Notas iniciais
Dodoí, eu to gripada .-. Como pode eu, senhorita saúde, ficar doente? =/ Pois é, to com febre, catarrenta, tossindo que nem um cachorro velho e tudo mais que tem direito.... kkkkkk''...
MAAAAS, vim aqui postar para vocês ^^ Sei que não respondi os rewis e prometo que vou fazer assim que melhorar.
Mas, para não ficar tristinhos e gripadinhos como estou, vou passar dois capítulos para vocês *--*
E, antes que falem, sim, eu sei, eu sou roceira pra caramba .-. e amo country, assim como sou super fã do Tex Willer e filmes Western *(^^)* O que posso fazer se gamo em um cowboy?
Ainda mais se for Poseidon!
Ai, ai, boa leitura.

[Música — Why Don't We Just Dance — Josh Turner]


Dois para lá, dois para cá, um giro.

Uma risada a fez olhar para cima. Poseidon, que a olhava com olhos claros e divertidos, como poucas vezes genuinamente ficavam, sorria. Estava segurando-a pela cintura, a outra mão presa a pequena mão dela, enquanto Atena tentava aprender a dançar aquele novo ritmo.

— Desse jeito, Atena, você vai... ai!

— Desculpa. — Ela apressou-se em dizer, sem graça, ao pisar no pé dele. Ele riu. — Não ria, Poseidon, não é divertido.

Um puxão a fez ficar mais perto dele.

— Sempre é divertido com você, Atena. Apenas... — Sorriu. — Relaxe. Se ficar olhando para nossos pés, não vai encontrar a alegria da dança.

— Mas é difícil — Fez um muxoxo. — Suas pernas são bem mais longas que as minhas, eu fico sem ritmo.

Fazia mais ou menos quarenta minutos que o rock fora trocado para algo mais dançante, os country locais e internacionais foram os primeiros a serem tocados e as pessoas, ainda que supreendentemente, dançavam, curtindo. Claro, muitos roqueiros foram embora, e os cowboy chegaram, tomando o local antes ocupados pelos motoqueiros.

Poseidon não perdeu a chance de ver Atena apanhando um pouco em seus braços, com um chapéu de couro que alguém colocara em sua cabeça e a graciosa expressão dela de quem se esforçava para acompanhar seu ritmo enquanto a girava, seus corpos colados e deslizavam pelo salão em passos rápidos, era o ápice da diversão. Para Poseidon, era interessante ver aquela garota que se autoqualificava como nerd disposta a dançar algo fora de sua alçada e, claro, ter até aceitado curtir rock com o mesmo.

Mas, com ele estava aprendendo, aquela mulher de calças sexys coladas, botas altas com cara de independente e suave decote recatado, era uma caixinha de surpresas. Divertidas surpresas, diga-se de passagem.

Agora, ela pisou outra vez no pé dele e só o que Poseidon pode fazer foi rir da cara de brava da mesma, o nariz de traços aristocráticos se franzindo de raiva.

— Isso daqui não é matemática, Atena — Brincou ele, baixinho sob o ouvido dela, sentindo o corpo da mesma movendo-se meio duro contra o seu. Ela está tensa demais. — Não há formula.

— Eu sei, Poseidon.

Ele sorriu do tom arisco dela.

— Somente siga meus passos. Eu comando.

— Isso foi extremamente machista.

— Atena, isso daqui não é uma discussão. — Deslizou os dedos pelas suas costas, adorando a consistência da pele que sabia ele ser macia, e a apertou contra seu peito. Seu coração batia estranhamente. Suspirou contra o cabelo com cheiro de morango dela. — Só me deixe guiar. Sinta meus passos. É bem simples e de acordo que meu corpo se vire, vire o seu, como uma corda. Eu guio.

Escutou um suspiro quando ela apertou sua mão.

— Ok, desculpa, acho que estou estressada.

— Eu tenho certeza.

Ela deu uma risada que fez com que ele sentisse algo estranho no peito. Essas foram as últimas palavras antes da música mudar e ele achar-se movendo-a com tranquilidade, fazendo suaves curvas e sendo seguido por ela, seus corpos se aproximando nos passos rápidos. E nos mais complexos, ele a levava sem hesitação, exceto nos instantes que riam por ela ter pisado em seus pés sem querer, mas em segundos já estavam se deixando levar pela música novamente. Era mágico, ainda mais ao som de um cantor com forte sotaque do Texas cantando Just To Be Your Man, de Josh Turner, uma das poucas músicas que Poseidon sabia de cor, ainda que vivesse por ali.

Ele fechou os olhos, apreciando o calor e o cheiro dela, ao mesmo tempo em que a girava.

There's no hurry. Don't you worry. We can take our time. Come a little closer. Let’s go over. What I had in mind — Ele cantou quase em um sussurro junto com a melodia, sorrindo. — Baby lock the door and turn the lights down low.Put some music on that's soft and slow.

Então, ouviu a voz dela contra seu pescoço, afinada, o que foi uma surpresa para ele, e suave. Voz de hippie. Apertou-a ao sorrir.
Baby we ain't got no place to go. I hope you understand.

Ambos riram no instante em que ele se afastou para fitar os olhos dela. Estavam calmos, como um lago escondido na floresta, e ela não apresentava qualquer resquício daquela garota chata. Só havia alguém que ria internamente e dançava com ele. Uma Atena que ele percebeu querer ter uma foto. Mas ela nunca havia sido assim com ele, nunca se mostrara sem armaduras ou como uma ex-roqueira e futura cowgirl.

