Frozen 1/2 - Let It Go
5 Eis Uma Coroação
Notas iniciais
Durante três anos, Elsa ficava com mais medo. O dia em que tinha que se tormar rainha desde a morte de seus pais estava se aproximando. Tinha que dar as caras sem revelar os seus poderes. Estava completamente perdida, e sua pena não respondia mais. A pena brilhante parou de brilhar bem forte ou de falar com ela. Elsa ficou bem apreensiva por não sentir mais a companhia que tinha em uma pena falante e brilhante.
Anna mal esperava para finalmente abrir os portões que nunca soube porque viviam fechados. Lembrava que nem sempre foi assim. Desde que sua irmã se tornou fria foi que fechou os portões. Desde então só tinha a companhia de seus quadros na galeria do palácio, onde podia fingir que eram pessoas e conversar com elas, já que não tinha mais uma irmã para isso.
O dia da coroação seria o dia de abrir as portas de seus corações, onde podiam mostrar a felicidade de Anna e o medo de Elsa. Ambas estavam empolgadas, mas de forma diferente.
Teriam vários reinos visitando Arendelle para a cerimônia e a festa de coroação. Várias pessoas para Anna fazer amizade e coisas novas acontecendo. Era um novo começo.
Elsa esteve preparando a sua vida toda para este acontecimento, e apesar de temer que todos descubram seu segredo, ela pode muito bem guardar isso para si mesma e fazer o bem e o certo para o povo.
Elsa já escutava Anna cantarolando pelos corredores do palácio, completamente empolgada e alegre com ela lembrava. Estava na sala do trono, onde seria seu lugar. A pena servindo como medalhão da sorte nas vestes de rainha, e Elsa não estava mais em sua famosa trança. Havia prendido sua trança num coque, para encaixar a coroa no cabelo.
Elsa espera que tudo dê como planejado. Estava na janela, observando todos que passavam.
–Não podem vir...- Cantarolou como Anna, mas de forma apreensiva, o novo lema para controlar seus poderes. -...Não podem ver...- Saiu da janela e foi caminhando até a mesa com um candelabro e um objeto esférico (Autora: Eu não sei o que é esse objeto), próximo a parede, que tinha um quadro de seu pai com os objetos usados em sua coroação, que tinham um formato parecido com os objetos na mesa de Elsa. -...Sempre uma boa menina. Você deve ser...- Observou a imagem do pai, retirando as luvas em suas mãos e pondo na mesa, já que não pode usá-las na coroação. -...Encobrir. Não sentir...- Pegou o candelabro e o objeto esférico com as mãos livres e virou-se. -...Encenação...- Congelou os objetos que tinham em suas mãos. -...Um gesto em falso e todos saberão...- Pôs os objetos de volta a mesa e pegou as luvas para vestir, algo que ela não congela. -...Se é só hoje seja então...- Pôs a luva na mão direita. -...A espera é uma aflição...- Pôs a luva na mão esquerda. -...Diga aos guardar para abrir...- Saiu da sala do trono, ordenando aos guardas que estavam no corredor. -...O portão...
Não tinha mais volta. Não verdade, nunca teve. Era a hora de abrir os portões.
–...Não podem vir. Não podem ver...- A pena brilhante brilhava mais que nunca, e acompanhava a cantoria, apesar de muito tempo sem falar. -...Sempre uma boa menina. Você deve ser. Encobrir...- A pena parou de cantar, mas continuou brilhante. -...Encobrir. Não sentir. Não deixar saber!
Para Elsa, pode ser dito que a sua vida começou.
Algumas horas depois...
Enfim estava tendo a tão esperada coroação. Elsa estava em frente ao padre, em frente de todos. Estava com Anna ao seu lado, contente por rever a irmã bela e adulta que encontrou, tendo o dia mais importante de sua vida.
Elsa estava recebendo a coroa na cabeça. Tinha também que segurar o cetro e o objeto esférico para finalizar a cerimônia. Esqueceu que estava com as luvas.
