Frozen Heart

4 Conceal, don't feel


Notas iniciais
Estou no pc desde as duas da tarde sem fazer absolutamente nada de útil enquanto deveria estar revendo matéria da prova amanhã e ainda precisei me forçar muito forte pra revisar esse capítulo porque tinha umas coisas que queria mudar. É, então, eu fiquei esse tempo todo a toa e nem ao menos consegui escrever um capítulo novo pra essa fic ou alguma das milhões de oneshots que quero escrever. Shame on me. Pelo menos dei me dei um jeito pra vir postar isso aqui. Mas decidi que vou parar de me determinar prazos para atualizar FH porque eu nunca consigo cumpri-los mesmo pfff (mas espero nunca ficar mais do que duas semanas sem postar, pelo menos enquanto eu tiver alguns capítulos já prontos que só precisam de revisão) Enfim, eu gosto bastante desse capítulo mas tirei muitas viadagens desnecessárias nessa revisão (não, não tirei partes akakuro, apenas viadagens de monólogos do Kuroko) mas eu disse que é um capítulo importante e ainda é, então boa leitura~

O barulho alegre da cerimônia encheu os ouvidos de Kuroko assim que adentrou no salão. Pode ver várias pessoas dançando ou conversando entre si; mas todas eram nobres de Arendelle, nenhum rosto lhe era familiar. O azulado apenas vagava por entre a multidão, sem muita certeza do que deveria fazer. O garoto moreno, Takao, se separara dele e de Aomine assim que chegaram, anunciando que poderiam ficar à vontade e procurar por ele ou Midorima na necessidade. E até mesmo seu amigo de infância logo o deixara sozinho para passar um tempo na parte de comidas

Não se aborrecia, na verdade, mas sentia-se um pouco solitário.

– Kurokocchi! – pela primeira vez, Kuroko sentiu-se grato por ouvir aquela voz e aquele apelido. Olhou na direção que ouvira ser chamado para ver o loiro desviar de um casal que dançava para se aproximar. – Está se sentindo deslocado aqui, não é?

– Um pouco, na verdade – admitiu, sorrindo levemente. Pelo menos um rosto conhecido era bom naquele momento em que metade do reino desconhecido se encontrava ali.

– Vamos fazer algo então, Akashicchi deve demorar um pouco mais para descer.

Kuroko acompanhou Kise enquanto caminhava pelo salão, apresentando-o a conhecidos aleatórios que o azulado apenas cumprimentava com um balanço de cabeça ou oferecendo as comidas da mesa que, mais um vez, eram recusadas.

– Você não é de se enturmar muito, Kurokocchi – comentou Kise enquanto levava um doce da mesa, provavelmente feito por Murasakibara, à boca. – Quem sabe você não gostaria de danç-

– Não mesmo – cortou-o Kuroko, apertando os olhos.

– Cruel – choramingou o loiro.

Subitamente, as conversas paralelas no salão se calaram. Kuroko olhou ao redor buscando entender a razão, mas não foi preciso procurar muito. Kise tocou seu ombro e apontou para a escada pela qual havia chegado ao local. Podia avistar Akashi claramente, mesmo estando distante. Usava uma roupa mais formal do que a usada quando se conheceram, mas ainda com a capa de veludo tremulando atrás de si enquanto andava. A maior novidade era a grande coroa dourada repousada em sua cabeça.

Todos no salão se curvaram, Kuroko achou melhor imitá-los. Akashi lhes lançou um sorriso como se achasse aquilo divertido e caminhou até a região do salão mais elevada, atraindo todos os olhares.

– Agradeço a presença de todos – disse com a voz ecoando por todos os cantos devido o silêncio do local. – Em especial ao representante da família Kuroko, que gentilmente ofereceu uma aliança entre nossos reinos. Anuncio então, abertamente, que o reino de Arendelle será aliado do reino de Corona a partir de hoje. Shintaro os entregará os papéis assinados amanhã ao amanhecer.

Ao terminar de falar, desceu de onde estava e começou a refazer o caminho pelo qual chegara.

