Frozen 1/2 - Let It Go
16 Surge Uma Esperança
Notas iniciais
Elsa não tinha mais motivos para viver. Estava completamente só e sem saber como arrumar seu desastre feito em Arendelle e em Corona. Destruiu a vida de sua irmã e Marina, que tanto a ajudou a ser livre. Bem, isso é que Elsa pensava.
Depois de tanta dor dentro dela e o rosto cheio de lágrimas, eentiu o corpo de sua irmã amolecer e respirar, como se estivesse viva. Olhou para o lado e viu a irmã descongela, viva, e sem mais a mecha branca na cabeça. Ela tinha voltado ao normal, como se nunca tivesse ocorrido o acidente com os poderes da rainha.
–Anna!- Disse Elsa sorridente.
Logo abraçou a irmã, a primeira pessoa que abraçou desde o acidente. Anna retribuiu, sentindo o amor de sua irmã mais velha.
–Oh! Elsa!- Disse Anna sorrindo.
Separando do abraço, Elsa segurou as mãos de sua irmã e a encarou.
–Fez todo esse sacrifício, por mim?
Anna encarou.
–Eu te amo!
Elsa sorriu mais ainda. Nem todos pensavam que ela era um monstro, e a sua irmã ser uma dessas pessoas a deixou feliz. Ao lado, o boneco de neve Olaf se lembrou de algo.
–Um ato de amor verdadeira aquecerá o coração congelado!- Disse animado por ver Anna viva.
Elsa pensou.
–O amor aquecerá...- Com a ideia, se alegrou. -...É isso!...- Soltou as mãos da Anna, e olhou para as suas, e para toda Arendelle. -...O amor!
–Elsa?- Anna se preocupou. Será que sua irmã teve uma grande ideia ou ficou completamente LOUCA?
–O amor!
Logo Elsa conseguiu subir o gelo, retirando do chão e do fiorde, onde mostravam que estavam num barco. Tirando toda neve do local, formou um enorme desenho de floco de neve no ar, e logo desfez. Enfim Arendelle voltou ao normal, em seu tempo ensolarado.
Anna sorriu orgulhosa pela irmã.
–Sabia que conseguiria.- Disse, logo entrelaçando seu braço com o da Elsa.
Todos ficaram contentes, até mesmo o pequeno Olaf.
–Esse é o melhor dia da minha vida...- Disse, logo derretendo. -...E provavelmente o último!
–Oh! Olaf...- Disse Elsa, rindo e vendo seu amigo derreter. -...Para você!
Elsa mexeu sua mão, para reconstruir Olaf e fez uma pequena nevada em cima dele.
–Uma nevada...- Disse Olaf, contente. -...Só para mim!- Riu, mostrando seu único dente.
Anna sorriu, e logo se virou e viu Hans, que estava se levantando depois do impacto, na borda do barco. Elsa e o acompanhante de Anna o encararam com desprezo, tanto que esse último iria aproximar de Hans para ter o que merece. Porém, Anna impediu a ação, e ela mesmo foi até Hans.
–Anna?...- Hans perguntou, sem acreditar no que viu. -...Mas ela congelou seu coração.
–O único coração congelado aqui é o seu!- Anna respondeu, e pela primeira vez, fria.
Se virou de costas para Hans, mas logo teve uma ideia, do que realmente o príncipe merecia. Se virou de volta e deu um soco na cara de Hans, e assim acabou sendo jogado para fora do barco, no mar. Todos aplaudiram a atitude dela.
Anna voltou para Elsa e deu um abraço, da qual sua irmã retribuiu. Depois olhou para seu amigo.
–Elsa...- Anna chamou, se separando do abraço. -...Quero que conheça uma pessoa...- Logo ergueu o braço para seu amigo, que é louro, alto e de aparência jovem e forte. -...Esse é Kristoff!
Kristoff cumprimentou Elsa, e ela fez o mesmo.
–Eu agradeço que tenha cuidado da minha irmã durante o ocorrido...- Disse Elsa. -... E Anna...- Chamou a irmã -...Eu também quero que você conheça uma pessoa.
Elsa avistou o local onde a menina ave devia estar. Se assustou, quando viu que, no lugar, estava apenas as águas do mar.
"Oh! Não!', pensou, pondo a mão na sua boca e se ajoelhando.
–O que foi, Elsa?- Anna perguntou, vendo a reação da irmã e se preocupando.
Elsa evitou mostrar as pequenas lágrimas que saíram dos seus olhos para sua irmã e seu amigo, mas foi em vão.