–Majestade...- O padre sussurrou, chamando-a. -...As luvas!
Foi então que Elsa percebeu as luvas nas mãos. Tremendo, ela retirou cuidadosamente as luvas, e pegou os objetos reais. Enquanto o padre ditava as palavras para oficializar (Autora: Nunca soube o que ele disse), Elsa via os objetos lentamente congelando. Respirou fundo para controlar os poderes até o padre finalizar as palavras.
Feito isso, Elsa pôs os objetos de volta em seu lugar para pegar de volta as luvas. Elsa suspirou, aliviada, e sorriu para todos.
Estava todos os convidados da cerimônia na festa da coroação, no Grande Salão. Elsa se pôs em seu lugar, na frente de todos, enquanto Anna aparecia. Anna tinha parado em um lugar um pouco longe de Elsa, mas um dos guardas disse que era para ficar próxima a irmã rainha.
–Ali?- Anna perguntou ao guarda.
Então aproximou de Elsa, mas não o suficiente. O guarda a empurrou para mais perto de Elsa. Agora estavam juntas, mas não da mesma maneira. Elsa decidiu aproximar de Anna, como eram antigamente.
–Oi!
–Oi? OI para mim?...- Anna ficou confusa, mas porque achava que Elsa não fosse mais sua querida irmã. Elsa assentiu.
–Ah! Oi!
–Você está muito bonita!- Elsa a elogiou para ver a felicidade da irmã.
–Muito obrigada! Você também está, quer dizer, não que não seja, você é muito bonita...- Anna se enrolava nas palavras. -...Só que você está diferente. Você está... Melhor!
–Ah! Obrigada!...- Havia acabado a conversa de elogiar uma a outra. -...Então... É assim que é uma festa? — As duas olharam para o salão.
–Mais engraçada do que pensei.
–Que cheiro maravilhoso é esse?- Perguntou. As duas respiraram fundo.
–Chocolate!- Disseram ao mesmo tempo, e riram baixo.
Até então estava bem para as duas. Anna ia chamá-la, mas foi interrompida.
–Vossa majestade...- Chamou o guarda. -...O Duque de Weaseltown.
–É Wesenton!...- Corrigiu um homem baixinho e velho, que vestia roupas da realeza. -...Duque de Wesenton!...- Depois virou para a rainha. -...Majestade, como seu parceiro financeiro mais aclamado, desejo conceder sua primeira dança como rainha.- Fez uma reverência, mostrando sua careca escondida.
Anna e Elsa riram baixinho ao ver a careca do duque. Seguraram a risada para que ninguém veja. Elsa podia até aceitar, se não fossem seu medo atormentando. Mas não deixou ninguém saber.
–Desculpe...Mas eu não danço...- Olhou para a irmã e pensou. -...Mas minha irmã sim.
Anna ficou lisonjeada e sem graça. O duque então puxou Anna para dançar. Anna não havia pensado na brincadeira da irmã rainha, e foi obrigada a seguir o duque.
–Desculpe!- Elsa disse, vendo como Anna havia reagido.
O duque ficava exibindo seu modo de dançar, apesar de ser horrível nisso. Elsa não parava de rir da cena. Depois Anna tinha voltada para o seu posto, ao lado de Elsa.
–Puxa! Ele estava animado!- Elsa exclamou, achando graça.
–E ainda por cima, pisou no meu saltinho.- Anna resmungou, sentindo dor nos pés.
–Você está bem?
–Sim...- Anna respondeu. -...Isso é muito divertido! Eu queria que fosse assim todos os dias.
–Seria bom...- Elsa afirmou, mas depois se lembrou do porquê de não ser assim.
–...Mas não dá.- Virou a face para o lado oposto, triste.
–Por que?- Anna perguntou, querendo aproximar mais da irmã.
–Eu disse "NÃO DÁ"!- Elsa respondeu, afastando mais de Anna.
–Desculpe... Eu não vou incomodar mais.- Disse e foi embora.
