Forgive Me
1 oneshot.
Notas iniciais
é uma pequena história, totalmente fofinha e inocente !
Era um suave início de tarde de Sábado. O sol era agradável e não muito forte. O pequeno Shiroyama Yuu caminhava pelas ruas de Osaka. Os cabelinhos extremamente negros voando ao vento.
-‘Kaa-san, vou querer um de chocolate, certo? – sua voz soava doce, enquanto caminhava calmo ao lado da mãe.
-Claro Yuu-chan! – a mãe afagava o cabelo do garotinho. Eles iam a uma sorveteria que ficava perto de casa.
Quando chegaram ao local, o moreninho apontou animado a placa onde haviam os sabores. Logo foram se sentar numa das mesas coloridas que ali havia.
-Você está bem feliz hoje, não está, filho?
-Hai, eu gosto dos sábados.
A mulher chamou o garçom com um aceno nas mãos e este veio, segurando desajeitado a bandeija.
-O que deseja, senhora?
-Por favor, um sorvete de chocolate e um sundae de morango.
Assentiu e deixou o local.
-‘Kaa-san, posso ir ao banheiro? – perguntou corado, se encolhendo da cadeira.
-Vá, Yuu. Por que não disse logo?
-Ah, não sei!
Saiu correndo até o banheiro infantil, encontrando a porta entreaberta e então continuando a correr. Nem viu que empurrou levemente um garotinho loiro que deixava o local sem pressa.
-Nee! Toma mais cuidado! – foi a única coisa que disse, não fez cara feia ou ao menos o xingou. Aquilo o deixou boquiaberto. Mas estava apertado demais para alguma resposta.
-Gomennasai! – gritou antes de fechar a porta.
Lavou as mãos, olhando-se no espelho.
Saiu calmamente, lembrando do garotinho que empurrara sem querer. Talvez devesse pedir desculpas mais civilizadamente.
Procurou a mesa dele com o olhar e viu que não ficava muito longe da sua. Mas estava meio receoso pensando se ia ou não. Até decidir enfim ir, afinal, o loirinho não tinha culpa em sua vontade de fazer xixi.
-Psiu! – chamou em um tom suficientemente audível. Ele virou-se ligeiramente assustado.
-Yo! Vim te pedir desculpas melhor, por ter te empurrado... – o pequeno Yuu começava, fazendo com que um doce sorriso surgisse nos lábios em formato de coração do outro.
-Tudo bem, eu entendo. Eu não fiquei machucado!
-Ah, que bom! Bem... Então nós podemos ser amigos?
-Claro que podemos! Por que não? – havia um brilho diferente em seus olhos. – Qual é o seu nome?
-Meu nome é Shiroyama Yuu, e o seu?
-Takashima Kouyou! — sorridente, estendeu a mãozinha para o outro, que a aceitou com o mesmo sorriso infantil. – Tenho seis anos!
-Eu tenho oito... – sorriu leve com a animação do outro.
-Nee okaa-san! Eu e o Yuu-chan podemos sentar ali? – apontou uma mesa não muito longe, dava para as mães observá-los bem.
-Pode ir Kou-chan, mas fale com a mãe do Yuu.
Com um aceno de cabeça do mais novo, os dois saíram, com Kouyou puxando a mãozinha do maior.
-Okaa-san! – chamava animado, ganhando sua atenção.
-Finalmente, Yuu-chan, o... – parou a fala ao ver que Yuu estava acompanhado de um amiguinho, segurando sua mão.
-Ah, esse é meu amigo, o Kouyou! – sorriu radiante, estendendo de leve as mãozinhas perfeitamente entrelaçadas.
-Prazer senhora! – Kou sorriu doce numa reverência para ela.
-O prazer é todo meu, pequeno Kouyou. – a mulher, encantada pela personalidade de Kouyou, retribuiu com um sorriso e um aceno de cabeça.
-Okaa-san, posso pegar meu sorvete e sentar lá com o Kou? – o garotinho apontou a mesa vaga em que os dois planejavam sentar.
-Vão antes que o sorvete se acabe, hein! – brincou, e os dois saíram correndo, Kou com muito cuidado para o sorvete não cair.
-Calma Yuu! O sorvete pode cair! – vendo outro se sentar, o copiou.
-Não se preoculpe Kou! Eu não vou deixar cair!
Os dois foram começando a conversar ao mesmo tempo que devoravam o sorvete. Quando algo fez com que o loirinho parasse de falar bruscamente.
-O-O que foi, Yuu-chan? – perguntou ao outro, os dedos delicados mexendo no cabelo para ver se a razão do moreno ter parado de falar para olhá-lo era sua aparência.
-Não, Kou-chan... – sorriu sereno, pegando a mão dele e segurando no ar, o deixando corado outra vez. – Você está perfeitamente bonito. E é por isso que eu estou olhando pra você. Se não gosta, eu vou parar, me desculpa.
-Não, Yuu-kun...! Domo arigatou! Não me encomoda, me deixa feliz! Só fico meio envergonhado...
-De nada! Ah, Kou-chan! Você está vermelhinho, que fofo!
O loirinho não sabia o que dizer, só ficou ainda mais vermelhinho.
-Kou... – chamou depois de um tempo, o loiro que terminava pacientemente, virou-se para ele. Yuu tinha algo em mente para falar, mas esqueceu-se quando o mais novo virou para si, com a boca toda lambuzada com sorvete de morango, com um pouco também na pontinha do nariz. O moreno não pôde evitar um bobo sorriso, o coraçãozinho se acelerando.
-Yuu-chan...? — chamou, acenando na frente do rosto dele.
-Kou-chan! Você é muito fofinho! – se aproximou mais do menor, no intuito de apertar-lhe as bochechinhas e limpar a sujeira, o fazendo, causando um novo e mais forte rubor nele, o que só o fez, involuntariamente, aproximar-se mais ainda. Sorriu para o outro, e se permitindo fazê-lo, levantou-se ligeiramente e sem cerimônia beijou a ponta do narizinho de Kou, estando tão envergonhado quanto ele, provavelmente por imaginarem o local que faltava ‘limpar’.
O mais velho foi o primeiro a respirar até que não desse mais de tão fundo, e vendo os olhinhos do outro já fechados, acompanhado de um biquinho muito tímido, o copiou.
-É aqui que falta limpar, Kou-chan... – sussurrou, o ar já contra os lábios do menorzinho. Era notável o nervoso de Kou, sabia-se lá se por ansiedade ou apenas nervoso. Mas quando enfim seus lábios se juntaram aos quentes de Yuu, esqueceu-se de tudo aquilo. Um beijo tipicamente infantil e infinitamente especial. O moreninho respirando calmo enquanto aproveitava a mixagem dos dois gostos, morango e chocolate, juntamente com o gosto natural deles. Já esqueciam que tudo estava á volta, apenas gostando de estarem tão perto um do outro... Sem nem imaginarem que á partir daquele dia, um sentimento novo havia florescido em ambos corações e seria difícil viverem um sem o outro por mais tempo.
FIM
Notas finais
espero que sim!
Kissus ;**
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