Frozen Heart
1 Prólogo
Notas iniciais
Ia usar uma fanart pra capa do capítulo mas não sei onde coloquei então puft vai assim mesmo
Fiquem com o prólogo curtinho~
A noite silenciosa com a fraca nevasca que caia não incomodava os dois garotos brincando tranquilamente na neve. Dois bonecos de neve encontravam-se ao lado, enquanto o terceiro acabava de ser terminado pelo garoto azulado.
– Está ficando frio, vamos entrar? – perguntou, esfregando as mãos para limpar a neve das luvas.
– Mas antes vamos fazer aquilo de novo? – o ruivo sugeriu com um sorriso nos lábios.
– Só se for rápido, Sei-kun – respondeu o azulado, já retirando as luvas.
Akashi Seijuro o imitou e, em seguida, juntou as mãos e fechou os olhos para concentração. Alguns segundos depois, um pequeno floco de neve surgiu entre elas.
– Estava treinando isso. O que achou, Tetsuya?
– Conseguiu controlar muito bem, Sei-kun. Estive treinando algo mais.
Kuroko Tetsuya agachou-se e fez um movimento circular com o dedo indicador sobreaneve, que se agitou instantaneamente e começou a se juntarem um pequeno monte. Rapidamente, começou a tomar forma e se transformou em um filhote de cachorro de neve que se agitou assim que surgiu e se aproximou de Tetsuya.
– Ele está vivo! – exclamou Seijuro, com a surpresa evidente em seus olhos.
– Foi bem difícil de aprender – Tetsuya sorriu com cansaço, fazendo o filhote se desfazer aos seus pés e voltar à forma original de um monte de neve.
– É incrível, mas tem outra coisa que quero te mostrar.
Seijuro voltou a juntar as mãos e fechar os olhos. Tetsuya observava-o atentamente, curioso com o que o amigo estaria guardando até o momento. Viu o momento em que um raio de gelo emergiu por entre suas mãos e rumou em direção ao céu, separando-se em vários outros raios menores que seguiram rumos diferentes, espalhando-se no ambiente. O azulado assistia a bela cena de forma admirada e voltou o olhar para o amigo.
Viu o momento em que o rosto do ruivo se alterou com os olhos se apertando e um tremor aparente passando por seus lábios. No momento seguinte, os raios de gelo tornaram-se mais agitados, atravessando o céu com uma violência assustadora. Tetsuya abriu a boca para chamar a atenção de Seijuro, mas no exato momento sentiu uma forte dor em sua cabeça e sentiu tudo escurecer.
Os eventos seguintes foram rápidos como flashes na mente do garoto ruivo. Correu até Tetsuya, apoiando-o nos braços e gritando por seu nome enquanto lágrimas brotavam, fazendo seus olhos brilharem na escuridão da noite. Vendo que o garoto não reagia, gritou por seus pais até que os fizesse sair correndo de casa. Ao aproximar-se de sua mãe, Seijuro ficara apoiado na mesma com o choro entalado na garganta e limpando as lágrimas, dizendo que era sua culpa por sugerir a brincadeira com seus poderes e acertá-lo. Ela, aflita com o desespero do filho, tentava tranquilizá-lo enquanto seu pai chamava pelos pais de Tetsuya e o médico próximo de sua casa. O único que tinha conhecimento dos poderes dos garotos e, portando, o único que poderia os ajudar naquele momento.
Seijuro não conseguia prender sua atenção completamente no diagnóstico do médio, talvez em razão do medo que apagava seus sentidos no momento. Mas o ouviu dizer que não era fatal, mas o choque na cabeça de Tetsuya aparentemente havia causadoperda de memória no garoto.
– É melhor que assim seja – comentou o médico enquanto guardava as ferramentas médicas na bolsa. – Os poderes de Seijuro-kun se descontrolarão com frequência a partir de agora e o melhor é que seja separado de Tetsuya-kun.
O ar estava preso na garganta de Seijuro, que não conseguia desviar o olhar do rosto adormecido do amigo. O médico se voltou para a família Kuroko.
– Sugiro que se mudem para outro reino e ensinem Tetsuya-kun a controlar seus poderes separadamente. Assim como Seijuro-kun precisará de atenção especial sobre a evolução dos seus.
Assim foi feito. Tetsuya se mudou no dia seguinte, sem nem ao menos se encontrar com Seijuro para uma despedida. O ruivo não chegou a saber para onde o amigo se mudara, e realmente não se importava muito. Sabia que os pensamentos de Tetsuya não voltariam mais pra ele, que nem ao menos se lembrava de sua existência. Então tentou fazer o mesmo. Mesmo quando sentiu a solidão começar a consumi-lo.
Notas finais
Mesmo que um prólogo seja bem pouco para dizer algo sobre a fic, mas venham deixar reviews, nem que seja só pra avisar que estão acompanhando que eu vou ficar feliz ;u; (eu literalmente vivo de reviews não me deixem morrer)
E se não tiver nenhum imprevisto devo postar o próximo capítulo na semana que vem, então até lá ♥
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