–Majestade...- Chamou Kristoff. -...A senhorita está chorando!
–O que foi, Elsa?- Anna perguntou novamente, se agachando e abraçando a irmã.
–Ela...- Elsa tentou responder, mas seus soluços de choro atrapalharam-a.
Logo ouviram um barulho. Elsa ficou atenta ao barulho e se levantou para ir a borda do barco olhar de onde estava indo. Logo viu o local do mar onde Marina estava, e estava borbulhando. Depois, a menina ave surgiu com a cabeça no mar, virada para tras do barco onde Elsa e seus amigos estavam. Seu cabelo tinha voltado a ser vermelho e os olhos dela voltaram a ser "de fogo". Ela parecia estar se afogando, e começou a gritar.
–O QUE EU ESTOU FAZENDO NA ÁGUA? EU TENHO ALERGIA!
Assim, sentiu uma coceira no nariz. Acabou espirrando, e, como sempre, seu espirro fez sair fogo pela boca dela e, pela pressão, acabou sendo mandada para fora do mar, e caiu, de cabeça para baixo, no barco que Elsa e os outros estavam. Elsa e os outros encararam-a surpresos.
–Marina?- Elsa perguntou, preocupada e feliz por ver que a menina ave estava viva.
–Majestade!...- Disse Marina sorridente, se levantando e se aproximando da rainha. -...Vejo que está com a sua irmã.
–Sim...- Elsa olhou para Anna. -...Esta é Marina, e ela me ajudou muito também.
Anna sorriu para Marina.
–É um grande prazer conhecer uma pessoa que ajudou muito a minha irmã...- Cumprimentou, e logo ergueu o braço para Kristoff e a sua rena. -...Este é Kristoff e Sven.
Assim, Sven ficou se animou com a nova amiga, e Kristoff riu. Fez voz que normalmente faz para imitar Sven.
–UMA AMIGA! QUE LEGAL!
Marina estranhou, mas logo sorriu.
–Você fala com as renas?
–O quê?- Kristoff estanhou a pergunta da menina. Olhou para Anna, que também aparentava estar confusa.
–Que legal!...- Marina se animou. -...Eu te ensino a falar com os pássaros, se você me ensinar a falar com as renas. O que acha?
Kristoff e Anna se mantinham calados e confusos, e logo encararam Elsa, que ria com isso.
–Marina, não é isso.
–É...- Kristoff se manifestou, ainda confuso. -...Eu e o Sven somos grandes amigos. Eu entendo o que ele fala porque o conheço.
Marina compreendeu.
–Nossa! Vocês devem ser grandes amigos. Que lindo!
Kristoff sorriu. Logo, Marina ouviu uma voz vinda atrás dela.
–Olá!
Marina se assustou e se escondeu atrás de Elsa, sem ver quem tinha sido. Elsa riu.
–Tudo bem! Está tudo bem...- Tentou acalmá-la. -...É o Olaf.
Logo Marina foi saindo de seu "esconderijo". Olaf olha para ela, e logo lembra.
–Marina!- Disse animado.
–Unicórnio?- Peguntou Marina, se lembrando do boneco de neve, enquanto caminhava até ele.
–UNICÓRNIO?- Todos perguntaram confusos, exceto Olaf.
–Sim...- Respondeu naturalmente, deixando todos meio confusos. -...Eu encontrei o Unicórnio enquanto estava procurando Vossa Majestade. Só que eu não sabia que ele se chamava Olaf.
–Por que "Unicórnio"?- Elsa perguntou.
–Assim que encontrei ele, tinha deixado cair o nariz de cenoura, e quando coloquei...- Empurrou o nariz do Olaf, fazendo entrar para dentro do corpo de neve dele*. -...Aconteceu isso! E depois, ele disse que parecia ser um unicórnio. Então fiz isso!- Disse retirando o nariz dele e colocando no topo da cabeça de Olaf.
Elsa pareceu chocada.
–Marina!
–Desculpe, mas achei engraçado.
Apesar de Elsa parecer rígida, estava rindo por dentro. Ela estava muito contente por sua amiga ave ter voltado ao normal. Por fim, Elsa sorriu.
–Bem, esse é Olaf!
–É...- Disse Olaf com seu grande sorriso, e esticando seu braço de madeira. -...Eu sou Olaf, e eu gosto de abraços quentinhos!
Marina "esticou" o sorriso.
–Que bonitinho...- Disse para o pequeno"Unicórnio". Se agachou em frente a Olaf para ficar na altura dele (quase). -...Olá! Eu sou Marina, e eu gosto de amigos fofinhos!- Riu com isso.
