Forever In My Heart
12 Tempo
Notas iniciais
Bjs e boa leitura.
Os anos passam, o tempo passa, e as coisas mudam, até para nós imortais. Já se passaram quatro anos, no total já são sete anos que eu cheguei em minha nova família.
Paolo e Gui já tem um filho de quatro anos, o Luiz Otávio, a coisinha mais linda do mundo, eles estão morando em Salvador, mas quase sempre aparecem por aqui.
Já terminamos a faculdade, e decidimos que vamos continuar morando aqui em Estância por enquanto, só mais três anos, e depois vamos armar nossa "morte" já que não podemos viver aqui para sempre.
Dez anos! Dez anos é o tempo que eu poderei passar com a minha família, e isso já esta me torturando, não quero nem saber como deve ser para Sam ter que deixar a própria mãe, e ainda fazê-la chorar no tumulo dela.
Mas nós sabemos que é melhor assim, daqui a pouco as pessoas irão perceber que não estamos envelhecendo. E isso não pode acontecer!
- Tá muito pensativa mana. — Sam falou me tirando dos meus pensamentos. — Tá pensando em matar quem? — ela disse brincando.
- Nós. — falei séria. -Estou pensando em como será a nossa morte.
- Ah! — ela também ficou séria. -Eu estou tentando não pensar nisso. Vamos aproveitar o tempo que nós temos.
- É você esta certa, vamos aproveitar. E ai qual é mesmo o paquera do momento? — perguntei só para mudar de assunto, Sam já deve estava com cara de quem ia chorar, e eu sei que essa pergunta iria distrair ela.
- Menina, nem te conto! Ontem eu fui na farmácia de Jefferson, ai tipo, eu estava com muita sede e pedi água a ele, minha fia, ele me mandou entrar e depois que eu bebi água, ai eu agradeci e fui dar um beijo na bochecha dele de despedida, eu sempre faço isso, então nem imaginava que ele iria me agarrar, foi o maior amasso, sério, ele me pegou de um jeito! Eu chega estava tremendo. — ela falou rindo. Essa menina apronta cada uma.
- Menina! Você não presta viu? Ele é tipo, uns vinte anos mais velho que você, ele tem a idade da sua mãe.
- Ah, mas é tão gostoso! — ela falou rindo.
É como eu disse, quer distrair a Sam, é só perguntar dos ficantes dela, passamos a noite toda conversando sobre besteiras, nada em especifico, falando de tudo, menos do assunto mais importante: A nossa morte.
3 ANOS DEPOIS
Nosso tempo finalmente esgotou, agora não da mais para continuar com a nossa família, e pensar em me despedir deles para sempre dói tanto!
Não pensamos muito sobre como seria a nossa morte, geralmente a gente tentava evitar esse assunto, mas agora não temos mais para onde correr.
Hoje é domingo, e agora nós estamos nos arrumando para ir a uma festa em Aracaju, passamos essa semana praticamente grudadas em nossa família.
O plano é simples: Nós vamos para a boate, nos "divertimos", bebemos muito, e na volta para casa, eu dirigindo bêbada capoto o carro, ele sai para fora da estrada — para não atingir nenhum inocente — e o carro explode, matando nós duas. Nós já temos dois corpos, de duas mulheres com o mesmo tipo de corpo que a gente e depois quando forem fazer o exame de DNA, Sam vai usar p poder dela de hipnose, para fazer alguém do laboratório falsificar o resultado.
É meio complicado, mas ninguém vai poder desconfiar da verdade.
- Vamos Ness. — chamou Sam. — É agora.
- Vamos. — falei tentando não chorar.
Olhei para ela e vi que ela fazia o mesmo que eu, saímos do meu quarto e fomos para a sala, onde estava a nossa família reunida.
Olhei para cada rosto daquele, sabendo que seria a ultima vez, eles estavam distraídos, sem saber o que irá acontecer.
- Então, tchau gente, amo vocês. — Sam falou e foi abraçar a mãe e depois pediu a benção, depois ela fez o mesmo com tia Mary.
- Tchau pessoal, amo vocês. — Falei e fiz o mesmo que ela.
- Meninas, vocês não irão para New York não, Aracaju é bem ali. — falou mamãe.
- Nós sabemos mãe. — falamos. Mal sabe ela que esta certa.
Depois que abraçamos a todos, nós saímos e entramos no carro, eu fui para o lado do motorista.
- É agora. Fico feliz que pelo menos nós estaremos juntas. — falei já chorando, ela também começou a chorar, nós abraçamos forte.
- Nada nunca irá nos separar irmã. — ela falou baixinho. — Agora vamos, vamos encarar nosso destino.
E, ao escuta-la, eu pus o carro em movimento, e nós fomos enfrentar o nosso destino. Juntas! Como será para sempre.
Saímos de Estância e nela deixamos nossos amigos, família e no caso de Sam, os paqueras. Deixamos tudo de mais importante para trás, para recomeçarmos do zero.
Sabe-se Deus lá onde!
Notas finais
A cada comentário eu fico inspirada, e aqui no nyah eu não estou tendo muita inspiração. tenho alguns leitores mais só um comenta.
Por favor gente.
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