Free Fallin
1 Ano novo, onde tudo começa...
Notas iniciais
Prólogo: Sou uma garota paulistana, de 17 anos, meus pais são separados, tenho um irmão de 13 anos que acha que manda em mim, meus amigos me acham engraçada, já eu não me acho tanto, sou apaixonada pelo Pedro Lucas, sim, gosto dele de verdade, e ninguém entende isso. Então eu conheci uma pessoa e a minha vida mudou para sempre.
É dia 31 de dezembro, eu, minha mãe e o meu irmão, estamos nos arrumando para passarmos o ano novo na Av. Paulista. Sim, é, nós vamos pra lá, pra ver a Restart. E a minha sorte é que o meu padrasto conseguiu que eu ficasse na área vip. Sim, é onde os famosos ficam. E eu estou meio ansiosa, talvez eu consiga ver o Pedro. Nem que seja de longe, por causa da correria do show e tudo mais. Mas só de saber que ele estará lá, já é suficiente.
- Jeniffer Ann, já está pronta? – será que a minha mãe não sabe que eu odeio que me chamem pelo nome inteiro? Que coisa.
- Você demora de mais pra se arrumar, nunca vi. – o que ele está fazendo no meu quarto? – você vai levar seu cd pra eles autografarem?
- Não, não vou levar e sai do meu quarto que eu ainda não terminei de me arrumar – eu quero ficar linda e ele está me atrapalhando.
- Anda logo, eu não quero chegar atrasado por sua causa. – até parece, na maioria das vezes a gente se atrasa por causa dele.
- Sai daqui pirralho! – ele mostrou a língua e saiu.
Finalmente chegamos! – pensei alto, o transito estava horrível, não sei porque minha mãe quis vir de carro, de metrô ia ser bem melhor e menos demorado.
- Também depois de você ter demorado 2 horas pra se arrumar. – eu não demorei tanto assim, demorei?
- Saiam do carro que eu vou procurar um lugar pra estacionar. – resolvi colocar meu peeptoe em vez de ficar com a sapatilha, me sinto melhor vendo as coisas do alto.
- Vou pegar alguma coisa pra beber, você quer pirralho? – ele assentiu com a cabeça e eu fui em direção ao bar – duas cocas por favor! – até que o barmen não era tão fei... Espera já senti esse perfume antes.
- Oi! – essa voz... me virei e ele estava lá, ele veio falar comigo. Cadê o ar?
- Oi! – tentei parecer o menos histérica possível, acho que deu certo ele ainda está aqui.
- Tudo bem? – calma Jeniffer, respira, respira....
- Ótimo, e você? – tentei ficar calma mas a minha voz falhou um pouco na ultima palavra, e acho que ele percebeu, ele sorriu.
- Ótimo também, eu sou...
- Eu sei quem você é – o interrompi e dei uma leve risada, ele riu também. – Prazer, Jeniffer, mas pode me chamar de Jennie, não gosto muito que me chamem pelo nome inteiro, parece que vão brigar comigo. – ok Jeniffer respira pra falar, será que ele entendeu alguma coisa?
- Prazer Jennie! Vai ficar pra me ver tocar? – ele sorriu e eu sorri também.
- Claro que sim, vim aqui só pra ver vocês – fiz uma pausa – e também pra vez os fogos. – revirei os olhos e dei risada. – vou ficar aqui até depois da meia noite pra ver.
- Ah! Eu também queria ver os fogos, mas eu vou pra casa depois do show. – sua boca ficou em linha reta, parecia que ele realmente queria ficar.
- Porque você não chamou o pessoal pra vir pra cá? – eu queria passar o ano novo perto dele.
- É muita gente senão eu chamava – ele abriu um sorriso bobo e consequentemente eu sorri também.
- Pe Lu, 5 minutos – droga! Porque tinham que chamar ele agora?
- Estou indo! – ele fez uma carinha de cachorro sem dono e eu quase derreti – te vejo depois do show? – ele quer me ver depois do show! É isso mesmo produção?
- Claro que sim! – falei empolgada, tão empolgada que ele riu, deve estar achando que eu sou algum tipo de palhaça. Ele sorriu e me abraçou, senti o cheiro dele pela primeira vez, o abraço dele é o melhor abraço do mundo, é aquele tipo de abraço que você se sente protegida.
- Te vejo depois. – ele falou ao meu ouvido, quase um sussurro que me fez tremer, se eu não estivesse apoiada nele teria caído.
- Até mais tarde xuxu! – ele sorriu e saiu. A minha vontade era sair gritando e pulando por ai, mas respira Jeniffer, respira, terra chamando, terra chamando. O cheiro dele me deixou completamente dopada, é o efeito Pedro Lucas em mim.
- Jennie! – Ouvi aquela voz, a voz que eu reconheceria de longe. Tão bom ouvir ele me chamando.
- Oi Pe! – falei toda empolgada. Jeniffer se controla. – o show foi ótimo!
- Mesmo? – ele disse e me abraçou, senti aquela coisa no estomago, como chama mesmo? Ah, borboletas, isso.
- Mesmo! – falei enquanto saia dos braços dele – você estava incrível.
- Obrigado! – ele sorriu e eu sorri também – estou cansado.
- E todo suado também, eca! – ele ergue as mãos como quem diz ‘não tenho culpa’ – e fedido também, eca! – falei, ele riu e fez biquinho, e meu Deus, que biquinho.
- Ah para eu não estou tão mal assim – está sim Pedro Lucas credo. – A propósito – ele olhou pro chão – eu gostei de você, preciso vê-la de novo. – ok, vou ter um treco.
- Isso depende de você. – dei um sorriso bobo e ele tirou o celular do bolso.
- Me dá seu telefone? – ele deve ter um monte de números de meninas lindas, porque quer justo o meu, seria mas obvio se ele só pedisse o meu twitter.
- Claro! – passei meu telefone pra ele, ainda sem acreditar nisso.
- Pronto pequena – isso mesmo Pedro Lucas, conseguiu me fazer tremer apenas por me chamar de pequena.
- Vamos Pe Lu? – Orelha disse chamando-o com a mão.
- Tenho que ir – ele fez o biquinho de novo – queria ficar aqui com você.
- Eu também queria ficar aqui com você xuxu. – ele sorriu e me abraçou.
- Tchau pequena – ele falou ao meu ouvido e eu estremeci, minhas pernas começaram a tremer, não sei como eu estou conseguindo ficar em pé, o cheiro dele me entorpecendo de novo, mas me controlei e torci pra ele não estar sentindo meu coração pular dentro de mim de tão forte que está batendo.
- Tchau xuxu. – ele me soltou de seus braços, sorriu e saiu. Fiquei o seguindo com os olhos, e quando ele estava quase desaparecendo na porta, ele virou, me olhou e sorriu, não consegui deixar de sorrir vendo ele sorrindo pra mim.
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