Fragrância de Rosas

32 Epílogo - Parte 1


Notas iniciais
Olá pessoal! Se tornou uma missão importante postar logo o final dessa história. Por isso estou deixando outras histórias de lado. A conclusão de Albafica e Agasha já está feita. No entanto quis entrelaçar essa história com outra fanfic minha, ligando TLC e clássico. Achei que um capítulo mais seria o suficiente, mas não consegui encerrar tanta emoção apenas neste capítulo. Bom, sem mais delongas, espero que apreciem este capítulo. P.S.: Esta é minha visão, e sim, os dourados são incríveis, e sim, acho Afrodite um ótimo cavaleiro mesmo com todos os contras. Bjus e boa leitura.

# Albafica

Pouco depois do nosso retorno a Mavrias e a nossa casa, descobrimos que Agasha estava esperando outro bebê. A notícia me encheu de alegria, mas não poderia perder o foco da minha nova missão. A verdade é que jamais deixaríamos de defender a deusa Atena nem o nosso mundo.

Recebemos uma carta de Shion falando sobre Yuzuhira e sua gestação. Aquela criança era a esperada pela revelação das estrelas. Eu não queria sentir a dor que meus amigos sentiriam em breve. Perder um filho, mesmo que soubessem que ele estaria bem e seria parte de nossa missão, era dor insuportável.

Com Aléxandros já andando e nosso bebê prestes a nascer, comecei a mostrar pequenas atividades ao nosso primogênito. Nadar, correr, ainda que brincando, lutávamos. Às vezes apenas olhávamos as estrelas juntos, e nessas noites Agasha também se juntava a nós.

Nossa vinícola estava produzindo seus primeiros produtos. Vinhos de mesa, sucos e geleias estavam sendo preparados para a venda. E o melhor da colheita havia sido engarrafado e descansava para chegar ao ponto dos melhores vinhos.

Foi numa das noites estreladas enquanto nós observávamos as estrelas que Agasha sentiu as primeiras dores do parto. Fiquei tão tenso quanto na primeira vez. Mas agora tinha Aléxandros para acalmar, já que ele pedia pela mãe. Após fazê-lo dormir, corri ao nosso quarto onde Agasha lutava para trazer nosso bebê a vida. E não demorou nada mais para ouvir o choro suave do nosso segundo filho, uma menina na verdade. Uma rechonchuda e corada menina.

Quando me permitiram ver Agasha, ela segurava a nossa pequena que mamava avidamente.

—_ Papai chegou, meu amor. – Ela falava para a bebezinha.

—_ Senti que não poderia ser mais feliz do que já sou, mas acho que me enganei. – Meus olhos embaçaram quando me aproximei para dar um beijo na princesinha e outro em minha rainha.

—_ Ale está dormindo? – Agasha mesmo cansada não se esquecia de nada.

—_ Eu o fiz dormir após tomar um pouco de leite. Ele estava nervoso e pedindo você. _ Acariciei o rosto da minha amada. – Eu também estava nervoso. Nunca vou me acostumar com você sofrendo para ter nossos filhos.

—_ Mas vale o esforço, se você está comigo sempre. – Agasha olhou nossa pequena filha. _ Ela dormiu. Quer pega-la?

Acenei e estendi os braços para acomodá-la. E não, eu nunca teria a confiança de saber carregar um bebê. O temor sempre se apoderava de mim. Era mais fácil enfrentar inimigos fortes do que ter certeza que eu fazia o melhor pelos meus filhos. Mas eu sempre tentaria.

—_ Descanse meu amor. Nossa Rosalina estará aqui em meus braços quando você acordar.

Agasha sorriu e fechou os olhos tranquilamente. O sono a tomou, e embalei nossa filhinha enquanto ela descansava de seu grande esforço.

***

Um mês após Rosalina nascer, Shion me enviou uma mensagem por sua telepatia. Yuzuhira havia dado a luz ao menino que recebeu o nome de Mu, em homenagem ao continente perdido Mu, o lar dos Lemurianos.

