Friendly Living

22 Capítulo XXII. Merida


Notas iniciais
Olá, hello, salut, hi, oi. Como meus leitores lindos estão? Oh, eu estou bem, eu estou muito bem. Digamos que a fase estranhamente estranha que eu estava tendo passou - ou pelo menos eu acho isso. Comecei a ler Wild Cards, e, e, Blue Ice virou meu sorvete favorito :) Fim. Ou quase isso. Eu fiz o roteiro de FL (finalmente!) E, descobri que a fanfic irá ficar um pouco maior que o desejado, isto é, se vocês continuarem acompanhando, né. Não irei postar pro vento. Mas ok. Eu não ia posta hoje, mas, como eu - toda feliz e irritada ao mesmo, isso é possível - sou estranha, decidi postar. E o capítulo saiu fresquinho! No começo do capítulo - que eu acho que ficou pequeno demais, e isso está me matando - a Merida faz referência a uma música - que no caso, estou amando ela. Então, aqui está a música: http://www.youtube.com/watch?v=Asxu8n9HGuI Chama Emma - sintam - e é do Imagine Dragons - é impossível odiar alguma música deles. E, aqui está a tradução, caso vocês queiram entender: http://letras.mus.br/imagine-dragons/emma/#traducao Well, é isso, agora, leiam o capítulo.

MERIDA DUNBROCH

O som de Emma retumbava em seus ouvidos. A música não estava no último volume, no entanto, estava alto o suficiente para não escutar o que a Sra. Dummer falava. A ruiva deu um sorriso sarcástico e deixou com que a cabeça se apoiasse na parede ao seu lado. A letra praticamente se baseava na Emma que conhecia. Aquela rude e metida que seria a mais nova irmã postiça de Rapunzel.

A Senhora Dummer andou até a sua própria mesa e recolheu alguns papéis, deixando uma quantidade na primeira carteira de cada fileira. As folhas foram se passando até finalmente chegarem à mesa de Merida.

A menina deu uma olhada breve na folha e percebeu que a maioria dos alunos realizava os exercícios. A garota se preocupou. Com cuidado para não ser percebida, retirou os fones do ouvido, e os tacou dentro da blusa.

— O que é isso? – a ruiva sussurrou perto do corpo de Rapunzel, que estava sentada a sua frente. A garota percebeu o corpo da loira ficar rígido, e a menina mandar um olhar cuidadoso para a Senhora Dummer antes de responder.

— Prova surpresa – Rapunzel respondeu com outro sussurro. Merida engoliu em seco. Ótimo, agora velha me ferrou de vez. Merda!

Merida baixou a cabeça e passou a mão por sobre o cabelo solto. A garota encarou sua prova surpresa, e pegou a caneta de dentro do estojo azul escuro. Bufou uma vez e pensou seriamente se escreveria ou não seu nome.

— Algum problema, senhorita DunBroch? – a ruiva levantou o olhar para a Senhora Dummer, que se encontrava de pé, atrás de sua mesa. A ruiva percebeu alguns olhares sobre si e forçou um sorriso.

— Não, claro que não – falou enquanto voltava a encarar a prova e escrevia seu nome, antes de, finalmente ler a primeira questão.

— X –

Merda!— Merida exclamou. – Porque existem provas surpresas? – perguntou tentando concluir a besteira daquele fato, e do idiota que criou aquilo. Mesmo, prova surpresa, não tendo um criador certo.

— Prova surpresa, ou não, isso não importa – Soluço sussurrou enquanto passava mais uma página do livro.

— É impressão minha, ou o nosso amigo está mais estranho que o normal? – Merida sussurrou para Rapunzel, que tirou o olhar do caderno vintage.

— Não é impressão sua – a menina sussurrou de volta enquanto retirava um fone da orelha e pausava a música que estava tocando. – Onde está Astrid? – Rapunzel perguntou á Soluço, que ergueu os olhos, meio desnorteado. Merida revirou os olhos. Porque tudo se referia a Astrid? – Onde está Astrid? – a loira retornou a perguntar quando percebeu que o amigo não havia escutado.

