Fruto da Paixão
15 Capítulo 15
Capítulo 15 – Our date
Kagome colocou a mãe dentro d\'água, e para sua infelicidade, a água estava muito fria. Ela suspirou resignada, estava precisando de um banho e a água fria não iria impedi-la de tê-lo. Ela deixou cair o kimono que usava — Suas roupas normais estavam começando a ficarem apertadas pro conta da gravidez — e entrou na água, sentindo um arrepio percorrer seu corpo.
Ela mergulhou de uma vez e ficou um tempo submersa na água, logo seu corpo já estava acostumado a temperatura da água, então não seria tão mal...
Emergiu quando a necessidade por ar falou mais alto, e percebeu que Inuyasha estava sentado na margem do rio, não a estava olhando, estava vigiando para que ninguém mais a olhasse, se isso acontecesse seria um grande problema para o infeliz.
- Como está a água? – Ele perguntou
- Fria. – Kagome respondeu com pesar.
- Não quer esperar para chegarmos à vila?
- Não, não. Eu preciso de um banho urgente.
- Mas se você tá reclamando...
- Ai, Inuyasha, eu não tô reclamando! É melhor tomar um banho frio do que não tomar nenhum! – Ela revirou os olhos.
Kagome olhou para Inuyasha e viu que ele segurava seu kimono que ela havia deixado no chão, ele percebeu que ela olhava para o kimono.
- Pra não sujar... – Ele disse um pouco envergonhado.
- Obrigado. – Ela murmurou de volta.
Ela mergulhou de novo, ficou ali embaixo pensando nos últimos acontecimentos. Ela começou namorar Inuyasha, eles brigaram e depois ela descobriu que estava grávida. Não estava sendo lá muito difícil levar a gravidez, o problema era os perigos diários que eles corriam, youkais pra todos os lados...
Ela levou uma das mãos ao ventre, já estava com quatro meses, o tempo passou rapidamente nesses quatro meses e passaria ainda mais rápido durante os próximos cinco, seu filho estaria protegido quando nascesse?
Ela voltou a superfície e olhou tristemente para Inuyasha, não sabia se Inuyasha conseguiria destruir Narake em tempo, ainda mais com pouco tempo que restava, talvez não fosse possível.
- O que foi? – Inuyasha perguntou percebendo a expressão de Kagome
Ela deu um sorriso amarelo e respondeu:
- Nada.
Inuyasha estreitou os olhos.
- Anda logo Kagome, fala.
- Eu só tô preocupada com o futuro, só isso.
- ... É por causa do Narake?
- É...
- Não se preocupe, Kagome, eu vou acabar com aquele maldito a tempo. Ele não vai nem sequer chegar perto do nosso filho.
Kagome fez um leve aceno com a cabeça e um minuto de silêncio se seguiu.
- Inuyasha...
- O que?
- Eu preciso comprar roupas... – Ela disse enquanto saía da água.
Inuyasha lhe estendeu a toalha que ela trouxera e ela se enrolou nessa.
- Quando chegarmos a vila nós iremos para a sua Era. – Ele prometeu
- Obrigado.
- De nada. – Ele deu um beijo na testa dela.
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Chegaram à aldeia por volta do meio dia, Inuyasha insistiu que Kagome se alimentasse e descansasse antes de irem para a Era dela, ela pareceu um pouco relutante, mas acabou concordando. À tarde ela e Inuyasha se despediram dos amigos e atravessaram o poço.
Kagome logo correu para dentro da casa.
- Estou em casa! – Ela avisou.
- Kagome! – A mãe de Kagome apareceu e abraçou a filha – Como você está, minha querida?
- Estou bem. – Ela respondeu com um sorriso.
- Que bom. Tudo bem com você, Inuyasha?
- Tudo bem. – Ele respondeu.
- É a Kagome que está aí? – Souta perguntou da sala
- Oi, Souta! – Kagome gritou.
- Oi, mana. – Ele respondeu.
- Ele está assistindo TV. – A mãe de Kagome disse.
- Ai, mamãe, eu vou tomar um banho, e dormir um pouco, tô com um pouco de sono.
- Certo, filha.
Kagome foi até Inuyasha e deu-lhe um beijo leve, depois subiu as escadas e bateu a porta do banheiro.
A mãe de Kagome foi para a cozinha, deixando Inuyasha sozinho, então ele resolveu ir até a sala, \'brincar\' um pouco com Buyo, mas como o gato não estava em lugar nenhum resolveu assistir TV com Souta.
- O que eles estão fazendo? – Inuyasha perguntou confuso enquanto via na tela um casal na fila do cinema.
- Comprando ingressos para o cinema. – Souta respondeu.
- Cinema? – Inuyasha estava mais confuso.
- É, eles estão num encontro.
- Num... Encontro? – Ele piscou seguidamente, ainda sem entender.
- É. – Souta se virou para Inuyasha – Ele chamou ela pra sair, sabe? Eles estão namorando.
- E como isso funciona?