Elsa olhou para Anna, que saía triste. Lembrou do dia em que conheceu a ave do fogo e deixou a Anna chorar, por acreditar que Elsa não gostava dela mais. A pena continuava em suas vestes.
Para tirar isso da sua cabeça, decidiu ver os convidados. Dentre os convidados que viu, encontrou um casal, aparentemente real também. Era uma menina de aparentemente 18 anos, como Anna, que estava ao lado de um homem, que imaginou ser seu marido. A menina tinha lindos e grandes olhos verde-água, e cabelo moreno e curto, como do marido, mas de olhos castanhos. Ambos tinha pele parecida com a pele da Anna. Elsa observou ainda mais a menina.
"Como se parece com a Anna!", pensou. De fato, era estranhamente parecida com a irmã caçula. Parece que conhecia aquela menina, mas achou estupidez pensar nisso.
Elsa decidiu tirar isso da cabeça, e foi tentar achar Anna. Ela estava conversando com um homem ruivo na varanda. Elsa riu, pois ficou feliz em ter encontrado alguém para conversar.
De repente, sentiu alguém esbarrar nela de costas, mas não caiu, apenas deu uns passos para frente para se equilibrar. Apenas virou assustada, e encontrou uma menina, que parecia ter 15 anos, fazendo reverência, não mostrando o seu rosto. Tinha cabelos ruivos como o fogo presos num coque, e usava um vestido alaranjado, que cobria todo o corpo até o pés.
–Desculpe, Senhora...- A menina tinha uma voz potente, porém delicada. -...Eu não queria esbarrar em você. Foi sem querer. Me perdoe!
–Tudo bem. Está tudo bem...- Elsa a perdoou, acalmando. -...Me diga, qual é o seu nome?- Elsa queria fazer o mesmo que Anna, mas tendo cuidado com os poderes.
–Meu nome é Marina...- A menina respondeu, ainda fazendo a reverência sem mostrar o rosto. -...E como a senhora se chama?
Elsa estranhou. A menina não sabia quem era ela? Talvez a cabeça baixa dela atrapalhe, mas não teve um momento em que a menina revirou a cabeça para olhar uma vez para a rainha.
–Me chamo Elsa!- Respondeu.
–Ah! Muito prazer, Elsa...- Cumprimentou, mas depois percebeu. A menina tinha parado de fazer a reverência, mas ainda mantinha a cabeça baixa. -...Elsa?
–Sim!- Respondeu.
–A-a rainha?- Gaguejou a menina.
–Sim!
Então enfim mostrou o rosto, que surpreendeu Elsa. A menina tinha "olhos de fogo" como o Pássaro de Fogo; pele clara, com bochechas bem vermelhas. Ela era estranhamente parecida com a Anna.
–Minha nossa!- Elsa sussurrou surpresa ao ver os olhos da menina.
A menina também estava espantada.
–Como é bonita...- Disse a menina, deixando Elsa sorrir, mas logo a reverenciou novamente. -...Desculpe por esbarrar em você, majestade. Eu não queria...- Foi interrompida por Elsa.
–Tudo bem. Está tudo bem.
A menina voltou ao seu posto, e olhou para as mãos de Elsa.
–Majestade, você tem belas luvas. Mas por que está usando no verão?
–Eu...- Elsa olhou para as mãos sem poder explicar. Depois viu que as mãos da Marina também estavam cobertos por luvas, de cor vermelho-fogo. Marina olhou para as próprias mãos. Depois fez outra reverência.
–Desculpe, majestade, pela pergunta. Eu também fico usando luvas, para por um motivo e...- As duas escutaram alguém falando, deixando a menina parar de falar.
–Onde aquela pirralha está?
Marina se assustou, continuou a falar com Elsa.
–...E eu tenho que ir. Adeus, majestade!- Despediu e foi embora correndo pela porta para fora do castelo.
Elsa não havia entendido nada do ocorrido, mas não entendia mais ainda é o fato da menina precisar usar luvas. Ela tem poderes como Elsa?
