Fruto da Paixão

12 Capítulo 12


Capítulo 12 – O tempo passa

Dois meses havia passado desde que haviam derrotado Onigashin, Inuyasha estava satisfeito por ter frustrado outro plano de Narake, enquanto Kagome estava aliviada por terem conseguido mais um fragmento, embora ainda estivesse um pouco chateada por Inuyasha ter pensado em se sacrificar para que ela e os outros pudessem viver, mesmo que a idéia fosse nobre, ela estava chateada.

Entretanto, havia outro motivo para o casalzinho estar feliz: seu filho. Ele estava crescendo cada vez mais — e para o desgosto de Kagome, ela estava eventualmente engordando. — e isso deixava tanto inuyasha quanto Kagome animados, e ainda assim temerosos. Ainda não haviam terminado a jornada pelos fragmentos, e a cada dia que se passava, a jornada se tornava mais difícil, e Kagome estava cada vez mais propensa a se machucar — e perder o bebê. Inuyasha insistiu várias vezes que ela voltasse para a sua Era que ele continuava procurando os fragmentos, mas ela negou veementemente, o que deixou Inuyasha um tanto desgostoso.

Mas havia outro motivo que estava deixando Inuyasha desgosto, — e o levando a loucura — Kagome estava cada vez mais emocional. Os hormônios estavam fazendo um ótimo trabalho no corpo da jovem que brigava muito com Inuyasha por bobagens, depois chorava sem motivo nenhum, ou ficava irritada ainda sem motivo algum para isso.

E aquela manhã estava sendo como muitas outras...

- Eu só estou dizendo isso para o seu bem!! – Inuyasha disse, ele não gritava, mas estava um pouco exaltado e a frase saiu um pouco mais alta que o ideal.

- Mas eu não quero ficar na minha Era enquanto vocês enfrentam os lacaios do Narake! – ela disse com uma voz chorosa.

- Mas é pro seu bem e do nosso filho! Da última vez que lutamos com um dos lacaios do Narake você ficou presa em uma teia de aranha e quase morreu sufocada!!

- Não exagera! Eu não fiquei lá nem sequer pó dez minutos!

- Porque eu te tirei de lá! Já pensou se eu não tivesse conseguido? Você teria morrido sufocada, Kagome!

- Eu posso me cuida sozinha! – ela cruzou os braços e fez um bico.

- Ultimamente você está me parecendo incapaz de se cuidar sozinha! – Inuyasha disse segurando o braço dela.

- O que está querendo dizer? – ela indagou irritada

- Que você não está conseguindo tomar conta de si mesma, eu fui claro quanto a isso, mas isso me preocupa já que não é só a sua vida que corre riscos, a vida do meu filho também corre riscos, Kagome! Eu só quero que entenda isso!

- Então... – ela dizia, com os olhos já marejados – Então quer dizer que você não confia em mim?

- Ah, não é... – ele dizia sem graça, mas Kagome o cortou.

- Você me acha uma irresponsável, não é mesmo? – algumas lágrimas escorreram pelo o rosto de Kagome, aquilo partiu o coração de Inuyasha, ele novamente teve vontade de se espancar por fazê-la chorar... De novo!

- Não, Kagome, eu...

- Não! – ela o cortou de novo – Você é um insensível Inuyasha! – nesse ponto ela já chorava bastante – Não se importa com os meus sentimentos.

- Kagome, não foi...

- Idiota! – ela puxou o seu braço e se soltou dele facilmente, ele tentou não impor força alguma, só iria piorar as coisas. – Eu vou ter um filho seu e assim que você me trata! – ela acusou – Idiota! IDIOTAAA! SENTAAAAAAAA!!

Inuyasha caiu de cara no chão e Kagome entrou na cabana de Kaede correndo, o rosto escondido entre as mãos e soluçando alto.

- Ai... – Inuyasha gemeu, erguendo-se.

- Você está bem? – Miroke perguntou.

- Não, mas já estou acostumado. – ele respondeu, sentando-se e massageando o rosto.

- Ela está muito ‘frágil’ nos últimos dois meses... – Miroke disse, sentando-se ao lado de Inuyasha.

