Notas iniciais
Olá, esta é a fanfiction que posto e espero que vocês gostem! Aqui algumas informações a respeito da história e de mim:
1. As minhas notas podem ser longas às vezes. Tentarei ser o mais objetiva possível, porém vocês já estão previamente cientes.
2. Ela se passa no universo de The Flash. Talvez tenha participação de alguém de Supergirl, Legends Of Tommorrow e/ou Arrow, porém, se ocorrer; será em poucos capítulos e ele(a) terá participação pequena. O foco são os personagens do seriado The Flash.
3. Não precisa estar em dia com a série para entender, mas é preciso ter assistido parte da segunda temporada. Qualquer dúvida,a respeito da história ou da série, sinta-se livre para perguntar.
4. A maior parte do que inventei são coisas que a série ainda não explicou ou explorou (exemplo: a vida da Caitlin além do S.T.A.R. Labs). Algumas coisas são diferentes, como alguns casais e os planos do Zoom, só que tentarei ao máximo manter a fic fiel ao seriado.
5. Ao princípio, a história tem três narradores personagens: Caitlin, Cisco e Barry. No entanto, o número pode aumentar.
6. Quanto a narrativa, ela se passa na mente do personagem. Logo, se algum deles estiver nervoso, amedrontado, irritado, hipnotizado, alucinando ou qualquer coisa do tipo, será escrito de uma forma que pareça normal. A minha meta é dar a sensação do que a pessoa está sentido. É claro, isso será muito bem explicado para evitar confusões.
7. Há grandes chances de eu mudar a sinopse, capa e/ou título da história. Mesmo assim, não será nada que afetará a leitura e obrigará vocês a relerem alguma parte da fic.
8. A minha estimativa é atualizar de uma em uma semana. Se tiver um capítulo novo antes, poderei postá-lo com menos de sete dias, só que sete dias é o prazo que eu dou a vocês.
9. Qualquer elogio, dúvida, crítica e/ou sugestão é bem-vindo(a). Eu peço que quem gostar favorite, e, principalmente; COMENTE. Como autora isso é essencial para mim, tanto quanto motivação quanto inspiração. Já obtive grandes ideias respondendo comentários de leitores. E esse reconhecimento também é importante para mim porque eu escrevo pelo celular ou um notebook antigo e de péssima configuração. O notebook trava constantemente, tem HD de menos de 100 GB e basicamente a única coisa que eu tenho salva aqui é Google Chrome e Internet Explorer. Eu lido com os problemas porque escrever é uma das minhas paixões e quero agradá-los, mas só irei postar se tiver gente lendo. Não importa se são cinco ou cinquenta pessoas, eu não vou exigir números para continuar com a história, apenas participação. Preciso saber que tem gente acompanhando para dar continuidade.
10. Mesmo que você esteja começando a ler agora, por favor, comente todos os capítulos. Dessa forma, eu poderei ter noção dos capítulos e elementos favoritos de vocês.
Enfim, obrigada e sem mais delongas; o capítulo. Espero que gostem.

Caitlin

Morte. Essa é uma coisa qual sempre tememos. É imprevisível, fatal e irreversível, e mesmo assim continuamos insistindo em tentar premeditá-la e burlá-la. Sei que eu já fiz isso. Desde quando meu pai adoecera eu sempre pude sentir a morte por perto. Como uma cobra esperando sorrateiramente a aproximação de sua presa para dar-lhe o bote. Eu sempre tentei adiá-la. Eu dediquei a minha vida para encontrar uma maneira de salvar meu pai. Quando isso não funcionou, eu foquei em salvar a minha própria pele. Esta tentativa também falhou. Contudo, a morte veio ao meu encontro de uma forma que jamais imaginei...

Em 2014, a equipe do laboratório onde eu trabalhava ativou um acelerador de partículas. Aquilo nos deu a sensação de que éramos revolucionários. Lendas. Traríamos tantos benefícios às pessoas. No entanto, as coisas não ocorreram como planejávamos. O resultante foi em maior parte negativo. Liberamos mais substâncias do que tínhamos conhecimento e a um nível acima do apropriado. Pessoas adoeceram. Pessoas morreram tanto naquele dia, quanto meses depois como consequência da explosão. Eu perdi o meu noivo. Naquela época, eu pensei que aquilo fosse o fim. Infelizmente, aquele dia amaldiçoado voltaria para me assombrar uma vez mais.

Quando o acelerador de partículas explodiu, o meu DNA foi transformado. Entretanto, isso não afetou o meu organismo de imediato. Era preciso algo mais. Uma combinação que só poderia ser feita no inferno. Há alguns meses atrás, fui sequestrada pelo vilão mais impiedoso que Central City já vira. Um homem que mentiu para mim e meus amigos e nos usou. Ele pertencia a outra Terra, onde cada um de nós tínhamos um equivalente idêntico. Ele me levou até lá. Como resultado de sua obsessão comigo, ele também raptara a minha cópia. Eu a conheci. Ela se denominava Killer Frost. Eu descobri que ela ganhara a habilidade de esfriar o que quisesse devido a explosão do seu planeta. Na tentativa de me matar, ela me acertou com um pingente de gelo.

