Four Seasons
4 Thanks For The Memories
Notas iniciais
E voalá... Mais...
E vamos começar o diário de Bordo de Poseidon pelo Mundo ^^
[Música — Thanks For The Memories — Fall Out Boys]
No capítulo anterior...
Em pânico, Atena pulou do sofá, pousando em qualquer lugar o café e correu para o quarto para se arrumar. Vestiu o primeiro par de calças jeans, blusa branca simples e uma blusa de frio preta, ainda que não estivessem na época gelada do ano, apenas para simplesmente esconder as gorduras que Atena via em si mesma.
Saiu calçando as botas de cano alto, pulando como um saci pelo corredor até a sala onde todos a fitaram, surpresos. Assim que conseguiu e amarrou, pegou a primeira maça que viu, o celular que se encontrava dentro da cestinha no meio da mesa de centro juntamente com os dos demais e as chaves dentro do bolso da jaqueta de couro negra de Apolo que estava esparramada no chão.
— Alguém viu minha caneta? E minha bolsa?
— Por que a pressa menina? — Perguntou Hermes passando tranquilamente para ela ambos os objetos procurados. Ela apanhou rapidamente, jogando tudo lá dentro assim que pode. — Tá fugindo?
— Minha prova, eu estou atrasada — Explicou ela, indo com passos ligeiros para a porta e batendo-a após passar.
Foi uma verdadeira corrida pelos três andares de escadas extensas, depois pelo pátio externo até onde seu carro se encontrava. Havia um transito horrível em plena segunda feira até o campus, que não era mais do que seis quilômetros de distancia, que, no entanto, comeu dez minutos de seu já esgotado tempo.
Quando desceu do carro, só teve alguns segundos para fechá-lo, e aumentou o ritmo de suas passadas, uma vez que não podia correr pelos corredores; só para, ao virar na esquina do corredor de onde ficava a sua sala, alguém tropeçar nela e levá-la ao chão. Demorou um tempinho para Atena acreditar que caiu contra o chão de porcelana negra e até mesmo que batera a cabeça, que doía neste exato momento, na parede quando tudo aconteceu.
Atena engatinhou até o canto e sentou-se, tudo isso feito muito lentamente, porque sua mente ainda estava rodando como um looping de montanha russa, só para então olhar quem tinha feito isso. Uma pessoa agachou-se a sua frente, e ela o reconheceu muito antes mesmo dele retirar seus dedos delicadamente do machucado e analisá-lo.
— Oh, merda — Reclamou ela quando ele pressionou o local devagar. —Tira a mão daí, ai.
— Acho que vai ter que ir para enfermaria — Murmurou Poseidon, baixinho, deslizando devagar a mão pelo rosto dela e limpando algo que escorregava. — Alguns pontos vão ser necessários. Desculpe-me, não tinha te visto.
— Alguém viu? — Questionou ela, fechando os olhos e tentando fazer sua cabeça parar. — Por favor, que ninguém tenha visto.
— Não, relaxe, ninguém viu. Acho que só tem eu e você aqui.
— Isso não é lá muito bom.
Uma risada escapou da boca dele que sorriu assim que Atena abriu os olhos para ver os verdes, muito mais espantosos na luz, do que na noite anterior. Outra fisgada de dor.
— Você tem humor.
— Claro que tenho. — Respirou fundo. Ele usa perfume amadeirado como o de Hermes, deve ser o mesmo talvez, mas que porra eu to pensando? — Por que você estava correndo que nem um louco?
— Como você sabia que eu estava correndo?
— Você só podia estar correndo para conseguir me jogar do outro lado do campus e quebrar meu crânio.
Poseidon riu.
— Um pouco exagerada também. — Poseidon sorri para ela no momento em que a cabeça dela girou. — Hey, você está bem?
— Ótima. Agora eu tenho que ir. Obrigada pela queda. — Apoiou-se fracamente na parede lisa e tentou caminhar. Um, dois, três passos e tudo girou outra vez. Pateticamente como um clichê de romances que ela não gostava muito de ler, Poseidon a segurou em um de seus braços.
