Forgive Me.
1 OneShot.
Nevava lá fora.
Havia acabado de escrever algo bastante significativo para alguém.
Desde a sua partida para outro grupo, venho tentando encontrar formas de fazê-lo voltar para onde realmente pertence.
Mas nada.
No meio de toda aquela escuridão, não conseguia acender sequer, uma faísca.
Porém, em uma tarde quente, versos e mais versos surgiram, seguidos de uma melodia singular.
E ali eu me encontrava. Parada, com um telefone em mãos, à espera de que todo o meu esforço tenha sido válido.
Em poucos minutos eu estaria acendendo, pela a primeira vez, a luz que tanto necessitava.
A campainha finalmente tocou.
Ao abrir a porta, percebo tudo o que havia deixado para trás.
- Ben! – exclamei com os olhos marejados de emoção.
Ele apenas me fitava, pensativo.
Talvez fosse o momento certo.
O levei até próximo do meu piano. Sentei-me e pus minhas mãos na posição da primeira nota musical.
Sem explicar nada, comecei a tocar.
Esperava que a música por si mesma dissesse tudo.
Você pode me perdoar de novo?
Eu não sei o que eu disse,
Mas eu não pretendia te machucar.
Percebi que, a partir da primeira estrofe, me tornei o centro de sua atenção. Então, continuei.
Eu ouvi as palavras saírem,
Eu senti como se fosse morrer.
Dói tanto te machucar.
Então você olha para mim,
Você não está mais gritando,
Você está silenciosamente magoado.
Ao pronunciar esse verso, me senti segura. Segura o suficiente para continuar. E fiz, mas sem o fitar.
Eu daria qualquer coisa agora,
Para matar aquelas palavras de você.
Foi então que eu lembrei das últimas palavras que Ben falou.
“ Eu irei fazer o meu próprio caminho.”
Cada vez que digo uma coisa que me arrependo, eu choro.
Mas, antes de terminar o verso, sou interrompida por alguém que não havia se pronunciado até então.
Parei de tocar, e permaneci fitando seus olhos negros.
- Sinto muito, mas há muito que eu decidi um novo rumo para minha vida.
Ben saiu, fechando a porta bruscamente, sem me deixar explicar algo que não deveria ser explicado. Somente sentido.
Sem mais nenhuma saída, apenas me deixei permanecer ali, assistindo a luz que eu havia acendido, se apagar lentamente, com o último verso.
E eu nunca pretendi te machucar…
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