Fragrância de Rosas

20 O Começo das Nossas Vidas Juntos


Notas iniciais
Olá! Bom pessoal, demorei muito dessa vez, mas foram por razões boas. Além disso, estive adoentada, e estava finalizando minhas outra fanfic Em Busca do Amor da Lua, por isso demorei tanto. Mas aí está mais um capítulo da aguardada Fragrâncias de Rosas. Uma nova etapa começa aqui. Será que tudo será perfeito para esse casal? Aproveitando, eu agradeço a todos que comentaram e acompanham a fanfic, é por essa razão que não desisto de escrever os capítulos, por mais corrido que minha vida esteja. Espero que gostem! :-* SA

#Agasha#

O sol havia acabado de raiar, e nós estávamos prontos para partir para a casa de nosso patrão, senhor Lorenzo.

Não havia extrapolado a semana que havia pedido para rever a ‘minha amiga’. Além disso, íamos contar nossa louca história de casamento.

Albafica mantinha os cabelos presos no rabo de cavalo baixo, como os homens da região usavam. Hoje ele estava vestido elegante e simples, com sua casaca e calça marrons e camisa branca. Uma bota negra cobria seus pés, mostrando um Albafica que nenhum dos trabalhadores do campo havia visto.

Sorri comigo, eu também ficaria encantada assim se o visse nesses trajes pela primeira vez. Caminhamos de mãos dadas até a entrada do casarão do senhor Lorenzo. Fomos recebidos pelo capataz, que mesmo sem sorriso, nos encaminhou para o interior do casarão de forma cortês.

Paramos em frente à mesma porta de uma semana atrás. A porta que guardava o escritório do senhor Lorenzo. O capataz nos indicou e virou-se, saindo em seguida do ambiente. Albafica deu duas batidas firmes na porta e entramos em seguida.

O patrão se encontrava sentado numa poltrona de couro escuro em frente à escrivaninha de madeira escura e talhada com desenhos antigos. As íris de um azul cristalino nos fitaram com confusão. Pensei que fosse pela fuga de Albafica. Sorri com esse pensamento.

__ Em que posso ajuda-los? – Sua pergunta soou fria. – Sentem-se. – Com sua indicação, nós nos sentamos a sua frente, em poltronas menores que a dele, mas muito parecidas.

__ Primeiramente, eu queria pedir desculpas por abandonar meu trabalho sem avisar nada. – Albafica foi firme. – Realmente não houve tempo de avisa-lo, senhor Lorenzo. Recebi uma carta avisando que meu pai estava muito doente, e que não havia mais o que se fazer para que se curasse. – Senhor Lorenzo suavizou sua expressão. – E até mesmo Agasha mudou seu itinerário, para me acompanhar, como era pedido por meu pai. – Albafica me fitou firme. – E é por essa razão que estamos aqui. – Albafica voltou a olhar o senhor a sua frente. – Infelizmente meu pai faleceu no mesmo dia que chegamos. E, seu último pedido foi que continuássemos a nossa descendência, já que Agasha e eu somos parentes distantes. – Para mim fazia todo sentido, erámos parentes de coração, pois sempre o amei. – Nós nos casamos em minha cidade. – Albafica sorriu timidamente da surpresa na face do homem. — Bom, recebi parte de minha herança, e queria investir aqui na região.

Albafica observou a expressão do homem que parecia confuso.

__ E como posso ajuda-lo? – o homem falou suavemente, mas ainda sem entender.

__ Bom, fiquei sabendo por alguns moradores da região que o senhor tem uma propriedade muito próxima daqui, onde há um vinhedo abandonado. Sei que há vinhas centenárias, mas que não estavam produzindo muito bem. – Albafica apertou minha mão. – E por isso o senhor desistiu de produzir vinhos. Quero comprar a propriedade do senhor e firmar uma parceria de distribuição. O senhor com as azeitonas e seus derivados. E eu e minha esposa produziremos vinhos e outros derivados das uvas.

Ficamos esperando uma reação do senhor Lorenzo que nos olhou com mais indagações.

__ Só me explica como fará para que as vinhas produzam o suficiente?

__ Tenho experiência com plantas. Posso resolver o problema das vinhas. – Albafica falava com convicção.

O senhor me olhou intrigado e apenas sorri concordando.

__ Parece um bom negócio. – Albafica apertou minha mão novamente. – Estamos acordados nessa proposta então. Faremos a documentação de transferência da propriedade e um acordo de parceria. Será muito bom para Mavrias e para nós. – o senhor levantou-se e caminhou até Albafica que se levantou também. Um cumprimento foi o fechamento do acordo. – Irei preparar a documentação e falaremos de valores amanhã. – Ele me olhou um pouco triste. – Parece que perdi a melhor trabalhadora de meus campos.

Eu e Albafica nos fitamos rápido.

__ Mas ganhou uma parceira de negócios. – Cumprimentei-o como Albafica o fez.

***

E assim se passaram um mês desde a conversa com o senhor Lorenzo e o fechamento de negócio. Agora a propriedade Vinhas da Serra pertencia a nós, e estávamos fazendo os reparos necessários no casarão que havia ali. Uma pintura branca nas paredes, um pouco de betume nas madeiras, uma cera no chão de madeira, alguns móveis sendo reparados e ganhando uma camada de cera de abelha. Tudo no casarão ganhava a forma para abrigar uma família, a nossa família.

Com ajuda de algumas mulheres da vila e de Albafica, a enorme casa estava ficando limpa. No dia posterior nos mudaríamos para lá, definitivamente tomando a frente dos negócios.