— Hey, hey, vai com calma, acabei de te jogar contra a parede.
Mesmo sem desejar, um sorriso escapou de sua boca, só sumindo ao vir outra pontada contra seu crânio. E então, a terra havia sumido de seus pés e viu-se sendo carregada. Abriu os olhos para vê-lo, muito brava com isso.
— Eu consigo andar, me coloca no chão — Disse com a voz que tentou soar firme e fria, mas que saiu tosca e baixa. Quando se bate a cabeça, também se perde a voz? — Eu tenho um assunto muito importante para terminar.
Poseidon a encarou com os olhos verdes, e ela não viu a malicia que vira na boate. Ele estava diferente ou era apenas impressão sua? Ele não deve ter nem mais do que vinte e dois anos. E os orbes pareciam bem determinadas.
— Você mal consegue falar, está sangrando e eu que fiz isso, acha mesmo que vou te deixar andar?
— Acho.
— Enganou-se.
E Atena podia nocauteá-lo naquele momento, se não estivesse tão fraca. Mas que merda ele fez em mim? Arrancou meu cérebro, foi? Mas ela empinou o nariz, ninguém mandava o que ela ou não fazer.
— Me. Poe. No. Chão. Agora. — Disse ela, com os olhos azuis acinzentados nos verdes dele. — Eu não preciso da sua ajuda, obrigada.
Um sorriso de canto, que deu muita raiva em Atena, apareceu no rosto bonito e bronzeado de Poseidon, contrastando com os cabelos negros dele, um tom mais escuro que o da irmã, Afrodite.
— Eu fui criado entre quatro mulheres, todos os meses vinha a TPM, então... — Ele deu de ombros — Lidar com vocês não é um problema que eu tenha.
— Acho que todas do campus sabem disso — Atena colocou uma mão em sua boca. Oh meu deus, eu disse, não era para dizer! Eu sou uma dama, não preciso falar assim com ele!. Ele a olhou surpreso. — Quer dizer, não é o que eu queria dizer, que sabe você... Ok, esquece o que eu disse.
Mas quando terminou, ao invés de sentir-se ultrajado como ele deveria, Poseidon ria e Atena não compreendeu qual era o problema dele. Havia acabado de concordar que ele era um sem vergonha e ele simplesmente... Ria?
— Nem todas — E agora ele estava brincando com ela? Duas vezes, qual seu problema, cara? Um sorriso sacana apareceu nos lábios finos de Poseidon. — A que está no meu colo não.
Vendo que estavam indo para uma zona muito ruim e que queria fugir, Atena pediu que ele parasse, o que de fato ele fez, e desceu dos braços, que notando enquanto a colocava no chão, primeiro as pernas, ela via os bíceps de quem fazia algum exercício forçando a boca da camisa gola polo, outra vez, branca.
— Eu sigo daqui sozinha — Disse Atena, soltando-se dele e caminhando um pouco. Eu consigo chegar até meu carro e ir ao hospital, quer dizer, a enfermeira daqui não vai poder me dar pontos e eu acabei de perder a prova para qual eu vinha estudando, talvez até não tenha mais nada nessa mente de passarinho. Ela suspirou, uma dor vindo. A visão embaçando é um pouco normal, certo? Vai dar tudo certo, eu consigo. Então, sua visão borrou por completo e agradeceu por ele não ter escutado a si e caminhado ao seu lado para segurá-la antes que caísse no chão e fizesse um estrago bem maior. Merda.
Outra vez, ele a pegou no colo. Outra vez, ela brigou consigo mesma por não ter chego horas antes para aquela prova, teria evitado isso tudo, inclusive perdê-la.
— Eu te levo no hospital — Sussurrou Poseidon, movimentando seu corpo a cada passada larga devido sua altura e fazendo sua cabeça girar, talvez por isso ela tenha concordado. — Depois ligamos para alguém que possa te buscar e te levar pra casa.