Soluço baixou os olhos, e voltou a folhear o livro que tinha em mãos. Merida soube imediatamente, que o garoto não estava assim por culpa de Astrid. Uma parte da garota ficou feliz, mas Merida tratou de ignorar isso.

— Ela faltou – o menino sussurrou.

— Certo, não é a Astrid – Rapunzel sussurrou para Merida, que revirou os olhos e baixou o olhar para seu sanduíche extremamente natural preparado pelas mãos de sua mãe.

— O que houve? – Merida perguntou antes que Rapunzel pudesse falar qualquer outra coisa. O moreno ergueu os olhos, meio confuso com a pergunta.

— Nada – respondeu, como se a resposta fosse a coisa mais óbvio de todo o mundo. Merida revirou os olhos, entediada com esse negócio de esconder sentimentos e segredos de seus amigos.

— Certo, e porque esse seu mau humor? – perguntou cruzando os braços e dando um sorriso de vitória, sem nem ter conseguido ela.

— Por nada, oras – o menino deu de ombros. Baixou seus olhos para o livro, e começou a folhear o mesmo, sem prestar atenção no que estava escrito.

— Aham... Claro – Rapunzel se pronunciou dando um sorriso pequeno. – E você está simplesmente folheando um livro sem nem ao menos ver seu conteúdo – falou com calma e depois deu um sorriso de vitória. Merida não sabia onde aquilo as ajudaria a descobrirem o que Soluço realmente tinha, mas deixou que a menina ficasse no comando quando viu o garoto fechar o livro.

— Jack está no time – Soluço falou encarando as duas. Seu olhar demonstrava fraqueza, mágoa, nervosismo, irritação, zanga, tinha tantas coisas que a garota ficou extremamente confusa. – Vocês sabiam disso? – perguntou, sua voz começando a se alterar. Eram nesses momentos que Merida queria a presença de Astrid.

— Achei que você soubesse – Rapunzel suspirou, parecendo meio triste. Merida a encarou.

— Você sabia? – Soluço perguntou com a voz meio abatida. – Você sabia que Jack estava no time e nem ao menos me contou? – a voz do moreno saiu frágil, fraca e dolorosa, mais dolorosa do que antes. Merida engoliu em seco, tentando não intervir na discussão dos dois.

— Ele me falou que contaria a você, que você ficaria feliz! – Rapunzel protestou, aumentando um pouco o tom de voz. – Foi por isso que eu ajudei-o! – sua voz saiu grave, o que fez Merida arquear uma sobrancelha para a loira. Rapunzel não o odiava?

— Você deveria ter me contado... Perguntado alguma coisa! – Soluço insistiu. O moreno soltou uma risada sarcástica, mas, mesmo assim, dolorosa. – Todo mundo agora resolveu esconder as coisas de mim! – exclamou erguendo os braços. Merida percebeu que algumas pessoas encaravam os três (principalmente os dois que estavam discutindo, mas como ela estava na mesa, considerava o fato de ser encarada).

— Soluço, se eu soubesse...

— O mundo resolveu me dar as costas! – Soluço gritou pegando seu livro. Em seus lábios tinham um sorriso fino e totalmente irônico, ao mesmo tempo em que estava triste e magoado.

— Do que você está falando? – a ruiva perguntou ao moreno, se sentindo totalmente curiosa em relação as frases do garoto. O mundo não estava dando as costas para ele. De onde ele estava tirando isso?

— Não é da sua conta – o garoto sibilou enquanto tacava o último livro dentro da mochila e fechava-a rapidamente. – Não é da conta de vocês duas!— berrou enquanto levantava do banco e saia andando com a mochila nas costas. Merida encarou Rapunzel.

