Freak Show

8 Descanse em paz


Notas iniciais
Oi esse é o último capítulo de Freak Show

Richard, andava pelos corredores obscuros da mansão. Sua incansável busca por Cebola estava sendo em vão. Ele andou por salas, quartos, e tudo mais. Mais também com as poucas horas que o procurava. Além do mais, ele estava mexido. Estava com medo, por ter perdido uma amiga. Claro, Rute nunca significara muita, coisa em sua vida. Mais mesmo assim, era sua amiga desde criança. O que mais partia o coração do rapaz era ver Carol todos os dias, triste, e fraca. Parecia que a amiga dava forças para ela continuar a viver.

Mais o que mais preocupava Richard, até mais que Cebola, era Carol. Ele sabia que Carol é uma garota suicida. Com 8 anos, Carol já tentara se matar, se afogando na banheira, após terminar o namoro.

Porém, nesse dia, Richard acordou com uma sensação esquisita. Como se algo importante fosse acontecer. E ele estava certo. Realmente aconteceu isso.

[...]

Bairro Limoeiro

No Bairro Limoeiro, todas as crianças e adultos estavam animados. Maria Cebolinha gabava-se com as amiguinhas no colégio por seu irmão aparecer na TV.

— Nossa família vai ser muuuuuito rica! Eu todas as tardes de domingo comprar roupas de marca! Aposto que minha mãe vai procurar um motorista particular. Vou ter a vida da Madonna.

— Ai Maria, eu queria ter a sua vida! Você vai ser rica e famosa. – queixava-se uma das amigas de Maria.

— Calma aí fofas! Eu não vou esquecer de vocês não viu! Ainda vou na casa de vocês. Pra gente brincar e fofocar! – prometeu Maria.

— Ai, que orgulho ser sua amiga. É muito humilde! – disse outra amiguinha de Maria.

Maria Cebolinha apenas riu, satisfeita.

[...]

Colégio Limoeiro

No Colégio Limoeiro o assunto era falado pela boca de todos. Dos mais chatos aos mais legais. Dos mais velhos aos mais novos. Todos estavam empolgados com o dia de amanhã. Não era todo dia que seus amigos e inimigos iam passar na TV.

Apenas Isa, não estava feliz. Ela guardava os cadernos com Maria Melo, que falava sem parar.

Ao ver a seriedade da garota, Maria Melo perguntou:

— Tudo bem, Isa?

— Ah! O que você disse? – disse a garota confusa.

— Aff! Odeio quando eu falo tanto e você nem presta atenção!

— Desculpa!

— Aff, olha só a magrinha safada! – disse Titi passando na frente delas.

Maria Melo agarrou Titi por trás e falou:

— Titi, que palhaçada é essa!? Te dei essa liberdade?

— Sim, você deu pra todo mundo, não se lembra?

— Quê?

Titi arrancou de seu bolso o seu celular. Mexeu um pouco, e virou pra Maria Melo. A garota ficou assustada e pálida. Isa mexeu-se um pouco mais pra frente para ver o que a tela do celular mostrava.

Ele estava no Facebook de Maria Melo. E lá mostrava que Maria tinha publicado aquilo. Era uma foto dela beijando o Xaveco.

— I-isso... S-só pode... ser...

— Photoshop. Foi isso que as suas amigas disseram. Bom, pra mim e pra quase toda escola, não é Photoshop não.

— Você! Eu não tenho Photoshop, mais você tem. Você entrou no meu Facebook, e publicou isso.

— Garota! Se liga. Eu nunca fiz isso! Não sem nem mexer no Photoshop!

Titi bloqueou o celular, e o colocou de volta em seu bolso. Deu um passo pra frente e sussurrou no ouvido de Maria:

— Eu gostaria de beijar você. Hum, acho que já sabe onde me encontrar, certo?

Ele afastou-se, e foi embora.

Maria Melo chorava no chão do banheiro. Não bastava sua imagem ir pro lixo, e ainda ver envergonhada.

Também estava preocupada com a sua carreira de modelo. Como poderia uma modelo ter uma imagem podre? Num ruído a porta se abriu. Um perfume tóxico entrou nas narinas de Maria Melo. Envenenada, começou a tossir e ainda levou um ponta – pé.

Engatinhou até uma das cabines do banheiro, e custou-se muito para poder levantar-se e fechar a porta. Mais a pessoa foi mais rápida. Caminhou até ela, e espirrou o perfume na sua cara. Maria Melo caiu no chão, morta.

[...]

Maria Carolina andava num dos corredores fedorentos da mansão. O cheiro de enxofre era grande. Dai ela teve a ideia de abrir porta por porta. E assim foi, abrindo todas as portas que passava. Mais uma sala chamou-lhe a sua atenção. Dentro da sala encontrava-se uma pequena escrivaninha, e vários papéis.

Ela caminhou até lá, e pegou um dos papéis. Estava escrito:

Denise:

Veneno

Cebola:

Facadas

Cascão:

Cuteladas

Magali:

Veneno

Mônica:

Tiros

Luca:

Em planejamento.

Isso foi o bastante para poder assustar a menina, que saiu correndo. Porém, num dos corredores ela tropeçou em algo abaixo do carpete. Rapidamente, levantou o carpete, e viu uma maçaneta. Puxou, e abriu. Saiu de cima, a tirou todo o carpete.

— Richard! Richard! – gritava orgulhosa.

Em fim, o garoto chegou. Carol abriu a porta do alçapão, e entrou.

— Richard, vem ou não vem?

— Vou!

