Forever In My Heart
7 Nova família
Notas iniciais
Tava ocupada, mais ta ai, aproveitei o feriadão para postar.
Tah ai,ta enorme o capitulo, chega cansou para escrever.
Acordei com uma claridade artificial, eu estou deitada em uma cama de casal. Minha cabeça dói muito, pareci que tomei uma pancada.
A porta do quarto foi aberta e por ela passou uma menina que parecia ter 14 anos, nossa, como ela é linda, agora to me sentindo um lixo. Ela parou na porta e ficou me olhando.
- Oi. — ela falou, a voz dela pareci com a de uma anjo.
- Oi. — Falei claramente, minha voz saiu linda e perfeita, o que eu estranhei, pois a minha garganta esta seca.
- Tudo bem? Posso me aproximar?
"Ela esta com medo?" pensei
- Eu não estou com medo... Ops.
- Você escutou o que eu pensei? — pergunte surpresa
- Hãã? Não! É que a pergunta estava estampada em sua cara. — ela explicou e no final parecia aliviada.
- Ah! Claro que você pode se aproximar. — eu disse e sorri. — Quem é você? Quem sou eu? — que estranho, tentei lembrar meu nome mais não consegui. Não lembro de nada sobre mim.
- Eu sou Samantha. Você é Vanessa, você perdeu a memória. -disse.
- Prazer te conhecer, e bom, me conhecer também. — falei e estendi a mão.
- O prazer é meu. — ela disse e apertou a minha mão. Uma mão quente e delicada.
- Onde é que eu estou? E por que eu estou aqui? Que cidade é essa? — perguntei tudo ao mesmo tempo.
- Calma. Você esta em minha casa, eu vou te explicar com calma. O nome da cidade é Estância.
- Nunca ouvi falar, eu acho. — Nesse momento eu não tenho certeza de nada, eu posso até ter nascido aqui e não saber, já que eu não me lembro de nada.
- Você estava em um carro com seus pais, viajando de ferias quando aconteceu um acidente, seus pais morreram e você ficou ferida, perdeu a memoria. — ela falou triste.
- E como eu vim parar aqui? — perguntei chorando.
- Eu te achei, desmaiada, e te trouxe para casa para cuidar de você, e bom, como você não tem mais nenhum parente, minha mãe quer adotar você, ela já vai entrar com o pedido de adoção. É claro que se você não quiser, ela pode desistir. Você pode escolher- ela sorriu para mim, mas seus olhos estavam sérios.
- Para mim tanto faz. — falei indiferente, e me arrependi quando vi sua face ficar triste. — Cadê sua mãe? — Não precisei fingir interesse, pois eu estou, quero saber quem que cuidará de mim agora.
- Nossa mãe. — ela corrigiu. — Ela saiu, daqui a pouco volta, ela ta louca pra te conhecer Nessie.
- Nessie? — pergunte surpresa
- É, é esse seu apelido. Ness ou Nessie
- Ah! Que nem o monstro do lago Ness? Poxa, eu devo ser bastante feia para ter esse apelido. — eu disse tentando soar divertida, mais na verdade eu estava magoada, ela é linda e eu sou feia, não é justo, queria pelo menos um pouquinho da beleza dela.
- Você feia? Você está de brincadeira, né? — ela falou surpresa. — Espera um minuto. — ela falou e saiu.
Quando voltou, veio com um espelho enorme.
- Levanta logo e venha se ver.
Revirei os olhos para ela, mais fui sem hesitar eu quando me vi refletida no espelho fiquei de boca aberta.
Tirando Sam, eu sou a pessoa mais linda que eu já vi. Meus cabelos preto é curto e cacheado, a pela branca feito a neve com os lábios vermelhos e carnudos, olhos cor de chocolate e um corpo magro de modelo.
Eu pareço com a Branca de Neve!
- Eu sou linda! — falei pasma. – Você também é linda, como um anjo. — eu disse e vi ela sorrir com a ultima palavra que eu disse.
- Obrigada, está com fome?