Sua emoção era ambígua. Havia felicidade imensurável e uma dor indescritível. Deveria ser muito difícil tomar a decisão que meus amigos haviam tomado. E eu faria o máximo que pudesse para que nosso descendente fosse uma ajuda para o filho de Shion. Assim como Teneo também faria com seus filhos.

***

#Shion

Três anos haviam passado desde o nascimento de Mu, e agora o portal de Chronos se abria em Jamiel. Yuzuhira derramava lágrimas sem fim enquanto abraçava nosso pequeno menino. Eu abraçava os dois, sabendo que nunca mais isso aconteceria.

Yuzuhira tirou o cachecol que usava, herança de sua mãe, assim como o bracelete que trazia em seu braço. Enrolou o tecido em Mu, e entregou a joia nas mãos do nosso menino.

—_ É para você lembrar-se de sua mãe. – Yuzuhira acariciou o rosto do filho que a olhava confuso. – Você fará um passeio meu filho. – Ela sorriu.

—_ Yuzu... pronunciei fracamente.

—_ Mamãe, eu não quero ir sem você. Vamos comigo.

A minha esposa segurou nosso filho no colo e o beijou.

—_ Shion, o que for para fazer, faça logo. Antes que eu me arrependa de minha decisão.

Abracei os dois. Toquei a cabeça de Mu, e ele desmaiou pela descarga de energia telepática. Ele não esqueceria completamente, mas suas lembranças seriam como um sonho, vultos, borrões.

Levitei o corpo de Mu e despedi-me dando um beijo. E o pequeno foi envolvido pelo portal de Chronos que o levou definitivamente para algum lugar no futuro. Chronos tinha contas para acertar com seus filhos, e começaria por Hades.

E partir daquele momento, nós nos dedicamos apenas ao fortalecimento do exército.

***

#Agasha

Nossos dois filhos estavam crescendo saudáveis e fortes. Albafica já os treinava tentando quem sabe despertar o cosmo deles. Naquela noite, os pequenos adormeceram mais cedo que o comum, e decidimos leva-los para a cama.

Voltamos ao terraço que Albafica havia construído. Uma tocha num dos cantos, e um acolchoado com almofadas onde observávamos as estrelas sempre que possível.

Provamos um pouco do primeiro vinho que produzimos. Deitei minha cabeça no ombro de Albafica, que acariciava meus braços perdido em seus pensamentos.

—_ Esta é uma bela noite para criar uma nova vida. – Ele falou tão sério, que corei fortemente com o desenho que se formou em minha mente.

—_ Você está falando sério? – Ele me beijou antes de responder.

—_ Estou. Não precisamos exatamente acertar, vamos apenas treinar bastante. O que acha? – Sorriu travesso deitando meu corpo sobre as almofadas.

—_ E quando foi que eu resisti aos seus pedidos?

E lá estava a outra faceta de Albafica. Quente, sensual e extremamente possessiva. E eu o amava em todas as suas faces.

Logos nossas roupas jogadas no chão eram apenas uma lembrança dos carinhos que dávamos um ao outro.

—_ Albafica, você foi o maior presente que recebi... eu o amo...

Ele se afundou em meu corpo em resposta a minha declaração.

—_ Isso é muito bom. Pois penso exatamente o mesmo, minha menina linda... eu a amo mais que minha vida...

Enquanto nos amávamos eu tive a certeza que jamais poderia ter sido tão feliz se ele não tivesse voltado para mim.

E nossos corpos demonstravam nossos sentimentos numa dança apaixonada e lasciva. Penso que Albafica buscava o mesmo que eu, poder ficar unido a mim eternamente, uma só carne.

***

#Shion – Século XX

Quase dois séculos depois, e eu havia me habituado a perder ainda mais meus amigos e meu amor. Yuzuhira havia partido com 90 anos. Mais que o normal da população, mas nem isso foi o suficiente para acalmar meu coração. Doía, muito mesmo. E mais uma ferida se formou em meu coração.

