Formatura de cinema - Ampulheta
6 Capítulo 4
Notas iniciais
POV. (Wanessa)
...domingo anterior — 13hs...
–RAINBOW! Acorda! O Léo tá aqui! — minha mãe gritou do andar de baixo, e já era a 3ª vez que ela me chamava. E tudo o que eu respondia era;
–Humrum, to ind... — tentava abrir ao menos 1 olho, mas era mais forte que eu. Só abri os dois olhos quando meu cobertor foi puxado violentamente e alguém pulou em cima de mim:
–Oxigênio....preciso de oxigênio...! — grunia desesperadamente enquanto batia no ser que impedia minha inspiração.
–Ai meu Deus como você dorme! São quase duas da tarde! Tá todo mundo lá embaixo já! Vai dar os parabéns pro seu pai criatura!
–Tá bom, mas sai de cima de mim primeirrr.... — o ser saiu e eu consegui respirar — Pricila... VOCÊ TEM PROBLEMAS?! Que foi? Tinha acabado a água?
–Bora rainbow, teu boy tá lá embaixo e pediu pra eu te chamar, e minha mãe trouxe um presente adiantado. Já que vamos estar viajando no dia do seu aniversário.
–Tá bom... Só vou tomar uma ducha.
Quando desci a case estava cheia. Era velho pra tudo que era canto, tios que trocaram minhas fraudas — caralho... Eu cagava demais viu! Porque, puta que pariu! O tano de tios de 60 anos que limparam a minha bunda dava pra encher 2 maracanãs.
Cabelos castanhos, olhos verdes, sardas no nariz e camisa polo. Leonardo conseguiu ficar mais gato do que já era. E essa camisa polo... Ahhh... *arrepio na espinha*
–Boa noite Bella adormecida — exagerado
–Boa tarde Léo, dúvida, você mandou a Pricila me acordar?
–Claro! Queria ter certeza de eu você estava viva
–Ela quase me matou. Contraditório, não?
Depois disso dei um beijo em sua bochecha e fui dar os parabéns pro meu pai que estava virando um coroa. Lembrei que tinha gravado um CD do Twenty One Pilots para ele, quando fui pegar, o Léo estava conversando com a Pricila, perto demais pro meu gosto...
...momento atual...
–Terra chamando Wanessa! Aloooooô? — quando dei por mim estavámos na sorveteria, e eu comia 2 bolas (flocos e creme) — você está viva mesmo? Porque nem seus olhos estão mais mexendo.
–Estou bem, estou ótima! — joguei os cabelos para trás e sorri da forma mais fingida possível — viu?
–Claro que não está, por isso lhe trouxe á sua sorveteria preferia e pedi seus sabores favoritos. Podemos andar no parque agora se quiser — ele comeu um pouco de seu sorvete ao final de cada frase (pedacinho do céu).
–Porquê? — tentava entender
–Não precisa ser ao parque, tem aquele fliperama perto da minha casa e...
–Não não, quis dizer, porquê agora?
–Porquê não?
–Depois de anos so com "oi"s.... Não está mais chateado comigo?
–Qual é! Eu tinha um bumbumzinho lindo. Aquela foto TINHA que ser divulgada. Não vejo mais problema naquilo.
–Ótimo — *risada de alívio*
–Então? Parque ou fliperama?
–Alguém já conseguiu bater o meu recorde?
–Nah. Ninguém nem se atreve, sua marca continua lá — ele disse encostando as costas na cadeira de plástico e cruzou ous braços — mas nunca é tarde demais para tentar.
...domingo anterior — 16hs...
Depois de fotos e mais fotos e "claro que eu lembro" extremamente mentirosos para tias ricas e gordas que sempre tem um papagaio ou um gato obeso. Finalmente consegui pensar em sentar no sofá para tomar uma Soda e conversar sobre meu aniversário de 15 anos, só pensar mesmo porque não o encontrei em lugar algum. Peguei meu copo e sentei no sofá jogando a cabeça para trás. Quando sentei, ouvi o barulho de papel amassando, mas não estava embaixo de mim, pensei "deve estar dentro do sofá. Melhor tirar antes que meu pai descubra...". Tinha um bilhete ali: "ONDE OS PASSÁROS CANTAM MAIS ALTO E O SOL BRILHA PRIMEIRO | me encontre quando estiver livre". Ele me conhece tão bem... Adoro enígmas, brincava muito de caça ao tesouro com meu avô e minhas primas quando era pequena. E sabia onde ele estava, tem um ninho numa árvore perto do quarto de hospedes no 2º andar, e é la que tenho a melhor vista do nascer e do pôr-do-sol.
Subi as escadas com o peito estufado e ajeitando o decote. Ele havia me dito uns dias atrás que tinha me comprado o presente mais perfeito de todos, estava ansiosa, esperava por aquilo. Esperava.
Abri a porta do quarto e a 1ª coisa que vejo são pés, 4 pés. Ligo a luz, e entre risadas e beijos encontro Pricila e.... Léo na cama, ela de blusa e calcinha e ele de calça, mas já com a mão no cinto... Nunca fui tão enganada e nunca senti tanta dor de uma vez só em um lugar tão pequeno.
–Wan... Mas... O que?! — ele parecia assustado, não sei se com minha cara de "melhor que comece a correr agora, vai que chega na china antes de mim" ou da situação que em ficou.
–Melhor vocês irem agora — eles permaneceram imóveis — OUVIRAM?! — repeti e eles saíram mesmo seminus o mais rápido que nunca quando saíram do choque.
E ali fiquei chorando até todas as tias que trocaram as minhas fraudas irem embora.
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