Fresh Blood

1 ✾ Capítulo 1- Prológo


Notas iniciais
Olá! Tudo bem? Como eu nunca postei uma fanfic minha eu apelo para que peguem leve comigo! Boa leitura!

”Vampiros”, um termo que usam para designar seres que usufruem da vida de suas vítimas para poderem sobreviver.

Particularmente, eu Nina, não acredito que eles possam existir. Minha mãe me contou diversas histórias quando menor para que eu ficasse assustada e obedecesse.

E é sobre isso que estou conversando com Jin, meu melhor amigo.

— Se você estivesse encurralada por um deles teria medo.

— Não, eu não teria.- Falei- Meu joelho tem alguma utilidade.

— Você poderia só deixá-lo sem reproduzir, ele ainda correria atrás de você depois.

— Então eu teria que me esconder.

— Ainda sim ele te encontraria e te mataria.

— E eu tenho certeza que se fosse com você, você não tentaria escapar e sim estaria implorando por sua vida.- Falei irritada e revirei os olhos.

— Você está sugerindo que é uma questão de dignidade não implorar para viver?- Jin arqueou a sobrancelha.

Eu queria ter respondido que é. Mas bateram na porta do quarto.

— Pode entrar.- Não tirei o olhar sobre o computador.

Jin empalideceu e deu inicio não entendi bem.

— Nina posso conversar com você?- Essa é a voz do meu pai. Meus músculos contraíram e minha respiração ficou descompassada.

— Claro...- O olhei pelo canto do olho e voltei para o computador.- Jin eu falo com você depois.

Ele assentiu com a cabeça. Fechei a tela do computador e encarei o homem a minha frente.

— Eu fiz algo?- Ergui a sobrancelha receosa.

— Não, não. Você não fez nada!- Henry gesticulou com as mãos.

— Então o que foi? É alguma coisa ruim?

— Creio que não, e tenho certeza de que você vai gostar.- Ele abriu um sorriso.

— Aish, conta logo!

— Certo, certo. Lembra que me pediu para terminar o colégio no Japão?

— Claro que lembro.

— Eu pensei na proposta.

— E....? Onde você quer chegar?

Ele retirou de dentro do paletó uma passagem junto com um passaporte e alguns outros documentos. Meus olhos se arregalaram.

— O que foi? Você não gostou Nina?

— Eu gostei sim! Muito para falar a verdade!

— Por que a surpresa então?

— Não esperava por isso.- Admiti.- Mas obrigada pai.

Me levantei da cama e o abracei. Ele retribuiu, o que deixou o abraço muito mais caloroso. Ele olhou para mim.

— Eu achei melhor remarcar suas sessões e agora você vai fazê-las no Japão.

— Certo, mais alguma coisa que eu preciso saber?

— Nada de garotos.- Ele deixou escapar uma risada descontraída. Eu o olhei estranho.- Estou brincando princesa.

—Não me chama assim, por favor.- Me fiz de envergonhada.

— Tudo bem. Está tarde, acho que deveria dormir.

— Eu já irei. Boa noite pai.

— Boa noite Nina.- Ele depositou um beijo sobre minha testa e se retirou do recinto, mas antes deixando os documentos em cima da escrivaninha.

Me joguei novamente na cama e abri a tela do computador novamente.

— Está aí Jin?- Perguntei.

— Não.- Revirei os olhos.

— Você ouviu Jin?

— Qual parte princesa?- Ele abriu um sorriso canteiro. Dei o dedo do meio.

— É rainha pra você plebeu.- Ele revirou os olhos.

— Respondendo sua pergunta sim, eu ouvi que você vai estudar no Japão.

— E não é demais?!

Percebi que estou mais eufórica do que pensei em ficar caso ele aceitasse a minha proposta.

— Não. Você deveria pedir para voltar à estudar em Busan, afinal eu estou aqui.

— Eu sei que está aí Jin. Como a família da minha mãe também está, você conhece o meu pai e sabe que ele não iria deixar.- Suspirei, ele concordou com a cabeça fazendo o mesmo.

— Pelo menos eu vou poder te ver em uma das sessões.- Jin abriu um sorriso amigável e doce.- Nina acho que vou dormir, em duas horas eu vou pegar um avião e quero estar relaxado.

— Tudo bem. Boa noite e bons sonhos.

— Pra você também.

Jin desligou e eu me vi obrigada a desligar também. Já que Jin tocou no assunto avião vou xeretar a passagem que Henry deixou em cima da escrivaninha.

Eu vou amanhã a noite?!

Aish, por que ele me avisou de última hora?!

Joguei a passagem de volta onde estava e fui para a cama bufando. Felizmente não demorou muito para que eu adormecesse.

[....]

Se não fosse pela cozinheira trazendo meu café eu poderia ter dormido durante mais algumas horas.

Por isso, agora estou de mau humor.

