Four Seasons
6 Cap. VII - Sengoku Jidai
Notas iniciais
Uma viagem ao outro mundo pode esclarecer muitas duvidas. Os sentimentos de Yukari por Keisuke começam a ficar cada vez mais evidentes. Não perca.
- Isso é muito estranho, mas acho que você deveria tentar voltar para lá pra ter certeza.- Tem que dar certo é o único jeito de voltar para o meu mundo. - Mas...E se você não conseguir voltar? — Perguntei, com medo.- Eu preciso arriscar Yukari-Chan......Pouco tempo depois, estávamos nós no quintal discutindo, outra vez. - Kei, por favor, me deixa ir com você! Eu juro que não vou atrapalhar. — Eu implorava praticamente de joelhos, afiinal, além de ter o sonho de conhecer o mundo feudal, era uma oportunidade única de resolver de vez os problemas que ele tinha com o passado. - Esqueça Yuu, é perigoso. — Falou pulando dentro do poço, mas me agarrei nele e caímos juntos. - Aii minha cabeça... — Acariciei um galo na minha nuca, resultado da queda. — Viu o que você fez? Se tivesse me deixado ir junto, agora já estaríamos do outro lado.- Por mais que a culpa seja mais sua do que minha por ser tão teimosa, não é hora de brigar. Vai, sobe nas minhas costas que eu vou tentar subir.Apenas acenti com a cabeça e obedeci. Com muita dificuldade, começamos a escalar e logo foi possível ver a superfície, mas a minha vontade era de não ter visto nada. Ao colocar os pés naquele lugar, senti como se estivesse em um filme de terror. Tudo que podia ver eram árvores e mais árvores. Ahhh...- Gritei, mas fui interrompida pelo Kei.- Fica quieta, pode acabar atraindo youkais. — Ele disse com tom de preocupação. - V-vamos voltar Kei...Por favor, eu to com medo. — Disse, puxando-o pelo braço.- Se quiser ir, pode ir Yuu. Mas eu vou ficar, tenho que descobrir o mistério dessa jóia, e qual a relação dela com o seu mundo. - Então...Então eu fico com você! — Respondi decidida.Começamos a adentrar na floresta, sempre atentos a qualquer movimento suspeito. Após algum tempo, era possivel ver uma pequena vila logo adiante, ao passo que a vegetação diminuia. Inesperadamente, uma jovem distraida que trazia consigo uma cesta acabou trombando com o Keisuke.- Desculpe senhor...eu...- Dizia ela abaixada, recolhendo as frutas que cairam da cesta. - Mayuki...? — Ele abriu um largo sorriso ao ver o rosto da moça. - Kei-Kun...é você mesmo ? — Chorando, ela o abraçou. — Eu...eu sabia que você ia voltar . Eu sabia ! - Você não mudou nada. Continua a mesma menininha de dez anos atrás. Mayu-Chan!Bom, enquanto os dois conversavam felizes, eu apenas observava a cena, calada. Por que ele não me disse que tinha uma namorada ? Mentiroso idiota...devia ter voltado pro meu mundo, era o melhor que ia fazer. Se eu fosse uma amiga ciumenta, o que eu não sou, estaria tendo uma ataque estérico e gritando sem parar.- Deve estar com fome...vamos para casa, já estava indo preparar o jantar. -Ela falou.- Tem razão Mayu...- E depois de dizer isso, o ilustre ser acompanhou a igualmente ilustre garota, deixando o peso morto para trás. - Ei Kei...você não tá esquecendo de nada não ? — Perguntei.- Ah sim, traga as minhas coisas por favor Yukari Chan. — Ok, é só pra isso que eu sirvo né ?E eu peguei aquelas tralhas e fiquei observando o lindo casal rindo alto. E repito, não, eu NÃO estou com cuimes....Pouco tempo depois na cabana onde a “amiga” do Kei morava, estávamos nós três lá sentados comendo. Enquanto os dois conversavam animadamente, eu apenas comia pacientemente meu peixe. - Maninha...não sabe como senti sua falta. – Ele disse. Pêra ai, ele disse...maninha ? Não, eu devo estar ouvindo coisas... - Vocês são...irmãos ? — Perguntei.- Eu não te falei Yuu ? Ah, nem tivemos tempo de explicar o que aconteceu né ? -- Nos perdoe Yukari-San, mas fazia tanto tempo que não nos viamos, sintimos muito, não queriamos confundir você. Espero que não tenha pensado que tinhamos alguma coisa.- Ah, que isso... — Falei com um sorriso muuito forçado. Oras, não é por que os dois sejam igualmente bonitos, se dão super bem, e tem quase a mesma idade, que eles necessariamente sejam namorados.- Mas Kei-Kun...por onde esteve por todos os estes anos ?? Eu te procurei por tantos lugares...- Depois daquele dia...pensei que todos estivessem morrido, corri para longe, até meu corpo pedir descanço. Tive que me virar como pude até ser achado por um velho campones que me abrigou em sua casa. Quando ele morreu a alguns meses, tudo aconteceu de repente...
