Fragrância de Rosas
29 Preto no Branco? Ou Nuances de cinza?
Notas iniciais
#Shion#
Nos retiramos da sala de jantar logo após encerrarmos a refeição. Caminhei com Yuzuhira até seu quarto, onde me despedi dizendo que a aguardava no meu quarto mais tarde.
Já em meu quarto, retirei a túnica de Grande Mestre, e me servi de um licor que sempre estava na mesinha do quarto. Não era meu costume beber, mas hoje eu precisava anestesiar a tensão que havia me sobrecarregado. Relaxar, isso. Era tudo que eu precisava.
Em quanto tomava pequenos goles da bebida, tentava repassar toda minha pesquisa. Não havia nada que abonasse ou desabonasse o meu relacionamento, ou melhor, futuro relacionamento Yuzuhira.
Mas essa falta de parâmetros poderia dar margem a conflitos dos quais não precisava no santuário. Afinal, eu ainda sofria a resistência pela pouca idade.
Nessa pesquisa encontrei uma coleção de diários, que poderia ser a saída. O mestre Sage escreveu muito nesses mais de 200 anos de vida. Mas eu teria muitas páginas para consultar. Eu pedia a Athena que encontrasse tudo que precisasse nesses escritos.
Perdido em meus pensamentos ouvi uma batida na porta. Corri para abrir a porta, vendo Yuzuhira corar ao me olhar. Só então percebi que estava vestindo apenas uma calça, já que estava muito quente.
É incrível o poder que um olhar feminino pode fazer. Acho que o calor das bochechas de Yuzuhira contaminou meu membro, pois o fogo começou a me aquecer de baixo pra cima.
Puxei-a para dentro, fechando a porta logo em seguida. Em segundos estava com ela aninhanda em meus braços.
—_ Que poder é esse, de me deixar quente assim, minha joia. – Levantei o rosto de Yuzuhira que corou violentamente. Depositei um beijo casto em seus lábios. – Antes de tudo precisamos conversar, embora esteja difícil me controlar com você aqui. – Sorri. – Vem, vamos sentar.
A conduzi para as poltronas dispostas num canto do meu quarto. Sentei na poltrona ao seu lado, e tomei sua mão. Eu a fitei tentando encontrar uma forma de falar sobre nossas condições.
—_ Acho que você tenha acompanhado um pouco da missão do Mestre Sage, e mesmo o mestre Hakurei nos falava muito sobre as responsabilidades do Grande Mestre. – Respirei fundo. – Mas é verdade que não consegui me conter, e nem quero. Preciso de você, Yuzu. – Afaguei sua mão. – Mas não só como amiga, pupila ou irmã, e pelo que entendi você espera o mesmo de mim.
Ela concordou acenando, para em seguida corar novamente. Yuzu poderia ser uma guerreira implacável, mas como mulher era frágil e doce.
—_ No entanto não há nada claro em relação a conduta do Grande Mestre e sua vida pessoal. Temo que muitos fiquem contra se não houver uma lei ou orientação. – Segurei o rosto de Yuzu para que me fitasse. – Tudo que peço é que possamos por enquanto guardar segredo sobre o nosso relacionamento. – Ela nada respondeu, parecia perdida me fitando. – Estou pesquisando, e até encontrei os diários do Mestre Sage, mas ainda não encontrei nada.
Acariciei o seu rosto levemente. Me levantei e estendi a mão a ela.
—_ Enfrentarei qualquer um por você, Yuzu. Apenas acredite em mim. – E ela me deu a mão.
Trouxe-a para meus braços e a beijei. Confiança. Ali estava a chave de todo nosso relacionamento desde o início.
A beijei necessitado, como se não tivesse feito isso há algumas horas.
Ainda com os olhos fechados e com os lábios colados ao dela, fiz meu pedido.
—_ Quero que seja minha, somente minha.
Ela apenas sussurrou.
—_ Já sou sua.
E foi ali que descobri o limita da racionalidade humana. Não lembro em que momento parei de pensar, mas sei que ao ouvir esse sussurro nem pensei para toma-la em meus braços e carrega-la até a cama.
Eu me sentia um rapazote, que teria sua primeira experiência. Apesar de não ter me envolvido com muitas mulheres, teve um tempo que achei que conseguiria esquecê-la. Quanto engano. E mesmo conhecendo um pouco do corpo feminino, me senti nervoso ao vê-la a minha mercê.
Puxei sua túnica sem muita paciência, e quase tive uma sincope quando percebi o corpo completamente nu de Yuzuhira.
—_ Você já tinha planos. – Sorri maldoso.
—_ E você não? – Yuzu me devolveu a brincadeira. – Vem, quero toca-lo.
Deitei-me sobre ela que tomou meus lábios enquanto suas mãos acariciavam agressivamente meu corpo. Não perdi tempo. Desci as mãos pelos seios dela, temendo que fosse um sonho, mais um dos sonhos quentes que tive com Yuzu nos últimos anos.
E se fosse sonho, era muito bom, muito quente. Quase me derreti ao sentir sua mão acariciar meu membro oculto pela calça.
—_ Soube que tem um presente aqui para mim. – Seu sorriso malicioso em nada parecia com a moça corada de antes.
—_ Acho que cai numa armadilha. Você está muito atrevida, mocinha. – Beijei-a com vontade.
Assim que nos separamos, desci meus lábios pelos seios e ela continuava a estimular meu sexo rígido.
—_ Eu sou uma mulher, não mocinha. E estou louca para ser sua mulher. – Ela sussurrou.
Ah não, não se brinca assim com um homem carente como eu. Retirei minha calça e sem nem entender o que fazia, me posicionei entre as pernas de minha Yuzu e a penetrei num movimento.
Ela se contorceu e gemeu agoniada. Eu já imaginava que era uma donzela ainda. Apesar da dificuldade, fiquei parado, apenas beijando-a.
Alguns instantes depois fiz apenas um movimento me retirando e voltando a penetra-la. Gemido de dor ecoou de novo. Não interrompi os beijos. Eu tinha que faze-la relaxar, diminuir esse desconforto infeliz. Ainda assim, eu estava feliz por ser o primeiro homem de minha joia. Temia que ela tivesse uma experiência ruim, com algum homem bruto.
Logo ouvi gemidos languidos, que me fizeram movimentar rapidamente. E um novo gemido misturado entre dor e prazer ecoou por Yuzu. E comecei a intercalar movimentos e pausas. Finalmente o prazer tomava o controle do corpo dela, pois o meu já estava dominado.
Gemidos e mais gemidos. Era como uma caricia ouvi-la gemer. E mais, e mais. Eu queria mais, ela gemia mais, eu me enterrava mais, e ela começava a gritar. Me enterrei tantas vezes em sua carne que só consegui raciocinar direito quando ela me gritou.
—_ Mais, mais, mais... – e seu gemido alto me levou ao êxtase, numa estocada forte e avassaladora.
Por fim, senti algumas gotas escorrerem por meu rosto e o cansaço dominar meu corpo.
Deitei ao seu lado e a abracei. Virei de lado e sussurrei em seu ouvido.
—_ Eu a amo, minha Yuzu.
Ela sorriu e gemeu encostando a cabeça em meu peito. Assim adormecemos sem preocupações. Éramos apenas amantes saciando a saudade.
Fale com o autor