Deixei o prato de panquecas na escrivaninha e arrastei a cadeira em frente ao armário para pegar a gigantesca mala em cima dele. A joguei na cama e voltei para as panquecas.

Meu celular tocou. Era Jin.

— Bom dia My*.- Ele falou com a voz rouca e seu rosto estava sonolento; Jin fica adoravelmente sexy assim, puta que pariu.

— Bom dia Jin.

— Eu liguei para te avisar que o avião acabou de pousar.

— E está tudo bem?- Perguntei e peguei um pedaço da panqueca levando-o a boca.

— Sim, só estou com sono.- Ele bocejou.- O que está comendo?

— Panquecas. Eu até ofereceria se estivesse aqui.

— Engraçadinha.- Ele revirou os olhos.- Seu pai falou quando você vai para o Japão?

— Hoje a noite.- Ele arregalou os olhos.- Eu tive a mesma reação.- Ri.

— Ele avisou meio tarde.

— Super tarde!

— Por isso tem essa mala gigante na sua cama. Agora faz sentido.

— Sim, e eu tenho que arrumar isso logo se quiser ir para Tokyo hoje.

— Você não tem tanta roupa assim.

— Não são só as roupas ta legal?

— O que você pretende por ai além de suas roupas e acessórios?

— Meus doramas! Ou você achou que eu ia deixá-los aqui? Eu paguei por eles!

— Sabe... na teoria foi seu pai quem os pagou.

— Tanto faz! Eu quero levá-los de qualquer jeito.

— A mala é sua Nina, faça o que quiser.- Jin riu.

— Não sou eu que vou levar mesmo.- Dei de ombros.

— Você quer que eu desligue para não tirar o seu foco?

— Não! Eu já vou ser obrigada a ficar solitária no avião!

— Nina.- Ele me olhou sério.- Você sabe que eu não vou falar com você o dia inteiro né? Eu ainda tenho trabalho pra fazer.

— Sim eu sei, e o que tem?

— Você só vai à noite para o aeroporto, eu chego antes de você ir. Então não tem importância se eu desligar agora e te chamar depois.

— Claro que tem! É uma questão psicológica.

— E eu vou fingir que acredito.- Riu.- Eu acho que tenho uma hora até virem me buscar.

— É tempo o suficiente.- Coloquei as panquecas de lado e deixei meu celular apoiado em alguns livros que estavam em minha cama sem motivo aparente.- Vejamos....

Mordi o lábio.

Abri a porta do armário/closet, e cada coisa que eu achava que uma hora poderia ser útil taquei em cima da mala. Tem até uma roupa de banho, e mesmo que eu não saiba nadar ela pode vir a calhar.

— Eu retiro o que disse sobre você não ter tanta roupa.- Jin falou perplexo com a enorme pilha.

— Ainda faltam meus sapatos. Os acessórios também.- Pensei.- E claro, os doramas!

— Não vai caber tudo.

— Eu sei, por isso eu tenho outra dessa.

— Eu acho que você está exagerando na quantidade de roupas.

— Vão ser dois anos no Japão Jin!

— Quando você faz suas sessões você não ganha as roupas que experimentou? Está ai sua solução!

— Eu ganho, mas eu troco muito de roupa durante o dia.

— Você ficou 48 horas usando as mesmas roupas. E isso não faz nem 3 meses.

Ele me olhou sério.

— Eu não me lembro disso, então nunca ocorreu.

— Fala sério Nina, você pegou até roupa de banho. Você detesta o sol! E tem mais! Você não sabe nadar!

Isso Jin esfrega o que eu já sei na minha cara.

— Mas pode vir a calhar e me dar vontade de ir no mar.- Fiz bico. Ele suspirou.

— Você é uma acumuladora.

— Não sou!- Ele e encarou erguendo a sobrancelha.- Ta bom! Eu sou uma acumuladora! Ta feliz?

— Você nem imagina o quanto.- Jin riu.

Eu e Jin conversamos enquanto eu dobrei e guardei as roupas na mala, e também quando coloquei os restante das coisas. Que couberam em uma mala só incrivelmente!

Quando o empresário dele chegou ele teve que desligar. E eu fiquei olhando para o teto enquanto reproduzia no celular algumas músicas. Acho que fiquei assim a tarde inteira, já que não desci para almoçar e nem para o lanche da tarde.

Nunca fiquei durante tanto tempo entediada! Nem quando a família do meu pai vem nos visitar! Oh céus, isso é horrível!

Olhei no relógio e já são seis da tarde, achei melhor tomar um banho antes de Henry tentar me arrastar para jantar e depois irmos para o aeroporto.

Entrei no banheiro e me despi, jogando a camisola por ali mesmo. Liguei o chuveiro e me banhei, a água estava morna, boa o suficiente devo acrescentar. Fiquei só alguns minutos no banho e saí indo para o quarto.

