Friendly Living
16 Capítulo XVI. Rapunzel
Notas iniciais

RAPUNZEL CORONA
— Você é uma menina muito boba. – Soluço afirmou enquanto ajeitava os livros numa estante. Rapunzel fez bico e bufou. – Mas eu te ajudo. – A menina automaticamente se colocou de pé e abraçou o amigo com todas as forças que possuía.
— Nem sei como te agradecer. – A loira soltou o amigo e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, com um sorriso grato no rosto.
— Divirta-se mais. – Soluço deu de ombros enquanto pegava na mão da menina e a apertava. Rapunzel deu um meio sorriso, vendo sua mãe ali no lugar de Soluço.
— Eu prometo que vou. – A garota soltou a mão do amigo e se tacou na cama do mesmo com os braços esticados. – Mas, com limitações. – Concluiu levando uma almofadada de Soluço.
— Nunca vi a senhorita tão preocupada com estudos. – Rapunzel ouviu a voz preocupada de Soluço, enquanto colocava a almofada embaixo da cabeça e dava um meio suspiro. – É preocupante. – Terminou. A loira arqueou uma sobrancelha, com o olhar fixo no teto.
— Eu não acho. – Rapunzel deu de ombros. Estava adquirindo conhecimento, tinham que ficar felizes com isso, não preocupados.
— É que o fato de você estudar muito acaba sendo preocupante. – Soluço sussurrou de onde estava. Rapunzel levantou a cabeça e se apoiou nos cotovelos. A menina encarou Soluço, que mantinha uma expressão séria no rosto.
— O fato de vocês ficarem preocupados é que chega a ser chato. – Rapunzel sentou na cama e alisou a blusa azul que vestia. – Chega a ser perturbante. – Concluiu enquanto levantava a cabeça e viu Soluço sacudir a cabeça para um lado e depois para o outro.
— Punz, só estamos preocupados com você! – Soluço exclamou enquanto batia a mão no braço da cadeira de rodinhas. Rapunzel arqueou uma sobrancelha enquanto fitava Soluço. O menino estava sendo sincero, e preocupante.
— Ok. – Rapunzel assentiu. A menina deu um breve suspiro. – Eu prometo me divertir mais. – Soluço pareceu querer soltar fogos explosivos do peito, pelo sorriso que deu. – Com uma condição! – A loira ergueu o indicador e colocou na frente de seu rosto. Deu um meio sorriso a Soluço, que já demonstrava tédio na face. – Só se você começar a treinar comigo.
Soluço arqueou uma sobrancelha e se endireitou na cadeira onde estava. Passou a mão sobre o cabelo e colocou a mão na nuca, a coçando levemente.
— Treinar o que? – Perguntou mais como um sussurro. Rapunzel revirou os olhos com a pergunta e se tacou novamente na cama, fazendo com que uma mecha do seu cabelo louro lhe caísse no rosto.
— A dança. – A menina resmungou já com a certeza de que Soluço não dançaria mais. Por mais que fosse desnecessária a presença de Soluço, Rapunzel o queria ali, não somente por lhe fazer companhia, mas sim, porque tinha certeza de que o menino lhe renderia belas risadas no dia. – Caso você não queira... – Rapunzel sentou na cama e deu de ombros. Soluço tinha um olhar grave sobre a menina, como se o fato dele dançar fosse o necessário para Rapunzel se divertir mais. – Eu vou me divertir mais, mas... – A menina ficou de pé e pegou sua bolsa que estava pendurada na fechadura no guarda roupa. – Não vou me divertir com o meu melhor amigo.
Soluço balançou a cabeça para frente e se ajeitou na cadeira, Rapunzel deu de ombros. Sabia que Soluço não gostava de dançar, odiava dançar, mas poderiam passar um momento juntos, como irmãos, e Rapunzel tinha a quase certeza de que Soluço adoraria bem lá no fundo. A menina pendurou a bolsa no ombro e acenou para o garoto. Daria um tempo para ele pensar.