–Ah! Então vem de dar um abraço!- Disse Olaf, já abraçando a menina ave.
Marina retribuiu o abraço. Foi um abraço tão frio e reconfortante para ela, e isso fez sentir falta de um abraço. O abraço durou apenas 7 segundos, que foi o tempo que levou para o Olaf avisar.
–Nossa!...- Disse com uma voz molenga. Marina olhou e se assustou quando viu Olaf derretendo, mesmo com a nevada em sua cabeça. -...O seu abraço é muito quentinho!
Kristoff, Anna e Sven se assustaram, mas Elsa apenas ria. Marina os encarou com um sorriso forçado.
–Opa!
Elsa ria mais. Foi então que percebeu que Marina estava mais forte, uma vez que não conseguia ir contra os poderes de Elsa.
–Você está ficando mais forte, Marina...- Disse, já parando de rir. Marina ficou lisonjeada com as palavras da rainha. -... E obrigada por ter salvo minha vida!
Elsa modelou Olaf de volta, que ficou contente com sua "reforma" e ter visto a amiga ave pela segunda vez. Mas depois todos sentiram o barco afundar. Assim viram um buraco no barco, feito pelo Hans, que estava num pequena barco a remo, e rindo.
–Estamos muito longe da praia!- Disse Kristoff meio assustado.
Anna teve uma ideia.
–Elsa...- Olhou para sua irmã. -...Você pode fazer uma ponte até a praia?
Elsa sorriu.
–Creio que não será necessário.- Disse, e depois olhou para a Marina, que a encarou sorrindo.
Anna não tinha entendido a trocas de olhares. Marina então estica o corpo e os braços, que brilharam com o Sol. Anna, Kristoff e Olaf ficaram boquiabertos.
–O quê?
Logo Marina transformou seu corpo humano em corpo de ave, deixando a irmã da rainha e seus amigos paralisados. Logo Anna lembra da imagem da ave, junto com seus olhos.
–O Pássaro de Fogo!- Sussurra ao lado de Kristoff.
–Quem?- Perguntou o mesmo.
Marina os encara.
–Subam!
Anna, Kristoff, Olaf e Sven continuaram calados e paralisados.
–Vamos...- Elsa disse. -...Confiem em nós...- Olhou para Anna. -...Confiem em mim!
Isso fez Anna ter coragem de ser a primeira, logo com Olaf e Kristoff atrás. Teve um trabalho para carregar Sven, mas funcionou. Assim que levantou voo, Elsa estava na frente, segurando o pescoço da menina ave. Anna estava atrás, se segurando na irmã, Kristoff estava se segurando em Anna, Sven estava quase se colando com Kristoff e Olaf se mantinha em cima da rena.
–QUE INCRÍVEL!- Anna e Olaf gritaram.
Kristoff, depois de todo esse tempo com Anna, já estava acostumado com sua atitude exagerada, mas continuava confuso com o fato de estar voando e não sentir medo. Depois sentiu um brisa boa com esse voo, e percebeu que era legal.
Elsa e Marina riram, e olharam para o fiorde. Assim, avistaram Hans, que encarava boquiaberto.
–ELA VIRA PÁSSARO!?
Elsa e Marina sorriram maliciosamente.
–Sim, "Hans"zinza...- Disse Marina, com todo seu orgulho. -...E ainda tem mais!
Assim Marina desceu em direção ao fiorde, desta vez de propósito. Elsa se assustou com isso, e imaginou que fosse outro problema de voo da menina ave.
–MARINA, CUIDADO!- Elsa se desesperou, trazendo o desespero para os seus amigos.
–ELA ESTÁ CAINDO?- Kristoff foi o primeiro a demonstrar desespero, seguido de Elsa.
–NÓS VAMOS CAIR!- Olaf gritou.
–ELSA, POR QUE ELA NÃO ESTÁ PARANDO?- Anna também se mostrou desesperada.
–MARINA!
Mas Marina não escutou, e continuou descendo. Todos os seus "passageiros" fecharam os olhos de susto, até mesmo o Olaf e o Sven. Depois de segundos, quando imaginou que já estaria se afogando, Elsa abriu os olhos, e ficou surpresa quando viu que estavam subindo e indo em direção ao reino.
–Ufa!- Suspirou.
Olhou para baixo, e viu que Hans estava sendo segurado, pelas vestes, no bico da menina ave.
–Hans?- Se surpreendeu, mas logo sorriu.
