Notas iniciais
LINDO, LINDO, LINDO *------------* EXCEPCIONAL *----*
Ai, ai, adoro receber comentários tão lindos, mas, sério, odeio não ter pc e ter horário pra mecher no da minha irmã ¬¬'' Pois é, eu sei, eu sei, sou uma cruela por não estar respondendo-os, mas, please, compreendam que eu estou impossibilitada de ficar muuuuuuuuito tempo no pc .-. eu queria tanto respondê-los, ri que nem uma louca de alguns... Já disseram que vocês são o máximo? Eu tava toda tristezinha e ai, veio vocês, e acabei dormindo feliz (depois de assistir The Vampire Diaries DAMOOOOOOOOOON *--*) pensando que teria um monte de rewis pra responder com toda a alegria ^^ ADORO.
Enfim, vou parar e deixar vocês lerem, galerinha.
Boa leitura e Sejam Bem Vindos aqueles que chegaram a esse capítulo agora *(^^)*

[Músicas — Hero — Mariah Carey]

- Você trouxe a roupa que eu avisei? – perguntou Poseidon, abrindo a bolsa que Atena havia trazido com a parte essencial e caçando o que queria. – Ou vou ter que emprestar uma roupa minha?

- Não. – Atena tremia parada ao lado dele, a boca arroxeando. – Eu trouxe, está no ultimo bolso, do fundo.

E seguindo a indicação dela, pouco depois entregava uma muda para Atena e fechava o zíper.

Ela afastou-se de onde se encontravam. Poseidon vê-la nua, ainda que já tivesse o feito antes, não era o desejo da mesma. Sob uma cobertura, Atena despiu-se com rapidez e em segundos voltava para perto dele, que também já com outras roupas, aproveitava.

- Eu queria poder ficar mais, mas não podemos descer a encosta no escuro – anunciou Poseidon assim que a viu aproximar-se, com short e blusa parecidos com a anterior em tecido, o que o fez pensar que ela conhecesse ou soubesse andar em trilhas. – Não seria seguro e a ultima coisa que preciso é ser preso por homicídio culposo.

- E eu também odiaria perder a minha vida.

Ele sorriu da brincadeira dela enquanto amarrava as cordas em pontos estratégicos, testando de hora em hora, para verificar a estabilidade delas. Ao mesmo tempo em que fazia isso, Atena, que já havia guardado todo o resto do que havia trazido, ajudava-o, passando os equipamentos que pedia.

- Então, o que pretende fazer depois de terminar Arquitetura? – perguntou ele, prendendo uma trava de forma que ao chegarem ao final, pudesse puxar e soltá-la. – Quer dizer, já tem alguma ideia de emprego? Alguma empresa?

- Tenho... – Atena hesitou. – Mas não sei se vou querer ir para lá.

- Pega essa argolinha ai para mim, por favor? Obrigada. E por que você iria negar ganhar dinheiro e independência do seu pai?

- Bem... É meio complicado. Outra argola?

- Sim. É uma briga entre você e o seu chefe?

- Um pouco mais complicado que isso.

Deu duas puxadinhas na corda e fitou-a que, de braços, encarava outro lado, parecendo incomodada com o assunto. Ela ainda não confia em você, idiota.

- Eu tenho um amigo que trabalha em Marketing em uma grande empresa – disse ele, mudando o rumo e aceitando quando ela ofereceu o gancho. – Se você quiser, eu posso falar com ele.

Um sorriso pequenino, mas gratificante para Poseidon, apareceu nos lábios cheios e ainda arroxeados de Atena.

- Obrigada, Poseidon, mas vou abdicar. Acho que quero achar tudo por conta própria, sabe? Começar do zero, sem ninguém, só minha inteligência – ele podia sentir a emoção que brilhava nos olhos cinza ao dizer aquilo, hipnótica e inspiradora. – Não ser conhecida por nenhuma outra coisa, somente pelo meu talento, pelo meu trabalho e ter uma história para contar no final, como todos os outros grandes construtores e gênios, sabe? Uma ideia meia sem noção.

Um sorriso,que ele nem se quer percebera, apareceu em sua boca.

- Um sonho genial, que bate perfeitamente com sua personalidade.

O sorriso dela ampliou-se, sincero e perigoso para seu coração que deu uma contração estranha.

- Acho que, alem de Apolo, você é o único que aceita.

Ele franziu as sobrancelhas antes de voltar-se para o trabalho. O sol ainda estava a pino, mas caia gradualmente, e logo tudo estaria entre rosa e cor de savana.

- Artemis e minha irmã não estão do seu lado?