– Fome é pouco para o que eu estou sentindo. — eu disse envergonhada.
– Não precisa sentir vergonha Nessie, agora aqui é sua casa também. Venha, siga-me.
Eu segui ela pela casa, e que casa! Acho que eu nunca vi uma casa tão linda assim, descemos uma escada e chegamos na cozinha, tinha uma menina e um menino se beijando, ela está sentada na mesa e ele em pé, dentro das pernas dela.
- Aff! Não tem outro lugar para vocês fazerem isso não? — falou Sam.
Eles pararam de se beijar e o menino saiu de dentro das pernas dela e se sentou, a menina se sentou também.
- Melhor assim. — Sam falou e a menina ficou toda vermelha. — Bom gente, a Ness acordou.
Foi ai que eles me viram, eu estava parada na porta da cozinha, eles olharam para mim e eu fiquei corada de vergonha, por causada cena que eu presenciei deles.
- Não precisa ficar com vergonha Nessie. — a menina faliu. — Meu nome é Paola e esse é Guilherme, meu namorado. — ela levantou e me deu um beijo em cada lado de minha bochecha, Guilherme fez o mesmo.
- Desculpa eu ter interrompido, eu não sabia...
– Shh, não se preocupe Ness, eles toda hora estão se pegando. — Sam falou me interrompendo e depois revirou os olhos.
- E você esta sempre interrompendo. — Completou Paola.
- Me desculpa mesmo assim. — Falei.
- Vamos almoçar? — chamou Guilherme
- Claro. — concordamos.
- Quem mais mora aqui? — perguntei curiosa.
– Alem de nós, tem tia Mary, Paulo e minha mãe, a dona Cristina. Só. — Falou Paola
- Pode se sentar Ness. — Sam falou e se sentou na cadeira da cabeceira da mesa, Paola sentou na outra cabeceira e Guilherme ao seu lado, eu sentei a direita de Sam. — Carol já pode servir.
Apareceu uma empregada de 20 e poucos anos e serviu eles, depois ela olhou para mim com um sorriso simpático no rosto e disse:
- O que você deseja Ness?
- Hum, o mesmo que eles, por favor.
- Okay.
Ela colocou várias coisas no meu prato, está tudo com um cheiro maravilhoso....
- Suco ou coca? — perguntou.
– Suco. — respondi. — Minha garganta já está começando a incomodar mesmo.
Incomodar é pouco, esta pegando fogo.
- Incomodar é? Bom, se piorar me avisa certo? — ela falou séria de repente. Eu só confirmei com a cabeça.
Tomei o suco todo, mais não diminuiu o fogo, comecei a reparar em coisas que não tinha reparado antes, como por exemplo,como a veia ma garganta de Guilherme era bonita e como ele e Paola cheiram bem, tão bem que me deu água na boca. Que estranho! Senti Sam tensa ao meu lado;
Comecei a fazer perguntas a eles, para tentar me distrair, coisas como a escola que estudam, os amigos, como Paola e Gui se conheceram, sobre os gostos de cada um.
– Já teve quantos namorados Ness? — Paola perguntou com um sorriso malicioso e eu corei.
– Nunca tive nenhum namorado, não que eu me lembra. Não lembro nem se eu já beijei alguém.
– Não lembra de nada, ninguém? — perguntou Gui, e vi ele me lançar um olhar de pena.
– Não, mais eu sinto aqui no meu coração, que eu já amei muito um garoto, só que eu não consigo lembrar dele. — sussurrei.
– Ah que romântico. E trágico! — Paola falou e suspirou.
– É, trágico. Eu nem lembro a minha idade. — falei
– Você tem 16 anos. — Falou Sam.
– Obrigada. — Pelo menos agora eu sei algo a mais além de meu nome.
Depois disso passamos à tarde falando de bobagens, depois chegaram o resto da família, e Dona Cristina e Mary são muito simpática e parecem duas crianças!
Acho queneu não poderia ter ido parar em uma família melhor, pareci até destino.
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