Primeiramente vesti uma roupa íntima, e em seguida uma blusinha branca e um suéter cinzento. Coloquei também uma calça jeans e os coturnos pretos que eu tenho tanto apego. Aproveitei e peguei o chinelo que usava e o ataquei na mala.

Verifiquei se eu estava com os colares tateando meu pescoço. Sim eu estava com eles, e me sentiria pelada se não estivesse. Coisas de Nina.

Exatamente como pensei, Henry veio me chamar para jantar e eu fui junto dele, descendo as extensas e exaustivas escadas. O jantar foi maravilhoso e papai aproveitou e se desculpou por ter me avisado tão tarde.

Não que me passou pela cabeça ele me avisar tarde para que eu não arrume as malas a tempo e fique com ele aqui em Lille. Imagina, é claro que não passou!

Agora estamos no carro a caminho do aeroporto, papai está na frente com o motorista- ou como prefiro chamar, Gorila- e eu estou no banco de trás de fones enquanto converso com Jin. E ele me “acompanhou” até a hora que anunciaram meu vôo, obrigando que nós dois desligássemos.

Acho que a viagem foi cansativa e longa, não sei ao certo eu dormi durante boa parte dela. Acordando somente quando estávamos perto de Tokyo.

Decidi que ia ligar novamente para Jin enquanto estava no Táxi a caminho do tal lugar, só para dizer que cheguei bem. E não, eu não sou dependente do Jin. Ele é só uma pessoa a quem eu admiro muito e talvez tenha um dedo de interesse nele.

Como ele não quis me atender eu decidi que ia observar a paisagem, mas não deixei de encher Jin. Na maior parte do caminho eu só vi campo, campo e mais campo! Acho que umas duas casas, no máximo!

Jin só me atendeu agora pouco, depois de uma hora ligando para ele! E como se não bastasse agora eu estou em frente ao gigantesco casebre em que vou passar os próximos dois anos.

— Não faz essa cara My.- Ele suplicou com fazendo os olhos de cachorrinho. Os quais eu detesto muito, a propósito!

— Eu estou brava com você, eu estou tentando te ligar faz uma hora!

— E eu já disse que estava dormindo. E também já pedi desculpas.

— Enfim... Olha só pra esse lugar Jin!- Girei o celular para que ele pudesse visualizar melhor.- É uma verdadeira casa mal assombrada!

— Está com medo Nina?

— Está brincando? Eu não tenho medo dessas coisas!- Pude notar que também tinham no terreno um cemitério e num canto mais afastado e escuro uma igreja velha e ao que aparenta abandonada.

— Mas de girafas você tem. G-I-R-A-F-A-S.

— Sim eu tenho medo de girafas mas não tenho medo de casas mal assombradas o que tem demais?

— Nada Nina, nada. Você pretende começar por dentro ou por fora? Eu sei que vai me arrastar de qualquer maneira.

— Eu vou começar pela parte mais interessante!

— Que é...- O rosto de Jin parecia um ponto de interrogação.

— Por dentro!

Com a mala na outra mão arrastei as rodinhas até a entrada da mansão. Bati na porta; Uma, duas, três vezes! E ninguém abriu, me irritando.

Sentei no chão mesmo e lá permaneci até ouvir um rangido de porta. Voltei minha cabeça para porta de carvalho que agora se encontrava aberta. Mesmo que eu não me considere uma pessoa curiosa eu decidi entrar.

O hall era gigantesco e magnífico. No centro dele tinham escadas que possuíam duas bifurcações levando a lados opostos da casa e um tapete persa vinho que se estendia até onde eu estava. Jin parecia tão admirado quanto eu; Nunca imaginei que o amigo do meu pai podia ter mais dinheiro que ele!

Mas minha dúvida era outra, eu ia pelas escadas ou terminava de espreitar aqui em baixo?

Decidi ir pelas escadas e me aproximei. Antes de pisar na escada, senti o olhar de alguém nas minhas costas. Olhei, não era ninguém.

Virei novamente onde estava e minhas orbes castanhas encontraram com as lilases do garoto a minha frente. Eu me assustei e cai para trás podendo observar melhor o garoto.

Baixo, magro, pálido, cabelos lilases igualmente aos olhos, um ursinho aninhado nos braços, cara de bebê e um rosto desorientado.

— Quem é ela Teddy? Nosso novo brinquedo?- Ele perguntou ao urso, tombando a cabeça para o lado e nos lábios surgindo um sorriso perturbante.

Empalideci ao notar que os caninos dele eram mais avantajados do que o de uma pessoa normal e acabei por juntar as peças chegando numa temível dedução.

Oh, eu estou totalmente fodida!

Notas finais
Obrigada a quem leu até aqui! Se puder, deixe um comentário falando sobre o que achou do primeiro capítulo! Bem... tchau ♡ *: O apelido My que Jin chama Nina não é no sentido de minha, mas sim pelo seu sobrenome que é Myoui.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.