Passou pela porta do quarto do Soluço e se dirigiu a escada. Desceu cada degrau com uma atenção dobrada. Sua tontura começava a atacar. Agradeceu mentalmente quando pisou no piso do térreo. Ajeitou a bolsa e se dirigiu a porta.
— Já vai? – Uma voz conhecida retumbou em seus ouvidos. Rapunzel congelou seus movimentos e virou o rosto, vendo Jack sentado ao lado de dentro do balcão com uma xícara na mão. A menina assentiu com a cabeça. – Que pena. – Jack sussurrou alto o suficiente para a loira escutar. Rapunzel ignorou o comentário e abriu a porta. Viu o sol bater forte na rua, e sentiu a onda de calor invadir seu corpo.
Colocou seus pés para fora e saiu da casa de Soluço, fechando a porta logo em seguida. A menina andou em direção a sua casa, mas parou no portão. Olhou para o lado direito vendo um carro totalmente antigo e diferente. Olhou para a sua casa e grunhiu. Gothel estava com visitas.
Bufou enquanto se afastava do portão e balançou a cabeça afastando todos os possíveis pensamentos do que sua mãe poderia estar fazendo naquele momento. Encarou sua casa por um minuto pensando no que faria, até resolver voltar para a escola.
Nesse horário, provavelmente as lideres de torcida estariam treinando, e Rapunzel queria conferir com os seus próprios olhos o que Emma estava fazendo com as meninas.
Andou calma até a escola, visualizando poucas pessoas na rua. As segundas eram sempre chatas e entediantes, isso Rapunzel tinha de admitir, pelo menos, aproveitava o dia para estudar. A menina deu um suspiro quando se lembrou de que o primeiro SAT se aproximava, e ela não tinha feito sua inscrição. Segundo Soluço, o primeiro SAT era o pior de todos, e Rapunzel deveria esperar até pelo menos o terceiro, caso quisesse se sair bem. Mas a menina estava mais ansiosa do que nunca. Queria logo entrar em uma sala com um monte de alunos, sentar em uma cadeira e fazer aquela prova extensa.
A menina esticou seu braço, e tentou fazer um coque com o cabelo, sem sucesso. Precisava de um elástico, coisa que não tinha no momento. Conteve-se com seu cabelo na nuca, fazendo seu suor escorrer. Tentou andar somente na sombra, mas parecia impossível, já que as sombras pareciam fugir de Rapunzel e eram raras.
Aumentou o passo e fixou os olhos na frente. O sol batia na sua face, e parecia cada vez mais forte. A loira suspirou aliviada quando viu a fachada da escola. Parou em uma árvore e suspirou.
Não sabia o porquê de querer ver o treino das lideres de torcida. Queria mesmo ver o desempenho de Emma, já que nos jogos prestava mais atenção em Flynn às meninas dançando e animando.
Rapunzel ajeitou a bolsa e foi em direção à escola. Abriu a porta com receio e a fechou tentando fazer o mínimo de barulho. Caminhou naquele corredor enorme com algumas luzes acesas.
Olhou pela pequena janela de uma porta, alguns alunos ficando de detenção. Sorriu ao ver Kaio ali no meio. Ele sempre aprontava coisas que não devia. Continuou caminhando, acenando para alguns alunos que conhecia, cumprimentando outros que era mais próxima, até chegar ao ginásio.
Continuaria caminhando até a arena, se tivesse certeza de que as garotas estariam lá. Rapunzel costumava treinar às vezes no ginásio, mas não tinha certeza se Emma estaria treinando lá junto com as outras. Virou a sua direita e subiu algumas escadas. Conseguiu chegar ao terceiro andar, agradecendo mentalmente pelo efeito do remédio não ter se estabilizado no corpo da menina por muito tempo.
Andou até a porta do ginásio e encarou pela abertura que tinha o vidro. Colocou-se nas pontas do pé e se manteve firme para não abrir a porta com seu peso. Deu um meio sorriso quando viu as garotas se alongando.
