Freddy Fazbear Park
9 O meu novo "céu"
Notas iniciais
Meu nome é Jonathan,tenho 22 anos e estou em um shopping novo junto com oque ainda não sei se posso chamar de " novos amigos ".
Apos uma pequena discussão entre Katy e Jeffrey devido ao espanto dos clientes,os dois felinos nos convidavam para comer alguma coisa do restaurante...Eu não entendia bem,mais desde quando eu entrei nesse parque ( ah uns 4 dias atras eu acho ) eu não havia sentido tanta fome quanto oque eu esperava,eu estava esse tempo todo sem comer e nem beber qualquer coisa...Eu até tentava pensar em alguma resposta pra isso mais não conseguia achar algo convincente,até que aceitei aquilo,depois de tantas coisas estranhas que eu vi,aquilo era o de menos...Apos nos arrumarmos em uma das mesas,Katy e Ken nos traziam comida,tinham carnes,refrigerantes,massas e etc...Parecia realmente tudo muito delicioso,mais eu não sentia fome.
– Erm...Vocês não vão comer não? — Eu perguntava par Jeffrey,Foxy e Fixy que estavam sentados ao meu lado.
– Nós somos robôs,não precisamos de comida. — Falava Jeffrey que estava com uma das mãos apoiadas na mesa e na cadeira em um gesto de espera.
– Sabem é que eu não estou com muita fome... — Eu falava meio nervoso
Alguns agoniantes segundos de silencio depois,todos faziam um " Hummm... " estranhamente sincronizado e começavam a falar alto e rápido entre si,ficava uma grande bagunça sonora,e não era possível se concentrar em nenhuma das conversas,logo subitamente todos paravam de falar.
– Bem...Eu preciso configurar um novo integrante do parque,até mais... — Fixy falava se levantando da cadeira.
– QUE?! TEM MAIS GENTE VINDO? — Jeffrey gritava pra Fixy tambem se levantando da cadeira.
– Sim,porque?
– Daqui a pouco a porra do parque vai lotar de tanto robô que vai ter! — Jeffrey exclamava
– Sim,mais acho que é apenas só mais uma que vai vir... — Fixy respondia calmamente.
– É fêmea?
– Robôs não tem sexo seu idiota... — Fixy respondia.
– Sim caralho,mais tem representação! — Jeffrey falava com ignorancia.
– Sim,é fêmea porque?
– Qual o nome?
– Caralho,pra que tanta curiosidade cara? você é de ficar correndo atras das pessoas...
– Porra,fala logo — Jeffrey respondia impaciente
– É Teodora se não me engano...
– Carai... Que nome escroto...
Enquanto Jeffrey falava Fixy saia quase que correndo pela porta...Neste momento eu sentia uma dor de cabeça...Ela ficava cada vez mais forte...Eu logo tinha que começar a me apoiar na mesa para não perder o equilibrio.
– Oque foi Jonathan? — Ken perguntava.
– N-não é nada,apenas uma dor de cabeça... — Eu disfarçava de leve para que não parecesse grave...Mas na realidade estava realmente difícil se não cair para os lados da cadeira.
– Hum...Entendo.
Neste momento Jeffrey começava a rir mais logo parava,ele ficava me encarando,parecia ter visto alguma coisa vinda de tras de mim.
Logo eu poderia começar a sentir alguma coisa em meus ombros,eu rapidamente olhava para trás mas nada parecia estar por ali...Eu continuava sentindo aquela coisa nos meus ombros,pareciam mãos humanas,esse sentimento começava a se estender pelos meus braços,se entrelaçando por entre eles,quando olhei para os meus braços,notei uma coisa estranha,era como se fosse uma vinha escura e cheia de espinhos que crescia de meus ombros até o final das mãos,quando ele parecia ter crescido o máximo possível em meus braços,eu podia começar a sentir ela crescendo sobre meu pescoço e consequentemente em meu rosto,ela começava a chegar gradativamente em meus olhos,até que uma dor aguda vinha até eles,eu não conseguia ver mais nada,logo eu gritava e sentia que havia caído da cadeira...Eu não sentia o impacto,era como se estivesse caindo para sempre,logo eu sentia as vinhas saindo pela minha boca e voltando para meus ombros...Era tudo muito angustiante...Eu podia sentir cada espinho furando meus olhos e garganta...Eu continuava gritando o quanto eu podia...Subitamente a dor parou,eu começava a abrir lentamente os olhos,eu ainda sentia os espinhos e as vinhas dentro de mim...Eu me via em um breu imenso,apenas com uma luz vinda do céu...Ao longe eu via uma luz amarela que parecia se aproximar...Logo ela ficava a uns 2 metros de mim...Era um vulto que ficava com uma forma humana,e a luz vinha de oque parecia ficar os olhos.
