Notas iniciais
Feliz Páscoa! Disse que viria outro cap antes do fim da semana e cá está. Tentei postar antes mas o desafio Nyah me levou a quarta, fiz esse caps na quinta e a carga horaria da faculdade me arrancou os cabelos hj. Então nao ta revisado direito. sei q tira a beleza da fic mas nao deu mesmo pra ajeitar tudo

Foi um bom almoço. Elsa estava faminta; Anna não menos, seu estômago estava acostumado com o horário, o atraso aumentou a fome; Corin era a mais faminta com toda certeza, havia comido pouco no café pela ansiedade de sair em passeio com Anna.

Juan foi o que menos apreciou o almoço, poucas vezes levou a comida à boca. Estava mais preocupado em observar Elsa. A rainha conversava bastante, mesmo que tentassem ficar quietos, Corin puxava assunto contrariando sua mãe e Elsa cedia à menina como cedia à Anna. Por muitas vezes Juan tentou trocar meia dúzia de palavras com a rainha e Corin ou Anna o interrompiam. Seu ódio por crianças crescia graças à intrometida Corin.

Felizmente — para Juan — todos acabaram de se alimentar e enfim ele pode ter um minuto de paz com a rainha. Apenas um minuto.

– Elsa, você disse que íamos brincar quando você voltasse! — cobrou Corin se aproximando correndo

– Ah, é mesmo. Prometi, Alteza. Sinto muito.

Elsa desculpou-se tentando fingir pesar — seu sorriso a contrariava claramente. Até havia se acostumado com Juan, entretando, as palavras de Anna ainda a perturbavam. Mesmo sendo uma mulher adulta, ainda agia como criança em certos aspectos, incluindo o tolo fato de temer ser pedida em casamento, mesmo sabendo que não aconteceria e que seria necessário apenas um "Não".

– M-mas, Majestade... — Juan tentou argumentar e foi interrompido por Anna

– Elsa, precisamos conversar. — pediu Anna com a voz pesarosa

– O quê? Agora?! Mas é minha vez! — protestou Corin

– Desculpe, Corin. No momento eu entro na fila da prioridade — brincou Anna

– Assim não vale!

– O que houve, Anna. É muito importante? — Elsa redirecionou a conversa percebendo o desconforto da irmã

– Sim, e temos que conversar agora. Demorei para tomar coragem. — responde Anna segurando as mãos da irmã

– Então você vai mesmo furar fila — constatou Corin entediada

– Desculpe, Corin. Anna primeiro — afirmou Elsa

– Eu posso ir também? — pede a garota

– Assuntou de adulto, criança não pode ouvir — nega Anna com um sorriso.

– Tá bom... vou esperar aqui então.

– Volto logo logo — disse Elsa saindo com Anna

– E você? — pergunta Corin para Juan

– Eu o quê, garota?

– Eu sei lá, tá na fila também?

Juan lhe direciona um olhar bem confuso. Enquanto isso, a rainha e a princesa de Arendelle chegam à biblioteca, Anna parecia um pouco nervosa, incomodada, o que só deixava Elsa preocupada.

– O que foi, Anna, está tudo bem?

– Sim.

– Então...?

– Quer dizer, não.

– Anna, o que está acontecendo? — pergunta Elsa muito preocupada

– Por favor, não vai. — pediu Anna aflita esfregando as mãos — Mande outra pessoa, diga que adoeceu, que não teve condições de ir, qualquer coisa. — despejou ela agitada, gesticulava muito a fim de extravasar o nervosismo.

– O quê? Ir para onde? — Tudo bem, isso já estava deixando Elsa confusa

– Skavir. Por favor, Elsa. Estou muito preocupada com a viagem. — confessou Anna afastando-se da irmã

– Anna... — suspira Elsa aliviada — está tudo bem. Vou levar dois guardas comigo, não se preocupe com isso.

– Não é com Skavir que estou preocupada — começa Anna esfregando seu braço — Eu não quero você em um navio. — sussurra Anna

– Como é?

– Você sabe porque. — respondeu Anna baixando os olhos

– Anna, eu não estou com medo — Elsa aproximou-se e ergueu o rosto da irmã — Você sabe que, como rainha, tenho que ir à outros reinos. Já fui antes, sabe que eu volto, não sabe?

– Mas nenhum deles precisou subir em um navio. Elsa...

– A carta continha o selo de urgência de Skavir. Anna é importante que eu vá.

– Mande outra pessoa.

– A carta foi escrita a mão pelo rei, Anna, não pelo escrivão, pelo rei, e lacrada com o selo real. Se ele não tivesse tanto sigílo em uma carta que pediu a MINHA presença, eu enviaria o conselheiro real. — argumentou Elsa solidamente

– Você não vai desistir, não é? — cedeu Anna

– Você sabe que não. Skavir pode estar com problemas e só nos duas sabemos do conteúdo da carta, nem os conselheiros sabem. Nem mesmo Damian sabe.

