Four Days

1 One - A descoberta


Ótimo, tinha acordado com um péssimo humor naquele dia — o que não era muita novidade -, não estava afim de ir na escola — o que também não era novidade -, mas sabia que se não fosse minha mãe teria um piti e eu não estava afim de jogar uma panela na cabeça dela, principalmente porque ela é minha mãe.

Depois de me arrumar e escovar os dentes desci para comer, só estava eu e minha mãe comendo na mesa, meu pai e minha irmã já tinham saido, comemos sem falar um com o outro, até quando ela me levou na escola, durante todo o percurso ela só disse uma palavra: tchau. Entrei correndo, estava mega atrasado — olha outra novidade-, sabia que o chatissimo professor de biologia estaria me esperando na porta, como eu imaginava ele estava lá.

- Olá senhor atrasado, como anda?

- Muito bem senhor, acho que preciso realmente trocar de despertador — sorri com um olhar muito ironico e me sentei no meu lugar-

Ele começou a dar sua aula sobre o reino animalia e um monte de trecos que eu não me lembro o nome, até que um garoto que estava no meu lado falou alguma coisa que eu ignorei, não entendia porque as pessoas tinham necessidade de falar comigo, mas o garoto falou de novo

- Hey, Nick, você vai na minha festa amanhã?

- Não sei, que horas vão ser Vitle?

- 8 da noite, apareça lá em ponto.

O professor Mcstreet bateu com aquelas reguas de 50 centimetros na minha mesa, eu não tinha percebido na hora, mas nesse momento todos os gizes do professor bateram contra a parede tão forte que viraram pó, a sala toda ficou assustada, pareciam que tinham visto um fantasma.

- Tudo bem — falei para o professor e pro Vitle ao mesmo tempo-

Olhei para os demais da sala, todos estavam calados, com medo, como se o professor tivesse os ameaçado de morte, o que seria divertido se tivesse ocorrido, mas não ocorreu, não entendi o motivo de todos os gizes terem se destruido na parede, achei que fosse o vento ou algo do tipo, mas o Vitle ficou olhando pra mim, como se eu fosse um super homem, ou o lanterna verde — sempre gostei do lanterna verde, mas não falo isso, achariam que eu era um nerd e isso seria a ultima coisa que eu iria querer nessa vida-, não importa, eu não tinha feito nada mesmo. O professor continuou sua aula com o completo silêncio dos demais, acho que ele nem percebeu que não havia nenhum giz no quadro negro, sendo que suas aulas era sempre muito teoricas, pegava no giz um vez a cada dois ou três meses, até sinal tocou e eu fui descer pro bendito intervalo, eu não queria falar com ninguém, por isso fui em um lugar onde todos que me conheciam nunca iriam, a biblioteca. Lá tinha algumas pessoas e uma menina, muito linda, acho que estava entrando hoje pra escola, pois nunca tinha a visto, ela era diferente, tinha um cabelo preto bem enrolado, olhos azuis que quando batia o sol ficavam meio laranjados, ela não me olhou quando eu entrei, achei isso bem engraçado, peguei um livro de contos, Clarice Lispector, já tinha lido todos os livros dela, mas peguei só pra fingir mesmo, me sentei ao lado da menina, não deveria fazer isso, mas perguntei:

- Olá, sou Nichols, qual o seu nome?

- Oi, eu sei que você é o Nick, todo mundo sabe, me chamo AnnaBelle

- Nome bonito, gostei, o que você está lendo?

- É um livro que fala sobre pessoas com poderes, e que elas podem existir, por modificações no dna, evolução, radiação e outras coisas, dizem que isso poderá ser possivel em laboratórios também.

- Como assim, as pessoas vão comprar poderes?

- Parece meio absurdo, mas pode ocorrer, não é?

-É — No meio da conversa com ela bateu o sinal, malditos dez minutos- Vou subir pra minha sala, aula de matemática agora, por acaso você tem telefone?

Ela riu e disse em seguinte:

- 91648536, pode anotar ai

- Acredite atualmente minha memória é otima, não vou esquecer — me virei, me despedi e subi pra sala -

Na aula eu não estava conseguindo prestar atenção na aula, e não era por causa da AnnaBelle, tá bom, tudo bem é por causa dela também, mas eu fiquei pensando no assunto da evolução humana sabe, eu nem vi o tempo passar e bateu o sinal, desci pra ir embora, a AnnaBelle estava lá, na frente da sua bicicleta, por ironia do destino, minha mãe não foi me buscar, então eu cheguei perto dela e falei:

- Tem lugar pra um garoto que não compraria uma vacina pra ter poderes

- Não, a não ser que ele seja você -Ela sorriu e bateu no banquinho atrás dela-

Eu subi

- Springfield, 165, por favor

- I'm not a Taxi — e rimos, e fomos conversando sobre a "evolução" na nossa caminhada até que ela me deixou em casa -

- Adeus, AnnaBelle, espero te ver amanhã

- Eu também — Ela estava indo se sentar na bicicleta, até que ela parou e voltou, me deu um beijo na buchecha- Tchau.

Notas finais
Bem... eu vou editar essa história pra continuá-la, espero que gostem.