Friendly Living

9 Capítulo IX. Hiccup


Notas iniciais
Cara, capítulo XII já... Meu Deus... Ok pessoas lindas, muita gente ficou curiosa para saber o que aconteceu com a Punz? Pois bem, o Soluço também... Curtam o capítulo cupcakes (assim que se diz Treinador Hedge!) Ok, ok, ok. Vamos ao que interessa! Hum, esqueci! Alguém ouviu I Love It? É muito boa, escutem, pleaseeee! E escutem Kiss You, and let me kiss you

HICCUP HADDOCK HORRENDOUS

Soluço acordou assustado. Não estava atrasado, o que era um alivio. Pelo menos começaria o ano letivo com um bom começo: não chegaria atrasado. O menino pegou a roupa que havia separado na noite anterior e foi em direção ao banheiro. O garoto agradeceu quando viu que Stoick não estava ali.

— Bom dia meu filho! – Stoick falou erguendo os braços e gritando de uma forma animada. Animada demais. Soluço deu um meio sorriso e deixou a mochila pendurada no banquinho em que estava sentado. – Bom dia Jack! – Stoick repetiu o mesmo gesto assim que Jack desceu as escadas. E por incrível que pareça, Jack não estava com cara de sono e cansaço. Muito pelo contrário estava animadíssimo. Animadíssimo demais.

— Bom dia caro Stoick! – Jack falou erguendo os braços e sorrindo de orelha a orelha. Soluço o encarou. Jack estava com sérios problemas. – Bom dia amigo Soluço!

— Ahn... Bom dia. – Soluço murmurou. Jack sorriu de volta para o garoto e então se sentou no banquinho, comendo o que Stoick colocava no seu prato.

— Vocês vão com Rapunzel? – Stoick perguntou encarando Soluço.

— É, ela ligou ontem avisando que ia. – Soluço relembrou. Teria que esperar Rapunzel, e torcia para que nada acontecesse entre Jack e Rapunzel. Não queria confusão no primeiro dia de aula.

— Eu vou sair para trabalhar, e volto as seis, ok? – Stoick perguntou esfregando as mãos uma na outra, num gesto nervoso.

— Tudo bem pai. – Soluço falou tranquilizando o pai e sorrindo. – Vou cuidar de Jack.

— EI! – Jack protestou com a boca cheia de pão. Soluço riu, juntamente com Stoick.

A campainha tocou com uma rapidez, que fez Soluço engasgar. Jack riu, e Stoick segurou uma risada. O menino fez careta e então se levantou, indo em direção a porta. Abriu-a e viu Rapunzel e Merida conversando, animadamente.

— Bom dia Soluço! – Merida exclamou animada. Soluço encarou a menina. Ela, provavelmente, tinha pegado a doença de Jack. – Bom dia Stoick! – A ruiva foi em direção ao homem, e o abraçou. – Bom dia Jack! – Merida foi em direção a Jack, mas em vez de abraçá-lo, roubou um pedaço de bacon de seu prato.

— EI! – Jack protestou, novamente.

— Bom dia Soluço. – Rapunzel falou mais calma e entrou na casa do garoto. – Bom dia Stoick. – Stoick se aproximou e deu um abraço apertado em Rapunzel. – Bom dia Frost. – Rapunzel murmurou não se aproximando do garoto.

— Bom dia, ruiva. – Jack falou para Merida, que estava do lado do garoto comendo do seu prato. – Pare de comer meu bacon. – Jack ordenou, dando um tapa na mão de Merida, que fez a menina rir, juntamente com Stoick.

— Se você quiser, Merida, eu faço alguns bacons para você. – Stoick deu a ideia indo em direção a geladeira.

— Não, obrigada. – Merida falou sorrindo e indo em direção ao sofá, sentando nele.

Stoick deu de ombros e pegou o bacon mesmo assim. Soluço sabia que seu pai faria bacon para ele mesmo, mesmo ele não podendo. Jack levantou da sua cadeira, passou a mão engordurada na calça, e ajeitou o cabelo. Depois foi em direção a Rapunzel. Pegou na mão da menina e a beijou.