– Mesmo assim, poderia contornar a costa a cavalo e atravessar pela península e seguir o resto do caminho a cavalo novamente.

– Demoraria dias! Você leu a carta, pedia descrição e rapidez, além do mas, passaria por Gamel, se o rei Henrique teve tanto trabalho em ser discreto não deve querer que o reino que o domina saiba que eu estou indo para lá.

– Você daría uma desculpa.

– Teria que usar o navio da mesma forma, Anna.

– Em um percurso menor, que não demorario mais que uma hora. Ao contrário do que planeja, que ficaria quase um dia em mar aberto. E ainda por cima parar nas ilhas-do-sul antes de seguir viagem.

Os ânimos estavam exaltados. Era perigoso? Talvez, necessário? Sim. Anna não estava gostando da ideia, estava muito descontente, sentia medo. As duas ficaram em silêncio por um minuto, Elsa sabia dos riscos e também temia o mar, mas não poderia deixar-se dominar.

– Por favor, Anna entenda. Eu queria ficar. E se fosse Arendelle que precisasse de ajuda, você pediria isso ao rei de Skavir? — disse Elsa rompendo o silêncio

Anna apenas olhava para sua irmã, sabia que ela estava certa. Skavir havia perdido tempo demais esperando 10 dias para não levantar suspeita alguma a pedido de Arendelle. Sabia perfeitamente, pois Elsa decidira isso junto com ela, negou e escondeu de todos os seus conselheiros reais que Skavir havia enviado a carta, carta essa que deixava clara a necessidade de total sigílo sobre as negociações que teriam, assim como a tensão e desespero nas letras as quais o rei de Skavir enviara.

– Apenas prometa que não vai atracar pelas ilhas-do-sul.

– Anna...

– Prometa. Mesmo que em segredo, escondida, ou qualquer coisa do gênero, não vai passar pelas ilhas do sul.

– Já disse que vou levar dois guardas comigo, Anna. Não precisa se preocupar.

– Não quero que Hans saiba que você está perto nem que seja por uma hora. — suplicou Anna apertando as mãos de Elsa — Por favor

– O capitão precisa saber. Para preparar o navio para uma viagem sem escalas. — concordou Elsa com um sorriso.

– Obrigada, Elsa. Eu te amo, minha irmã

– Também te amo.

As duas se manteram abraçadas por um curto tempo. Uma fortalecendo a outra.

– Vamos, tem uma menininha que quer muito brincar — disse Elsa soltando-se do abraço

– É verdade. Corin está esperando por você faz tempo.

– E quem estava falando da Corin? — perguntou Elsa mordendo seu sorriso no lábio inferior e cerrando os punhos empolgada.

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– Não se preocupe, não vou pedir da cegonha nenhuma Corin, nem Ferdinando. Nem bebê nenhum — respondeu Juan irritado

– Voltaram! Vamos, vamos, vamos! — disse Corin agitada em seus saltos

– Calma, Corin. — pediu Anna rindo

– Anna, vamos escorregar no corrimão de novo? Aí depois a Elsa congela a escada e nós descemos assim Vuuuum — a garota corria por todo salão com os braços abertos — e depois ela faz aquele negócio com o gelo e...

– Ela tem algum botão de desligar? — pergunta Juan deslizando sua mão sobre seu rosto

– Ele é muito chato — sussurrou Corin para Anna, que riu da observação da menina

– Eu prometi à ela hoje de manhã — desculpa-se Elsa

– É. Ela prometeu. Não pode furar fila — apoiou Corin cruzando os braços

– Fila? Mas o quê... Não vamos perder mais tempo — disse Elsa lançando magia para o alto.

Que saudade estava de fazer isso. Sim, fizera mais cedo, mesmo assim. Sua relação de amor e ódio com seu poder pendia ao amor. Enquanto o descontrole se mantivesse noturno e trancado em seu quarto, tudo estaria bem, bastava descongelar tudo pela manhã.

– Quero brincar também — pediu Olaf se aproximando

Elsa lançou uma bola de neve que estava destinada a Corin e acertou Olaf, fazendo a cenoura do boneco de neve ser enterrada em seu rosto.

– Desculpe, Olaf — pediu Elsa rindo enquanto Anna continha o riso e Corin rolava no chão às gargalhadas

– Uou! Eu estou bem. — desculpou Olaf pondo a cenoura no lugar

– O que está fazendo? — perguntou Elsa se afastando ao observar Olaf amontoando neve

– Nada, ué. Só fazendo uma bola de neve — respondeu o boneco de neve mirando a rainha

– Não. Olaf, não — pediu Elsa estendendo os braços e recuando.

Olaf não atendeu ao pedido da rainha e atirou em sua direção. Elsa foi mais rápida e abaixou-se fazendo a bola de neve acertar Juan.

– Oh-oh — disse Olaf

– Não devia ter feito isso. — afirmou Juan abaixando-se

– Desculpa aí, senhor rei. Foi sem querer.