Emma estava a frente e parecia comandar nelas. Rapunzel suspirou. Conhecia muito bem Emma, e seu grande potencial. Sabia que a menina já havia frequentado vários concursos de danças e ganhados praticamente todos, além de fazer aula de vários tipos de danças. Isso fazia com que Emma pensasse grande, em passos grandes, coisa que nem todas as garotas conseguiam, por isso sempre votavam em Rapunzel para ser a capitã.
— O que está fazendo aqui? – Rapunzel virou assustada vendo a dona da voz na sua frente. A loira colocou a mão em seu coração, sentindo as fortes batidas. Suspirou aliviada quando percebeu que era somente Clara quem estava ali.
— Só vim ver. – A menina respondeu se recuperando do susto. Clara assentiu desconfiada e olhou para dentro da abertura.
— Você faz falta Punz. – A menina comentou enquanto fitava Rapunzel. A loira deu um meio sorriso em direção a colega. – Muita falta.
— Emma pega pesado com vocês? – Rapunzel perguntou tentando puxar assunto com Clara. Adorava a garota e sabia do pequeno ódio que a morena tinha por Emma.
— Nem tanto. – Clara deu de ombros. A menina deu um leve suspiro e ajeitou a bolsa no ombro. – Mas ainda preferimos você. – Clara deu um meio sorriso a Rapunzel a encarou o interior do ginásio pela abertura. – É melhor eu ir indo. Depois você entra. Tenho certeza de que Emma não vai ligar, só vai te provocar.
— É isso o que eu menos quero. – Rapunzel sussurrou para a colega, que lhe dava um abraço apertado. – Mas, quem sabe...
— Vou te esperar senhorita Rapunzel. – Clara deu um meio sorriso e abriu a porta do ginásio. A loira ficou encarando o interior do ginásio enquanto via Emma conversar com Clara, e a mesma rir da outra.
Rapunzel saiu da porta do ginásio e foi em direção as escadas. Agarrou-se ao corrimão e começou a descer cada degrau com menos segurança ainda. Agradeceu mentalmente quando chegou ao segundo andar. Foi em direção à biblioteca e entrou no corredor de geografia. Precisava estudar o relevo do seu país, se quisesse passar em algum SAT.
Passou a mão em todos os livros, lendo todos os seus títulos e anotando mentalmente qual precisaria depois. Não estava com a mínima condição de pegar um monte de livros na mão e sair com eles nos braços.
Da parte de geografia, se dirigiu a parte que mais gostava daquela imensa biblioteca. Estórias. Suspirou ao ver o enorme corredor que lhe esperava. Passou a mão por todos os livros de ‘a’ a ‘m’ e escolheu um fino que lhe chamou a atenção. O colocou debaixo do braço e foi em direção a uma mesa.
Olhou em todas as mesas, e viu somente alguns alunos, a maioria nerd. Observou um casal discutir em sussurros e imaginou o que estariam discutindo. Colocou a bolsa em cima da mesa, e tirou o celular de lá de dentro, vendo se tinha alguma notificação nova, obtendo nada em resposta.
Colocou o livro a sua frente e olhou para frente, vendo um grupo de quatro amigos conversando, mexendo em folhas e livros. Rapunzel se perguntou sobre o que estariam falando e vendo.
A loira observou o livro. Uma cor vermelha com nada na capa. A menina virou o livro, mas não via nada também. Estranhou. A garota deixou o livro e o abriu, se deparando com uma folha em branco, virou mais uma e viu mais uma folha em branco. Suspirou irritada. Virou mais uma vez e então viu algumas letras.
A leitura do livro desconhecido havia se tornado tão emocionante e curiosa que Rapunzel se esqueceu de tudo o que tinha que fazer. Aquele livro sobre contos românticos e fictícios a havia cativado de uma forma encantadora e incrivelmente diferente.
A menina só foi se tocar de que a escola ia fechar quando a Senhorita Melanie lhe falou que Rapunzel passaria a noite na biblioteca. A loira se apressou pegando sua bolsa e guardando seu celular. Com o cartão da biblioteca, levou o livro para casa.