— Eu não esperava que você cantasse esse tipo de música — Disse Poseidon, trocando a velocidade com a mudança da música.

Ruborizou-se em um movimento fofo que o fez sorrir. Ela também sorria.

— Apolo é músico, já passamos por todos os estilos musicais no apartamento. — Riu baixinho, parecendo a ele recordar de algo. — É um perigo quando ele descobre algo novo. Acho que a uns três meses atrás o tema foi Country e Josh Turner, Taylor Swift e Craig Morgan como melhores amigos de Apolo. Foi divertido saber sobre isso. Havia até um mais moderno com direito a Kelly Clarkson e rap, um tal de Jason Aldean.

Poseidon sorriu internamente com a inteligência que via naqueles orbes cor do céu de Londres.

— Então, você é bem informada sobre Country. — Finalizou o homem de cabelos negros bagunçados a rodando. — Isso soa extremamente sexy.

Pela primeira vez, ao dizer algo que ele meio que percebeu se tornar safado para ela, Atena riu, jogando a cabeça para trás e mantendo um sorriso no rosto ao fitá-lo de volta. Então, a música havia ficado mais calma e ele riu ao escutar Honey Bee, de Blake Shelton. Quantas vezes não havia cantado essa música sensualmente no ouvido da garota com quem saia para consegui-la depois? Podia até ter cantado, mas viu algo diferente ali. Não sentia uma tensão sexual, não mais depois de dormir com ela, e só o que queria era dividir aquilo com aquela divertida garota de cabelos macios e loiros, ainda que soubesse que Atena não lhe confiava mais do que acreditava que vampiros existiam ou zumbis levantavam ao som de Thriller.

— Que foi? — Perguntou ela, sorrindo com curiosidade.

— Já tinha ouvido essa música antes?

— Não, acho que não. Pelo menos, não sei diferenciar, todos cantam quase iguais. Por quê?

— Escuta a letra dela. — Enquanto esperava, sussurrava quase se achando um idiota tanto por cantar aquilo quanto pelas mulheres que caiam em sua teia com tal melodia. — If you'll be my soft and sweet, I'll be your strong and steady. You be my glass of wine, I'll be your shot of whiskey. You be my sunny day, I'll be your shade tree. You be my honeysuckle, I'll be your honey bee.

Mesmo sorrindo, ela revirou os olhos.

— Para quem você cantava isso?

Ele riu.

— Em geral, para as mulheres com quem queria fazer sexo depois. — Deu de ombros. — Sempre era legal vê-las suspirar e pensar que sou o cara. Qualquer homem gosta de se achar Charlie Harper.

Corando, provavelmente pelo dia do estúdio, ela fez uma expressão de surpresa.

— Por favor, não me digam que elas caiam nessa idiotice?

— Qual é? — Fez um biquinho infantil que a levou a rir. — A música é bonitinha, bem... melada.

Um repuxar de lábios na boca com gloss.

— Tenho dó delas, caiam na sua artimanha.

— Eu sempre avisei que sou um cara do mundo. —– Outra vez mais, deu de ombros. — O que posso fazer se elas não resistiram ao meu charme mais que perfeito?

Ela sorria ao voltar para seus braços após dar duas rodadas em um passo.

— Isso vale para todas?

— Que eu sou um pegador nato? Sim. — Encostou seu nariz no dela – Para todas.

— Obrigada por me avisar, eu poderia morrer por seus encantos.

Uma risada escapou de sua boca ao escutar a ironia presente em cada palavra pronunciada por Atena. Trouxe-a para mais perto. Suas respirações próximas. Suas bocas mais ainda. Seus olhos parados um ao outro, divertindo-se, ou quase perdidos para algo estranho que os fazia ficarem nervosos, ou mera impressão, somente a bebida fazendo efeito. E Poseidon sentiu que podia afogar-se naqueles orbes tempestuosos e com ideologia forte, cheio de inteligência e sagacidade, pronta para qualquer discussão ou ironia.

Na verdade, ele começava a perceber que aquela garota era feita muito mais que brincadeiras, algo que ainda não entendia, mas que o fazia muito querer ser amigo dela.

Suavemente, temendo levar um tapa — ainda que não demonstrasse —, ele deslizou um dedo pela bochecha dela. Podia notar em seus olhos a curiosidade que a levava a outros níveis. Uma curiosidade que ele estava começando a gostar.

— Eu já disse que você é linda, Atena?

Então, a tensão se quebrou com a risada sincera dela que os fez se afastar e Atena recuar uns passos, corada. Mas, ele já tinha alguma ideia de que ela agiria assim. Sempre se afastava se estivesse perto demais da sua “Área de Proteção”, como passara a denominar.

— Não vai funcionar comigo, Poseidon — Revirou os olhos, soltando um som de quem sente calor. — Podemos sair daqui? Tem gente demais, acho que preciso de ar e uma boa água gelada.

Água? Pensou ele, no entanto assentiu, e entre corpos que se moviam em um ritmo lento, grudados uns aos outros, suando e abafando o espaço de teto alto, puxou-a, a fim de levá-la para mais longe

Notas finais
Hey, hey, hey...
Não esquece meu rewis,ok? >.<
Beijinhos e me desejem uma boa saúde, porque a minha né... ¬¬''