Lá embaixo, era tudo completamente branco. O teto, as parede, o chão, os objetos. Eles avistaram uma coisa se remexendo numa cadeira. De cabelos pretos e espetados, foi logo deduzido. Cebola. Carol saiu em toda pra socorrer o novo amigo.

Ela desatou os nós, e libertou o garoto.

— Carol, Richard – ah sim, Richard ajudou Carol a desatar os nós – Eu nem sei como agradecer!

— Pode agradecer vindo conosco pra sair disso aqui! – disse Richard.

— Ok, primeiro, pegar o Luca.

— Quem é Luca? – perguntou Carol.

— Ele – Cebola apontou pra um garoto de cabelos avermelhados que dormia.

— Luca! – sussurrou.

— Hum?...

— Vem, é o Cebola. Vamos.

Cebola colocou Luca em seu ombro esquerdo, e saiu.

— E a Magali? – perguntou Carol

— Morreu – respondeu Cebola sério.

Com a ajuda de Richard, levaram Luca até em cima. No meio do caminho, Richard reclamou estar sendo observado. Mais Cebola e Carol nem ligaram. Depois de um tempo, começou uma forte chuva do lado de fora, com trovões e raios, e uma forte ventania.

— Nós não podemos sair! – gritou Richard.

As luzes começaram a piscar, e o teto começou a rachar-se. Os quadros nas paredes balançavam e caiam. Um barulho de pneus foi ouvido por todos. Um carro em alta velocidade aproximava-se da belíssima e frágil porta de vidro da mansão. Eles correram para trás, e o carro quebrou a porta.

Uma voz de dentro do carro disse:

— Entrem rápido!

Sem pensar duas vezes, todos correram para o banco de trás do carro. E Denise estava no comando.

— Denise!? – questionou Cebola.

— Eu mesma!

— Você tá fugindo de quem? – perguntou Richard admirado.

— Do Toni.

— O Toni, claro! Foram tantas emoções que esqueci disso. O Toni armou tudo isso.

— Mais eu fiquei me perguntando, por que ele quis fazer mau a gente que nem ele conhecia?

— O Toni é um garoto alto, loiro, que era conhecido como Tonhão da rua de baixo?

— Esse mesmo, boy! – riu Denise.

— Ele é o ex da minha irmã.

— QUÊ?! – disse Denise – O Cara já teve namorada?

— Sim. Ele ficou com raiva da minha irmã, e terminou com ela. Só que ele bateu nela. E quando ela chegou em casa, me contou tudo, e eu fui até a casa dele, e bati demais nele.

— Bem feito! – disse Cebola – Ô Denise. Não dá pra ir mais devagar não?

— Quer morrer?

— Não.

— Então fecha a matraca!

— Gente, más notícias. O Toni tá atrás da gente. – anunciou Carol.

— Merda! – reclamou Denise. – Será que esse troço não anda mais rápido, não?

— Denise! Tá rápido demais! – disse Cebola.

— RENDÃO-SE!!! – gritou Toni do outro carro.

— Denise, aquilo ali é um barranco? – perguntou Cebola.

— Sim! O que isso tem a ver?

— O Toni não está seguindo agente?

— Sim!

— E vai pra onde nós formos, certo?

— Sim! Que que tem?

— Dirige até o barranco, daí, quando eu disser , você desvia, e o carro do Toni cai lá!

— Boa! – exclamou Carol – Vai Denise.

— Pera!

Assim, Denise virou o carro para a esquerda, e Toni foi atrás. A medida que o carro se aproximava do barranco, mais Denise ficava com o coração mais acelerado ficava.

— JÁ!!

Denise girou o carro loucamente, e o carro de Toni caiu na barranco. Denise pisou fundo e tirou os amigos de lá.

O mais comovente foi ver Cebola chorando, ao ver Mônica na janela.

Mais uma mulher interrompeu a saída. Denise tirou do porta-luvas uma faca. A mulher andou até a porta, e sorriu pra Denise.

— Mônica! – gritou Denise.

— Mônica? – Cebola saiu do carro. – Não só pode ser uma farsa ou alguma coisa.

— Cebola! Sou eu! Quando eu fui procurar você, alguém me bateu e eu acordei numa sala.

— Você morreu!

— Eu fui substituída por um robô!

— Mentira! Mentira!

— VOCÊ ATÉ SANGROU!!

— Tinta. Diz Denise! Eu não sou um fantasma!

— É mesmo Cebola! – disse Denise.

— Mônica... MÔNICA!!!

Cebola abraçou Mônica e lhe beijou.

— Quer namorar comigo? – perguntou Mônica.

— É tudo que eu mais quero nesta vida!!

— Gente, não quero cortar o clima, mais temos que sair antes que algo mais apareça. – disse Richard. – Entra Mônica! Sempre sobra mais um!

Mônica, Cebola e Denise entraram e o carro começou a andar.

— Pera. Cadê o Cascão?!

— Ah, lamento muito mesmo, Cebola! Mais o Cascão... – Maria Carolina não ousou terminar a frase.

— Ah, okay. Mônica, vou tirar um cochilo, ok?

— Ok!

[...]

Depois disso tudo, todos chegaram em suas casas, e foram felizes pra sempre.

Richard e Carol estão noivos.

Cebola está pensando numa surpresa pra pedir Mônica em noivado.

Denise está fazendo um curso de administração.

Em fim, todos estão felizes. Você está feliz com eles e com o final?

Há! Isso está perfeito demais. Você pensou mesmo que isso vai terminar assim?

Notas finais
Oi gente eu gostaria de agradecer quem leu a fic, e até mais freaks
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!