És um amontoado de expectativas frustradas.

Um amontoado de palavras vazias ditas promessas a cumprir.

A expectação ansiosa que alimentara, agora arruinada impiedosamente por uma sensação imensurável de vazio abraçando-me com vigor.

Prometera-me, meu amor, que jamais cometeria a crueza de me fazer chorar.

Mas não obstante das próprias palavras, fizera-me arcar com o fardo de cicatrizes dolorosas por toda a parte, contendo memórias aterradoras jamais esquecidas. Jamais superadas.

Um aperto rude na garganta prendendo as terríveis emoções que causou-me em virtude da maneira deplorável com a qual agiu, ainda que observasse a profundidão dos meus olhos brilhar intensamente ao encontrar os seus.

Ainda que eu houvesse demonstrado de todas as formas o quão vasto era o meu amor por ti. O quanto estava disposta a traçar nossa felicidade juntos.

Ainda assim, ousara ser insensível com suas atitudes.

Ingrato.

Um gosto amargo inundando a laringe, a pouco de transbordar, desabando o sorriso contente e apaixonado que fruía em meus lábios.

Meu único refúgio ruindo com cada uma de suas atitudes denotando indiferença e amargura, presentes reiteradamente nas conversas de poucas palavras e respostas de ínfimo afeto, deste modo, fragmentando por inteiro o meu coração.

O mesmo coração que fora tão carinhosamente entregue a ti.

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