— Se eu for atrás dele, acabo o matando – sussurrou enquanto deitava a cabeça na mesa. Merida soltou um sorriso e pegou a mochila. Ignorou o lanche de sua mãe. Inutilmente, vinha dizendo para a mesma, que essa coisa de ficar comendo somente natural a enojava. No entanto, parecia insistir para a parede, não para sua mãe.

A ruiva caminhou na direção a que Soluço tinha ido e encontrou o menino sentado no gramado, encostado na parede do ginásio, próximo á porta do mesmo. Merida achou isso meio irônico da parte do garoto, mas, ignorou isso.

A ruiva foi em passos lentos até onde o moreno estava. Sua sombra estava totalmente em Soluço, que mexia em seu celular, sem nem se importar com a presença de qualquer pessoa. Merida bufou, porque com Astrid era sempre diferente?

— Se fosse sua namorada você já estaria beijando os pés dela – a ruiva sibilou enquanto tacava a mochila no chão e recebia um olhar irritado de Soluço.

— Veio fazer o que aqui? – perguntou voltando a mexer no celular.

— Fazer papel de Rapunzel – respondeu enquanto bufava e se sentava ao lado do garoto, as costas apoiadas na parede do ginásio. – E, tentar entender o que diabos aconteceu com você – dessa vez sua voz saiu mais calma, mais tranquila, como de Astrid. Idiota!

— Não aconteceu nada – Soluço falou calmo e estranho, o que fez Merida arquear a sobrancelha para o nada. – Vocês que ficam colocando lenha onde não tem nada – vociferou ainda mexendo no celular de uma forma frenética.

— Aham, claro – Merida deu um sorrio de escárnio e raiva. – Até porque, fui eu que simplesmente pirei quando me perguntaram sobre meu mau humor! – exclamou irritada. O que diabos eu vim fazer? Rapunzel conseguiria entender melhor ele do que eu!— Depois eu que sou a cabeça dura...

— E você é – Soluço sussurrou. Merida semicerrou os olhos e encarou o moreno ao seu lado. – Você mesmo admitiu – Soluço respondeu enquanto fitava a ruiva com um sorriso de canto.

— Bom, demos um passo hoje – Merida sorriu, ignorando o fato de Soluço reforçar o fato dela ser cabeça dura. – Você sorriu – falou deixando seu sorriso escapar dos lábios. Soluço virou a cabeça, mas Merida pode ver que o garoto sorria.

— Você acha justa o que Jack fez comigo? – a voz do garoto retumbou nos ouvidos da menina. Merida virou seu rosto para poder encarar Soluço.

— Ele só entrou no time, que mal tem? – respondeu com outra pergunta. Em parte, Merida sabia que era mentira. Jack havia entrado no time, somente. Nada mais. Mas, a outra parte de Merida sabia muito bem que tinha um mal terrível. – Você só ficou estressado com a Punz sem motivo.

— Onde ela está? – o garoto sussurrou. Merida percebeu o arrependimento do mesmo e sorriu.

— Eu não sei – deu de ombros. A garota sabia que Rapunzel havia ficado na mesa quando ela saiu, no entanto, não sabia para onde ela havia ido.

A ruiva suspirou. Soluço ficou quieto, brincando de retirar a grama do chão, pela sua raiz. O sol batia em sua cara, fazendo com que gotículas de suor escorressem pelo seu rosto. Merida passou a mão por sobre a testa. Abriu o menor compartimento da sua mochila e retirou uma presilha dali. Guerreou com o seu cabelo, até conseguir um coque.

— Você não acha que já está na hora de voltar? – perguntou enquanto tirava um fio de seus olhos e colocava atrás da orelha. Não que Merida estivesse com pressa de voltar. Suas últimas aulas se resumiam a ela tirar um cochilo, algum professor ver e mandá-la para a detenção. Entretanto, Soluço era o nerd ali.

— Acho que podemos matar aula hoje – o garoto falou se levantando e pegando a mochila logo em seguida. Seu olhar parou em Merida, que não sabia o que fazer.

