Fraternidade do Diabo
2 A Denúncia
Unidade de Vítimas Especiais
NYPD
Terça-Feira, 28 de Março
O escritório da UVE estava particularmente tranquilo naquela manhã, os detetives estavam tomando seus cafés, jogando conversa fora e analisando casos passados. A calmaria foi interrompida quando uma garota entrou chorando e gritando:
–Socorro! Por favor... minha amiga, ela... ela... — a garota se engasgou nas próprias lágrimas, soluçando sem parar — ela está no terraço da nossa faculdade, a NYU, jogada no chão, nua e sangrando! É tudo minha culpa... é tudo minha culpa...
–Querida.. querida, acalme-se! — disse a Det. Benson, segurando forte os braços da garota, e, logo em seguida, abraçando-a. — Qual seu nome?
–Melanie -choramingou a garota.
–Ok, Melanie. Quero que nos leve até onde sua amiga está, ok?
Depois de um leve aceno, Elliot e Olivia se apressaram ao sair do escritório, entraram numa viatura, ligaram a sirene e dispararam.
Universidade de Nova Iorque
70 Washington Square S, NY 10012
Terça-Feira, 28 de Março
Os detetives e Melanie correram até o terraço (o que rendeu milhares de olhares curiosos de alunos e professores). Chegando lá, se depararam com uma grande surpresa: o corpo tinha sumido.
–Onde está o corpo? — diz a garota, que surta novamente.
–Temos que ter calma, pois eles não estão brincando. Você vem comigo ver se os alunos sabem de alguma coisa. — diz Elliot. — Liv, você vai até a diretoria ver se já foram notificados.
Olívia ascena, se vira e vai embora..
Diretoria da NYU
Terça-Feira, 28 de Março
A sala da diretoria era calma, com alguns alunos na sala de espera. A madeira envernizada brilhava, e Liv conseguia ver o próprio reflexo.
–Olá, sou a Det. Benson da Unidade de Vítimas Especiais — disse, mostrando o distintivo e olhando para placa na frente da mesa, cuja uma mulher loira e magra lia com seus oclinhos meia lua- A senhora recebeu alguma denúncia da festa ontem?
–Não tenho nada á ver com essa festa, detetive. Ela é gerenciada pelas fraternidades, se quiser saber de alguma coisa, fale com eles — disse, com desprezo.
–E quais seriam essas fraternidades? — perguntou Olívia.
–Ômega Kappa e Tau Alpha — respondeu a diretora, duramente.
–Obrigado. Ah! Ia me esquecendo, vocês tem alguma informação sobre uma aluna chamada Jenna?
–Jenna Delamore? Não apareceu por aqui hoje, e, sinceramente, é melhor que não apareça, pois vai tomar uma detenção bem grande.
–Sem querer ser grossa mas você sabia que Jenna foi encontrada por uma amiga no terraço hoje? — perguntou a det. Benson.
–Não faço a mínima ideia do que está falando.
No momento em que a Liv se preparava para revidar, Elliot invadiu a sala.
–Liv, venha só ver isso — disse ele tens.
Eles foram até o hall da universidade, e pararam num muro de pedra com um cartaz:
Jenna, uma puta no pedaço.
Liv se assustou, analisou o cartaz e descobriu uma logo.
–Desgraçados... Elliot, olhe aqui.
Ele se agachou um pouco e apertou os olhos para ler: Ômega Kappa
–Foi uma das fraternidades que organizou a festa — explicou Liv.
–Eu já ouvi falar dela, aceita só os ricos.
–Jenna só está aqui pela sua bolsa de estudos. Ela até tentou entrar na Tau Alpha, mas não obteve sucesso — disse Melanie, enxugando suas lágrimas.
De repente, o celular de Melanie tinha recebido uma mensagem.
–Ai meu Deus! — disse ela, olhando para o celular e chorando novamente.
Stabler se apressou em pegar o celular e mostrar uma foto para Liv, e nela continha uma foto do rosto parcialmente desfigurado de Jenna.
–Não posso acreditar! — disse Liv, assustada — Vou ligar para o Munch para que ele chame um especialista para poder rastrear quem enviou isso.
–Melanie, você vai ter que resistir às provocações da Ômega Kappa, ok? Qualquer coisa, lhe avisaremos — disse Elliot.
Os detetives entraram na viatura e correram de volta para o escritório da UVE.
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