— Bom dia, princesa. – Jack sussurrou, largando a mão de Rapunzel logo em seguida e agindo como se isso não tivesse ocorrido. Soluço arqueou uma sobrancelha ao garoto, mas viu o olhar de seu pai nos quatro.

— Pai, já vamos! – Soluço avisou pegando sua mochila e colocando no ombro. Jack fez o mesmo processo, Merida se levantou do sofá, indo em direção a porta, e já a abrindo.

— Boa aula! – Stoick gritou e deu um sorriso a Soluço. O menino retribuiu e fechou a porta.

— Será que vai entrar alunos novos? – Merida perguntou caminhando ao lado de Soluço. Soluço deu de ombros.

— Eu sou um! – Jack exclamou rindo. Soluço e Merida acompanharam seu riso.

— Eu só espero que os professores não sejam chatos. – Soluço pediu chutando uma pedra que estava no caminho.

— Meio difícil. – Merida comentou. – Agora com o SAT, eles só vão ficar falando nisso o tempo. – Merida bufou irritada e deu um olhar a Rapunzel.

— Eu só espero passar em um. – Soluço falou. O menino recebeu um olhar maldoso de Merida.

— Soluço, meu caro. – Jack começou colocando o braço em volta do ombro do amigo. – Você é o mais inteligente. – O garoto continuou mexendo as mãos num gesto habitual. Soluço bufou. Odiava ser considerado o inteligente, o nerd.— Mesmo que eu nunca tenha estudado aqui, sei que você é o mais inteligente.

— Obrigado Jack. – Soluço tirou o braço de Jack dos seus ombros e continuou a caminhada.

Depois disso, o silêncio se instalou ali. Merida e Soluço competiam para ver quem chutava mais pedra. Rapunzel estava mais quieta que o normal. Jack mexia no celular de um jeito frenético. Soluço chutou mais uma pedra e comemorou quando a pedra passou entre um poste e uma árvore. Merida revirou os olhos e riu do amigo.

Soluço já via o movimento dos alunos. O movimento na rua já estava aumentado. Soluço chutou mais uma pedra e então lançou um olhar para a escola. Já tinha estudado lá por cinco anos consecutivos. Já tinha sofrido, levado chutes, socos; já tinha sido xingado, maltratado, ignorado. Mas depois de um tempo, conseguiu ser mais um aluno ignorado por todos.

A entrada da escola era simples. Uma escadaria e quatro portas. O prédio era enorme, com várias janelas de vários tipos e tamanhos. Algumas árvores estavam na calçada, em frente à escadaria que dava para porta. Soluço virou o olhar e conseguiu ver o campo.

Alguns carros paravam e alunos desciam. Alguns alunos estavam encostados nas árvores, conversando; outros, estavam sentados na escada, comendo, conversando, cantando. E Soluço conseguiu ver um grupo de garotos do time de futebol. As jaquetas já haviam voltado em cena.

— Vamos entrar? – Jack perguntou animado. – Quero que alguém faça um tour comigo.

Rapunzel foi à frente, acenava para alguns, sorria para outros, conversava com alguns, e depois ia correndo em direção aos três. Até que eles chegaram perto das Líderes de Torcida, odiada por todas as meninas, desejadas por todos os meninos, metidas, patricinhas e lindas. Soluço tinha que admitir, era raro ver alguma líder de torcida conversar com alguma outra menina, exceto Rapunzel, ela conversava com todo mundo.

Soluço olhou para Rapunzel e decidiu esperá-la. O corredor estava uma bagunça. Alunos corriam, ajeitavam seus armários, esperavam na porta da diretoria para pegar seus horários. Porém, desta vez, Rapunzel seguiu reto, e não cumprimentou as garotas. Soluço estranhou e foi atrás da menina, então reparou que Rapunzel não estava com o uniforme.

Rapunzel continuava a andar na frente, desta vez com mais pressa, Merida a seguia, e Jack vinha atrás de Soluço. Chegaram perto do pátio, onde não tinha praticamente nenhum aluno. Rapunzel foi em direção a um banco e colocou a sua bolsa, logo em seguida sentou-se e suspirou.