- Foi ai que a sacerdotiza te entregou aquela joia e você foi parar na minha época certo? — Completei.- Exatamente isso. Esse objeto estranho só me trouxe má sorte, fui perseguido por inumeros youkais que a queriam e quando pulei dentro de um poço pra me esconder, o trasnportado para o futuro. — Confirmou tirando a bolinha cor-de-rosa da minha bolsa.- A jóia de quatro almas...entao, ela realmente existe. Essa história é incrivel irmão, mas acho melhor tomar muito cuidado, carregando essa joia com você, pode ser atacado a qualquer momento por youkais.Eu fiquei calada por alguns instantes , quando um pensamento horrivel passou por minha cabeça.- Mas se o Kei consegue passar pelo poço usando a joia, um youkai que a possuir poderá fazer o mesmo não é ? - Bem, na verdade...não é a jóia que permite a transição entre o futuro e nosso tempo. Isso foi apenas uma falsa lenda criada pelas sacerdotizas para proteger o poço. Tudo é uma questão de coração. Apenas uma pessoa de coração puro pode viajar no tempo, sejá essa pessoa humana, youkai ou hanyou. Suspirei aliviada. Estava verdadeiramente aterrorizada com a ideia de monstros gigantes invadindo Tókyo e matanto todo mundo como nos filmes de terror. - Irmão...por está tão calado ? Aconteceu alguma coisa ? - Mayu-Chan...eu nunca parei de pensar nem por um segundo naquela noite a dez anos, a noite em que eu destrui a nossa vida.- Eu, imaginei que fosse isso mesmo. Sabe irmão, aquilo foi um acidente, ninguem teve culpa de nada, você sabe disso . Pare de ficar preso ao passado, e viva o presente.- ...Durante o tempo que ficamos na casa da Mayuki-San, todas as nossas duvidas sobre o poço e a joia de quatro almas foram esclarecidas. Ela também nos contou como foi parar naquele vilarejo e virou sacerdotiza. O Kei parecia mais alegre, era como se toda aquela culpa que ele sentia pela morte da familia tivesse sido amenizada pelo fato da irmã estar viva.Entretanto, chegou a hora de ir embora, o Kei estava de volta ao mundo dele, e tinha reencontrado a irmã. Agora só me restava voltar para casa, sozinha. Apezar de não admitir eu ia sentir falta dele. Me sentia tão estranha, eu não o conheçia nem a dois meses direito, então por que é tão dificil dizer adeus a ele ?- Yuu-Chan...? — Ouvi aquela voz chamar meu nome. Teria vindo se despedir de mim? Pensei. Meu coração estava a mil, não iria suportar ouvi-lo dizer adeus...mas por quê ? - Keisuke. — Respondi friamente, eram raras as vezes em que o chamava assim, entretanto, naquele momento não tinha coragem de me dirigir a ele de forma carinhosa. — Bem, agora que você está no seu lugar, acho que é hora de voltar para o meu não é ?- Está enganada, o meu lugar é com você, Yukari-Chan. — Fiquei surpresa, então, ele olhou para o céu e disse, com um sorriso mágico. — Não sei o que está acontecendo comigo, agente se conhece a tão pouco tempo, mas não consigo imaginar minha vida sem você. Por isso, tomei uma decisão...eu quero voltar pra a sua era, isso, claro, se for possivel.Fiquei em silêncio por uns instantes. Aquilo era um absurso, como aquele garoto podia tomar uma decisão tão seria assim, do nada? Não estavamos falando de férias, e sim de uma vida, talvez se saisse do passado, nunca mais pudesse voltar. - Eu...bem...não quero que faça um sacrificio desses por mim. — Falei, sem jeito.- Não é sacrificio, e eu estou fazendo isso por mim também...então, o que você me diz? Se estivesse em meu juizo perfeito, certamente jamais concordaria com aquela história toda, mas o que eu fiz foi pular nos braços dele com lágrimas nos olhos, e dizer \"claro que sim, não sabe como isso me deixa imensamente feliz !\". Não dizem que as pessoas ficam loucas quando amam ?Espera um um minuto. Eu acabei de admitir estar apaixonada pelo Keisuke ?Ai. Meu. Deus.... Mais tarde, no conforto da minha cama, depois de explicar a minha familia todos os motivos que me levaram a ficar desaparecida por apenas dois dias, longe de tudo e de todos, eu tentava reorganizar minhas idéias, principalmente sobre o fato de ter me apaixonado. Droga, eu disse isso de novo. Quantas vezes vou ter que repetir que não te amo Kei ? Eu...não posso amar, durante toda a minha vida eu fugi do amor para não sofrer, e agora venho com essa ideia maluca de apaixonar por um ser que teoricamente é 500 anos mais novo que eu...ou seria mais velho? Tanto faz ! O que importa é que é impossivel. Ok, vai tentar dizer isso ao meu coração. . . .
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