Capítulo 5 – Seqüestro.

Inuyasha ainda sentia-se extasiado com a noticia de que seria pai, não conseguia soltar Kagome, e também não conseguia parar de sorrir. Tudo estava perfeito.

Depois de algum tempo, Inuyasha se afastou lentamente de Kagome, ele segurou seu rosto e beijou-lhe os lábios suavemente. Kagome sorriu e acariciou seu rosto lentamente, deixando o meio youkai completamente inebriado.

- Eu senti falta disso. – ele murmurou.

- De quê? – ela perguntou ainda acariciando o rosto de seu amado.

- De você. Do seu toque. – ele olhou fundo nos olhos de Kagome, estava sério – Kagome, você... Você pode me perdoar por causa daquilo... Com a Kikyou?

- Shh... – ela pôs os dedos sobres os lábios dele – Vamos esquecer isso, certo? Não importa mais. – ela o abraçou, recostando o rosto no peito dele – Agora tudo o que importa é o nosso filho.

- Em falar nisso... Você já falou com o Miroke, a Sango e a velha Kaede?

- Ainda não. Achei que você devia saber primeiro.

- Então, o que estamos esperando para ir contar pra eles? – ele falou radiante a puxando pela a mão.

- Vai com calma, Inuyasha! – ela disse sorrindo.

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- Você soube? – Um senhor perguntava a uma senhora.

- Do que?

- Muitas jovens têm desaparecido. Estão dizendo que é um youkai que as atrai e as mata.

- Mata elas? Como?

- Não se sabe, nenhum corpo foi encontrado até agora.

- Céus. Alguém de nossa aldeia já sumiu?

- Sim. Duas moças estão desaparecidas desde ontem. As duas foram colher frutas nas proximidades e simplesmente desapareceram.

- Pobrezinhas.

- É realmente uma pena. Eram moças muito bonitas.

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Inuyasha e Kagome entraram na cabana de Kaede, percebia-se a alegria estampada em seus rostos e todos já tinham em mente o que havia acontecido, e estavam satisfeito que os dois haviam se acertado. Porém, não esperavam a noticia que Kagome tinha para lhes dar.

- Oi, pessoal. – ela disse depois de entrar na cabana.

- Oi, Kagome. – responderam todos em uníssono.

- Você está bem? – Sango perguntou

- Estou sim. -

- Que bom.

- Pelo visto vocês resolveram os problemas. – Kaede comentou.

- Pois é, velhota. – Inuyasha falou. – E tem mais uma coisa...

- Mais uma coisa? – Miroke perguntou erguendo uma sobrancelha – O que seria?

- Não me digam que vão se casar! – Shippou falou debochado.

- Não, não é isso. – Inuyasha disse sorridente, algo que os amigos estranharam, Inuyasha nunca fora de sorrir, portanto devia ser algo no mínimo interessante – Adivinhem só?! A Kagome e eu vamos ter um filho!

Inuyasha disse alegremente, mas as expressões dos presentes foram de espanto, ficaram um bom tempo em silêncio sem saber o que dizer nem ao menos o que pensar.

- Verdade? A senhorita Kagome está... – Miroke balbuciou sem saber o que dizer

- É... – Kagome disse meio sem graça.

- Você vai mesmo ter um bebê, Kagome? – Shippou perguntou ainda incrédulo

- Vou sim.

- Nossa, eu nem sei o que dizer... – Sango disse

- Huh, mas isso era de se esperar. – Kaede disse. – Não me surpreende.

- O que quer dizer com isso, velha? ¬¬ — Inuyasha perguntou

- Que você é muito apressadinho.

- Como é? – veia em Inuyasha, gota em todos.

- Ah, parem vocês dois. – Kagome disse puxando Inuyasha para longe de Kaede.

- Desculpe, Kagome. Eu não queria te deixar irritada. – Inuyasha disse fazendo cara de culpa, gota em Kagome.

- Eu não estou irritada, Inuyasha.

- Que bom porque você não pode. – ele falou preocupado, todos os observavam pasmados com a cena.

- Não precisa se preocupar tanto, Inuyasha. Eu estou bem.

- Quer saber? Está tarde. É melhor você ir dormir.

- Ainda é cedo, Inuyasha. ¬¬

- Mas...

- Já disse que tô bem.

Kagome sentou-se perto dos amigos e logo começaram a falar do bebê que viria, Inuyasha sentou-se e participou da conversa, mesmo sentindo-se contrariado.

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A lua reinava no céu, não havia barulho algum na aldeia, apenas o barulho de alguns grilos e de sapos. Kagome estava sentada perto do rio, com sua mão ela mexia na água ondulando-a levemente, quando sentiu uma presença atrás de si, ao olha viu Inuyasha a fuzilando com o olhar.

- Você devia estar dormindo, mocinha. – ele falou em tom de sermão.

- Eu tinha que voltar para a minha Era, não trouxe nada para vestir. – ela colocou-se de pé.

- Fica aqui mesmo. – ele disse abraçando-a.

- Numa hora dessas a minha família já deve estar dormindo mesmo... – ela riu

- Vem. – ele a levou para a cabana. Entraram silenciosamente para não acordar aos outros que estavam ali. Depois Inuyasha deitou-se e fez Kagome deitar-se ao seu lado, abraçando-a fortemente.

- Boa noite. – Kagome disse baixinho.

- Boa noite. – ele beijou os lábios de Kagome, depois levantou a blusa dela e beijou o ventre dela. – Pra vocês dois.

- É... – ela dizia enquanto afagava os cabelos prateados de Inuyasha.

