Kate entrou em seu apartamento silencioso e tirou sua jaqueta de couro. Pendurou-a perto da porta e tirou suas botas de salto. Ela gostava de ficar ainda mais alta do que já era, pois assim era respeitada em um mundo de homens.

Pouco tempo depois de tomar seu tão desejado banho de sais na banheira, deitou-se em sua cama vestindo uma camiseta grande e desbotada do NYPD e começou a ler o livro do homem mais charmoso que já tinha conhecido.

Durante a leitura, ficou encantada com o modo de escrita dele. Raramente ficava tão presa a um livro, muito menos um que tivesse relação com o trabalho dela, afinal, a última coisa que detetives de homicídios queriam quando chegavam em casa era ler livros de assassinato.

Enquanto sua mente flutuava para um sono que ela tanto havia batalhado, pensou no cartão que Rick havia lhe dado. Não faria mal algum ligar para ele no dia seguinte, faria?

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Kate não ligou. Queria ligar, mas achou que seria estranho. Eles mal se conheciam, haviam se encontrado pela primeira vez naquele dia e não sabia o que diria se ligasse de qualquer maneira.

Pouco sabia Kate que o que Rick mais desejava era uma ligação dela. Havia se apaixonado pela linda mulher de olhos cor de mel e sorriso radiante. Nunca tinha se sentido daquela maneira antes, nem com Meredith, muito menos com Gina, mas tinha algo sobre Kate que o deixava feliz todo o dia, mesmo que tivesse a sensação de que havia borboletas em sua barriga.

Queria vê-la de novo, obvio, e sabia onde encontrá-la. Já havia feito a ligação para o Prefeito, Bobby, e descoberto em que delegacia Kate Beckett trabalhava, mas seria estranho se ele simplesmente aparecesse lá. Ela provavelmente ia achar que ele a estava seguindo.

Decidiu simplesmente esperar. Ela ia ligar.

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Kate tinha recebido um caso novo. Esposito e Ryan foram à cena do crime para entrevistar as possíveis testemunhas, e Kate estava a caminho da casa da vítima para informar a família de seu falecimento proposital.

O típico trânsito da hora do hush de Nova York estava se fazendo mais que presente. Kate não conseguia passar de jeito nenhum, nem com a sirene ligada e as luzes vermelhas e azuis piscando.

Nesse meio tempo, voltou a pensar em Rick e, decidida, pegou o cartão em seu bolso e discou o número dele.

Não demorou muito até ele atender. "Castle"

"Oi, Rick. É a Kate. A gente se conheceu ontem na livraria."

"Oi, Kate! Achei que você não ia ligar. Estou muito feliz em estar errado. Você está trabalhando?"

"Sim. Houve um assassinato na 1st com a Broadway e tenho que avisar a família."

"Ah, Kate, sinto muito. Você acha que vai ter tempo para comer alguma coisa na hora do almoço? Eu podia encontrar com você perto da delegacia."

"Claro. Eu adoraria. Só um segundo." Kate colocou o telefone no viva-voz e o pôs no banco do passageiro para que pudesse falar em quanto dirigia. O trânsito finalmente andava. "É a 12a delegacia de policia. Acha que pode chegar lá por volta de uma da tarde?"

"Sim, sim. Claro. Te encontro lá.