Agasha e Albafica haviam falecido com entorno de 70 anos, e no mesmo dia. Haviam vivido intensamente e gerado uma linda família. Tiveram cinco filhos. Aléxandros, Rosalina, Pietra, Heitor, Heron.

Apenas Heron partiu para o santuário para seguir os passos do pai. Ainda assim, muitos descendentes de meus amigos serviram no santuário de várias formar. Até que o cavaleiro que eu havia visto na profecia das estrelas surgisse. Afrodite o aspirante a armadura de seu antepassado.

A semelhança era imensa. E segui cuidadosamente os descendentes de Albafica, até que a estrela de Afrodite, um dos cavaleiros da visão fosse finalmente apontada.

Teneo e Melinda deram origem a família de Aioros e Aioria. E eu já sabia que seria traído e morto, sendo Aioros o responsável por salvar Athena. O que me era oculto ainda era o traidor. Mas eu me preparava para esta missão também.

Mu já estava com 10 anos. Havia recebido a armadura há 3 anos e vinha evoluindo ainda mais na telepatia e telecinese, assim como no conserto das armaduras.

Eu tinha uma grande vontade de revelar minha identidade para ele, mas me contentei em ser seu mestre. Aquilo me lembrava que Yuzuhira não estava aqui para ver nosso filhos crescendo. A vida de guerreiro era muito injusta.

***

#Shion, após o nascimento da filha de Mú e Isa. (Fanfic Em Busca do Amor da Lua)

Eu sentia uma grande alegria ao ver meu filho tão feliz com sua família que crescia. Meus netos. Eu queria tanto poder falar isso, mas não poderia.

Pensava constantemente em meus amigos. Albafica e Agasha estariam felizes de ver como o santuário mudou e como agora podíamos ser felizes. Teneo e Melinda teriam orgulho de seus descendentes. A elite de Athena era impressionante, e me impressionava ainda mais com a capacidade de superar tantas guerras, tantas perdas e ainda acreditar no amor.

Caminhei pelo jardim da casa de Áries onde nos reunimos para festejar a chegada da minha netinha. Isa se recuperava muito bem. Todos riam e festejavam a paz, mas eu era o único que sentia solitário com tantos envolta.

Sentei-me num dos bancos de pedras do jardim. Ouvi um gritinho e vi Valentim correr para se jogar em meus braços.

—_ Meu rapazinho. Como você chegou aqui?

—_ Nana, nana. – Ele apontou sorrindo para uma pessoa que vinha atrás dele.

Fiquei paralisado quando a vi. Yuzuhira. Sim, a mesma aparência, o mesmo olhar. Ela me sorriu.

—_ Sinto tantas saudades de você, Shion. – Ela caminhou até me alcançar e me abraçou.

Era um sonho. Eu devia ter morrido e estava no Elísios, se isso era possível.

Toquei seu rosto, seus cabelos dourados, as marcas lemurianas. Era ela. De verdade.

—_ Como? – Sussurrei.

—_ Acho que Athena atendeu as suas preces, assim como fez com Agasha. – Ela me beijou e tive certeza, era real ou eu estava louco.

Quando ela se afastou e pegou Valentim no colo, eu vibrei de emoção, derramando as lágrimas que havia contido por tantos anos.

—_ Nosso pequeno neto. – Ela sorriu.

—_ Mu sabe quem é você? – fiquei alarmado.

Ela deixou Valentim correr pela grama.

—_ Ainda não. E não sei se é o certo. É o suficiente vê-lo sendo feliz.

—_ Não. Nós devemos essa verdade a ele. E a nós mesmos.

Mas por aquele momento bastava apenas senti-la perto de mim.

Notas finais
Bom, é isso pessoal. O que acharam? Espero vocês nos comentários. bjus e rosas vermelhas. SA