- É assim, ele chama ela pra sair, marca um dia e uma hora, aí passa na casa dela no dia combinado e a leva pra um lugar especial, aí eles comem e se beijam... A baboseira toda, sabe?
- Ah tá.
- E por que ele fez isso?
- Pra deixar ela feliz e relaxada, eu acho. – Souta deu de ombros.
- Hum...
Inuyasha ficou em silencio por um tempo.
- Souta, você pode me ajudar com uma coisa?
- Claro. O que é?
- Bem...
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Kagome acordou sentindo um pouco de frio, pois havia deixado a janela do quarto aberta. O sol já morria àquela hora, já era quase noite. Ela fechou a janela, foi ao banheiro e lavou o rosto, depois desceu para procurar Inuyasha.
A jovem procurou por toda a casa, mas não o encontrou, então sentiu o cheiro da comida de sua mãe, resolveu ir ver se ele estava lá e comer algo também, pois estava faminta.
- Inuyasha? – Ela perguntou enquanto seu olhar varria o pequeno cômodo.
Inuyasha não estava lá.
- Mamãe, você viu o Inuyasha?
- Ah, vi sim. Ele saiu com o Souta.
- Saiu... Com o Souta? – Kagome piscou tentando entender o porquê daquilo. – E pra onde eles foram?
- Eu não sei. Souta disse que ia mostrar algo a Inuyasha.
- O que o Souta iria querer mostrar para o Inuyasha?
- Eu não sei. Souta me disse que ia mostrar algo para Inuyasha e depois os dois saíram.
- Você deixou o Souta sair com o Inuyasha?
- Sim.
- Agora eu tô preocupada. Será que o Souta está bem?
- Não se preocupe querida. Não faz bem, lembra?
- Tá... Em falar nisso, eu tô faminta. O que você está cozinhando, mamãe?
- Ah, estou fazendo uns sanduíches.
Kagome sorriu.
- Finalmente comida que preste.
- Achei que você iria querer.
- Você é a melhor, mamãe. – Kagome abraçou sua mãe e ela deu-lhe um beijo na testa.
A campainha tocou.
- Ai, finalmente eles chegaram, senão eu ia morrer de preocupação. – Kagome disse. – Vou abrir.
Kagome quase correu para poder abrir a porta, estava realmente ansiosa.
- Aff... Inuyasha você poderia me explicar onde você e o S... – Kagome começou a ralhar, mas parou no meio da frase quando viu que quem estava lá fora não era Inuyasha e nem Souta. – Houjo?
- Hã... Oi Higurashi... – Souta disse um pouco vermelho – Como você está?
- Eu estou bem... Entre.
- Ah, eu não quero incomodar.
- Que nada. Entre logo. – Ela deu um pequeno sorriso e deu um passo para o lado, dando espaço para Houjo passar.
- Obrigado. – Ele disse e depois entrou.
- Como estão as coisas?
- Bem... Mas você andou sumida...
- Ah, é que eu estou ficando no apartamento do meu namorado na cidade dele, sabe? – ela mentiu.
- Hum... E como está o... Hã... Bebê?
- Ah... – Ela levou uma das mãos ao ventre. A cena de quando descobriu que estava grávida lhe veio a cabeça. – Ele ou ela está bem. Só os sintomas da gravidez que são meio chatos.
- Ah... Certo...
Um silêncio incômodo se instalou na sala. Kagome não sabia o que dizer, e Houjo, visivelmente, também não sabia.
- Sabe, é meio estranho ouvir tudo isso. Pra mim isso só parece um pesadelo que eu tô tendo e que eu devia estar prestes a acordar.
- Houjo... – Kagome sabia que Houjo não devia estar se sentindo muito feliz com aquela situação. Ela sabia disso desde que ele a beijara.
- Você sabe que eu queria que esse fosse meu, Kagome. Mais que tudo no mundo.
- Houjo, por favor...
- Kagome, eu te amo. E você sabe disso.
- Eu sei. – Ela encarava o chão, não podia olhá-lo e ver a dor que transparecia nos olhos dele. – Mas eu acho que você não deveria ver as coisas desse jeito.
- Desculpe, Kagome, eu estou triste, mas eu não devia te deixar triste também. – Ele sorriu amarelo. – Faz mal para o bebê, né?
- Ah, Houjo...
- Bom, então. Eu tava conversando com a Erika, a Ayumi e a Yuka e eu acho que elas estão planejando um chá de bebê ou algo do tipo.
- Ah não... Acho que vou ter trabalho com elas!
- É...
Novamente houve silêncio.
- Então... Seu namorado está por aqui?
- É... Ele saiu para algum lugar com o meu irmão.
- Hum... Acho que não vou demorar muito, então. Ele pode não gostar de me ver aqui.
- Huh... O Inuyasha não pode negar uma mulher grávida de conversar com seus amigos. – Ela disse fazendo uma pose mandona. Houjo riu.
- Tudo bem. Mas de qualquer maneira eu preciso ir.
- Tem certeza?
- Sim, eu só passei aqui para ver como você está.