O sol estava declinando quando terminamos e começamos a retornar para casa. Albafica havia comprado uma pequena sege, carruagem com cobertura onde ele mesmo controlava o cavalo. Era um conforto a mais, pois segundo Albafica, logo poderíamos ter nossos filhos, e a distância da vila não poderia ser coberta a pé e com crianças. Apenas concordei claro, amava essa preocupação dele para comigo.

***

Havíamos acabado de jantar, antes tínhamos compartilhado um banho delicioso. Albafica havia se deitado na cama. Eu estava trocando minha roupa para dormir. Coloquei uma camisola rendada e mais curta que as anteriores.

__ Venha minha esposa linda! – A voz dele estava rouca.

Sorri e guardei a escova que estava usando para pentear meus cabelos. Caminhei até a cama onde Albafica me abraçou e me deitou ao seu lado.

__ Ansiosa pela mudança? – Albafica se encaixou ao meu corpo e encostou sua cabeça no meu ombro.

__ Muito! – Sorri com meus pensamentos.

__ Sabe, nem em meus melhores sonhos poderia imaginar estar ao seu lado e trabalhando pra formar nossa família. – Albafica me deu um beijo na curva do meu pescoço. – Você está bem cansada, não é, meu amor?

__ Um pouco. Hoje foi um dia intenso. Mas... – naquele momento senti um estalo. É claro que eu não estava cansada só pelo trabalho. – O que você está pensando, Albafica?

Eu me virei ficando de frente para ele.

__ Nada exatamente. Apenas estou verificando seu bem estar. – Ele me deu um beijo nos lábios. – Vamos descansar que amanhã começaremos a mudança para a nossa casa.

Senti-me muito feliz, como não era possível explicar. Todo o cuidado do meu amor era algo incrivelmente reconfortante.

Alguns minutos depois senti minhas pálpebras pesarem, hipnotizadas pelo sono. Enfim iria viajar para o mundo de Morfeu.

***

Já havíamos carregado às poucas coisas pessoais que possuíamos. Não levaríamos móveis, pois o casarão possuía a maioria, e o que faltava, Albafica providenciou entre os carpinteiros da região.

Meu coração estava triste pela partida, mas feliz pela nova casa, um lar novamente.

E agora, a casa que havia sido meu lar, seria o lar de minha amiga Bella, que se casaria em alguns meses. Sim, havíamos dado a propriedade simples para o casal que em breve se uniria.

Eu sabia que ela cuidaria muito bem do local que tinha tantas boas lembranças. Albafica e eu nos despedimos de alguns moradores, inclusive da nossa vizinha, dona Isolda. Lembranças essas que ficariam vivas em nossos pensamentos. Muito do que se lembrar, muita alegria pra nos lembrar de como já havíamos sido felizes, e como ainda seríamos.

***

A noite chegava, e as servas que tínhamos no casarão, três no total, acabavam de preparar o jantar e arrumavam as últimas coisas que estavam fora do lugar. Enquanto isso, eu tomava um banho bem relaxante. Estava exausta. Nunca havia me sentido tão cansada, mas já estava me sentindo revigorada pelo banho.

Albafica surgiu na sala de banho e trazia um robe, uma peça que mulheres mais ricas usavam normalmente. Era um pouco de luxo, mas nada que mudasse nosso caráter nem nossos princípios.

__ Acho que está na hora de minha Agasha sair do banho, ou vai ficar resfriada com essa água gelada. – Eu sorri. Sempre cuidadoso.

Ele estendeu a mão para mim. Segurei a firme e sai da banheira. Com sua ajuda coloquei o robe e quando ia caminhar para o quarto, Albafica me segurou em seu colo, carregando-me até a cama.

Olhei incrédula, quando ele me sorriu malicioso. Olhei para a porta atrás dele, e estava trancada. Balancei a cabeça rindo do planejamento que ele havia feito para... aí que calor subiu quando o vi tirando sua camisa.

__ As servas estão lá em baixo. – Ele continuou caminhando até mim. – O jantar vai estar pronto em breve e elas virão nos chamar. – Corei.

Albafica havia me alcançado e se abaixou a minha frente. Um beijo. Foi o início. Enquanto seus lábios me entretinham, senti suas mãos abrirem o laço do robe, revelando meu corpo. Senti um arrepio me percorrer quando a mão quente de Albafica tocou meu seio, o envolvendo por completo.

__ Não se preocupe, o jantar irá demorar um pouco, e ninguém virá nos incomodar. Já deixei claro para as servas. – Sorriu travesso. – Agora você é minha, só minha.

E seus beijos foram descendo por meu pescoço, até alcançar o busto. Eu não sabia mais o que fazia. Estava desnorteada pelo prazer que me era proporcionado. Logo, as mãos de Albafica alcançaram minha intimidade, e me deitei completamente sobre a cama. Senti-o afastar minhas pernas e estimular minha intimidade. Senti a umidade e calor subir por meu ventre.

Quando menos esperava Albafica tirou as mãos, e suspirei inconformada. Mal soltei o ar, me senti sendo invadida, não pelos dedos habilidosos de meu marido, mas sim por seu membro muito rígido.

Por mais que nos encontrássemos na cama várias e várias vezes, nunca era suficiente. E se na cama não era suficiente, havia tantos lugares para escaparmos dos olhares e ouvidos dos empregados, que sempre descobríamos um novo lugar para nos amar.

Notas finais
O que acharam desse início de vida de casados de Albafica e Agasha? Aguardo vocês nos comentários. :-* SA