– É isso? – perguntou Kuroko, deixando seus pensamentos tomarem a forma de palavras altas.

– Akashicchi sempre resolve seus tratados assim, fazendo anúncios rápidos sem se expor muito ao povo e voltando logo para seu quarto.

Os olhos de Kuroko acompanhavam o ruivo atravessando o salão. As conversas haviam se normalizado ao seu redor e todos já pareciam ter esquecido que o rei passara por ali. Perguntava-se quase desesperadamente se ninguém iria questionar sua saída e argumentar que precisava ficar mais tempo na cerimônia. Sabia que assim que os papéis estivessem em sua mão no dia seguinte, partiria sem que tivesse outra chance de ver o rei.

Via-o agora muito próximo da escada e sabia que logo subiria para trancar-se em seu quarto, acabando com todas as chances que teriam para se comunicar alguma outra vez. Mordendo o lábio inferior, Kuroko atravessou o salão deixando Kise para trás sem nenhuma explicação. Correu o mais rápido que pode evitando esbarrar nas pessoas. Mas conseguiu chegar a tempo, Akashi ainda estava no primeiro degrau quando se aproximou.

– Akashi-kun, não vai ficar um pouco mais? – perguntou, tentando não mostrar que estava ofegante.

– Já tratei do que deveria, não há mais razão.

– Pelo menos me responda algumas perguntas...

Kuroko deu um passo à frente e viu o ruivo recuar automaticamente. No momento não pensava que poderia estar forçando-o a algo, mas a vontade de falar-lhe era muito grande.

– Não vão achar ruim que fique por um tempo, Akashi-kun.

– Você não entende – foi a resposta curta e com tom de frieza que criou um peso no peito de Kuroko.

O menor não queria demonstrar a mágoa, ainda mais para alguém respeitável como o rei de Arendelle, mas sentiu que seu esforço foi em vão.

– Tetsuya – ouviu Akashi o chamar e levantou o olhar, sentindo o arrepio percorrer seu corpo ao ouvir seu nome ser pronunciado pelo outro. Esperou que ele continuasse, mas não aconteceu. Em vez disso, Akashi suspirou e balançou a cabeça levemente antes de dar-lhe as costas para continuar subindo os degraus.

O vazio que surgira no peito do azulado parecia crescer enquanto observava as costas do ruivo se distanciando de si. Pensava que poderia ser pelo fato de não ter sido ouvido ou por sentir que Akashi não o tratava melhor do que qualquer pessoa do reino. Talvez usasse da mesma aparência acolhedora de início com todos os visitantes. Mas sentia vontade de receber um tratamento diferente.

Porém não conseguia dizer nada daquilo. Os pensamentos passando por sua mente no momento o desconcentravam de todas as palavras que tentasse pronunciar. Desistindo de buscá-las, Kuroko simplesmente estendeu o braço para segurar seu pulso e assim tentar pará-lo.

Mas Akashi, ao ver o movimento do menor pelo canto do olho, puxou o braço para junto do corpo. Seus olhos heterocromáticos miravam Kuroko com um misto de espanto, raiva, ou indignação; Não saberia dizer qual emoção era transmitida. Apenas entendeu o motivo do ruivo lhe lançar um olhar assim quando abaixou os olhos e percebeu que a luva, anteriormente na mão do rei, agora se encontrava na sua.

No momento seguinte tudo aconteceu muito rápido; o rei deu um passo para trás e fez um movimento brusco com o braço na direção de Kuroko, como se quisesse formar uma linha imaginária no chão à frente do azulado. Mas, de sua mão descoberta, viu um jato de gelo ser lançado, atingir o chão e criar uma forma congelada pontiaguda, quase como uma estalagmite, que era um pouco menor que Kuroko.

As estalagmites se formaram próximos a ele, com várias pontas afiadas se estendendo perto o bastante para sentir uma delas arranhar sua bochecha e fazer uma fina linha de sangue escorrer até o chão. Kuroko, que mantivera os olhos fechados desde que vira as formas de gelos começarem a se formar no chão, abriu-os quando sentiu o ardor no bochecha.

