Frozen: era uma vez...
3 Olhar do destino
Notas iniciais
As duas irmãs, Mônica e Magali, choravam cada uma em seu quarto. Magali já estava farta de toda essa história, então correu até o quarto de Mônica e socou várias vezes a porta. Até que Mônica decidiu abri-la.
– Mô...Mônica? Você abriu pra mim?
– É, Magali. Não tenho outra alternativa. Não podemos ficar isoladas para sempre nessa casa.
– Então dá cá um abraço e...
– Não!
– Por... por que não?
– Porque eu... porque a gente precisa fazer outra coisa. Tipo... ah, vamos logo!
– Tá bom.
E as duas foram conversando, sem tocar uma na outra.
Do outro lado da rua, havia alguém. Alguém misterioso, diga-se de passagem. Alguém que tinha cara de querer vingança. Aquele alguém em busca de outro alguém... E esse alguém dizia a si mesmo:
– A minha vingança estará completa! Hahahaha...
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"- Ola, Cascão! Eu não vou acleditar nessa histólia. Você está inventando.
– Não estou não, Sir. Bolinha. É verdade!
– Em plimeilo lugar, não é Sir. Bolinha. É Cebolinha. E em segundo, eu sou um homem muito chato que odeia tudo e..."
– MARIA CEBOLINHA!! PODE PARAR COM ISSO JÁ! EU JÁ SEI FALAR DIREITO, E TAMBÉM NÃO ME CHAMO CEBOLINHA! É CEBOLA! CE-BO-LA!
– Ai, mano. Deixa disso, vá? Eu estou brincando com meus bonecos. Ah, e você esqueceu da parte que eu disse que você era chato.
– Hunf! Crianças.
– Por falar nisso, você vai pra onde?
– Eu? Ora, eu... vou dar uma... uma... Ah, você não plecisa saber!
– Você vai se encontrar com uma menina.
– Aaah, miniatura de Cebola! Como você descobriu??
– Você falou "elado"... hihi...
– Não vou perder tempo com você. Fui!
– Tchau, Cebolinha!
– É Ceb... bah, deixa pra lá!
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– Olá, Cebola.
– O-oi, Malina. Tudo bem?
– Tudo, Cebola. Mas porque você demorou?
– É porque a Maria Cebolinha pediu pra eu levá-la na escola, aí eu aproveitei que vinha aqui e...
– Cebola, hoje é sábado.
– É? Q-quer dizer... eu sei, é que ela vai se encontrar com os amigos.
– Ah, bem. Mas então... vamos? O Franja deve estar esperando a gente.
– Vamos.
Os dois foram rumo à casa de Franja, quando encontraram duas meninas andando na rua.
– Marina... Olha que belezura!
– Ah, tá brincando que você nunca ouviu falar delas?
– Er... pra falar a verdade...
– A menor é a Magali. Irmã da Mônica, que é a que está do lado dela.
– Mas aquela tal de Mônica brilha, hein?
– Hê, hê... Ela é a rainha nova.
– Vou ir lá falar com ela.
– Vai.
Cebola deu uns passos em direção a Mônica, que também olhou para ele. Ele recitou:
– Amarelo lembra ouro, ouro lembra ladrão; ladrão lembra você, que roubou meu coração.
Mônica deu uma risadinha. Magali curvou-se para os lados.
– Pra que isso? — Mônica perguntou, achando que foi simplesmente muito dura com quem lhe cantava.
– Porque você simplesmente é o sol da minha vida! Seus cabelos são como o ébano mais raro, seus olhos como o galho mais forte da maior árvore genealógica...
– Hi, hi... Você é fofo.
– Eu? Ah, eu sei. Q-quer dizer, obligado.
– Você fala engraçado.
E os dois ficaram se olhando um tempão. Parecia algo planejado pelo destino, pelo belo destino. Mas tinha ainda aquele "alguém" espiando tudo. Alguém que queria acabar com a vida de outro alguém. Tudo planejado pelo destino. Não, não existe o "belo" destino. Existe o destino cruel.
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