Notas iniciais
Obs: Esse é um capítulo no qual vai falar sobre os meus momentos com a Lori quando filhote. Os que citei são os mais especiais mas tiveram outros (que eu poderei ou não citar nos próximos capítulos) No total vão ser 5 capítulos desse jeitinho. Um para cada cãozinho meu. Espero que aproveitem a história. Boa leitura >w

Ficha da Lori

Nome: Lori

Animal: Canino

Raça: SRD (sem raça definida)

Idade: 4 anos e meio (equivale a 34 anos de uma vida humana)

Peso: 5,150 Kg

Nascimento: 08/09/2013

Proprietário: Melissa C.

Com a chegada dessa pequena cachorrinha bagunceira, a minha vida mudou pra melhor. Sem contar pelo fato de que a Lori me arranhava toda, e os meus colegas achavam que eu me cortava. Sim, eu era depressiva mas nunca fiz tal ato. Houve tentativas, mas nunca cheguei nesse ponto, pois tinha limites também. E dá para perceber que essa caminha amarela dela que vocês tanto veem nas fotos foi destruída com muita rapidez.

Lembro-me de um dia muito maravilhoso, o qual ainda estimo muito, em que eu fui à igreja ajudar a minha avó a arrumar tudo para o casamento que ia ter à noite. Eu sempre fazia isso, uma fez ganhei um buquê de rosas de uma amiga muito querida, o que me fez sentir paixão pelas pessoas de lá, e realmente algumas são muito amáveis. Mas dessa vez eu estava em casa com a Lori, ela com apenas 3 meses e meio de idade. Fiquei com um dó de deixá-la sozinha, porque quando ela ficava à sós, sem mim, a minha mãe a colocava no jardim de inverno e fechava a portinha de vidro. Assim, ela permanecia lá dentro. Porém a expectativa da minha mãe era que ela ficasse lá quietinha, mas acabava sempre em choros de um cachorro que terminara de nascer.

Nesse dia, como eu tive um compromisso de hora marcada com a minha avó na igreja, eu acabei indo com o coração na mão em ter que deixar a minha pequenina sozinha. Lá na igreja estava tendo eu evento da “Pastoral da criança”, onde houve a distribuição de sorvetes de palito, e não havendo muita coisa para fazer voltei para casa mais cedo, mas diferentemente de outras vezes, nesta eu estava levando uma caixa de sorvete de groselha que me deram.

Chegando lá, fui correndo direto procurar a Lori, ela que ao invés de estar no jardim de inverno, estava na frente, perto do portão mesmo, onde nós duas costumávamos brincar. Eu havia comprado um brinquedo do homem aranha para ela, ele era de cachorro, portanto, muito macio e não era de pano. Digo com ênfase “que não era de pano” porque com o tempo ela passou a adorar os meus bichinhos de pelúcia em troca do brinquedo elástico e próprio para morder do homem aranha.

Um cachorro em seus primeiros meses de vida, deve se restringir a uma medição do tipo vermífugo, e no caso da Lori, precisou usar um antipulgas também. Eu não sei exatamente qual medicamento a minha mãe passava nela, mas sei que foi receitado pelo veterinário. Estou contando isso porque teve um dia, uma noite aliás em que eu fui para a casa da minha outra avó junto com a Lori.

Por que levei a Lori?

Porque a minha priminha adorava ela e queria vê-la assim que chegasse da escola. Nessa noite aconteceu algo que me marcou até hoje. Estávamos na sala. Só eu e a Lori. A minha avó provavelmente deveria estar conversando com a minha mãe sobre os hábitos de um cachorro filhote. Lori estava deitada no chão, dava para sentir o odor do medicamento de longe. Senti as dores dela, o tal medicamento poderia estar a incomodando um pouco. Debrucei-me ao lado dela, e fui me aproximando mais, até encostar o meu nariz com o seu focinho. O cheiro não era nada agradável, esse medicamento era muito forte mesmo. Mas estar e permanecer ali naquele gesto de amor, para mim foi muito especial. Senti nesse dia em diante que ela passou a ser a minha amiguinha inseparável e que um anjo não poderia ser amado por qualquer pessoa.

Notas finais
Então é isso pessoal. Gostaram? Esperem que logo vem mais.