— Você deu muita sorte mocinha, um pouco mais para esquerda e poderia der desmaiado na hora — Dizia o médico guardando do bolso do seu jaleco uma daquelas canetas com luz no ponto contrário da ponta e sorrindo para uma Atena com uma gaze quadrada presa na testa sentada em um catre como uma criança quando vai ser examinada — Foi um pouco forte, só um cortezinho, nada demais. Só tome esse remédio aqui para ter certeza e qualquer sintoma estranho volte a me ver.
Atena sorriu, assentindo devagar para a cabeça não girar. O médico Jonh Potrys havia lhe dito que talvez não tivesse o senso de direção correta devido ao dano que fez, mas nada com que devesse se preocupar demais. Então, só coseu três pontos no machucado aberto, limpou e fez o curativo, dando alta para ela neste momento.
— Obrigada — Poseidon, que ainda continuava por ali e que a trouxera com certa rapidez, apanhou a mão do médico e anuiu, com um sorriso também relaxado.
— Sem problemas, tenham um bom dia e seu atestado está lá na secretaria.
Atena balançou a mão dele em um aperto fraco.
— Obrigada.
Então, com isso, o médico baixinho e de olhos puxados como os de orientais saiu da sala, deixando para trás somente Atena e Poseidon. Esse a olhou com um sorriso fraco.
— Está melhor?
— Um pouco — Suspirou Atena — Primeira coisa que vou fazer ao chegar em casa será dormir e tentar não preocupar com o que perdi. Falando nisso, por que você estava correndo mesmo que não me disse?
— Ah, isso — Atena tentou arquear uma sobrancelha, mas uma dor, por ter tentado do lado esquerdo, ou seja, do machucado, a levou a fazer uma careta e levá-lo a sorrir. — Eu tinha uma prova do professor Maxwell. — Deu de ombros. (se Atena não estivesse tão perdida, teria notado que ele iria fazer a mesma prova que ela) — Estava atrasado, corri e não te vi. Sabe, você é meio... Pequena e vim pelo outro lado e...
Atena suspirou enquanto levantava-se, colocando devagar os pés no chão. Poseidon correu para ajudá-la, segurando seu braço para dar os primeiros passos e sorriu, os olhos verdes preocupados, ao ajudá-la a ir para fora. A garota com uma gaze na têmpora esquerda, perto do couro cabeludo, reclamou um pouco, odiando que precisasse da ajuda de alguém para um ferimento tão bobo e deixou que ele a guiasse pelo corredor cheio de enfermeiros vindo de um lado para outro da UTI e da Emergência.
Ela sentou-se na primeira fileira de cadeiras de plástico azul que viram do lado de fora do prédio, logo após pegarem dois atestados, um de Acompanhante para ele e um Médico para ela, com ele ainda segurando seu cotovelo até ter a certeza de estava bem.
Para alguém chato, até que ele esta sendo bem legal.
Poseidon tomou a cadeira ao seu lado, com o celular em mãos.
— Eu não sou tão pequena assim — Reclamou ela, sem alegria enquanto apanhava dentro do bolso da calça jeans o celular. — Acho que sua irmã ainda está deitada lá no sofá do meu apartamento, vou ver se ela me busca.
— Se quiser... Eu posso te levar em casa — Poseidon deu de ombros, para depois passar as mãos nos cabelos negros típico de garotos que se acham sexy. Atena revirou os olhos — E eu até passaria para ver minha irmã.
A boca cheia e rosada da garota se enrugou.
— Não, obrigada, cara, mas acho que já sofri acidentes demais para um dia.
Os cantos da boca dele se elevaram em um sorriso.
— Eu te trouxe em segurança.
— Logo depois de me bater.
— Eu não te bati.
— Apenas me jogou com força contra a parede.
— Foi sem querer, eu já te falei.