Elsa parou de pensar nisso e decidiu voltar para o seu lugar e cumprimentar os outros convidados. Anna apareceu acompanhada do homem ruivo que estava conversando e foi até Elsa.
–Elsa...- Chamou Anna. -...Rainha...- Reverenciou. -...Quero que conheça o príncipe Hans das Ilhas do Sul.
Hans cumprimentou Elsa que fez o mesmo.
–Nós...- Anna começou a falar, e foi completando com Hans.
–...Queremos sua bênção...
–...Para...
–...Nosso casamento!- Disseram ao mesmo tempo.
Elsa não tinha entendido.
–Casamento?- Perguntou confusa.
–Sim!- Respondeu Anna.
–Desculpe, mas não entendi.
–Bom... Enquanto Anna explicava, Elsa não conseguia imaginar que aquela conversa que teve com Hans era sobre casamento. Elsa não prestou muito atenção nas palavras de Anna, pois queria a atenção dela.
–Anna!
–...Ah...- Anna continuou, sem ouvir Elsa. -...Podemos trazer seus doze irmãos para morar aqui?- Perguntou para Hans.
–Aqui?- Elsa perguntou, sem acreditar na irmã.
–É claro que podemos!- Respondeu o Hans.
–NÃO...- Disse Elsa, para chamar a atenção do casal. -...Ninguém vai morar aqui, e ninguém vai se casar.
–Elsa...- Anna estava decepcionada. -...Por que não?
–Tenho uma coisa para te dizer mas...- Elsa respondeu. -...A sós!- Elsa queria acabar com aquele segredo. Anna era uma pessoa confiável. Contar para ela não seria um problema, se aceitasse.
–Não!...- Respondeu Anna decidida. -...Tudo o que você tenha a contar, que conte também para o meu noivo. Elsa não podia contar para Hans o seu segredo. Então, mudou do que ia falar.
–Está bem...- Aceitou a proposta. -...Não pode se casar com alguém que acabou de conhecer.
–Posso sim, se for amor verdadeiro.
–Anna, o que você sabe sobre "amor verdadeiro"?
–Bem mais do que você. A única coisa que sabe fazer é abandonar pessoas.
Elsa sentiu triste e culpada pela resposta. Foi bem forte, mas não iria deixar Anna casar com quem não conhece direito.
–Vocês pediram minha bênção, e a resposta é NÃO...- Disse rigidamente. -...Agora, se me derem licença...
–Majestade, eu posso...- Hans tentou dizer, mas foi interrompido por Elsa.
–Não! Não pode, e acho que também deve ir embora...- Elsa foi se dirigindo a porta de saída. -...A festa acabou! Fechem os portões...
–O quê?- Disse Anna, e correu para segurá-la, e acabou arrancando a luva da mão dela.
...
Marina estava caminhando entre o povo de Arendelle que se encontrava fora do palácio.
"Ufa! Quase que me viram...", pensou em relação aos homens que queriam pegá-la por algum feito dela.
De repente a porta do palácio foi aberta, e lá saiu Elsa.
–A rainha!- Uma pessoa exclamou e todos começaram a aplaudir.
Marina tinha visto a face de Elsa, e demonstrava medo. Elsa correu para longe do palácio acabou perto da multidão, e Marina viu a mão esquerda descoberta, e teve um mal pressentimento. Elsa, sem querer, tocou a mão descoberta numa fonte, que congelou.
"OH-HO!", Marina pensou, enquanto todos fugiam de Elsa, no intuito de se protegerem.
...
Enquanto Elsa corria para bem longe, Anna a seguia, com Hans ao seu lado. Foram até um lago que, sem querer, congelou quando Elsa tocou com os seus pés. Elsa seguiu até lá, fazendo Anna e Hans perderem de vista. O que Elsa não sabia, é que o lago congelado afetou os fiordes e fez Arendelle nevar, mesmo estando no verão.
...
Marina decidiu se esconder de todos e seguir a Elsa quando viu fugir. Também não viu Arendelle congelando.
Fale com o autor