Friends Friends, Sex Apart (HIATUS)
3 Capítulo 3 - Boy-friendship (?)
Notas iniciais
Mais uma vez, não iremos dizer quem escreveu o capítulo, vocês que se virem pra tentar adivinha e fudeu -q
Ignorem o nome do capítulo, é só pra ficar mais organizadinho mesmo hahaha Se bem que até faz sentido né...
Mais um cap, bem bonitinho até. Nos vemos lá em baixo.
– Eu já disse várias vezes para não invadir meu quarto quando...
– NOSSO quarto — Retrucou o baixinho, que havia entrado sem avisar e encontrado a amiga definitivamente sem roupa e meio molhada, por conta de não ter se enxugado direito depois do banho.
–- Ele é só meu quando eu to me trocando.
–- E não é só seu quando você está dormindo?
–- Tá pedindo pra dormir no sofá, é?
–- Não garota... -- Ele ria da situação da amiga de tentar cobrir o corpo com a toalha e apenas olhava hipnotizado, esperando uma pequena falha da mais nova com as tentativas de se manter coberta. -- Pode esquecer tudo o que eu falei.
–- Sai logo daqui, Johnny. Se não eu não vou arranjar nada pra você comer essa noite e você vai ter que brigar com o Sparks pela ração. E se tratando dele, boa sorte na terceira guerra mundial.
–- Não precisa cozinhar, ok? Seu banho nada demorado me fez pedir uma Pizza, que jajá deve estar chegando. -- Porque eu estou me forçando a me controlar diante dessa situação?, se perguntava Sophia enquanto o seu amigo se colocava atrás dela e a abraçava delicadamente, selando os lábios em seu pescoço e a fazendo ficar arrepiada as vezes. Podia sentir os sorrisinhos do Johnny. Caralho, que garoto idiota.
–- Pode parar com isso que você sabe muito bem que eu não suporto ficar arrepiada, imbecil. -- Disse se afastando ferozmente do amigo, fazendo este rir da sua cara. -- Me espera lá na sala, vaaai.
–- Puta merda, isso que dá resolver morar com a melhor amiga num apartamento pequeno que só tem um quarto, que ódio. -- Saiu do quarto resmungando, enquanto a mulher apenas dava risada da situação.
Ela trocava de roupa e ao mesmo tempo pensava em uma explicação aceitável para tudo o que estava acontecendo com ela. Óbvio que isso não é normal. Colocou teu pijama e foi na sala para ver o amigo e o encontrou deitado no sofá, totalmente pensativo.
Isso não pode estar acontecendo, o baixinho pensava. Eu to ficando maluco, isso, aí é bom né seu idiota?. Os pensamentos dominavam o homem aos poucos, fazendo-o bufar e dar tapinhas de leve em sua própria cabeça, na tentativa de espantar da mente tudo o que não deveria estar alí, e acredite, é muita coisa.
Sophia se aproveitou da distração do amigo e se deitou ao lado dele no sofá. Não que Johnny não tivesse percebido, mas ele se manteve imóvel bem alí, sem falar nada, não queria estragar aquele momento e ainda estava confuso demais em seus pensamentos. Ultimamente tem sido assim, nem ele tem entendido mais isso, afinal, dias atrás não era da mesma maneira. Algum tempo atrás e ele não pensava dessa forma, era tudo completamente normal. Ele se lembra de quando começou a pensar assim.
Era noite, e uma noite muito bonita por acaso. Sophia tinha voltado do trabalho e não tinha encontrado ninguém em casa, Johnny tinha saído, de novo. Alguns sábados ela não tem folga, então o baixinho ia curtir a noite sozinho e quando ela estava lá, saíam juntos. Mas Johnny saindo sozinho quase nunca dava certo e a "mamãe" dele tinha que ir lá olhar, esse era e ainda é o maior motivo para ela simplesmente odiar ter que trabalhar nos fins de semana. Então lá vai ela ligando pra o amigo, tentando se informar de onde ele estava.