Aquilo mudou o dinamismo do meu organismo. Eu comecei a sentir frio constantemente. Minha pele se tornou mais pálida. Meus lábios ficaram extremamente secos. Como Killer Frost disse-me ter pensado, eu acreditei que estivesse doente. Todavia, nenhum dos testes apontaram doença alguma. Algo diferente havia acontecido. O meu gene que, antes se encontrava latente, passara a se manifestar. A minha temperatura corporal diminuiu. Aquilo também afetou aqueles ao meu redor. Eu tentei evitar, mas não havia nada que eu pudesse fazer a respeito. Aquele evento me transformara. Para sempre. Fez-me quem sou agora. Fez-me não mais temer a morte. Fez-me ansiar por ela. Que apenas viesse rápido... Para que não mais tivesse que congelar até morrer.

Morrer de frio não é um jeito fácil perecer. É doloroso. É cruel. É solitário. E a pior parte: é terrivelmente demorado. Hipotermia se manifesta em diferentes etapas. Primeiro, você perde de um a dois graus Celsius. Você começa a sentir arrepios, a pressão sanguínea aumenta, a frequência cardíaca e respiratória se intensificam e os vasos sanguíneos se contraem. Essas são respostas do seu corpo para reter calor. Em seguida, você passa a urinar mais. O seu fígado começa a falhar e confusão mental se torna frequente.

Alguns desses sintomas começaram a aparecer na mesma semana em que me libertei de meu cativeiro e me reuni com os meus amigos. Não custou muito para que se tornassem evidentes. Mesmo assim, tentei escondê-los do grupo. Passei a usar mais roupas de frio e maquiagem do que estava acostumada. Apesar disso, os sintomas se agravaram. Meus amigos começaram a notar que algo estava errado. Para piorar, os exames não indicaram enfermidades.

Killer Frost alertara-me durante o dia que passamos juntas de que aquele era um caminho sem volta. Ainda, tentei fazer tudo ao meu alcance para reverter a situação. Nenhum método funcionou. Gradualmente, comecei a prejudicar aqueles ao meu redor. O laboratório se tornou mais frio. Eu percebi que estava afetando os meus amigos da pior maneira possível.

Um dia tive que socorrer Barry e precisei remover minhas luvas. Ele hesitou assim que toquei sua pele, mas insisti para que permanecesse quieto para poder ajudá-lo a sarar. Eu acabei esfriando o seu braço. Fora como levar um tapa na cara. Eu não estava apenas incapacitada para trabalhar, mas também me tornara perigosa às pessoas que amava. Por mais doloroso que fosse, eu reconheci que era hora de partir.

Se um dia eu os machucasse, jamais me perdoaria. Então, disse a todos que estava sofrendo de estresse pós-traumático e precisava de tempo indefinido para passar por um tratamento psicológico. Avisei também que voltaria para casa, pois não me sentia mais segura em Central City.

Aquilo foi ainda pior do que perder meu próprio pai para esclerose múltipla. Eu não tive sequer tempo para me preparar. As alterações no meu organismo vieram de forma muito rápida e tive de afastar-me antes de poder processar o ocorrido. E, pior ainda, não pude ao menos dizer o real motivo da minha despedida às pessoas que mais importavam para mim. Tive de me controlar para não perder-me em cada abraço.

Eles pediram para me acompanharem até o aeroporto, Barry até ofereceu-se a me levar correndo ou com seu carro, de modo que pudéssemos usar a viagem como um último momento em grupo. Eu recusei educadamente, dizendo que seria doloroso demais e não aguentaria deixá-los se passássemos tanto tempo juntos. Foi a coisa mais difícil que já tive de fazer, todas as despedidas estavam me corroendo por dentro.

E havia uma pessoa em particular complicando as coisas: Barry Allen. Eu conhecera Barry há dois anos. Naquela época, eu estava de luto e não queria permitir ninguém na minha vida. Mesmo assim, ele derrubou minhas defesas. Ele me encorajou a libertar todas as emoções que eu estava aguardando dentro de mim. Ele podia me ler e entender o que eu estava sentindo com um mero olhar. Ele me ajudou a seguir em frente. Nós dividimos maravilhosos e péssimos momentos que mudaram e colocaram as nossas vidas por um fio. Eventualmente, eu me apaixonei por ele. É irônico pensar que nunca confessei isso devido ao medo de perdê-lo. Acabei de perdendo-o de qualquer jeito, e agora ele nunca saberá a verdade sobre nenhuma dessas coisas. Talvez seja melhor assim. Se eu tivesse me professado a ele e tivéssemos nos envolvido, tudo partiria meu coração ainda mais fundo. Eu já sofri o suficiente.

Pego o casaco que recebi recentemente de aniversário de minha mãe e o visto por cima do anterior para me aquecer. Essa ação não ajuda muito. Roupas quentes só retardam o curso da hipotermia.

Como uma cientista, eu fui ensinada a nunca desistir. Infelizmente, a única solução que encontrei foi drenar a energia das pessoas. Aceitar o meu destino como uma vampira de calor. Isso me forçou a fazer outra coisa que aprendi como médica: aceitar quando não se há nada fazer e tratar de preservar o maior número de vidas possível, mesmo que isso signifique sacrificar algumas. Por isso, informei a todos que conhecia que estava de partida e decidi me isolar de agora em diante. Apenas me afastaria e aguardaria pelo fim. Sem minha mãe, Barry ou qualquer um dos meus amigos. Era como eu podia mantê-los a salvo. E seria melhor se ninguém soubesse nada ao meu respeito.

Notas finais
Elogios, críticas, dúvidas, sugestões? Qualquer opinião é bem-vinda, seja em relação a um personagem ou a história completa. Em caso de erro gramatical, me avisem também. Muitíssimo obrigada. :)