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Nas sombras da floresta um vulto espreitava a procura de uma vitima, apoiava-se em arvores, mal podia se manter em pé precisava urgentemente se alimentar. Logo o ventou trouxe um cheiro familiar que reconheceu como sendo de humanos.

- Devo estar perto de uma aldeia. – murmurou com a voz rouca – Perfeito. Agora posso encontrar comida.

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Kagome acordou no meio da noite, sentiu o estomago dar uma volta de trezentos e sessenta graus, mas de acordo com que o médico dissera, os enjôos eram comuns na gravidez.

Olhou para Inuyasha que dormia com os braços ao redor dela, ela sorriu. Ele parecia tão tranqüilo quando dormia, e isso lhe trazia lembranças...

Flashback

- Vamos logo, Inuyasha! – Kagome ralhou enquanto se apoiava na beirada do poço come ossos.

- Me espera! Não é você que está carregando essa carroça de aço! – ele disse enquanto erguia a bicicleta de Kagome e tentava colocar a mochila dela, que ficava caindo, em seu ombro.

- Anda logo! Eu quero chegar em casa e tomar um banho! – ela disse irritada sentando-se.

- Tá, tá. – ele disse enquanto a alcançava – pronto.

- Ótimo! – ela disse antes de pular no poço

- Aff... – ele suspirou profundamente, e, com bastante dificuldade, também entrou no poço.

Aos chegarem no templo, Kagome correu direto para casa enquanto Inuyasha tentava sair do poço, tarefa que estava difícil já que ele carregava as coisas de Kagome, mas logo conseguiu sair e foi atrás da moça.

Ao chegar na casa, a mãe dela informou que ela estava tomando um banho, portanto, ele teria que esperar na sala. Resolveu ‘brincar’ com o gato para se distrair. (N/A: Sabem o que quero dizer com brincar, né? Cachorros e gatos no mesmo recinto... xD)

- Inuyasha! – Kagome brigou ao ver Inuyasha segurando o pobre Buyo (É esse o nome msm? XX) pelas patas traseiras, suspendendo o pobre animal no ar.

- Oh, olá, Kagome. Já terminou o banho?

- Solta ele! – ela brigou, Inuyasha atendeu prontamente e soltou o gato.

- O jantar está servido, Kagome. – a mãe de Kagome avisou.

- O que tem pra jantar? – Inuyasha perguntou

- Hoje temos peru assado. — a mãe de Kagome respondeu alegremente. (N/A: perceberam que essa fala parece com anuncio de restaurante? XD)

- Peru? ¬ Obaa!!

A noite caíra, todos dormiam na casa, Kagome acordou sentindo sede e resolveu descer para pegar um pouco de água. Ao passar pela a sala, viu que Inuyasha dormia tranqüilamente no sofá, ela sorriu ao ver a expressão tranqüila que ele tinha.

Ela se aproximou dele e depositou um leve beijo na sua bochecha.

- Boa noite. – ela sussurrou antes de ir para a cozinha.

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Com muito cuidado para não acordar Inuyasha, Kagome levantou. Estava se sentindo enjoada, mas não queria preocupá-lo, sabia que ele iria fazer uma tempestade num copo d’água.

Calçou os sapatos e foi para fora. Sabia que um pouco de ar fresco iria fazer se sentir melhor. Ela respirou profundamente, e aos poucos o enjôo passava, por um momento Kagome pensou ter um ouvido um musica tocando ao longe. Então Kagome percebeu um vulto indo em direção a floresta, olhou direito e percebeu que era uma moça.

- Hei, aonde você vai? – ela perguntou seguindo a moça, mas não obteve resposta e a moça continuou a andar. – Hei!

Ela correu até a moça e parou em frente a ela, então percebeu que esta tinha um olhar vazio, mas mantinha seu olhar na floresta. Kagome chacoalhou a mão em frente ao rosto dela, mas nada mudou.

- Hei, acorda! – ela disse balançando a moça – Acorda! – ela dizia quando ouviu uma risada vindo detrás de si.

- O que uma jovem como você faz acordada a essa hora? – o dono da voz perguntou enquanto a luz da lua tornava seu rosto visível.

- Quem é você? – Kagome perguntou sentindo-se ameaçada

- Só um viajante. – ele riu novamente, o que fez sensação de Kagome aumentar.

Kagome soltou a moça que caminhou diretamente ao recém-chegado, ele tocou o rosto.

- Jovem bonita, não? – uma nuvem que cobria a lua moveu iluminando bem o homem, e então Kagome percebeu que ele emanava uma energia sinistra.

- Você... Você é um youkai! – ela falou dando um passo para trás.

- Ora, ora. Pensei que esse disfarce de viajante funcionaria, mas vejo que não. Você é uma sacerdotisa, não é? – ele falou se aproximando de Kagome

- Não se aproxime! – ela eu outro passo para trás

- Não se preocupe, senhorita. Não precisa ter medo. – ele olhava de um modo muito estranho para Kagome.

“Droga... Eu não trouxe meu arco! Não tenho defesa alguma.” – ela pensou

- Fique longe de mim!

- Se eu me alimentar da alma de uma sacerdotisa meu poder vai aumentar muito e não precisarei mais comer essas camponesas tão cedo! – ele deu uma risada maléfica.

Kagome começou a correr para chamar Inuyasha, mas o youkai pegou uma flauta e tocou uma melodia suave, o corpo de Kagome paralisou por um momento, mas logo ela começou a andar em direção ao youkai que ia floresta adentro tocando a flauta, seguido da outra jovem.

“O que está acontecendo? Eu não consigo controlar meu corpo!... Inuyasha! Inuyasha, socorro!” – ela pensou desesperada.