- Não. – suspirou. – Dizem que é um tiro no escuro.

- E você?

- Eu?

- É. – ele fitou-a rapidamente para pegar uma outra corda. – O que você pensa sobre isso?

- É o meu sonho, eu o respiro.

- E estaria disposta a perder tudo por ele?

Um silêncio calmo preencheu um curto espaço de tempo em que ela pensava e ele finalizava os projetos para a descida. Quando voltou a encará-la, parecia perdida em pensamentos, mordendo o canto da boca, entretanto, suspirou, meio triste.

- Eu não sei, é meio loucura demais, até eu vejo isso.

- Então, agarre-se a ele. – sorriu na direção da garota, sabendo muito bem como fora ir contra tudo e todos pelo sonho. – Você acha que tem talento?

Os ombros esguios dela moveram-se.

- Não tenho certeza, há tantas outras pessoas melhores do que eu no mundo. E Arquitetura é algo meio saturado, as pessoas fazem e são deslumbrantes. – ergueu os olhos do chão com musgo para ele que a escutava, sem acreditar no que escutava. Os olhos eram fortalezas impenetráveis. – Não sei se consigo “brilhar” como elas. Às vezes, penso que Artemis e Dite tem razão, que é um passo sem saber onde vou cair ou se acharei uma saída, mas... Não sei.

Uma raiva cresceu nele, raiva por colocarem isso na cabeça dela, pelo fato de achar-se meio inquieta com tais pensamentos. Mas, engolindo um pouco o que sentia, para não ser rude, olhou-a com carinho e tocou o cabelo macio e cacheado, ainda molhado.

- Nunca, está ouvindo? Nunca pense que os outros são melhores. Eles não importam. Eles são ele, você é você – procurou uma passagem pelo cinza, uma brecha. – Eles já escreveram sua história. São famosos? Podem até ser, mas o que importa é você, Atena. E eu sei que deve ser uma mega mente que tem ai dentro, cheia de ideias que ninguém nunca viu. Não deixe destruir seu sonho, corra atrás dele, como eu corri. E hoje sou um cara que muitos fotógrafos admiram, isso é irreal, até agora. Mas, eu consegui, porque deixei de seguir os passos que meu pai faziam para mim e escutei o que eu queria. – secou uma lágrima que não deveria ter escorregado pela maça do rosto dela com o polegar, vendo-a meio frágil. Não poderia forçar demais, estava aprendendo que ela tinha um grande orgulho e jamais a deixaria deslocada. De um beijo na testa dela, suspirando. – Só escuta o que você quer pro futuro, fala foda-se para os outros e segue em frente. Somos novos, podemos errar. Beleza?

Sentiu-a assentir, silenciosa contra seu peito e então, como se nada daquilo tivesse acontecia, o que depois a viu agradecer visualmente por tal jeito, dando um grande sorriso tranquilizador, ele afastou-a, todo agitado, e começou a ajudá-la com o cinto enquanto conversava sobre assuntos banais, sobre como seria chegar a um planeta diferente, o que fariam e o novo episódio que descobriram gostar da mesma série.

A descida foi ainda mais calma que a subida, Poseidon não mediu esforços para trazê-la abaixo, criando uma “rampa” com a corda para que ela deslizasse, sem precisar ficar pulando de nível em nível.

- Se quiser. – dizia ele, após puxar as cordas e guardá-las, agora fechando o zíper. – Podemos ficar aqui por mais tempo, eu sei andar por essas terras, só não podíamos inventar de escalar noite adentro.

Atena deu de ombros.

- Tanto faz pra mim.

- O que acha de eu tirar fotos suas?

- Mais? – ela riu. – Poseidon, assim vou achar que você está em assediando.

Ele riu, apanhando a maquina e logo a reconstruindo, para começar o ataque epiléptico com o dedo de tirar milhares de imagens seguidas, presas pelo seu obturador. Atena também riu, aproximando-se dele, para esconder-se, mas ele girava, e acabaram brincando com ela no final escorregando em uma pedra e indo de encontro com a água quente, finalmente mostrando seus vapores com o refratar da luz do sol que diminuía. A garota de cabelos loiros acabou emergindo como um gato ensopado, entre rir e tossir pelos litros engolidos enquanto Poseidon não parava.

- Chega, para, eu me rendo – disse ela, deitando-se sobre as costas na areia úmida e grudenta que se colou a pele meio avermelhada da mulher de olhos cinza suaves. – Eu tiro as fotos.

- Eu sabia que com um pouco de pressão você cederia.

Ela revirou os olhos.

