Foxy x Bonnie: O novo começo.
6 Momentos estranhos
Notas iniciais
Foxy POV
Eram mais de meia-noite. Bonnie e eu estávamos sentados na cama. Eu de um lado e ele do outro. Um silêncio fora do normal fora quebrado por uma pergunta da parte de Bon Bon:
_Foxy... O que você faria se eu... Tivesse morrido ‘naquele’ dia?
Senti um gelo no coração. Ele tinha achado meu maldito ponto fraco. Cobri meu rosto com um travesseiro, e disse num impulso:
_Cale-se.
_O quê?
Não queria ter que responder aquilo. Logo, coisas começaram a se passar em minha mente. Como seria se Bonnie não tivesse resistido...
_Por que raios você apareceu do nada com isso?
_Nada demais... Eu só estava curioso. Mas...
_Olha... Vou ser bem sincero. Eu não sei se aguentaria.
_Por quê?
_E ainda pergunta? Eu... Você é... Muito... Importante pra mim. De verdade mesmo. E... só de pensar que você poderia ter... Simplesmente não consigo me imaginar continuando vivo... É sério... Nunca mais me fale disso.
Ele se aproximou de mim, tirou o travesseiro que escondia o meu rosto, olhou fixamente em meus olhos, sorriu e disse, assentindo com a cabeça.
_Está tudo bem. Só não... Não precisava chorar seu bobo.
O puxei para mais perto, abraçando-o bem forte. Por isso que não gosto de tocar em alguns assuntos. Penso demais e sempre acontece algo assim. Acabo mostrando meus sentimentos mais do que deveria. Bonnie se soltou um pouco do abraço, e depois ficou passando a mão no meu rosto tirando as lagrimas que ainda estavam nele. Em seguida, beijou a ponta do meu nariz, arrancando-me um leve sorriso. Sentou-se no meu colo, passando as pernas em volta da minha cintura. Encostou a cabeça sobre o meu peito e fechou os olhos, prestando atenção em alguma coisa. Depois, sussurrou:
_Seu coração_ “ou qualquer outra coisa que o represente”_ está batendo rápido agora. Pode parecer estranho, mas... Eu gosto quando isso acontece.
_Por...?
_Porque dá pra perceber que de um jeito ou outro, eu consigo mexer com os seus sentimentos.
Meu rosto ficou vermelho no mesmo instante. Ele deu uma risadinha. Em seguida se deitou, segurando uma das minhas mãos. Escondeu-se debaixo de uma das cobertas e bocejou.
_Boa noite, capitão._ havia um notável tom de sono em sua voz.
_Boa noite.
Não demorou muito e eu também dormi. Quando finalmente despertei, ouvi o choro escandaloso de Bonnie vindo direto da sala. Quando cheguei lá, ele estava com um vestido um pouco acima dos joelhos. Era de uma seda lilás com babados de renda branca mas bordas. Usava meias longas, também brancas, e um par de meio sapatilhas-meio tamancos da cor preta, que aparentavam ser extremamente incômodas. Estava absolutamente hilário. Parecia um daqueles garotos que assumem o papel feminino em algumas bandas. Não, não estou sendo nada exagerado, era verdade. Seu rosto estava quase roxo de vergonha. Depois de trinta segundos, antes mesmo que eu pudesse começar a rir, me apareceu Mangle saltitando, com um monte de roupas esquisitas. Quando ela me viu, arregalou os olhos e disse, em voz super animada:
_FOXY SENPAI!! Ainda bem que você chegou! Eu e Meredith vamos arrumar você também!
A raposinha me puxou pelo pulso até o quarto da ruiva. Logo começou a me obrigar a vestir todas aquelas coisas bizarras que ela chamava de “roupas fofas” (que no caso era uma camisa cor marfim com uma gola cheia de babados, calças de couro agarradas e um coturno de salto meio alto) . Meredith cobriu os olhos enquanto eu me trocava (forçadamente), segurando o riso. Bom, pelo menos não mexeram no meu cabelo... eu acho. Empurraram-me para fora do quarto. Quando finalmente me vi livres daquelas sádicas, voei para perto de Bonnie.
