ao veneno que percorria suas veias mesmo com antidoto, pois sentiu os braços de Hermione o envolverem novamente em um abraço mais apertado e selar seus lábios de forma casta. Fechou os olhos sentindo os lábios macios dela selados ao seu.

“Me deixe fugir com você”, pediu ela.

(...)

Hermione riu internamente quando viu Eileen, acenar para o quadro vazio de Severus. Ela e a filha não esperavam vê-lo no quadro e por isso, não o enxergavam. A menina sabia que todos achavam que o pai estava morto e adorava brincar que o via, conversando sempre com ele.

Viver com uma pessoa “morta”, não era simples, mas ela e Eileen tirava aquilo de letra, pois ao voltar para casa, ele sempre as esperava.

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