A resposta... Já era imaginável. Um barzinho que ficava à duas quadras de onde eles moravam, onde todo sábado tinha festa e uma festa grande. Era um bar bem carinho e muito bem movimentado, se me entende por "bem". Homens lindos e tarados e aquelas mulheres esculturais totalmente atiradas se encontravam ali, nas festas daquele bar, sempre bem arrumados, sempre chamando bastante atenção. E o Johnny adorava aquele lugar. Antes era apenas um lugar para se divertir, depois desse dia, virou um lugar para se esquecer de todos os outros e de qualquer outra coisa.
Pois é, adivinha quem tinha arranjado briga? Se você chutou no baixinho, acertou, ele tinha arranjado briga sim. Ele tava conversando (quase engolindo) uma das mulheres dali e o marido dela chegou. Mas porra, isso aqui não é lugar de casal! Realmente o pensamento dele estava certo, e quem salvou ele foi a amiguinha, a Sophia. Se passou de namorada dele e deu um jeito de conseguir fazer a mulher que o Johnny tava cantando fingir que se conheciam. Foi bem fácil, porque ela não gostava de confusão e todo mundo sabe muito bem que mulheres se entendem só pelo olhar, então elas fizeram um ótimo teatro e (mais uma vez), Sophia livrou a cara do amigo. Se fingindo de namorada dele.
O que fez ele pensar assim, já que estava bêbado, e começou a tratá-la com muito mais intimidade que realmente têm, afinal, ele estava fora da sua real consciência e ela era sua namorada na cabeça alcoolizada dele. Conseguiu agarra-la algumas vezes e, bom... Ela já escondia sua paixãozinha maluca por ele desde criança, e ele nem iria se lembrar no dia seguinte, então ela se deixou ignorar algumas poucas vezes. Beijos e amassos, até ela perceber onde a felicidade do Johnny estava começando a dar sinal de vida. Ela não podia continuar com aquilo, não queria um Johnny bêbado e excitado, queria um Johnny apaixonado e excitado. É diferente.
O fato é que, ela nunca comentou sobre essa noite e ele também não, porque para Johnny tinha sido apenas um sonho (quase)erótico bobo que ele tinha tido do nada e que começou a mexer com a cabeça dele. E para a Sophia, ele realmente não se lembrava mais.
Campainha
–- Johnny... -- nada. -- Johnny -- nada. -- JOHNNY!!!!
–- Oi? -- Perguntou o baixinho assustado, depois de ser acordado de seus pensamentos, fazendo a sua amiga rir um pouco.
–- A pizza chegou.
–- E se você tava acordada, porque não foi atender a porra da porta?
–- Olha pra mim, Johnny. -- Ele a obedeceu. -- Eu tô de roupa de dormir.
–- Use a roupa um pouco maior e ninguém iria pensar que você dorme só de calcinha e com uma blusa, né?! -- Saiu reclamando e foi atender a porta, mas tudo bem, normalmente ele saía reclamando mesmo...
Pois ela tava certa, era a pizza. Pegou da mão do homem e pagou, deixando ele ir embora e colocou em cima da mesinha, que na verdade era uma mesa baixa de enfeite de sala, e tiveram que sentar no chão para ficar melhor.
–- O que é que nós vamos fazer depois de comer?
–- Dormir? -- Sophia usou ironia em sua pergunta, como se estivesse respondendo algo extremamente óbvio.
–- Não. Eu to sem sono, ainda são sete e meia da noite e eu to afim de fazer alguma coisa.
–- Vai no bar de sempre.
–- Não, sua idiota. -- Pulou em cima dela e a mobilizou. -- Hoje eu sou teu.
–- Meu?
–- É -- se encararam por um tempo em um tanto de silêncio. — Lembra de quando éramos crianças? Passávamos a noite juntos muitas vezes quando ficávamos de férias. E sempre comíamos pizza, íamos assistir filme ou jogar videogame e passávamos a noite inteira acordados, de madrugada íamos dormir e só acordávamos na hora do almoço...