- Um pouco?

- Ou eu te afogava ou eu não ganhava a foto. Um ou outro.

- Ok, ok, vamos logo com isso. – suspirou. – O que eu tenho que fazer?

Com um sorriso sacana, de lado, viu-a através da lente.

- Ser você.

- Essa vai ser complicada – ela franziu os lábios – Tem outra coisa não?

- Que tal você inventar, Arquiteta?

Um sorriso suave apareceu no rosto pintado de vermelho por baixa da pele alva. E sua maquina amou aquilo. Podia ver o brilho nos olhos um pouco azulados agora, uma incrível variação, aquele sonho estampado e tecido ao destino daquela alma. Não era um vidente, mas a vibração daquela vontade era quase tocável. E a lente apanhou, absorvendo cada detalhe.

- Ok.

E, como Poseidon pedira, Atena fora somente ela, rindo enquanto conversava com ele, nadava, ou tentava apanhá-lo desprevenido, e nunca dava certo. Era simplesmente uma garota comum, mas cheia de vida e em algum ponto diferente. Não era... Simplória, era... Atena.

Então, com o passar do tempo, o céu começou a pintar-se nos matizes do dourado e rosa, abrindo-se como um leque sobre o azul muito acima dele. Nesse momento, as nuvens evaporando-se da piscina subiam, bem visíveis, sem precisar mudar muito de lugar, como ele já conhecia muito bem, e brilhou em ouro e prata todo o local. Um mega refletor colorido contra as pedrinhas incrustadas na parede e com Atena deitada na areia, era uma imagem linda.

- Poderia pedir algo? – perguntou ele, clicando varias vezes para ela, pensativa. Atena ergueu o rosto para encará-lo e assentiu, sem medo. – Eu já tinha te pedido antes.

Um tom rosa cobriu o rosto dela.

- Poseidon...

- Não, calma – sorriu, um pouco sem graça (pela primeira vez), sabendo o que ela recordava. – Não vou te tocar, promessa de dedo mindinho.

Ela estudou-o.

- Posso confiar?

Poseidon pode sentir o que aquilo implicava, era a primeira vez que de fato, sem precisar explicar nada, ela aceitava um pedido seu. Eu posso muito bem me segurar.

- Pode, prometo pelo meu nome.

Com um engolir a seco, ela assentiu devagar, antes de pular dentro da água. Grãos de areia deslizaram, dançando, pelo liquido prateado enquanto ela retirava a sujeira e logo a roupa. O coração de Poseidon pulou forte ao vê-la, naquele tom avermelhada e afundada, somente o rosto sobre a superfície, jogar a o conjunto encharcado em algum lugar que ele não se virou para notar. Só havia ela e aqueles olhos. Dessa vez, quando Atena saiu da piscina, meio tímida, não sentiu nada alem de uma vontade enorme de beijar a boca avermelhada de tanto que ela mordia.

- Sente-se naquela pedra. – e sua voz estava rouca ao pedir isso a ela. Como que comandada, Atena acomodou-se sobre a rocha limpa e cheia de pontinhos brilhantes. – Fique de costas para mim, jogue o cabelo para um lado dos ombros e... – tossiu enquanto a via arrumar-se como pedia. – Olhe para mim.

E ele mal pode acreditar na imagem que tinha em sua frente. Era uma sereia, de cabelos cor de ouro, nua como veio ao mundo, com a pele cor de marfim molhada e uma expressão ao mesmo tempo em que tímida, confiante, o contrastante de sua personalidade. O vapor subia em onda, tocando-a, acarinhando-a. Os pés puxados para cima, como que divididos entre entrar ou não na água agora brilhante pelos minerais e plantas coloridas que havia ao fundo. A cachoeira bem ao fundo, despenteando-se em nuvens e espirros, delicados e bonitos. As mãos, uma bem segura, a outra folgada e calma. E os olhos. Aqueles olhos cinza, azulados, que ele não sabia definir, encarando-o, meio divertidos, meio temerosos, mas completamente implementados naquela imagem. Foram várias, só nessa posição, e cada uma melhor que a outra.

- Troque... – tossiu de novo. Ela é linda. – Abrace suas pernas, deixe o cabelo solto e finja que não existo.

