Free Falling

1 Free Falling


Notas iniciais
Olá, pessoas lindas!!! ;D Tudo bem com vocês? Depois de assistir ao "Despertar da Força" eu simplesmente precisava escrever isso. Lembrando que a fic está cheia de SPOILERS do filme! Espero que gostem! *-*

Ela sentiu quando aconteceu. Foi como se o sabre de luz a tivesse atravessado, a dilacerando por inteira. De certa forma, ele o havia feito. Leia Organa sabia que nunca mais seria a mesma. Seu coração, mais uma vez, estava aos pedaços, mas daquela vez era diferente. Daquela vez, parecia que sua alma havia sido rasgada ao meio. Ela sentira toda a dor que Han sentira (uma dor que ia muito além da dor física) e precisou reunir todas as suas forças para refrear o grito de puro desespero que quase lhe escapou pelos lábios. Seus anos como princesa e diplomata lhe ensinaram a esconder suas emoções, lhe ensinaram a aparentar calmaria, enquanto travava guerras épicas em seu interior. Aquela era, sem dúvidas, a maior batalha de sua vida.

Leia conhecia o luto. Se aprendera alguma coisa ao longo de sua vida, marcada por tragédias, fora a lidar com a perda. Sua mãe biológica morrera em seu parto. Seus pais de criação, seus eternamente amados Bail e Breha, morreram junto a Alderaan, quando o planeta fora destruído pelo Império. Por Deus, seu planeta inteiro havia sido dizimado! Ela ainda podia contar Anakin, o pai que jamais conhecera, e todos os amigos e aliados que perdera durante a guerra. Então, sim, Leia conhecia o luto.

Havia quem dissesse que ela era feita de gelo, mas quem não seria em seu lugar? Era a única forma de continuar viva, era a única forma de não desmoronar. Daquela vez, contudo, não havia outra opção. Daquela vez, nada impediria sua queda, nada seria capaz de remendar seus pedaços esmigalhados. A general sentiu as lágrimas caírem lívidas por seu rosto no instante em que deixou a sala. Han, o seu Han, estava morto. Era estranho como, apesar de tudo, ele continuava tão dela. Não que houvesse outra opção, um amor como o deles não era do tipo que morria, jamais seria.

Ela se lembrava de como sempre odiou vê-lo partir. A simples ideia era capaz de abrir um buraco em seu peito. Isso, contudo, nunca o impediu de viver entre idas e vindas. Daquela vez, no entanto, ele partira para sempre. Nunca mais iria voltar para seus braços e a culpa era dela. Se não houvesse insistido tanto para que Han trouxesse o filho deles de volta... Ben! Pensar no rapaz destruía ainda mais seu coração. Pensar no que seu garoto havia se tornado era suficiente para enlouquecê-la.

Por muito tempo ela acreditara que havia esperança para o filho. Acreditara que o menino que carregara em seus braços, que ensinara a andar, falar e amara acima de tudo estava em algum lugar dentro do sith. Agora, já não tinha tanta certeza. Ben ainda era seu filho, mas havia matado Han. Não hesitara antes de matar o próprio pai. Que tipo de monstro era capaz daquilo? Que tipo de monstro ela havia trazido ao mundo?

Seu filho havia matado o amor de sua vida. Aquilo soava tão absurdo! A general havia perdido o marido e entendera que perdera o filho de uma vez por todas. Como alguém deveria lidar com algo assim? Seu corpo parecia se recusar, porque respirar se tornara impossível, enquanto as lágrimas continuavam a cair.

Leia Organa sempre se orgulhara de ser uma mulher forte. Se orgulhava de saber lidar com a dor e de não precisar ser salva. Naquele momento, contudo, se encontrava em queda livre. Estava se afogando em suas próprias lágrimas e sufocando em meio a sua dor e precisava que os braços de Han impedissem sua queda. Precisava do abraço dele para se manter inteira, precisava que ele simplesmente estivesse ali, com o sorriso sacana, os comentários sarcásticos e a teimosia que sempre a enlouquecera e a fizera amá-lo com todo seu ser. Leia simplesmente precisava de Han, mas sabia que, ao menos nessa vida, não o teria de volta.

Notas finais
Bom, eu escrevi isso na rodoviária me esforçando muito para não chorar. Não sei se ficou bom, mas simplesmente precisava escrever. Ainda estou devastada com esse filme e não sei o que dizer, estou apenas sentindo. Enfim, espero que tenham gostado! Beijinhos... Thaís
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!