Atena suspirou, balançando a mão em sinal de descaso enquanto esperava que alguém atendesse ao telefone de casa, implorando mentalmente que ninguém tivesse tido a grande ideia de ir estudar na biblioteca ou sair.
— Estou nervosa, me ignore — Avisou Atena e Poseidon revirou os olhos verdes alegres, algo que ela tinha nota de que fazia constantemente, como prova, revirou os olhos naquele momento, mas então atenderam e sua concentração voltou para o aparelho em seu ouvido.
— Alô... — Voz do seu melhor amigo.
— Alô, Apolo, você...
— Hey, brincadeirinha. Nós não devemos estar em casa, se quiser deixar um recado para Atena, Artemis, Hermes ou eu, Apolo, diga depois do bip. Aloha.
Atena suspirou, com raiva. Por que, diabos, um dia, havia deixado Apolo fazer a voz da secretária eletrônica? Agora se sentia uma estúpida ao dizer alo, mas resolveu deixar um recado, caso algo acontecesse.
— Então, se alguém ouvir isso aqui ou não estiver bêbado o suficiente, só estou ligando para avisar que estava no hospital e se não chegar em casa antes de apagar isso é porque eu arranjei uma carona. — E então, com a mensagem gravada, ela desligou, suspirando antes de fitar os olhos verdes que riam internamente dela, mas que seu dono apenas sorria, quase deitado na cadeira. E de má vontade, Atena estendeu a mão, se arrependendo de ter negado o que ia falar agora, segundos atrás.
— Vamos, me leve pra casa.
— Eu ainda acho desnecessário você me levar no colo — Suspirou Atena, revoltada depois de perder a briga com Poseidon sobre ela ter a capacidade de subir alguns degraus de escadas. Ele sorriu para ela. — Eu ainda conseguiria.
— Se não vomitasse do jeito que estava.
Atena enrugou o nariz, com nojo.
— Assim você consegue carregar qualquer uma no colo.
— Sempre consigo, eu sou lindo, esqueceu?
E metido, por isso não gosto de você, Sr. Prepotente.
— Então está querendo se mostrar em como consegue carregar uma menina?
— Na verdade, estou fazendo uma superforça aqui...
— Não me chame de gorda.
—... E se alguma garota cair na isca, eu saio ganhando, porque eu vou ter de levar de qualquer jeito. Por que você se meteu no meu caminho mesmo?
Atena ignorou o que ele dizia. Poderia matá-lo quando apontou para a porta de frente as escadas, o 302, que era seu apartamento. Ele seguiu o caminho, ainda falando e falando coisas que entravam por um ouvido dela e saiam pelo outro, e abriu a porta.
Ninguém se encontrava em casa, disso ela teve quase certeza, no instante em que Poseidon a depositou no sofá vermelho, onde mais cedo Atena esteve deitada com Apolo, tomando café da manhã.
Aquiles ergueu a cabeça e fez uma coisa que nunca havia feito com nunguém antes: rosnou na direção dele. E por aquilo, Atena deu nota dez para aquele rusk siberiano de olhos um azul outro cinza.
O mais divertido foi quando Poseidon tentou fazer carinho no cachorro e ele avançou para cima do homem de cabelos negros, levando Atena a gargalhar pela cara de assustado momentânea dele. Poseidon deu um olhar severo em sua direção que Atena fez o favor, de outra vez, o ignorar para ver um homem tão alto quanto Poseidon adentrar, os cabelos loiros bagunçados e com cara de quem havia acabado de acordar com tanta movimentação. Apolo assobiou ao ver a gaze em sua testa.
— Uow, que machucado bonito que deve ter feito. O que foi que aconteceu, garota? — Perguntou ele para então notar Poseidon encarando Aquiles, em um grande dilema com o animal. — E o que o irmão de Afrodite faz aqui?
Poseidon saiu do transe e olhou para Apolo, um sorriso meio culpado no rosto.
— Vim trazer a garota.