- E só vai piorar nos próximos meses... – Inuyasha disse desanimado, pensando no que se seguiria até o nascimento de seu filho.

- Vai ser preciso muita paciência...

- Eu concordo. – Inuyasha disse desanimado

- Mas vamos lá, Inuyasha, anime-se! Logo, logo você terá um lindo bebê pra cuidar.

- Ai, espero que ele não dê tanto trabalho quanto a mãe. – Inuyasha disse.

- Não se preocupe, você com certeza dará conta! – Miroke disse num tom animado.

- Huh... Acho que quem está — e sempre esteve— mais ansioso aqui pra ter um filho é você.

- Ah, sim, mas eu Sango estamos indo devagar, sabe? Não queremos apressar as coisas. – ele disse com uma cara sonhadora.

- Sei... Ela te deu um fora, não foi?? – Inuyasha sorriu quando viu a expressão de Miroke ‘desabar’. – Ela te deu um fora. –ele afirmou desta vez.

- Sabe, como é, ela não quer filhos agora. – ele limpou a garganta – Quer esperar que o Narake seja passado, coisa e tal.

- Sei... – Inuyasha lançou um sorriso travesso para Miroke.

- Alguém sabe por que a Kagome tá chorando daquele jeito? — Sango apareceu.

- O de sempre. – Inuyasha disse.

- Hormônios, huh? – Sango perguntou, Inuyasha suspirou.

- Aham. É melhor eu ir falar com ela. – ele diz e se levanta, e depois caminha em direção a caba de Kaede, deixando Miroke e Sango a sós.

- Então... – Miroke falou, olhando para Sango e exibindo um sorriso travesso – O que acha de termos o nosso próprio bebê para nos preocupar. – ele disse, movendo a mão para apalpar Sango, mas antes que alcançasse seu alvo, Sango o golpeou com o osso voador.

- Já falamos sobre isso, Sr. Monge. Eu não quero ter filhos agora.

- Mas...

- Sinto muito. – ela disse, irredutível.

-

- Mas... – ela inclinou-se e ficou com o rosto na mesma altura que o dele, e depois depositou um beijo nos lábios de Miroke – Quem sabe em breve.

Ela disse correu. Miroke ficou sentado como cara de idiota e com os dedos sobre os lábios...

- Ela... Me beijou... – ele disse abobalhado.

Inuyasha adentrou a cabana de Kaede, Kagome estava deitada de barriga para baixo sobre uma esteira (N/A: eu acho que é isso -), ainda chorando, ele se aproximou e se sentou ao lado dela, pousando sua mão sobre o ombro dela.

- Hei, Kagome...

- Vá embora! – ela tirou a mão dele de seu ombro bruscamente.

- Não chore meu, amor. – ele disse acariciando suas costas. – Eu não tive a intenção...

- Você me acha uma imprestável.

- Não é verdade!

- É verdade sim!

- Não, não é. – ele disse docemente.

- Agora você está me chamando de mentirosa! – e chorou ainda mais, Inuyasha passou uma das mãos em sua testa, estava tudo apenas se complicando.

- Por favor, Kagome! Eu só estava preocupado com você! – ele disse suavemente, e a fez se virar para encará-lo.

- Você não confia em mim.

- Eu confio em você sim, mas há muitos perigos, entende?

- Eu sei me cuidar.

- Eu sei que sim, mas eu necessito te proteger. Proteger você e o nosso bebê. – ele colocou uma mão sobre o ventre dela. – Quero os dois a salvo.

- Sabe que eu nunca faria nada que pudesse machucar o nosso filho. – ela fungou.

Ele enxugou as lágrimas do rosto dela.

- Eu sei. Mas ainda assim... Eu preciso proteger vocês. Porque vocês são a minha única família. E eu amo vocês.

Os olhos de Kagome estavam arregalados, ela voltara a chorar, mas não de tristeza, e sim, de felicidade por Inuyasha estar dizendo todas aquelas coisas. Era realmente muito lindo. Ela o abraçou.

- Eu também te amo! – ela disse com a voz abafada e soluçando de leve. Ele passou um braço por sua cintura e a abraçou fortemtente.