E assim como pedido, ela o fez, encolhida, os seios não mostrando e a expressão de pensativa e determinada ao olhar para o fundo da piscina. A maquina dele não parava. Então, surpreendendo-o, um jeito que ele começava a gostar, ela deslizou-se para dentro da água até o umbigo, segurando-se na borda com os dedos, tremendo ao mesmo tempo em que parecia curiosa com algo que vira. Poseidon não olhou. Atena achava-se fantástica, o cabelo flutuando onde tocava, o formato do corpo dela, do rosto, e outra vez o fez perguntar-se como nunca a achara antes. Para, com um afundar-se, nadar até o que queria, e voltar com uma pedra extremamente brilhante de mesma cor dos olhos dela, de um cinza. Quase riu.

- Você vive achando coisas inusitadas – brincou Poseidon, assistindo-a entre as fechadas do obturador Atena vir em direção a sua pessoa. Parecia-lhe confiar por completo naquele quesito e mesmo no instante em que suas mãos se tocaram, criando uma corrente elétrica peculiar, ela manteve-se calma (ainda que corada), ao entregar a pedra. – Eu nunca havia a visto por aqui.

- É um quartzo, está vendo aqui como parece mesclada ao leite – deslizou o dedo por um veio esbranquiçado que misturava ao cinza. Poseidon tremeu, mas ignorou com determinação, ao ter o braço dela contra o seu. – Elas não aparecem assim, alguém a perdeu.

- Somente minha família vem aqui.

Ela deu de ombros.

- Então, deve ser de vocês.

Poseidon sorriu e já soube o que fazer com a pedra.

- Não, fique para você, ninguém vai sentir saudades dela – pousou os dedos sobre o dela, encarando-a carinhosamente. – E achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado.

Atena sorriu daquele ditado tão antigo antes de assentir, meio hesitante. Havia uma tensão que ambos sentiam, deixando-os inquietos e sem graça, foi quando ela mordeu de leve o lábio.

- Não sei o que fazer agora – admitiu Atena, baixinho, cruzando os braços para esconder a nudez que tanto a incomodava. – Alguma ideia?

Me beijar? Que tal? Seria uma ótima ideia! Sorriu.

- Pode vestir sua roupa, acho que consegui as fotos que eu queria.

- Tem certeza?

Ela quer ajudar. Deu um beijo no topo da cabeça dela e afagou a bochecha da mesma, seus olhos presos aos dela, meio tímidos.

- Tenho.

Então, com um assentir de cabeça, ela começou a procurar uma roupa seca, a segunda muda que havia trazido, e alguns segundos depois, vestia-as, de costas para ele. Poseidon segurou-se para não tocar nas costas magras e delicadas dela, queria sentir outra vez aquela pele, mas o pedido dela o impedia, e com razão. Seria quebrar com sua palavra, e trabalhar com aquela mulher era incrível demais para botar tudo a perder porque fora regido pela testosterona. Em pouco tempo, Atena sentava-se ao seu lado. Vendo que a única chance de não fazer nada precipitado era distrair-se com qualquer outra coisa, Poseidon aproveitou dessa válvula de escape para ver como ficaram as fotos. Estava lindas, pela primeira vez, ele viu poucos erros em uma imagem. E sentia Atena respirando contra seu bíceps, também olhando para as fotos, que, no entanto, não dizia nada.

- Você é linda, Atena – sussurrou Poseidon, parando na mais bonita de todas, na primeira posição. Uma iara o encarando e transpassando tudo aquilo que sentia. – Mal vou precisar mexer.

Não precisava virar-se para saber que corava.

- Obrigada. – tossiu. – Podemos ir para casa? Está esfriando rápido.

Com um assentir, Poseidon ergueu-se e começou a arrumar tudo para sua volta. Quem acabou com sua confiança, Atena?

Atena suspirou no instante em que Poseidon desligou o jipe na frente do seu prédio, como havia ocorrido no dia anterior, e ficou a fitar a rua cheia de gente, ambos calados, em uma espécie estranha de desentendimento que ela não sabia de onde nascera. Não devia ter confiado nele. Tudo o que sua mente podia repassar era tais palavras ditas, e no momento em que ele puxou assunto, Atena viu-se mordendo os lábios em antecipação. Assim como Poseidon, ela já podia sentir a despedida daquele dia maravilhoso que fizeram ambos mudarem as concepções entre si, assim como também o final de algo poderia ter sido somente passageiro, uma distração depois de provas e aulas. Mas, claro, ninguém disse isso.

- Então... — começou ele, finalmente a encarando com olhos escuros pela inexistência de uma luz próxima. — Quer ir comer alguma coisa? Como hoje é domingo, provavelmente ninguém fez comida. E já que estamos aqui...

Atena sorriu ao ouvir as hesitações entre as frases.

- Eu adoraria, Poseidon, mas... — suspirou. — Eu realmente tenho que ir. Já faz dois dias que não paro quieta e a matéria para um seminário se acumula. Desculpa.