A lua já estava no céu, e junto dela várias estrelas. A loira pensou em ir direto para casa, já era tarde e a menina ainda tinha que fazer a lição de matemática, mas se lembrou de que sua mãe tinha convidado. Aproximou-se de uma praça com poucas pessoas e sentou em um banco.
Pegou o celular e discou para o celular de sua mãe. Tocou cinco vezes, até, finalmente, Gothel atender.
— Rapunzel, o que houve? – A voz de Gothel era cansada, significado de que a tarde havia sido quente. Rapunzel suspirou.
— Me perdi na leitura. – A menina deu um meio suspiro.
— Ahn... Minha filha... – Gothel tinha a voz rouca e com certo prazer que deu nojo a Rapunzel. A loira ouviu um gemido ao fundo e afastou o celular do ouvido, pensando se voltaria a falar com Gothel, sim ou não. – Rapunzel!— Ouviu o grito estridente de sua mãe e colocou o celular no ouvido rapidamente.
— Eu acho que vou dormir no Soluço. – Rapunzel concluiu mais para si do que para a mãe.
— Aham... Ah! Claro... Minha filha... Só... Você tem roupa? – A cada palavra de Gothel, Rapunzel sentia sua barriga revirar com os gemidos ao fundo.
— Tenho mãe. Acho melhor desligar. – A menina deixou um meio espaço de tempo para Gothel responder, mas só ouviu um pequeno gemido e alguns murmúrios. – Te amo, beijos.
Desligou o celular o mais rápido que pode e balançou a cabeça, afastando todos os tipos de pensamento que teria sobre a tarde de Gothel. A menina se levantou e caminhou em direção à casa de Soluço.
Parou em frente ao portão e suspirou lembrando-se de que Jack estava ali, ou melhor, o garoto morava ali também. Rapunzel bateu o pé esquerdo no chão e olhou ao redor. A menina abriu o pequeno portão e tocou a campainha. Pediria a Soluço para levá-la na casa de Merida, sabia que o menino não recusaria o pedido.
A porta se abriu com uma rapidez inesperada e Stoick surgiu diante dela com um pano em uma das mãos e um chapéu de chef na cabeça, caindo para o lado direito. O homem deu um sorriso quando viu Rapunzel.
— Minha linda! – Exclamou levantando os braços num sinal de felicidade extrema. – Que bom vê-la por aqui! – Deu um sorriso enorme para a menina e a puxou para um abraço bem apertado.
Rapunzel colocou suas mãos nas costas de Stoick e sorriu com o abraço apertado. O homem soltou a menina e deu espaço para ela entrar. Rapunzel sorriu agradecida e entrou, vendo Soluço e Jack na cozinha. Jack tacava molho em uma massa de pizza e Soluço ralava o queijo.
— Ei Punz! – Soluço parou de ralar o queijo e encarou a menina, dando um sorriso logo em seguida. – O que faz aqui?
— Vim pegar umas roupas minhas. – Rapunzel deu um meio sorriso a Soluço que vinha a sua direção. Stoick começou a assoviar uma musica dos Beatles, enquanto ia em direção a cozinha, e terminava de ralar o queijo. – Posso?
— Claro! – Soluço deu um meio sorriso a menina. A loira direcionou seu olhar a Jack, mas o menino parecia estar concentrado demais no molho. – Eu te acompanho. – Soluço chamou a atenção de Rapunzel, fazendo a menina começar a subir as escadas, tendo o amigo logo atrás de si.
— Vocês estão fazendo pizza? – A loira perguntou enquanto chegava ao topo da escada.
— Aham. – Rapunzel ouviu o murmúrio de Soluço atrás de si. A menina parou diante a porta do quarto do rapaz e a abriu. – Meu pai não gosta de pedir pizza, e ele queria ver como Jack se saia.
— E ele está indo bem? – A loira abriu a porta do guarda roupa e uma gaveta onde suas roupas estavam limpas, passadas e dobradas.
— Até agora, sim. – Soluço deu uma meia risada. – Jack já nos proporcionou boas risadas. – O garoto sentou na beirada da cama.