Logo o breu sumiu dando lugar a um fundo branco,o vulto agora tinha forma de uma garota que ainda parecia estar nas sombras...Com um sádico e inocente sorriso no rosto,ela me parecia estranhamente familiar,em sua face não havia um dos olhos,e era logo o esquerdo.
– Jonathan eu presumo... — Ela falava
Sua voz era muito bonita,não parecia angelical e nem comum...Tinha uma intonação estranha e era quase hipnotizante.
– Então...Você é o tão falado " Jonathan " amigo do meu namorado...
Eu fiquei alguns segundos calados...Tentando perceber se tinha interpretado a fala da garota erado.
– E-espera,como assim o seu "namorado"? — Eu perguntei confuso
– Meu namorado ué...Bem...Ele era...Até quando eu era viva...
Eu fiquei novamente tentando ver se eu mesmo estava errado.
– Como assim " Era "....... E COMO ASSIM " QUANDO VOCÊ ERA VIVA" ? — Eu quase gritava naquele momento...
A garota ria inocentemente.
– Não seja burro... " Joonathan "... Sei que ele ja te contou essa historia,não estou com paciencia pra contar denovo...
– M-Marrie? — Eu perguntava até um pouco assustado.
– Acertôô!! — Ela exclamava levemente batendo palmas
– M-mais como assim? Você não tinha se matado e...
Neste momento ela colocava o dedo na frente de minha boca,fazendo um geste para que eu me calasse.
– Shiii...Isso é tudo um segredo...Sabe...Quando você morre...Não tem céu,não tem inferno,não tem deus nem demônio...Quando morremos nós viramos isso. — Ela apontava para ela mesma. — Nós somos destinados a vagar pelos lugares e por diversão podemos escolher apenas uma pessoa para poder "brincar" com ela...Entende?
Eu ficava processando essas imagens e perguntas na minha cabeça...Até que me lembrei de algumas historia que vi na internet dizendo que alguns animatrônicos eram possuídos por almas de algumas crianças que morreram na pizzaria Fazbear.
– I-isso quer dizer que...
– Isso mesmo. — Ela ria — Eu escolhi você pra brincar.
– M-MAIS ISSO NÃO FAZ SENTIDO! EU NÃO TENHA NADA A VER COM A SUA MORTE! — Eu gritava.
– I daí... — Ela ria novamente — Sabe... Isso tudo foi graças ao Jeffrey,devido a ela ter te contado aquilo tudo e você ter ficado tanto tempo perto dele... — Ela voltava a rir.
Eu ficava pensado por alguns segundos até.
– E-e que lugar é esse? — Eu perguntava
– Aqui é o meu mundo...Aqui pode ser oque eu quiser...Desde uma cidade até mesmo o próprio céu descrito pela biblia...Essa é a minha imaginação...
– Então oque está acontecendo lá fora?
– Você realmente quer ver? — Ela ria novamente mas dessa vez de uma maneira sádica.
Marrie parecia abrir uma especie de portal que refletia o mundo real,ela me mostrava ao lado de Jeffrey rindo,eu olhava diretamente para o portal em um tom sério,meus olhos estavam com apenas duas orbitas brancas flutuantes..Me ver naquele estado era realmente assustador.Logo eu falava " Peekaboo! ", e me via sair correndo alucinadamente,Jeffrey parecia me seguir,eu continuava correndo sem ao menos parecer estar cansado,Jeffrey estava atras de mim correndo sobre quatro patas,durante a corrida eu parecia ter tropeçado,caído e rolado no chão,eu via que minha perna estava quebrada,o ferimento estava exposto, parte de meus ossos estavam saindo da pele,eu segurava aquele ferimento e começava a rir enquanto parecia pressioná-los para dentro,quanto mais eu empurrava mais a risada ficava alta e mais insana,até que um "creck" era ouvido,eu soltava a mão dos ferimentos que pareciam até ter desaparecido,eu me levantada da poça de sangue que havia no chão e continuava a correr...Neste momento Marrie fechava o portal.
– Não se preocupe,Jeffrey não vai deixar você fazer merda...Bem...Não muita...O máximo que você vai fazer e matar um personagem que não vai afetar a historia. — Ela falava rindo e sorrindo.
– QUE?!
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