Como se aquilo nem o afetasse, Poseidon assentiu e sorriu.

- Sem problemas, Atena, uma próxima vez comemos no Burguer King.

Os dois riram da cara dela de nojo ao recordar a gordura dos sanduiches e logo Poseidon entregava a si a bolsa que havia levado, bem mais leve e vazia. A pedra encontrava-se dentro do bolso do short dela que Atena apertou com força, meio sem saber como agir ao ver-se parada de fronte a ele, muito mais alto, encarando-a com diversão clássica daqueles orbes cor de esmeralda, agora, bem suaves e relaxados. Ficaram ali, parados, cara a cara, com medo de dizer tchau, no momento em que Atena resolveu que era hora de ir e quebrar aquele estúpido e interessante clima de filmes românticos no roteiro de Um Amor Para Recordar.

- Vou indo. — franziu os lábios antes de sorrir. — Foi um ótimo dia, Poseidon.

Ele assentiu, de forma nobre.

- Eu que adorei sua companhia. Se quiser, posso te mandar as fotos de hoje.

Atena ampliou o sorriso. Ele está me dando à chance de escolher qual que eu quero.

- Relaxa, vamos esperar até você me mandar quais o seu empresário vai querer. — deu de ombros — Dessa forma, eu sei com quais você vai vencer o premio.

- Se você quer assim, mas, se mudar de ideia, é só me avisar.

Atena assentiu, dando alguns passinhos para trás, andando de costas.

- Beleza. Te vejo por ai.

- Ok.

Então, virando-se, ela começou a caminhar, as mãos presas nas alças da bolsa; enquanto pensava sobre como fora estranho dizer adeus para um estranho, pois tecnicamente, na mente, Poseidon não era alguém que estava fixo dentro do seu clube de pessoas próximas; a brisa balançando seus cabelos úmidos, no momento em que o escutou, com sua voz rouca, chamá-la e parou para vê-lo. Poseidon corria em sua direção, e sem esperar nem um segundo, fitando seus olhos, ele a abraçou. Um abraço estranho, muito mais que o clima anterior, do qual ela não conseguiu definir, mas viu-se devolvendo. Era... Bom. Os braços pareciam seguros, envolvendo todos os seus ombros, encolhendo-a dentro daquele circulo e o fato de estarem tão próximos não a incomodou.

- Agora... — dizia ele ao afastar o rosto para fitá-la. Os verdes eram divertidos. -... Eu posso dizer adeus.

Corando, ela ergueu uma sobrancelha.

- O que foi exatamente isso?

- Eu não sei — deu de ombros. — Tive vontade.

E Atena riu daquela simplicidade nas palavras dele. Poseidon era um expressivo e impulsivo por natureza. Todas as vezes que o vira ele nunca precisara de um incentivo ou calcular muito sobre o que ia fazer. Talvez por tal fato fosse tão bom com a vida de fotografo que levava. Mesmo com a chance de apanhar por tirar foto, ele a tirava e depois ria-se. Sem duvida, Atena conseguia o ver fazendo isso.

O sorriso em sua face ampliou-se sob aquele rosto masculino.

- Boa noite, Poseidon.

- Boa noite, Atena. — e abaixou-se para dar um beijo na sua bochecha, bem divertido...

No momento que, assustada, girou um pouco e os lábios dele tocaram o canto, bem ao canto mesmo, da sua boca, quentes e firmes, tão qual sua personalidade, e um choque subiu, aumentando a potencia dos motores que levavam sangue para seu coração e para suas maças. Seus olhos prateados se expandiram de surpresa enquanto o via encará-la, também pasmo, poderia até mesmo dizer que Poseidon encontrava-se sem graça. E Atena não sabia o que acontecia. Seu corpo, seu coração e algo alem da razão queria puxá-lo e aprofundar aquele beijo.

Mas, por sorte, não o fez.

Então, sem dizer nada, Atena foi embora, sem saber o que pensar sobre aquilo. Só que fora... Poseidon, sem descrições.Tocava o local em que seus lábios se roçaram com os dedos e não olhou para trás, para vê-lo parado, fitando-a, tão sem definições como ela.

O que está acontecendo comigo? Perguntaram-se, cada um a sua mente, sem saber o que os esperava.

Notas finais
Então? Então? O que acharam? =D
Espero que tenham gostado ^^ Vou responder os rewis até o final dessa semana, promessa de dedo mindinho junto com Estige *-*
E, não esqueçam do meu rewis.
Beijinhos,
Nivea
;D