From The Start Till The End

1 Our end, our start


Notas iniciais
Bem... isso foi feito no meu celular, portanto, se ficou uma droga, é porque fui eu que fiz, se tem muitos erros é porque eu escrevo mal, o pobre celular não tem nada haver com a história toda ;3
Vou ser sincera, eu não sou fã de FrUk e odeio UsCan, porém eu estava com necessidade de escrever isso. E pra compensar, temos também UsUk e Franadá(levíssimo).

“Pois é, quem poderia acreditar que eu estou aqui escrevendo essa carta? Você nunca vai ler isso mesmo... E acho que é justamente por esse motivo que eu estou escrevendo. Patético...
Então,o que eu queria falar é que eu não queria ser assim com você.
Até hoje eu me lembro do início. O dia em que te conheci... Eu ainda não podia nem ser chamado de país naquela época, você já era um país,mesmo que não grande. Lembro-me de estar sozinho, naquele dia eu havia me perdido e estava procurando o Allistor, mas em vez disso encontrei um rapaz loiro um pouco mais velho que eu...
Desde esse dia eu sempre tive uma admiração enorme por você, era quase uma obsessão.
Desde então, o tempo passou e nós nos tornamos 'amigos'. Acho meio cômico pensar em nossa relação daquela época como amizade. Era mais algo como "você faz eu faço", eu só queria ser igual a você sabia?
A adolescência foi a minha época mais complicada, você era um jovem adulto, e eu era meio rebelde. Não pelo fato de nossa diferença de idade ser grande, e eu querer ficar ao seu lado, mas sim porque foi a época da minha vida em que mais senti ciúme. Você sempre aparecia com uma garota diferente. Até aí, eu nunca havia pensado porque ficava tão bravo de te ver com tantas mulheres, então acabei descobrindo meus sentimentos. A raiva me possuiu aquele dia, me senti um grande idiota.
O tempo passou, muito, e eu sempre me perguntei se deveria admitir os meus sentimentos, porém você sempre mostrou um ódio tão profundo por mim, que a coragem simplesmente me fugia quando queria te contar a verdade. Então aceitei que teria de ficar sozinho.
A única época que meus sentimentos pareceram descansar foi quando Alfred, era uma colônia.Estar com ele acabou fazendo com que meu peito não doesse tanto. Porém mais uma vez acabei sozinho por causa dos meus erros. Quando ele resolveu se tornar independente você estava lá para ajuda-lo. Isso abriu as feridas novamente. A única pessoa no mundo que eu queria ao meu lado para me consolar estava contra mim.
Tudo foi a tanto tempo...
Como diz o ditado, não existe ferida que o tempo não cure, e até pouco tempo atrás eu acreditava nisso, porém mesmo curado, as cicatrizes nunca vão sumir.
Consegui contar toda essa história, tudo para chegar no hoje.
Francis... Eu, nem sei o que dizer. Poderia falar que não sofreria mais, porém isso seria uma mentira. Também poderia dizer que nunca mais vou pensar nisso, porém seria mentira também. Não vou me iludir e tentar ser forte. Porque eu sei que não sou. E nem vou tentar ser.
Há um tempo eu até tentaria, mas não mais. Estou simplesmente cansado, cansado de mentir, esconder e tentar fingir que nada acontece, ou aconteceu.
Sebe...
Eu realmente te amei, Francis. Desde sempre, eu te amei. Mas agora não importa mais. Eu simplesmente desisti.
Isso é o meu adeus. Eu só queria que soubesse que não me arrependo do que senti, porém já não aguento mais, esse é um fardo grande demais para mim.
Adeus meu amor.

Ass.: Arthur Kirland”


Francis caiu no chão com um baque surdo. Não conseguia acreditar no que acabara de ler. As lágrimas vieram. Mesmo ferindo seu orgulho ele não as parou, seu coração estava pesado.
“Arthur...” Era a única coisa que lhe passava pela cabeça.
Não conseguia acreditar nos sentimentos escritos naquela carta.
Havia muito tempo que pensava que o inglês o odiava, era um choque saber aquilo.
Saber que seu amor fora correspondido por tanto tempo...
Mas agora não adiantava, Arthur já havia desistido dele, já não importava. O amor que manteve vivo por tanto tempo, e sabia que manteria muito mais, era impossível, por culpa dele.
Ele chorou. Francis chorou como nunca antes.
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Matthew correu desesperado até a cozinha. A primeira coisa com a qual se deparou ao entrar no apartamento fora Francis, caído no chão chorando.
— Papa...
Não houve reação do francês. Matthew chegando mais perto do homem que durante a infância adotara como pai, agachou-se e o abraçou.
Não entendeu o que acontecia até perceber que Francis segurava um papel. Não precisou ler o texto inteiro para saber o que significava.
Naquele momento Matthew sabia que deveria consolar o mais velho, mas apenas uma coisa passava na sua cabeça.
“Francis amava Arthur. E Arthur correspondia àquele sentimento.”
Ele sabia que deveria ajudar seu “pai” nesse momento, os dois sabiam da novidade que estava na boca dos países, todos sabiam que Alfred e Arthur estavam namorando, inclusive ele próprio fora o aconselhador do irmão. Então o canadense sabia que isso era o certo, deveria consolar Francis, dizer que ficaria tudo bem, mas ele não conseguia. Então assim como o mais velho, o pequeno loiro chorou.
Matthew chorou porque agora sabia que nunca teria o homem que amava.

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Enquanto caminhava pela chuva, Alfred se lembrava daquele dia.

“- Alfred desculpe não posso aceitar seus sentimentos. Eu amo o Francis”

Aquele fora o pior dia da vida do americano, porém também fora o dia que o dia em finalmente achou que poderia ter uma chance de ser feliz de novo. O dia que perdeu seu amor de infância e encontrou Arthur.

– Cheguei. – Chamou assim que pôs os pés no pequeno apartamento.

– Bem vindo Alfred. – Arthur lhe lançou o sorrido dolorido que sempre mantinha em sua face.

A verdade é que mesmo “feliz” Arthur nunca esqueceria Francis, assim como Alfred nunca esqueceria o irmão. Assim como Matthew nunca deixaria de amar Francis. E Francis, o americano tinha certeza, nunca esqueceria, ou deixaria de amar Arthur.

Notas finais
Estrou preparada para morrer. ~Foge das pedradas~
Sou um demônio por destruir o coração da nossa amada FACE Family.
Estou me odiando, mas ficou tão lindo...
Comentem ok? ;3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!