O pátio era praticamente o centro da escola. De lá, você podia olhar para cima e ver os outros dois andares. E dos dois andares, você podia ver o pátio lá embaixo. Era incrível, lindo, maravilhoso. No pátio, era interessante ficar. Bancos estavam espalhados por todos os lugares, corredores vinham de todos os lados, algumas árvores davam sombra ao local.

Jack sentou ao lado de Rapunzel e sorriu. Merida ficou em pé, a frente de Rapunzel. Sorria de uma forma animada.

— Então? – Jack perguntou olhando para os três. – O que eu faço agora?

— Cadê seu horário? – Merida perguntou olhando para o rapaz. Jack remexeu na mochila, tentando encontrar a folha com os horários. O garoto remexeu mais um pouco, como se não estivesse achando, e então tirou um papel todo amassado de lá de dentro. Entregou o papel para Merida. A menina deu um sorriso divertido. – Sua primeira aula é de álgebra. – Anunciou ainda sorrindo divertido, como se falar isso fosse uma tortura, que Soluço acreditara ser uma tortura para Jack. – Então, você entra naquele corredor – Merida indicou o corredor ao lado de uma árvore velha – segue reto e vira a esquerda – a menina falava com certa ordem na voz e olhava para o papel. – Então vai ter uma sala com o número 107 – Merida devolveu o papel para Jack, que tinha nos olhos curiosidade. – É lá! – Merida sorriu com... Soluço não sabia definir, mas parecia ser orgulho de si mesma.

— Entendeu? – Rapunzel perguntou. Soluço encarou a amiga. Se bem conhecia Rapunzel, ela não estava bem. Não sabia o que a menina tinha, mas prometeu a si que descobriria. Jack pareceu ficar em silêncio por alguns segundos, fitando a menina. – Você entendeu ou não? – Rapunzel perguntou novamente desta vez mais brava.

— Não. – Jack respondeu. Soluço soltou uma risada, e com consequência, levou uma chutada em sua canela, de Jack.

— Ei! – Soluço protestou enquanto mandava um olhar irritado para Jack, que apenas deu de ombros.

— Eu o levo até lá. – Rapunzel falou levantando e pegando sua mochila, colocando-a em um de seus ombros. – Minha sala é perto. – Jack levantou logo em seguida, mais animado do que antes. Rapunzel começou a andar em direção ao corredor ao lado da árvore, e Jack a seguiu, caminhando ao lado da menina e parecendo falar muito.

Soluço olhou-os até os dois sumirem de sua vista. Então, o menino deu um sorriso de canto e olhou para Merida. A menina estava com um papel em suas mãos e parecia encará-lo com certa raiva e felicidade ao mesmo tempo.

— Cadê a Astrid? – Merida perguntou encarando Soluço.

— Não sei. – Soluço respondeu dando de ombros. Não tinha conversado com a menina. Estava com saudades, por mais que não mostrasse, estava com muitas saudades de Astrid. – Eu não falei com ela.

— Só porque ela não foi à festa com você? – Merida provocou Soluço com um sorriso divertido nos lábios.

Soluço deu uma risada falsa.

— Muito engraçado, Merida. – Soluço começou sua caminhada em direção ao corredor oposto de Jack e Rapunzel. – Não, ela não me atendeu.

— Ih! – Merida exclamou, caminhando ao seu lado. – Cuidado Soluço. – A menina sussurrou encostando sua mão no seu braço. – Ela pode estar de olho em outro garoto...

Soluço revirou os olhos. Se fosse Jack, Lucas, Heron ou Jourdan daria um belo soco na cara deles. No entanto, era Merida, e o menino não podia levantar um dedo contra ela, não apenas por ela ser uma mulher, mas por ela dar um soco quase igual ao de Flynn. E Soluço sabia muito bem que Astrid nunca o trairia. Afinal, confiava em Astrid mais do que confiava em si mesmo.