Juan mal havia montado sua bola de neve e recebeu uma segunda em sua nuca — Corin o havia acertado. Assim iniciou-se uma guerra de neve entre eles, uma guerra injusta, visto que Elsa defendia-se erguendo muros à sua frente e criava a própria munição. Ao mesmo tempo em que Juan derretia a neve que tencionava atingí-lo.

Anna se assustou ao ver Juan controlando o fogo, levou um certo tempo para se acostumar e recebeu explicações em meio a divertida guerra. Anna até tentou parar a guerra e pedir algumas explicações, impossível.

Corin já sabia e não parecia estranhar, o rei de Arisen lhe confessara enquanto aguardavam a rainha e a princesa de Arendelle e, se havia uma rainha do gelo, por que não haveria um rei do fogo? Então, com explicações parcialmente dadas, a guerra continuou por algumas horas até que avistaram Corin deitada no salão.

– Esperem, esperem. Soldado ferido! soldado ferido! — gritou Olaf seguindo até a menina

Elsa sentiu o sangue deixar-lhe o corpo. Não, de novo não. A história se repetia. Todos correram até a garota, até mesmo Juan.

– O-o que você tem, Corin? Por favor, Corin! — chamava Elsa temendo tocar a menina

– Só mais cinco minutos, mamãe — bocejou a garota

– Ela só está com sono, Elsa. — respondeu Anna

– É-é só isso? Tem certeza? — indagou a rainha observando angustiada a criança

– Sim, calma. Você não fez nada. — Anna ouviu o suspiro aliviado de Elsa sair dos pulmões — Corin? Vamos para o quarto?

– Ahn...? — bocejou a menina despertando parcialmente — Mas aqui tá tão fofinho. Posso ficar aqui? Estou com soninho — acrescentou fechando os olhos e se acomodando na neve

– Não, vem. Vou te levar para a cama

– Eu vou com você — disse Elsa

– Não precisa, Elsa. Ainda tem gente na fila, lembra? — sorriu Anna para Juan já com Corin no colo — E depois, nós precisamos conversar de novo

Elsa observou Anna subindo com Corin, seu coração ainda estava apertado de medo e ainda não tinha entendido a questão da fila.

– Onde está a mãe dessa garotinha? — perguntou Juan quebrando o silêncio

– Ahn? Ah, sim. Hana está cuidando dos preparativos para o casamento de Anna. — respondeu Elsa devolvendo ao salão seu aspecto natural — Fez questão de ajudar por ter trazido Corin para o palácio. Assim Anna tem mais tempo livre.

– Bem, acho que finalmente chegou minha vez. Tem senha ou algo assim?

– Como? — perguntou Elsa confusa

– A garotinha agitada, ela falou que para falar com você eu tinha que entrar na fila. E depois ficou me fazendo um monte de perguntas.

– Que tipo de perguntas? — Corin fazia Elsa rir até de longe

– Eu não sei, não prestei atenção em metade delas. Mas... — começou Juan se aproximando — acho que finalmente podemos retornar à nossa conversa.

– Nos arredores do palácio será melhor — Elsa fugiu do toque de Juan

– Como queira, Majestade — concordou ele a seguindo

Os dois saíram do palácio, avistaram os portões abertos e, ao longe, Damian guiando os cavalos do palácio para os estábulos, voltavam do banho semanal.

– Então, o que gosta de fazer quando não está congelando salões e dirigindo o seu reino? — começa Juan

Elsa deu um leve sorriso

– Congelar o reino — brincou Elsa fazendo Juan sorrir

– E o que faz quando não usa seus poderes? Borda, desenha...

– Não gosto de bordar e não sou a melhor desenhista de Anredelle. — Bordar? Sério? Elsa buscou em seus pensamentos algo que gostasse de fazer — Mas gosto de andar a cavalo.

– Gosta de cavalgar? — pergunta surpreso — Cavalos são ótima companhia

– Sim, é como... como se eu pudesse voar, te dão um pouco de liberdade, não acha?

– E não se sente livre quando está no chão?

– Majestade? — Damian interrompe a conversa — O que está fazendo aqui? Cancelou a aula?

– Oh! Vovô Pabie. E-eu... — Elsa observa os cavalos e monta em um deles tão rápido que Juan quase não percebe — Eu prometo, explico quando voltar. Estou atrasada! — Elsa gritou a última frase pois já havia iniciado o caminho deixando Juan pasmo para trás.

– Posso ajudá-lo, alteza? — perguntou Damian observando Juan boquiaberto

– Q-quando ela volta?

– Eu não sei. Talvez demore, talvez não. — respondeu Damian dirigindo-se ao estábulo — Escolheu um mau dia para visitar a rainha, Alteza.

Notas finais
E, sobre o filme... Deixa eu ver se entendi direito: Os pais das meninas deixavam a Anna correr de bicicleta na escada, pular em armaduras metálicas (com clavas como armas), descer escorregando o corrimão, mas nao deixavam a menina brincar com a irmã só pq ela fazia neve? '-'