Frio e outros contos

2 Caixinha de Música


Notas iniciais
Gente, este poema acho que escrevi quando tinha meus 10 ou 11 anos. Não o revisei, não mudei nada... Queria postá-lo na integra, em seu original, como deve ser.... :3 Não sou de escrever poemas, e nesta época não sei o que me deu! XD Qualquer coisa tem um próximo capítulo, desta vez com prosa poética...

... Suspirou, sentou-se, leu como já a tantas vezes fizera:

É jeitoso como o mar

Sim, ele está a soar

Um violino tão doce

Que tece o meu luar

Irritam a voluta

Que só retorna à dupla

Com os breves do final

Um acorde Fermata

Todos param de dançar

Não quero lhes congelar

Mas como caixa fosse

Acabam tal qual âmbar

Como cristais

Não tilintam mais

Com a barra final

Fecha-se a caixa cordial

O poema encerra-se

Vem o último bemol,

As rimas vêm a minar

E eu saio do altar

Descem-se as cortinas

Nem uma palma sublima

O violino se guarda

E eu retorno às almas...

Suspirou ao terminar de ler, voltando a fechar o livro pela milésima vez. Quantas vezes já havia lido àquilo? Bilhões... Talvez trilhões...

Não importava, a cada vez descobria algo pior sobre si mesma, e a cada dia rezava por uma maior oportunidade em se virar cristal em âmbar, ao menos ali, a realidade, para pior ou para melhor, seria diferente... Não é mesmo? Seria...

Colocou-se de pé, ainda era cedo. Mordeu os lábios com raiva de si mesma por ler rápido demais aquelas palavras. Sentou-se uma milésima vez perante o livro, o abriu novamente e repetiu o poema como vício, sim, ela queria conseguir o que o poema dizia, o que seria, só dependia dela entender...