Fragmentos
8 Capítulo 8
A loira solitária suspirou.
Horas antes, vira ao longe os restos de um navio perderem-se no mar.
Na imensidão das águas profundas.
"Então eles te pegaram, não é?", ela murmurou.
Lembrou-se do belo rosto da mulher chinesa, que vira algumas vezes enquanto espionava aqueles desprezíveis exorcistas.
Sim, a mulher estava com eles, portanto era sua inimiga.
Mas ela não podia passar imune à beleza daqueles traços delicados — mesmo que também fosse uma bela mulher.
Sentiu-se indiretamente culpada pela morte da mulher, mas logo depois repreendeu-se.
Ter sentimentos era ser humana. Ser humana era ser fraca.
E isso ela já não era mais.
Havia abdicado de sua humanidade há muito tempo.
Fechou os olhos e, ao abrí-los, havia um quê de malícia em seu olhar.
"É uma pena... Queria tê-la matado eu mesma."
Ela então virou as costas e caminhou de volta à praia, deserta naquele dia frio e cinzento.
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