Com uma sobrancelha arqueada, Apolo se virou para Atena a procura de respostas e essa suspirou. Ela sabia que se contasse a verdade, com uma oportunidade única daquelas, Apolo bateria em Poseidon, afinal, ele quase seu irmão e era isso que irmãos faziam nos cegos e idiotas, ainda mais depois da noite anterior.
— Eu tava com pressa, sai como uma louca pelo corredor e tropecei no meu sapato, uma idiotice, eu sei, não precisa ficar tentando não rir de mim, e cai de cara no chão. — Apolo riu e Poseidon a olhou com cara de "O que você tá fazendo?" — O irmão da Dite me ajudou, já que só ele me viu fazer uma manobra muuuito radical, e me levou no hospital, ganhei atestado, não fiz a prova e cá estou, destruída para caramba, se é que você me entende.
Essa piada interna, Atena sabia que Poseidon não iria compreender, mas Apolo sim, e ele bagunçou seu cabelo ao passar por ela, indo na direção da cozinha.
— Então, Poseidon é o herói ao invés do vilão? Interessante. — Brincou Apolo, de algum lugar que Atena não sabia ao certo, uma vez que se encontrava de costas para o lado da cozinha. Indicou para Poseidon se sentar, ao recolher os pés. Posso não gostar de você, mas ainda é o irmão da minha amiga. — Nada contra, cara.
— Sem problemas, Apolo, certo?
— Sim. — Então Atena olhou para cima, para onde Apolo lhe estendia um copo de água. — Você deve ter algum remédio para tomar ou o médico vai te deixar sentindo dor?
Atena deu língua para Apolo enquanto Poseidon lhe entregava, tirando do bolso de sua blusa de moletom a cartela prateada cheia de comprimidos branco e vermelho, meio ao meio.
Tirou e tomou um desses com um gole que gelou sua cabeça que já doía. Apolo pegou tudo de volta, com um sorriso de enfermeiro sexy que sempre fazia quando Atena estava doente, e entregou um travesseiro para a mesma. Atena agradeceu, suavemente, antes de acomodar-se melhor no sofá, pondo os pés sobre o colo de um Poseidon meio pasmo com isso e fechar os olhos. Os dois começaram há conversar um tempo depois que ela estava quase pegando no sono.
— Aquela menina era a sua namorada? — Era sem duvida a voz de Apolo, meio divertida, não tão longe de si. Sob seus tornozelos, Poseidon se mexeu suavemente, como se estivesse inquieto com aquela pergunta.
— Você viu.
— Ela também. — E sabia que Apolo apontava para si, afinal, era a única garota ali.
— Ah — Hesitou. — É a minha noiva.
Você tem uma noiva?
— Então, por que você pediu pra sair com Atena? — Podia até ver seu melhor amigo franzir o cenho.
— Afrodite me disse sobre ela, acabei de chegar do Alasca, onde fazia alguns estágios, e achei que talvez pudesse ser divertido conhecer gente nova.
— Então... Você não pediu para sair com ela?
— Hum, não... Hey, foi isso que deu a entender? Não, não... — Ele riu — Apenas foi que minha irmã diz demais sobre ela e sobre seus amigos, então, pensei começar conversando com ela.
Apolo riu também.
— Pensei que você estava querendo-a.
— Você é o namorado dela?
Agora Apolo riu com vontade e talvez, se Atena não estivesse tão dopada de sono e drogas, teria sorrido da pergunta.
— Não, ela é como uma irmã. Já tentamos, mas não funcionou.
— Ah, sim... Olha, cara, eu realmente tenho que ir entregar esses dois atestados, já que eu e ela perdemos a prova, e ainda vou ter que ir almoçar com minha noiva. Fala que peço desculpas outra vez para ela?
— Sim, claro.
Atena sentiu as mãos quentes e calosas, outro fato que a levou assimilar que talvez ele fizesse algum esporte que exigisse força, erguerem seus pés pelo tornozelo e segundos depois os deitarem cuidadosamente no local esquentado onde estivera antes.
— Foi legal te conhecer, cara.