–- Eu lembro sim, porque? Quer voltar no tempo?
–- Quero... Quer dizer, ainda sabe jogar vídeo game?
–- Vamos comer e aí eu vou lá te humilhar, tudo bem?
Sabe aquela história de que celulares sempre atrapalham nas piores horas? Ela não estava completa. Celulares, vizinhos, visitas, família... Pois é, mais alguém chamou na porta. E o baixinho quem foi atender. Ele sabia que já tinha visto aquela mulher em algum lugar, só não conseguia se lembrar seu nome.
–- Johnny... -- Quase cantou a ruiva, um pouco maior que ele. Sabia quem era ela, sem ofender, mais uma das vadias dele. O cara nem mesmo lembrava o nome dela, mas o que? -- Não vai me convidar para entrar?
–- Não -- respondeu confuso e sem nem mesmo piscar. Era uma mulher bonita, muito bonita, e ele a conhecia de algum lugar, mas não se lembrava de nada além do rosto dela.
–- Não? -- Ela fechou a expressão assustada e perdendo totalmente o ritmo que estava usando antes, como quem quer seduzir alguém. E não funcionou. Estranho, não?
–- Não. O que? Quer dizer, me desculpa,.....
–- Não me chama da Nathalie, me chama de Nat.
–- Quem é essa, Jon?
–- Jon? -- Exclamou a ruiva, vendo a mulher apenas de pijama, um bem curto por acaso, com o cabelo preso e quase bagunçado, como uma íntima mesmo. -- Johnny, quem é essa?
–- ESSA -- pois bem, Sophia não dispensa uma briga. -- Tem nome, Sophia. Qual é o seu?
–- Nathalie, prazer... -- A ruiva completou um tanto sem graça.
–- Prazer porra nenhuma, porque veio atrás de meu namorado?
–- SEU O QUE?
–- Namorado, tá surda?
–- Ela é a sua namorada, Johnny?
–- Bem...
–- Bem o que, Johnny? Você tinha namorada e saiu comigo, é isso? Sou o que, objeto sexual?
–- VOCÊ SAIU COM ELA, JONATHAN LEWIS? ME DEVE UMA EXPLICAÇÃO.
–- NOS DEVE!
–- NOS DEVE É O CARALHO, TUA EXPLICAÇÃO TÁ DADA, ELE TE USOU. AGORA DÁ LICENÇA, VAI. -- E Sophia fechou de vez a porta na cara dela, barrando Johnny quando ele ia abrir de novo e só o soltando quando percebeu que a mulher já tinha ido embora.
Pois então, o baixinho não estava com tanta raiva, ele estava achando a situação engraçada.
–- Você me deve uma namorada.
–- Não devo não, agora sim nós estamos quites.
–- Estamos?
–- Sim, estamos. Você já fez o mesmo comigo, lembra?
–- AAAAAAHHHHHH... Mas o Jake não era homem pra você.
–- Como assim? O cara era lindo e era super fofo comigo e ainda...
–- FODA-SE! -- Sophia se assustou com o grito do amigo. -- Não era homem pra você.
–- Foda-se ao quadrado, a Nathalia também não é mulher pra você.
–- É Nathalie.
–- Ah, você gravou o nome dela?
–- Gravei, porque? Tá com ciúmes?
3...2...1... Um Johnny caído ao chão, brincando de luta com sua amiga de infância. E quem disse que adultos não são idiotas? Se não forem piores, porque só esses dois... Sabe quando você tem a chance de reviver tudo? Foi exatamente o que eles fizeram. Com o mesmo sentido e a mesma inocência de antes, diversão. Ou nem tanto.
–- SE FUDEU, JOHNNY!! NÃO GANHA MAIS DE MIM NO VIDEO-GAME!
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