— Astrid nunca faria isso. – Soluço revidou continuando a andar, com os passos mais rápidos. Merida apenas deu de ombros e continuou seguindo com Soluço. Soluço então se lembrou de Rapunzel, e resolveu compartilhar isso com Merida. – Você percebeu como Rapunzel estava hoje?

— Percebi. – Merida sussurrou com a cabeça mais baixa. Soluço não era tão amigo de Merida, o quanto era de Rapunzel, mas conhecia a menina bem o suficiente para saber que ela estava escondendo algo dele.

Soluço resolveu perguntar, mas Merida virou com tudo na porta a sua esquerda, o garoto, então, reparou no número da porta e sorriu ao ver que sua primeira aula era ali. O menino entrou logo em seguida e então seguiu Merida, sentando ao lado da menina. Depositou sua mochila em cima da carteira e olhou para Merida.

— O que você sabe, que eu não sei? – Soluço sussurrou para Merida. A menina olhou por alguns instantes para Soluço, e então abaixou a cabeça, como se estivesse desistindo.

— Que a Rapunzel não foi com a cara do Frost, e então ela resolveu mostrar a sala para ele hoje, assim, do nada? – A menina desviou a atenção de Soluço, que franziu as sobrancelhas a fitando. Merida deu de ombros.

— Vamos, me conte. – Soluço pediu. Merida ficou muda, encarando sua mochila. – A Rapunzel não está tão animada, como costuma ficar no primeiro dia de aula. – Soluço comentou. Merida assentiu, ainda fitando a mochila. – Ela cumprimentou a todos, menos as líderes de torcida. – Soluço lembrou-se de quando Rapunzel seguiu reto. – E ela não esta com o uniforme. – Soluço falou ainda encarando Merida, torcendo para que a menina contasse o que estava acontecendo com Rapunzel. – E além do mais, ela foi legal com o Jack – Soluço deu um sorriso de canto e então se lembrou de quando Rapunzel deu seu lanche para o menino. – Duas vezes.

— Duas vezes? – Merida perguntou encarando Soluço. O menino assentiu. Merida deu um sorriso, como se não tivesse acreditando naquilo, então virou seu rosto para a professora que acabara de entrar, acabando com toda a bagunça que estava na sala.

— Ok, turma. – A professora, que mais parecia uma aluna, falou. – Sentados.

Não soou como uma ordem, mas sim como um pedido. Todos se sentaram, obedecendo a linda professora. Soluço tinha de se perguntar. O que aquela moça estava fazendo ali? A moça depositou sua pasta em cima da mesa e seu sorriso aumentou. Os meninos estavam todos sentados, apenas encarando aquela maravilha.

— Cuidado. – Merida o alertou com um sussurro. – Vou falar para a Astrid que você a esta traindo com a mente.

Soluço a encarou, enquanto Merida soltava um risinho e dava de ombros. As meninas (principalmente as líderes de torcida) se sentaram mais atrás, e pareciam estarem tentando acreditar que a professora podia ser mais bonita que a maioria delas.

A professora abriu sua pasta, e remexeu nela por alguns instantes. Soluço parou para observá-la. O Cabelo liso e castanho estava preso num coque certinho. A maquiagem era pouca, mas perceptível, brilho nos lábios e talvez um blush na bochecha? Soluço não conseguia definir a mais. Trajava uma camiseta branca, e um blazer preto por cima; juntamente com uma saia que vinha até a altura de seus joelhos e algum sapato nos pés. Soluço não se preocupou em ver qual sapato a professora trajava. E por incrível que apreça, tinha a aparência de ter seus dezenove, vinte anos.

— Me denomino Blair. Blair Windons. – A professora deu uma pausa e então abriu um sorriso aos alunos. – A nova professora de literatura.

Soluço não conseguiu segurar um sorriso. Teve de soltá-lo. A professora de literatura do ano passado era extremamente o oposto a Senhorita Windons. Ela era velha, gorda, chata, arrogante, feia e tinha uma pinta em cima dos lábios, uma pinta enorme, de onde saia pequenos pêlos, e Soluço achava isso extremamente nojento. Tinha que admitir, ela era uma boa professora, mas era impossível prestar atenção na aula dela e ter que ficar encarando aquela professora velha e sua pinta.