— Hum... – Rapunzel murmurou pegando um short jeans e uma blusa branca com um laço preto desenhado nela. Depois a menina pegou uma peça intima e as dobrou. Depositou tudo em cima da cama de Soluço e voltou a gaveta.
— Porque quer sua roupa? – O menino perguntou. Rapunzel colocou uma camisola rosa com desenhos de animais em cima de todas as outras roupas e pegou sua bolsa.
— Minha mãe tem visitas. – A garota suspirou e gemeu ao se lembrar de quando falara com ela pelo celular.
— Hum... Entendi. – Soluço assentiu com a cabeça, com uma cara nada legal.
— Para de imaginar coisas. – Rapunzel pediu ao menino, não querendo manchar a imagem de sua mãe. Soluço continuou com a cara estranha. A loira levantou sua mão e a bateu no braço do garoto. Soluço se desequilibrou um pouco e encarou Rapunzel.
— Ai. – O menino arregalou os olhos na direção da menina, que apenas deu de ombros, enquanto passava a mão onde a mão de Rapunzel havia encostado. – Porque você não dorme aqui? – Soluço perguntou. Rapunzel parou de colocar o pijama dentro da bolsa e encarou o amigo.
— Não tem lugar. – Afirmou enquanto voltava a colocar o pijama.
— Claro que tem! – Soluço rebateu.
— Não, não tem.
— Rapunzel, a casa é minha. – O garoto fitou a menina, enquanto a mesma terminava de colocar o short dentro da bolsa. – Eu sei que tem.
— O antigo quarto de hospedes não existe mais.
— Jack dorme na sala. – Soluço deu um meio sorriso a garota, que apenas ignorou e continuou guardando suas coisas. – E você no antigo quarto de hospedes.
— Não, obrigada. – A menina negou enquanto se levantava com a bolsa no ombro. – Jack não vai gostar.
— De ter você dormindo aqui? – Soluço perguntou com um sorriso divertido nos lábios. – Ta de brincadeira, né? – O menino parecia incrédulo com a afirmação de Rapunzel. – Ele vai amar!
— Por isso mesmo! – A loira rebateu enquanto fitava o amigo.
— Uh! – Soluço fez uma expressão divertida no rosto e encarou Rapunzel. – Você não quer dormir na mesma casa que ele, por medo?
— Não confio em Jack. – A menina afirmou enquanto ia em direção a porta.
— Ta, e vai dormir aonde?
— Merida. – Rapunzel respondeu já na escada. A menina sentiu Soluço a seguir, mas o ignorou. Assim que chegou ao térreo recebeu um olhar de Stoick e de Jack. Deu um aceno para eles e se dirigiu para a porta.
— Já vai minha querida? – Stoick perguntou ao longe.
— Ela vai dormir na Merida. – Soluço respondeu ao longe. Rapunzel parou na porta e encarou Stoick que tinha uma cara meio triste.
— Hum... – O homem murmurou voltando a ralar o queijo. A loira deu um meio suspiro. Odiava vê-lo triste. – Não quer nem comer pizza?
— Não, não estou com fome. – A menina rejeitou já abrindo a porta. Quanto mais ficasse, pior seria. – Tchau Stoick, tchau Jack.
Rapunzel saiu pelo lado de fora e foi em direção ao portão. Abriu-o cuidadosamente e saiu, o fechando logo em seguida.
— Quer que eu te leve? – Soluço perguntou ainda da porta. Rapunzel negou com a cabeça e acenou.
Com leves passos começou a andar em direção a casa de Merida. Teria que acordar mais cedo no outro dia, para poder passar em casa e pegar seu material. Só estava torcendo para que a visita de sua mãe não estivesse mais lá.
A menina tinha que admitir, estava com medo. Nunca havia andando sozinha a noite, e principalmente num bairro tranquilo como aquele. Qualquer um poderia raptá-la e fazer tudo o que quisesse com a menina, e Rapunzel não queria isso. Porém, a raiva que a menina estava sentindo da mãe encobria o medo.
Andou mais um pouco e decidiu ligar para Merida. Não seria nada legal chegar na casa da ruiva, a noite, e dizer que dormiria ali.
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