Percebeu que agora estava sentando no chão; provavelmente havia tropeçado dos degraus e caído de uma altura baixa em razão da surpresa. Mas, mais importante ainda, viu-se frente a frente com um verdadeiro amontoado de estalagmites extremamente afiadas e de cor avermelhada. Avermelhada; o gelo era avermelhado. Sentiu-se ainda mais atônito quando percebeu.

Atrás de si, o salão novamente parara em silêncio, observando o que havia se dado. Mas logo o silêncio foi quebrado, dando lugar a uma verdadeira movimentação infernal. Não podia ouvir claramente o que as pessoas gritavam, pois o sangue pulsava em seus ouvidos assim como seu coração, mas pareciam ser coisas horríveis como "Monstro!", "Feiticeiro!" ou até "Aberração!". Aomine parecia o chamar também, mas só percebeu quando sentiu as mãos fortes puxarem-no para trás com firmeza, mas também cuidado para que não o machucasse novamente.

– Tetsu! O que aconteceu? Ei, Tetsu!

Não conseguia se forçar a responder. Seus olhos ainda captavam Akashi no mesmo lugar, assistindo tudo que se passava. Não podia enxergar sua expressão, sua visão parecia turva agora. Mas o viu apoiar-se na parede com uma das mãos, fazendo-a se cobrir com o gelo vermelho em apenas um segundo. Ao ver o que fizera, retirou a mão como se o contato lhe queimasse a pele e virou-se para subir os degraus com passos rápidos. O chão se congelava onde pisava, deixando um rastro de um gelo para trás.

– Tetsu, o que esse maldito fez com você? Me diga que vou agora mesmo quebrar a cara dele!

Kuroko finalmente se voltou para Aomine. Não podia deixar o amigo preocupado, mas realmente não havia sido grande coisa. A maioria de suas reações se davam pela surpresa do que acabara de ver, nada mais. Porém não podia perder tempo agora.

Libertando-se das mãos fortes de seu amigo, Kuroko colocou-se de pé.

– Desculpe, Aomine-kun, depois te explico tudo.

– O que...

Sem mais palavras, contornou a muralha de gelo com pressa – Akashi não congelara completamente a base de escada, havia deixado uma abertura pela qual podia passar – e subiu os degraus correndo.

Aomine colocara-se de pé para segui-lo, mas sentiu algo o segurando pela camisa.

– Ele vai ficar bem – disse Kise em um tom calmo, mas ainda bastante sério.

O moreno se virou e segurou o outro pelo colarinho, gritando em seu rosto:

– Bem?! Você quer dizer que aquele psicopata vai matá-lo!

– Confie um pouco mais em seu amigo assim como eu confio no meu rei – respondeu o loiro sem se mostrar ameaçado pela proximidade. – Kurokocchi é o único que pode trazê-lo de volta.

Notas finais
Um final com um pouco de tensão finalmente (っ・ω・)っ Preciso dizer que sinto muito se deixei alguém confuso porque essa parte foi mesmo um pouco complicadinha de escrever, mas espero que consiga ter passado a imagem que queria (é bem mais fácil de entender se comparado à Frozen já que é uma parte que me baseei inteiramente no filme) mas o que se segue agora começa a dar o formato romântico da fic e o próximo capítulo é um que gosto bastante também ♥ Protective!Aomine is a thing. Eu espero não ter estrapolado nessa parte mas eu realmente acho que ele explodiria um pouco nesse situação hm. E deixo vocês pensando na razão do Akashi ter atacado o Kuroko (apesar de tudo se esclarecer no próximo capítulo) Aliás eu fui perguntada se colocaria ships secundários aqui e é realmente uma ideia que passou pela minha cabeça (já quase decidida por minha parte na verdade er) mas penso em colocar ainda AoKise como casal secundário, mesmo que eu preferia que fosse outro mas esses dois dorks estão no meu caminho e é mais por uma questão de ajudar a história se desenvolver. Mas não mais que dois capítulos. Eeee uma citação rápida de MidoTaka porque sim né *hides* Mas enfim me digam o que acham e nos vemos no próximo capítulo (´ω`)