_Nunca mais deixe que encostem em mim!!_ gritei ainda em pânico.
_Haha... Claro.
Depois de trinta minutos, as duas loucas ficaram “prontas”. Não consegui decidir quem estava mais extravagante.
_Vamos agora?_ disse a de madeixas brancas.
_Sim!_ respondeu a ruiva, animada.
Mangle nos puxou até a entrada.
_P-Pera... Onde vocês estão levando a gente?!?_ o coelho perguntou.
_Não é óbvio? Vamos para um evento! Consegui uns ingressos fácil. Mas era preciso estar a caráter. Então... Melhor irmos, senão chegaremos atrasados.
Então, acabamos sendo obrigados a sair. Na rua, os olhares eram especialmente direcionados para Bonnie. Aposto que havia uma duvida na mente de todos sobre seu gênero. Mas claro que eu não escapei das fitadas de várias garotinhas que cruzavam nosso caminho. O local onde o tal evento estava sendo realizado era mais longe do que eu imaginava. Fiquei o caminho inteiro tendo que aturar Bonnie reclamando da dor que aqueles sapatos ridículos estavam lhe causando. Depois de mais três horas em pé, tendo que seguir aquelas duas fangirls fanáticas pra todo lugar, finalmente voltamos pra o apartamento. Quando chegamos, Bon Bon se jogou no sofá e gritou bem alto. Não sei se era de raiva ou de qualquer outra coisa. Só sei que com certeza não era nada bom.
_MANGLE!! SE UM DIA EU CONSEGUIR SAIR DESSES MALDITOS SAPATOS, EU JURO QUE MATO VOCÊ!!!
Me assustei um pouco com a seriedade em sua voz quando disse aquilo. Pareceu que ele estava mesmo com raiva. Mas logo a nova “amiguinha” de Mangle apareceu com um par de pantufas felpudas e as entregou para o coelho, que as vestiu e em seguida suspirou de alivio. Estendeu os braços em minha direção e abriu e fechou as mãos, me pedindo para chegar mais perto.
_Me carregue.
_Mas Bonnie...
_Me carregue... AGORA...
Senti um arrepio na espinha e decidi obedecê-lo. Já que nunca se sabe quando vai dar outra louca daquelas nele e... Melhor não dar-lhe o luxo de se zangar. Quando já estava segurando-o, ele gentilmente passou os braços em volta do meu pescoço e encaixou o rosto no meu ombro, respirando suavemente. O levei até o quarto e deitei-o na cama. O pequeno então de ajeitou, cobriu-se com um lençol e bocejou, esticando o corpo. Me pediu que lhe trouxesse algo para beber, e eu assim o fiz. Antes disso, fui ate a entrada do apartamento para trancar a porta do mesmo. Quando passei perto do quarto de Meredith, a porta estava entreaberta. Fui movido pela minha imensa curiosidade, e resolvi espiar. Juro que não acreditei no que havia acabado de ver. Mangle e a ruiva, estavam... Se... (oh meu Deus...)... Beijando (ok, ok... era algo um pouco além disso). Confesso que nunca esperei uma atitude daquelas da parte de alguém que era considerada a inocência em pessoa. Dei três passos para trás, corri ate a cozinha, peguei o que Bonnie me pedira e voltei para o quarto. Entreguei o “pedido” e, enquanto ele bebia o leite que eu havia trazido, contei o que vi:
_Cara... Você não vai acreditar... Mangle e Meredith estavam se...
_Se...?
_...Pegando.
Na mesma hora, ele botou pra fora o liquido do qual se servia, numa reação totalmente previsível.
_Mas que por...
_Shhh... Fale mais baixo. Se não elas escutam e... Podem saber que nos as descobrimos.
_Ah, claro. Isso porque nenhuma das duas suspeita que eu e você somos..._ disse ele, sarcasticamente enquanto colocava o copo já vazio sobre o criado mudo que ficava do seu lado da cama. Em seguida, me puxou pela orelha, fazendo com que eu me deitasse próximo à ele, como de costume. Passei meu braço esquerdo em sua cintura, e fechei os olhos, tentando esquecer o que acontecera mais cedo.
[...]
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