— Uau – a menina exclamou enquanto era puxada para cima pela mão de Soluço. – Você matando aula? – perguntou assustada.

— Tudo de sua primeira vez – Soluço deu de ombros. Merida sorriu.

— Ok então, para onde vamos? – a ruiva perguntou animada. Soluço deu um meio sorriso e começou a andar, sem soltar da mão da ruiva.

— X –

— Percebi que você matou aula ontem, ruivinha – a voz de Mike retumbou nos ouvidos da garota, fazendo a mesma soltou um desprezível ‘jura?’ e continuar andando até seu armário. – Aí, não deu para dar o seu ultimo desafio, ou o grand finale, como preferir – deu de ombros parando ao lado de armário, com as costas nos armários próximos.

— Achei que tivesse terminado já – bufou enquanto retirava o livro de biologia, e guardava o de inglês. – Você não vai embora?

— Daqui a duas semanas – respondeu com um sorriso de canto. – Por isso, seu próximo desafio tem duas semanas.

— Ótimo, cadê o papel? – a ruiva perguntou meio irritada, enquanto fechava a porta do seu armário e ajeitava a alça da mochila.

— Ah, eu nem fiz – o loiro deu de ombros, e Merida estreitou os olhos na sua direção. – O desafio é simples – se pronunciou antes que Merida fizesse qualquer movimento. – Arranje um namorado – falou sorrindo maliciosamente. A ruiva apertou mais o livro em sua mão, pronta para estapear o loiro.

— Como? – isso era um desafio extremamente ridículo, Mike tinha que admitir isso. Merida não podia ser obrigada a arranjar um namorado.

— Arranjar um namorado – o loiro deu de ombros, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Merida riu sarcástica.

— Ta de zoa com a minha cara, né? – perguntou apertando ainda mais o livro de biologia. – Isso não é um desafio! – exclamou chamando a atenção de alguns alunos que passavam. – Você pirou?

— Bem... Isso significa que você arregou – Mike conclui enquanto soltava um sorriso malicioso. – Então, Larry tinha razão.

— No que?

— De você ser lésbica – a garota simplesmente não comandou seu braço. O livro de biologia voou na cabeça de Mike com toda a força que Merida tinha. Porque diabos as pessoas achavam que ela era lésbica? Só porque a menina não tinha namorado?!

— Eu não sou lésbica – sussurrou pausadamente, enquanto Mike passava a mão na cabeça, onde o livro havia acertado.

— Para não conseguir arranjar um namorado – Mike deu de ombros enquanto rapidamente colocava as mãos em frente ao rosto. Merida trincou os dentes, no entanto, não bateu no garoto.

— Eu não sou lésbica – sussurrou baixo, próximo ao ouvido do mesmo. – E eu vou provar para você – falou decidida, se arrependendo logo em seguida. – Um namorado em duas semanas – e saiu batendo o pé.

Isso seria fácil. Era só pegar qualquer aluno, pagar para ele, e no final da segunda semana, ele fingiria ser namorado de Merida. Era a coisa mais fácil do mundo. A menina sorriu, no final, Mike nem era tão esperto assim.

Notas finais
Ficou pequeno, não? Mas, como eu tinha que seguir o roteiro, e os planos da Merida ainda estão um pouco para a frente, e eu estou proibida de ultrapassar os outros parágrafos, teve que ficar assim. Mas, creio que está bom, ou quase isso. Hum, e, maybe eu faça uma revisa no capítulo anterior. MAYBE. Depende de mim, da minha preguicite, de vocês quererem e, principalmente, do roteiro. Talvez eu mude algo, e se isso acontecer, eu aviso ;) Well, é só por hoje. Comentem amigos, e venham falar comigo! Vocês viram a tradução? Não tem muita coisa na letra, mas, se vocês observarem fundo, irão ver que é a Emma ali. Parece até o Kaio cantando (lembram do Kaio?) '-' Até, por ai.