- A gente se vê outra hora? – Ela se aproximou um pouco dele.
- Com certeza. – Ele ficou pensando um pouco. – Kagome...
- O que?
- Posso... Te dar um abraço?
- Claro, Houjo.
Ele deu um passo à frente e lentamente envolveu seus braços ao redor da cintura da jovem enquanto ela passava os braços por seu pescoço.
- Você ainda pode contar comigo para qualquer coisa. – Ele murmurou para ela.
- Eu sei... – Ela respondeu no mesmo tom.
Eles ficaram algum tempo daquele jeito. Kagome não queria que o rapaz tivesse falsas esperanças, mas também não podia destruí-lo daquela maneira.
A porta foi aberta de repente.
- Kagome, nós... – Inuyasha dizia antes de ver a cena que se passava diante de si. Ele parou sentindo a fúria ferver dentro de seu peito.
Kagome automaticamente soltou Houjo.
- Inuyasha...
- O que ele está fazendo aqui? – Inuyasha
- Inuyasha, se acalma, ok?
- O que esse cara tá fazendo aqui? Desse jeito com você? Já não bastou aquela ultima vez?
- Eu só estava me despedindo dela. – Houjo defendeu-se.
- E você, cale-se.
- Inuyasha, por favor... Não faça com que eu me zangue, ok?
Inuyasha sentiu vontade de se chutar. Do modo que o humor de Kagome mudava constantemente durante a gravidez, era realmente melhor não deixá-la irritada, pois então seguiria-se a parte do choro e logo em seguida a parte em que ele se sentiria culpado por fazê-la chorar.
- Hunf... Se você já se despediu, pode se retirar. – Inuyasha disse rispidamente para Houjo.
- Até logo, Higurashi. – Houjo disse. Kagome articulou um \'desculpe\' com os lábios, ele entendeu e apenas sacudiu a cabeça.
- Tchau, Houjo.
Depois que estava sozinhos (Souta havia saído de fininho pois sabia o que iria acontecer), Kagome lançou um olhar fulminante a Inuyasha — Que sentiu um espasmo de medo percorrer seu corpo — e depois se aproximou dele lentamente.
- Muito bem, Inuyasha. Você poderia ter sido mais grosso com meu amigo? – Ela disse irônica, mas com um tom de seriedade em sua voz.
- Huh... O que você queria que eu fizesse? Eu chego aqui e você está abraçando aquele... Cara... – Ele cuspiu as palavras.
- Ah, e você tem que me explicar onde você esteve a tarde toda com meu irmão. Eu estava morrendo de preocupação.
- Err... Eu... Hum... Estava por aí...
- Inuyasha, o que você e o Souta fizeram? – ela estreitou os olhos.
- Como assim?
- Você está me parecendo suspeito.
- Como é? Eu não estou parecendo suspeito nada!
- Claro que não.
- Argh! Você tirou a noite pra me irritar foi? – ele disse irritado e deixou a casa, batendo a porta ao passar.
- Inuyasha. – Kagome chamou, mas ele não voltou, então ela resolveu segui-lo. – Inuyasha!
Ele continuava a andar sem esperá-la, estavam chegando perto do templo quando ela notou um brilho ao lado da arvore sagrada e que Inuyasha havia parado perto dali e a estava esperando.
Ela se aproximou olhando furtivamente para o brilho que ela ainda não havia descoberto o que era, quando estava perto o suficiente, Inuyasha passou seus braços ao redor de sua cintura e deu-lhe um beijo leve nos lábios.
- O que é isso, Inuyasha?
- Bom, o Souta me falou sobre os encontros que os namorados daqui tem, então resolvi fazer um para nós. – Ele disse um pouco embaraçado.
Kagome inclinou a cabeça e viu que abaixo da Arvore sagrada estava uma toalha e o brilho vinha de velas que estavam ali, e também havia comida e uma garrafa de suco.
- Uau... Você fez tudo isso... Para mim?
- Aham...
- Por quê?
- Porque eu te amo, bobinha. – Ele disse enquanto sentia as bochechas arderem.
- Obrigado, Inuyasha.
- De nada... Sabe, aquele seu amigo até que ajudou. Eu não sabia como ia te atrair até aqui sem que você suspeitasse de nada.
- Quer dizer que não ficou com raiva?
- Claro que eu fiquei, mas eu tive que me concentrar para não quebrar a cara daquele...
- Okay, okay... Vamos comer que eu já estou morta de fome.
Inuyasha a guiou até o local onde jantariam e a ajudou a se sentar, depois colocou um pouco de suco para ela.
- Você é o melhor namorado do mundo, Inuyasha.
- Obrigado. Mas eu só queria um momento especial para nós três. Eu, você e nosso filho.
Kagome se inclinou e beijou Inuyasha, que aprofundou o beijo.
- Você sabe que sempre vou te amar, né? Sempre. – Ela o beijou de novo.
- Eu sei. E eu também.
Ambos sorriram. A noite estava realmente perfeita, não havia nada que pudesse estragá-la, assim como não havia nada que pudesse separá-los.
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