— Eu vou fazer das aulas, uma coisa divertida para vocês. – A senhorita Windons deu seu melhor sorriso.

— Acho isso meio impossível! – Um aluno gritou ao fundo. Era impossível não reconhecer sua voz estridente e grossa. Soluço encarou a professora. Seu sorriso, divertido, se transformou num sorriso curioso.

— Qual é o seu nome, querido? – Senhorita Windons perguntou, olhando diretamente para Kaio, o garoto que gritara e era melhor amigo de Flynn.

— Kaio. – O menino respondeu dando um sorriso galanteador. Soluço sabia que a Senhorita Windons já estava na lista de “Futuras meninas que desejo pegar”, de Kaio.

— Ok, Kaio. – A Senhorita Windons deu um sorriso mais descontraído para Kaio, como se estivesse percebendo que o menino não a queria somente como uma professora de literatura. – Chame-me de Blair. – Blair andou até a frente à mesa e se apoiou na mesma. – Sei que a grande maioria odeia literatura – Blair começou. Soluço ouviu algumas meninas suspirarem entediadas, como se dissessem “ai vem o grande discurso chato e irritante da professora de literatura, de que literatura não é tão chato assim”.— Inclusive você Kaio. – Blair apontou seu dedo em direção a Kaio, que apenas deu de ombros, como se estivesse confirmando. – Mas, digamos que literatura não é apenas isso. – Blair deu um sorriso divertido. – Nós não vamos conviver somente aqui dentro. – A professora foi em direção a janela e olhou novamente para os alunos. – Acredito que você, Kaio, seja um jogador.

— Acertou em cheio. – Kaio falou sorrindo.

— Então, eu acredito que gostaria de ter aulas no seu local. – Blair deu mais um sorriso divertido, porém fez cara de tédio quando percebeu que Kaio não havia entendido. Soluço deu um tapa na sua testa. – No campo, Kaio. – Blair lembrou o garoto, que deu um sorriso maroto no rosto.

— Todos gostariam. – Kaio começou. Soluço sabia que vinha merda. – Contanto que não fiquemos aqui, todos vão gostar.

— Ótimo. – Blair deu mais um sorriso. Soluço já estava se apaixonando por aqueles sorrisos, mas então se lembrou de Astrid, e voltou a ficar sério imediatamente. – Então vamos nos dar bem. – Blair abriu outro sorriso contagiante.

A professora voltou a ir atrás de sua mesa e sentou-se na cadeira. Soluço ouvia murmurinhos por todos os lados. No entanto, resolveu não escutá-los. Estava bem na sua. Olhou para Merida. A menina já tinha posto sua bolsa pendurada na cadeira, e tinha um caderno em cima da mesa, juntamente com um estojo fino. Merida virou o seu rosto, fitando Soluço.

— Acho que vou gostar dela. – Merida sussurrou se aproximando de Soluço.

— Eu já gostei dela. – Soluço afirmou, mais para si do que para Merida. Merida riu.

— Cuidado com a Astrid.

— Cale a boca! – Soluço revidou se arrependendo. Merida o encarou meio furiosa, meio curiosa, meio alegre. A menina riu e voltou a encarar a professora. Soluço encarou Merida de uma forma curiosa. A menina já não batia mais em Soluço? Ou era porque a professora estava em sala? – Jack é quem vai gostar dela. – Soluço comentou com Merida, enquanto imaginava o garoto falando da professora gostosa de literatura.

— Eu tenho dó de você. – Merida sussurrou de volta, rindo.

— Ok, turma. – Blair levantou-se e foi em frente a sua mesa, encostando-a nela. – Hoje, nós não vamos sair. – Um coro de resmungo se levantou em toda a sala. – Mas... – Blair continuou, chamando a atenção de todos e parando com os resmungos. – Quero conhecer melhor os meus alunos.

A aula passou voando. Blair não era uma professora comum. Blair era diferente. Comentaria isso com alguém, provavelmente com Rapunzel. Rapunzel! Havia esquecido que a menina estava com problemas. Merida não quis contar a Soluço, então o menino descobriria da própria Rapunzel.

