Frozen Love, Melted Heart
7 Saving Anna - Part 2
Notas iniciais
Elsa viu o rosto de Anna mudar a expressão para surpresa, e o de Kristoff para raiva. Ela sabia muito bem o motivo da raiva dele: o tal príncipe havia quase matado sua esposa, e agora ainda havia seqüestrado-o mantendo como refém. Ele se aproximou de Hans, como se fosse bater nele, mas os outros homens também se aproximaram.
– Hans. Você tem sua chance. Deixe-nos em paz.
– Já disse que deixo vocês em paz assim que me nomear rei.
– Nunca!
– Nunca? Então não se importaria se eu fizesse... isso.
Ele puxou Anna pelo cabelo e apertou seu pescoço. Elsa começou a entrar em desespero, mas não podia desistir.
– E então? Como vai ser? Vai ficar com sua irmã ou a coroa?
Ela respirou fundo. Tinha que pensar em alguma coisa rápido. Não podia entregar sua coroa a Hans, mas também não podia deixar que Anna morresse.
– Elsa, tome a decisão que precisar – disse Anna – saiba apenas que eu amo você.
Era disso que ela precisava. Ganhar tempo.
– Nada vai acontecer conosco, Anna. Não se eu entregar a coroa. Mas eu tenho uma pergunta. O que aconteceria conosco se eu lhe entregasse a coroa?
– Teoricamente, você não poderia apenas me entregar a coroa. Você teria que se casar comigo.
Elsa sentiu vontade de vomitar e viu que Anna também estava com cara de nojo. Casar com Hans? Nem morta! Ainda bem que já tinha um plano em mente.
– E então Anna e seu amado marido morariam conosco, como se nada tivesse mudado.
Poderia ser uma boa escolha. Ela não precisava viver como esposa. Continuaria no comando, porém com um homem ao lado. E esse seria o melhor para Anna. Eles também não precisavam ter filhos. E aquilo seria para o bem de Anna. Ela só queria ver sua irmã feliz.
– Elsa – disse Jack ao seu lado – você não precisa fazer isso. Não precisa se casar com esse homem. Veja o quanto ele fez sua irmã sofrer.
A voz de Jack soava rouca em seus ouvidos. Ele estava certo. Elsa não podia se casar com Hans. Tinha que se lembrar que ele quase havia matado Anna.
O motivo principal era isso. Mas ela sabia que no fundo, no fundo, tinha algo a ver com Jack. Quando escutou sua voz, lembrou-se que não poderia se casar com quem não amava. E ela sabia, embora nunca houvesse admitido, que sentia algo pelo garoto do gelo. Algo nele a chamava atenção. Não sabia se eram seus olhos. Seu jeito extrovertido. Sua voz. Talvez juntando tudo isso, Elsa poderia quase criar uma explicação por esse sentimento. Mas ainda assim não conseguia entender.
– Eu vou distraí-lo novamente – continuou Jack – E vou fazer Anna e Kristoff chegarem ao castelo em segurança. Enquanto isso, você dê um jeito para detê-lo. Eu sei que pode fazer isso.
Lembrou-se das palavras de Anna quando ainda estava tentando convencê-la a descongelar tudo: É claro que pode. Eu sei que pode.
Decidiu fazer o melhor: ela iria ganhar tempo.
– Mas... Se eu me casar com você. Como vai ser tudo? Anna e Kristoff vão continuar morando no palácio?
– Bem... este é outro probleminha. Eles teriam que viver como camponeses. O rapaz já deve entender disso.
– Você não sabe nada sobre a minha vida! – intrometeu-se Kristoff
Hans fez sinal com a mão para que ele se calasse.
– Mais uma palavrinha e eu acabo com sua amada.
Anna gemeu por baixo de sua mão. Elsa precisava salvá-la urgente. Jack já estava atrás de Hans. Ele novamente formou uma enorme bola de neve e acertou logo atrás de sua cabeça. Foi questão de meio segundo para que Hans soltasse Anna e ela corresse pra perto de Kristoff. Elsa não hesitou. Criou e moveu uma grande e afiada pedra de gelo para perto dele.
– Ah, Hans. Se ao menos alguém nesse mundo fosse capaz de casar com você...
Sua expressão mudou ao lembrar-se do que havia dito à Anna: “oh, Anna, se ao menos alguém lá fora fosse capaz de amar você...”
– Você tem sua chance. Vá embora de Arendelle. E nunca mais volte.
Jack está ao seu lado ajudando a controlar a pedra de gelo. Ele provavelmente sabe que Elsa não conseguiria sozinha. Não teria tanta coragem de ameaçar alguém depois de tudo o que aconteceu.
– Eu... eu... – gaguejou Hans. Pela primeira vez, Elsa via medo nos olhos dele. E se sentia orgulhosa por isso, pois era o mínimo que alguém como Hans merecia. Ela aproximou a pedra de gelo. Sua expressão já estava mudando de medo para desespero – Tudo bem! Tudo bem, eu saio.
– Vá para bem longe daqui – ordenou
Hans pegou seu cavalo e correu pelo lado oposto. Elsa olhou para Jack e sorriu, agradecida. Depois voltou-se para Anna.
– Você está bem? – perguntou
Anna respirou fundo.
– Sim.
– No que estava pensando? Por que veio até aqui?
– Eu vi Sven correndo até o palácio e fiquei com medo que algo tivesse acontecido com você. Pela primeira vez desde que Hans tentou lhe matar, eu senti medo. Muito medo. Afinal, como conseguiu chegar até aqui?
Elsa riu, pensando em como iria contar essa história.
– Depois eu explico. O que importa é que nós duas estamos bem. E você também, Kristoff.
Kristoff fez uma reverência apenas com a cabeça e Elsa respondeu. Viu Jack voando logo acima dele e quis ter aquela sensação de novo. Voar. Olhou novamente para sua irmã e seu cunhado.
– Vocês podem ir na frente. Eu sei o caminho.
Ao seu lado, um garoto de cabelos brancos abria um enorme sorriso.
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