Foxy x Bonnie: O novo começo.
10 Decisões importantes
Notas iniciais
[Foxy POV]
Dizem que, em qualquer caso, o primeiro ano é sempre o mais difícil.
Mas isso não é tão verdade assim.
O segundo te detona mais, garanto.
Já fazia mais de um ano e meio desde a última vez que eu vi Bonnie. E, desde aquele incidente na praia, eu simplesmente não consigo dizer nada a ninguém. Fico aqui, preso em meus próprios pensamentos. Às vezes sinto como se meu coração tivesse sido arrancado de dentro de mim. Não sei... Já pensei em largar mão de tudo, sabe?
Mas eu... Ainda tenho esperanças. Tenho esperanças de um dia acordar e perceber que tudo isso não passara de um grande pesadelo.
Mas...
Também tenho medo. Tenho medo de que apenas esteja iludindo a mim mesmo com isso. que a essa altura, ele já pode estar...
(morto?)
Deus queira que não. Caso contrário... Não saberia o que fazer.
[...]
Mangle aparecia quase diariamente na Kids Cove (que era onde eu havia sido trancado, mais uma vez). Ficava me enchendo com os seus assuntos de sempre. Eu só escutava. Algumas raras vezes ela mencionava o nome de Meredith, e até mesmo o de Bonnie. Dizia que pelo menos ele estava seguro, que um dia voltaria. Mas ela era muito pequena, talvez fosse só coisa da mente dela. A raposinha sempre demonstrava estar preocupada comigo, nem sei o porquê de ela fazer isso.
Um dia, tiveram que cancelar o show dos toys devido a uma chuva, ou algo do gênero. Só acho que aquele lugar ia falir mais cedo ou mais tarde...
Mas enfim, Mangle apareceu mais uma vez, me contando o quanto estava “decepcionada por não poder mais apresentar seu novo script para aquelas criancinhas chatas” (sim, ela disse exatamente isso. começo a pensar que nos dois pensamos do mesmo jeito.). Pensou um pouco, e depois começou a matracar de vez:
_Sabe? Não sei por que esses pirralhos insistem em puxar minhas orelhas, até mesmo o meu vestido. Acham que eu sou “de verdade” ou algo assim... Mas, vendo pelo lado bom, nenhum deles faz o que fazem com a Chica_ na visão dela, a Toy era a única pata assanhada dali, eu acho. Criei coragem, ergui a cabeça e perguntei:
_Que tipo de coisas?_ minha voz estava estupidamente fraca. Que ótimo.
_Ah, eles... Digamos que... Erguem aquele babador que ela usa_ no caso, seria a única peça que ela usa na parte de cima do corpo. Repugnante, não acham?_ mas só os mais velhos que fazem isso. É estranho. O que tem ali que eles acham tão... Interessante?_ ora, minha pequena... Você já conviveu com uma ruiva com grande comissão de frente. Deveria saber...
_Eu realmente não sei Mangle._ respondi na tentativa de conservar alguma inocência que ainda tinha nela. Apesar de que eu mesmo não acho “isso” tão interessante assim. Até porque, né...
_Ohh... Isso é bobo da parte daqueles meninos. Não concorda?
_Plenamente. É estranho, na verdade.
Ela não respondeu. Apenas riu e chegou mais perto de mim. Ergueu um dos meus braços, colocando-o em volta de seus ombros pequenos. Se aconchegou um pouco, bocejou e disse:
_Foxy senpai, canta alguma coisa pra mim?
Não negaria algo simples assim. Pensei em alguma música. Consegui encontrar uma lá no fundo de minha memoria. Então, comecei:
_”The king and his men
Stole the queen from her bed
And bound her in her bones
The seas be ours
And by the powers
Where we will we'll roam.
Yo, ho, all hands,
Hoist the Colours high.
Heave ho, thieves and beggars,
Never shall we die.
Some men have died
And some are alive
And others sail on the sea
– with the keys to the cage…
And the Devil to pay
We lead to Fiddler's Green!
Yo, ho, haul together,
Hoist the Colours high…
Heave ho, thieves and beggars,
Never shall we die
The bell has been raised
From its watery grave…
Do you hear its sepulchral tone?
A call to all,
Pay heed the squall
And turn your sail toward home!
Yo, ho, haul together,
Hoist the Colours high…
Heave ho, thieves and beggars,
Never shall we die.”
Quando terminei, ela já estava dormindo. Logo acabei adormecendo também.
Lembro que naquela noite eu tive um sonho diferente de todos os anteriores. Sonhei que Bon Bon havia voltado. Que, de alguma forma, tudo havia voltado ao normal. Foi o único sonho relativamente feliz que consegui ter...
*seis meses depois*
[Bonnie POV]
Como sempre, não havia saído daquele quarto. Eu conversava às vezes com Mangle, as vezes com aquela amiga não tão irritante dela. Umas três vezes por semana, a ruiva deixava uma porção de cenouras na porta. Que estereotipo mais chato sobre coelhos (o que eu nem sou na verdade)... O quê que eu ia fazer com tudo aquilo...? Acho que alguém pensou algo que não devia...
Até que certo dia (depois de muitos e muitos), eu decidi que ia sair dali. Não é só porque eu já não aguentava ficar longe do meu querido capitão... Bom, mas é principalmente por isso mesmo. Então, peguei aquele monte de metal nos braços, procurei pela minha “hospedeira” e acabei por concluir que ela ainda dormia. consegui algumas fatias de bolo que encontrei na geladeira. E, como despedida escrevi um bilhete, que dizia:
“Cara Meredith,
A minha estadia em sua residência foi algo que durou bastante, mas sinto em dizer-lhe que agora devo partir. Espero encontra-la algum dia desses. Obrigado por todas as cenouras, por mais que não seja realmente meu prato favorito.
Adeus, Bonnie.
PS- peguei as fatias de bolo de chocolate que estavam no refrigerador, espero que não se incomode com isso. Levo comigo inclusive a segunda cabeça de Mangle. Espero que não tenha se esquecido dela, alias.”
Abri a porta do apartamento, com um pouco de dificuldade. Depois, desci até a recepção, onde não havia ninguém. A amiguinha de Mangle olhou para mim meio séria, e disse:
_Quero alguma recompensa.
_Pelo quê?
_Oras, se eu não tivesse te ajudado, você nem sequer saberia se seu amado está vivo. Quero alguma coisa por isso.
_Ah, claro..._ pensei por um curto instante e sugeri por impulso._ que tal um corpo novo?
_Hein??
_É... Bom, eu reconstruí a Mangle, acho que sou capaz de fazer isso com você também...
Ela esboçou algum entusiasmo. Espero conseguir cumprir o que deixei escapar pela minha boca grande.
_Isso... Serve.
Sorri e continuei andando.
Algumas horas depois, parei na frente de um lugar.
“Freddy Fazbears Pizza”.
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