Os outros que estavam "à bordo" abriram os olhos quando ouviram a voz da rainha. Marina foi voando até a praia, e entregou Hans aos guardas. Se sentiu orgulhosa por fazer algo certo, e todos ficaram contentes.
"Talvez os humanos não sejam tão ruins!", pensou.
...
Depois de desfazer o inverno eterno em Arendelle e em Corona, Elsa pôde aproveitar o tempo perdido com a sua irmã, que tanto ama e protege. Kristoff conseguiu um cargo, graças à Anna, de entregar gelo para todo o reino, inclusive para o palácio, o que dá certos momentos com a princesa. Olaf conheceu o verão, e com a ajuda de Sven e Marina, só fizeram LOUCURAS em alguns reinos. Isso faz lembrar quando esse trio foi para Corona para atrapalhar o trabalho do Sr. Benny, e assim Sven escorregou, fazendo cair em cima de Olaf, que derrubaram a sua mercadoria de aves. Benny queria destruir aquele trio e Elsa, mas quando descobriu que ela era a rainha de Arendelle, ele e seu amigo Jorde (Joerd, no caso da menina ave) foram fazer reclamações para o reino, mas, por algum motivo, os reis de Corona perdoaram-na, sem mesmo ver os estragos ou encontrar com Elsa para discutir.
Elsa e Anna estavam dançando no pátio que Elsa acabou de congelar, quando Marina a chama, e sua aparência meio abatida mostrava que era um mal sinal. Foram até o fiorde.
–O que houve, Marina?- Elsa não tinha entendia o estado de sua amiga ave.
–Eu...- Marina parecia não encontrar as palavras certa. -...E-eu quero me despedir.
–Onde você vai? Irá voltar logo?
–E-eu já cumprir minha promessa. Agora eu tenho que ir embora.
–O quê?...- Elsa ficou triste. -...Marina, por quê?
–Você é uma boa humana, majestade, e é uma boa rainha também. Agora que eu sei o que eu devo fazer como herdeira: Ajudar as pessoas, fazendo elas serem leais as outras. Você é leal com seu reino e sua irmã, e eu farei de tudo para honrar minha família.
Elsa abaixou a cabeça.
–Bem, se é isso, Marina...- Elsa disse, tentando evitar ficar triste. -...É um adeus, pelo que parece...
–Sim!
Marina esticou seu corpo, e assim que virou pássaro, bateu as asas e voou, sem olhar para trás. Elsa virou, e logo viu Anna, Kristoff, Olaf e Sven a encarando. Anna caminhou até Elsa.
–Elsa, tudo bem...- Tentou confortá-la. -...Eu sei que ela voltará. Uma pessoa como ela...
Logo ouviram uma voz.
–MAJESTADE!
Elsa se virou e viu Marina voltando para a praia. Assim que desceu, voltou a forma humana e correu para abraçar Elsa.
–Vou sentir sua falta, Elsa...- Disse, e logo afastou para olhar para Elsa, com um sorriso. -...Você é a minha honra, e minha lealdade.
Elsa sorriu.
–Não! Sou sua família!- Disse, sem perceber.
Marina estranhou.
–Como disse, majestade?- Marina pergunta, confusa.
Logo Elsa percebe o que tinha dito. Isso fez lembra do livro que tanto adorava ler quando menor, pois tinha esse mesmo final. Com isso, Elsa teve uma grande ideia.
–Marina! É isso!
–Isso o quê, Elsa?- Anna perguntou, também sem entender.
–Nós podemos fazer com que você seja nossa irmã, nossa família.
–Como é?- Todos perguntaram, com exceção de Sven (talvez tenha perguntado, mas ninguém tinha entendido).
–Como no livro!- Elsa disse, e olhou para Anna com um sorriso de esperança.
Anna logo lembra, e se anima.
–É MESMO! Você pode ser nossa irmã caçula. Sempre quis ter uma irmã mais nova!
–Me desculpe...- Marina se intrometeu na própria conversa. -...Mas as duas ficaram LOUCAS? Eu sou uma ave. Não posso ficar presa em um simples lugar, mesmo que seja bonito como Arendelle.
Elsa e Anna riram.
– Nós devemos estar LOUCAS mesmo...- Elsa disse, entre risos. -...Mas você não ficará "presa" em Arendelle, e sim que ele será a sua casa, sua família...- Pensou. -...Princesa Marina Pássaro!
A face confusa de Marina mudou para uma face de extrema alegria. Marina abraçou Elsa novamente.
–Obrigada! Sempre quis ter uma família!- Disse, deixando lágrimas de alegria invadirem seu rosto corado.
Fale com o autor