Fraca Luz Laranja
1 Fraca Luz Laranja
Notas iniciais
O sol está se pondo; observo a fraca luz laranja vindo de fora da janela do meu quarto.
A casa está silenciosa. Nem um único ruído. Estou sozinha.
Vou até a sala de estar e, lá, acho meu caderno.
É um caderno preto, sem muitos detalhes.
Mas os detalhes estão nas palavras que as folhas brancas com linhas pretas absorvem.
Com o meu bem mais precioso em mãos, caminho até meu quarto.
Uma caneta nas mãos e uma folha em branco.
Deixo minha mente flutuar e observo meus dedos escreverem todo o cenário, desde os pássaros até a fraca luz laranja que sai da janela do meu quarto.
Na sua imaginação, você cria o que quiser, pois é um mundo sem regra.
As aves voam livres, as crianças brincam na rua, todos são gentis e amigáveis.
Como não consigo enxergar mais nada com os olhos da mente, decido parar de escrever.
Contemplo meu trabalho, lendo-o.
A luz laranja anuncia o começo do crepúsculo.
A janela ainda aberta,
o vento entra, sem restrições.
Você fecha os olhos; não mexe um músculo.
A sua vizinha bate à sua porta
Com uma xícara nas mãos
Você vai até a cozinha,
sem hesitação.
Um sorriso de satisfação
da senhora, você fecha a porta.
Deita-se na cama,
onde você imagina alguém que a ama.
Outra batida na porta;
dessa vez, é ele quem te chama
para uma simples dança
na grossa terra da horta.
Você volta
Não existe nada melhor
do que o toque dele.
Seus sonhos te empurram e você adormece.
A luz laranja anuncia outro começo de crepúsculo.
A janela já está aberta,
tudo tem que ser igual, até a boca entreaberta.
Visto meu moletom preto; a neve começa a cair novamente.
Pego uma xícara de café forte.
Com minha boca entreaberta, observando a fraca luz laranja, percebo que me expressei ao escrever aquilo.
Os momentos imaginados tem que acontecer.
Sento-me no parapeito da janela de meu apartamento.
Ali, sinto-me segura.
Observando a fraca luz laranja.
Notas finais
Falta de refrigerante resulta em loucura -q
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