Frost Killing Hour

1 Prologue | Red Hood |


Notas iniciais
Hey yo :) ~Olá, folks ;D Esse livro está em teste, ok? Eu não o terminei ainda e estou postando apenas para saber a opinião de vocês. Gostaria muuuuito de saber o que vocês acham de cada capítulo e o que poderia mudar. Estando em teste, o livro está sujeito a certas mudanças em capítulos já postados, mas com certeza avisarei quando o fizer. Se tudo der certo, quando o livro estiver terminado, eu irei enviá-lo para a Saraiva, e se for aprovado, será vendido como produto digital. Então, me ajudem a conseguir realizar esse sonho de ter um livro oficialmente publicado, folks :) Love u ♥

Sweet Mountain, Pensilvânia, 2002

Quando se vai dormir às nove horas, se espera uma ótima noite de sono, que deixe você dormir todas as oito horas necessárias e estar bem acordada no dia seguinte, quando for obrigada a levantar do paraíso e ir à escola. Mas não foi isso o que aconteceu com Ivanka Yordanov naquela noite.

A pequena garotinha de apenas nove anos não conseguia dormir, por mais que estivesse com sono. Apenas se remexia pela cama, em busca de uma boa posição para dormir, sem sucesso algum.

– Mamãe? — Iv chamou.

Pouco depois, uma figura adulta apareceu na porta do quarto infantil da menininha.

– O que foi, minha flor? — Nevena sentou-se ao lado da filha na cama, acariciando seus longos fios castanhos — Não consegue dormir novamente?

A pequena balançou a cabeça negativamente.

– Estou com medo.

– Medo do escuro?

– Medo do que tem nele.

Nevena pegou um livro de histórias na grande estante branca e voltou a se deitar na cama, antes acendendo o abajur com pequenos unicórnios desenhados.

– Vou ler a você uma história, depois disso, quero que descanse.

Com olhinhos brilhantes, Ivanka assentiu, concordando e pronta para ouvir a história que a mãe havia escolhido.

– Chapeuzinho Vermelho — um enorme sorriso brotou nos lábios da criança. Aquela era sua história favorita — Era uma vez, uma garotinha. Essa garotinha usava sempre uma capa vermelha feita por sua vovozinha, por isso, era conhecida como Chapeuzinho Vermelho.

"Um belo dia, a mãe de Chapeuzinho Vermelho a pediu para levar chá e biscoitos para sua vovó, que estava doentinha. Alertando-a para que não passasse pela Floresta.

Com a cesta de chás e biscoitos, Chapeuzinho começou a saltitar e cantarolar uma bela canção. No meio do caminho, viu lindas flores, que eram das mais diversas cores. Maravilhada, teve a ideia de fazer um pequeno buquê de flores para sua vovó. Desviando-se de seu caminho, Vermelho adentrou a floresta, a qual não deveria passar por.

Enquanto colhia as pequenas coloridas flores, Chapeuzinho ouviu um ruído vindo dos arbustos. Pouco depois, um enorme lobo mau apareceu a sua frente"

Ivanka sempre gostou mais do lobo mau. Quando sua participação na história fora anunciada, ela deu uma gargalhada fofa.

– Nunca entenderei porquê você gosta mais do lobo mau. Aliás, por que você sempre gosta mais do vilão — Nevena riu — Continuando...

"Com o susto que levou, Vermelho deixou sua cesta cair. O lobo mau então, se aproximou de Chapeuzinho. Antes que a mesma pudesse ter alguma reação negativa, o lobo se abaixa e pega a cesta que tinha caído. Vermelho o olhou confusa, mas agradecida e aliviada por não ter sido devorada ali mesmo. O lobo, então, perguntou o que ela fazia na Floresta sozinha, alertando-a sobre os perigos que ali haviam. Mal sabia ela, que o perigo que havia, estava logo a sua frente.

– Levo chás e biscoitos para minha vovó doente — começou Vermelho — Ela mora do outro lado da floresta, em uma pequena casinha amarela.

– Sabe de uma coisa? Vou na frente e aviso sua vovó que você logo chega, assim você poderá terminar seu buquê.

Agradecida, Vermelho assentiu. Logo, ouviram um tiro de espingarda de um caçador que se aproximava. O lobo então, correu em direção à casa da vovó.

Chapeuzinho estava perdida no meio da floresta, e se pôs a chorar.

– Ora, minha pequena, o que faz aqui sozinha? É perigoso — Vermelho ouviu uma forte voz a sua frente. Levantando a cabeça e vendo um enorme caçador.

– Não entendo. Todos dizem que é perigoso estar na floresta, porém não vejo perigo — a menina revidou, curiosa em saber porque todos a alertavam sobre os perigos da floresta.

– Procuro por um lobo mau que ronda por essas rotas. Ele é perigoso, não se deve andar sozinha por aí — Vermelho arregalou seus olhinhos, ao perceber que o caçador se referia ao gentil lobo que havia ido avisar sua vovozinha de sua chegada — Você não o teria visto por aí, teria?

– Oh, não, não — Chapeuzinho decidiu não contar a ele, que tinha encontrado com o lobo e que o veria logo, logo — Mas estou perdida.

Depois de contar a ele o que acontecera — excluindo apenas o lobo -, Chapeuzinho e o caçador rumaram à casa da vovozinha doente.

O lobo esperto, pegou um atalho e chegou rapidamente à casa da vovó, e logo bateu duas vezes na porta.

– Quem é? — ouviu a fraca voz da vovó perguntar.

– Sou eu. Chapeuzinho Vermelho, sua netinha. Trago chás e biscoitos para a senhora.

– A porta está destrancada, minha pequena.

Adentrando rapidamente a casa, o lobo devorou a vovó. E então, decidido a esperar pela sobremesa que logo chegaria, se vestiu com as roupas da vovó e deitou-se em sua cama.

Quando Vermelho chegou, a porta estava aberta e ela entrou. Se aproximando do lobo-vovó, ela notou diferenças nela.

– Nossa, vovó, nunca reparei suas orelhas enormes.

– São para te escutar melhor, minha netinha.

– Nossa, vovó, nunca reparei seus olhos enormes.

– São para te enxergar melhor, minha netinha.

– Nossa, vovó, nunca reparei seus dentes enormes.

O lobo cansado da garota, resolveu atacar.

– São para te comer melhor.

Percebendo que era o lobo mau, Vermelho gritou e correu.

O caçador que esperava a pequena do lado de fora, ouviu os gritos e entrou correndo na casinha. Depois de salvar Vermelho, matando o lobo, ele abriu sua enorme barriga e arrancou a vovó ainda viva de lá.

Felizes, chapeuzinho, a vovó e o caçador tiveram uma tarde alegre com chás e biscoitos. "

Ao acabar a história, a ruiva ouviu a respiração funda da pequenina e logo em seguida um pequeno ronco. Abraçada com seu coelho de pelúcia, Iv dormia profundamente.

Nevena riu, pensando em como era bobo o medo da filha. Mas sabia no fundo o porquê daquele medo, e não podia culpa-la. Era inevitável a eles.

Levantou-se da cama e guardou o livro novamente na estante branca. Deu um beijo na testa da filha e apagou o abajur.

– Eu te amo filha. Não importa o que aconteça, jamais deixarei de amá-la.

E então saiu do quarto, fechando a porta.

Notas finais
:") Hope you like it ♥ Por favor comentem :) Responderei todos, juro ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.