Assim que o sinal bateu, os alunos saíram em disparada, não porque a aula estava chata, mas sim, pelo melhor lanche na cantina. Nos primeiros dias de aulas, a cantina tinha diferentes tipos de lanches. E os primeiros a chegarem, ficavam com os melhores. Claro, isso era injusto, mas aquela escola parecia ser injusta. Soluço agradeceu mentalmente por Stoick ter preparado seu lanche.

O menino guardou seu caderno dentro da bolsa, a fechou e olhou ao seu lado para poder ver Merida, mas a única coisa que viu foi uma mosca voando. Por um segundo, se imaginou num filme de ficção científica, na qual Merida havia se transformado em uma mosca, e precisaria de sua ajuda para voltar a Merida de sempre. Balançou a cabeça, tirando aquilo de seus pensamentos.

Levantou-se com calma e saiu andando tranquilamente pelos corredores. Provavelmente, Rapunzel estaria na cantina, ou no pátio. Chegou ao pátio e procurou a menina com o olhar. Porém nada. Nada da menina de longo cabelo louro.

Duas mãos interromperam Soluço de continuar andando a procura de Rapunzel. As mãos tocaram os olhos de Soluço, fazendo com que o menino tivesse de fechar os olhos. Deu um sorriso. Virou e então viu aquele par de olhos que o menino tanto amava.

Abraçou Astrid como se o mundo fosse acabar. A saudade da menina era muito grande. Muito grande mesmo.

— Ei – Astrid protestou rindo. – Esta me matando.

Soluço soltou a menina imediatamente. Como se a palavra “matar” não fosse no sentido figurativo. Astrid exibia um lindo sorriso nos lábios, e também nos olhos. A menina olhou para um lado, depois para o outro, e como que disfarçadamente, lascou um selinho em Soluço. O menino sorriu com o selinho e deu um beijo na bochecha de Astrid.

Astrid sorriu novamente. Desta vez um sorriso maior. Soluço não se conteve, abriu outro sorriso. Um maior. Como estava feliz em vê-la ali, na sua frente, sorrindo para ele, dando selinhos escondidos nele. Parecia que foi ontem que tudo tinha acontecido. Soluço suspirou, quando se lembrou de Rapunzel.

— O que houve? – Astrid perguntou. Seus olhos exibiam preocupação, e o sorriso que estampava o rosto de Astrid a tinha deixado. Soluço a puxou para um canto mais afastado de todos. Provavelmente perderia o tempo que tinha para comer, mas não estava nem ai. Estaria com Astrid, e era isso que importava.

— Rapunzel. – O menino sussurrou para Astrid. Olhou para os lados, para ver se via alguém conhecido. – Aconteceu alguma coisa com ela.

— Eu percebi. – Astrid comentou, fitando o chão. – Hoje, lá na classe. – A menina explicou quando Soluço arqueou uma sobrancelha. – Ela estava quieta, na dela. – Astrid deu uma pausa, pensando no que ia falar. – E não estava com o uniforme.

— Eu vi! – Soluço sussurrou para Astrid. Algo havia acontecido com Rapunzel, e Soluço iria descobrir. – Me ajuda, princesa?

O apelido pareceu fazer efeito em Astrid por alguns segundos, até a menina pegar na mão de Soluço e sorrir.

— Ajudo, príncipe.

Notas finais
E ai curtiram? Astrid aparecendo de verdade na fanfic! Eu não falei que o Soluço percebeu? Pessoas! Pessoas! Eu quero muito ler uma fanfic de Hunger Games, alguém me indica uma boa? E quero ler uma de Reinos, princípes, princesas... Alguém conhece? Necessito de histórias assim! Ah! E agora uma notícia boa para vocês, cupcakes (Hedge .-.) Eu fiz o tumblr! Uhul! É claro, metado dos links estão desativados, e ainda tem muita coisa para postar, mas eu já coloquei um capítulo bônus lá! Ta esperando o que? Corre lá para ver! Use a TARDIS! Beijos, escritora-of-sonhos.tumblr.com