— Idem. Aparece ai às vezes, sua irmã vive aqui.
— Pode deixar. Valeu.
— Sem problema.
O som da porta sendo fechada fez Atena constatar que Poseidon se fora e que o silencio de quando ninguém estava em casa voltara. Dois segundos depois, estava sendo erguida, pela segunda vez naquele dia, por braços fortes que a levaram até o seu quarto e a acomodaram suavemente na cama. Um beijo foi colado no lado da testa sem o machucado.
— Sua estabanada. — Ele sussurrou com um riso na voz. — Só podia ser você mesmo.
Para então, ela finalmente, dormir.
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OBS: O que vai ser o Diário de Bordo de Poseidon? Vão ser as fotos das viagens dele pelo mundo, uma vez que ele é um fotógrafo.
Por que vou fazer isso? Porque acho que sempre é legal ver fotos expressivas e para dar mais vida ao personagem. E não há nenhum outro personagem meu que tanha tanta vida quanto Poseidon... Então, comecemos.
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Meses atrás. Em algum lugar do Japão.
Diário de Bordo de Poseidon.
Primeiro lugar: Japão entre os Monges.
Isso daqui é tosco, eu sei que é, mas finalmente compreendo porque grandes pessoas sempre tinham um diário consigo. É... estranho escrever, contudo, quem sabe eu não comece a achar isso normal? Bem, como eu ganhei esse diário de Hades Smiths, meu louco amigo, acho que devo entregá-lo cheio ao final da viagem. Então, vamos lá.
Estou em um templo budista, no meio do nada, curtindo uma brisa e escutando o murmurar dos monges. Podemos dizer que tive que andar um pouco, mas estou gostando, ao menos até agora. E até agora estou achando ridículo isso de escrever, contundo, vou continuar.
É a minha primeira parada no Japão para encontrar a inspiração correta pro meu próximo campeonato, que eu nem sei como começar, então, estou tentando... É um lugar tranquilo, café da manhã bom e, antes que você, Hades, se perca, faz dois dias que estou aqui, entre vestir roupas que parecem panos que ainda não aprendi o nome, porque é muito dificil o japonês arcaico deles e procurar ajuda espiritual. Não ria. De qualquer maneira, é uma incrivel sensação de paz, os pátios são lindos, a arquitetura é fantástica e antiga que cria um clima bem maneiro.
É o tipo de lugar que te indico a visitar, Hades, quase posso ver você escrevendo sentado na pedra que eu estou, perto do lago. E, antes que fale que isso foi gay, eu te explico que estava tirando fotos. Acho que no final disso aqui terei um bom livro para você como presente de aniversário. Já que você me deu esse caderninho, eu te devolvo ele completo e cheio de fotos, só pra escrever uma história sobre mim depois, porque você me ama.
Ok, isso daqui tá ficando cansativo e estou parecendo aquele carinha que você gosta.... Como é o nome.... Ah, Julio Verne... Então, vou nessa, tenho que ir para a capital e guardar minhas coisas, tenho uma montanha enorme para descer e um trem bala para pegar.
E ainda te mato por esse livro.
Eu digo tchau ou algo assim? Ah, esquece.
Próxima parada, Tóquio.
PS: Primeira foto pra você, na verdade, a única que consegui imprimir. Sabe, os monges não curtem muito internet e computador. Mas, são gente boa. E sei que você vai me explicar como tudo funciona depois, então... Na próxima pagina, vai ser Tóquio.
E ainda me acho ridículo como uma menininha escrevendo um diário.
Primeira foto pra você de onde eu estava:
Notas finais
Espero que tenham gostado... E, Poseidon, todo, todo pra cima dela tsc tsc tsc... De qualquer forma, ele é lindo ASHAHUASHUAHU
Ah, obrigada, again.
E não se esqueçam do meu recadinho aqui embaixo *aponta pra baixo* please, ok? Sou necessitada de carinho e atenção, então, conversem comigo, de boas? ;)
Beijinhos,
Nivea
;D
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