Forest Lake 2

8 Capítulo Oito: Comunicando


Notas iniciais
Hey Leitores, finaliza aqui o ESPECIAL em que vários capítulos são postos em um dia só. Boa Leitura :3

Os seis estavam numa mesa de uma cafeteria, Estevan tinha ido embora. Sandy esperava nervosa a chegada do alguém que eles tinham combinado para encontrar-se no local.

–Quando é que ela vem? –Will pergunta.

–Marcamos esta hora, ela já deve estar chegando. –Diana disse.

–Ah, olha ela lá. –Sandy falou da mulher alta, de pele morena dos cabelos lisos que usava um cachecol e botas pretas.

–Olá, jovens. –Ela disse sentando-se na cadeira.

–Olá, Agente. –Sandy disse.

–Você é a Agente Mirella Bittencourt? –Sophie perguntou.

–E você é a visionária do acidente do Posto de Gasolina Mourraier. –Mirella disse sorrindo.

–Sou eu. Prazer em conhecê-la. –Sophie disse.

–Nossa você parece a Oprah! –Simon disse.

–Bom, estão em um bom número, quantos já morreram? –Mirella perguntou ignorando o comentário de Simon.

–Dentro ou fora da lista? –Diana quis tirar sua dúvida.

–Como? –Mirella não entende.

–Nesta segunda lista onde os sobreviventes da primeira estão infiltrados... –Oliver dizia até Mirella o interromper, completando a frase:

–Outras pessoas por perto podem se infiltrar na lista.

–Como é que você... –Oliver tentou perguntar.

–Conhecia o Grover? –Mirella perguntou. Todos ficaram impressionados. Como nunca ninguém disse nada do tal Grover, ela nunca soube que eles estavam atrás do próprio.

–Você conhecia o Grover?!

–Eu já o prendi uma vez, e além do mais, ele escreveu várias de várias regras sobre a morte e pôs na minha mesa quando foi liberto, mas acabei jogando fora, enfim, tenho várias regras na minha cabeça, e eu vou te contar, aquele homem que usava sandálias era um tanto lunático, porém, esperto.

–Por que prendeu o Grover? –Will perguntou.

–Briga de Rua, mas uma mulher pagou sua fiança logo depois.

–Minha mãe. –Oliver lembrou.

–Como descobriram meu número para começo de conversa? –Mirella perguntou.

–Em um de seus interrogatórios você deu um cartão para a Selena com seu número.

–Ah, que surpresa, achei que a mesma jogaria fora. –Mirella disse rindo. –Enfim, posso saber porque me chamaram aqui?

–Bom, como você é uma Agente e já sabe da verdade, da Morte e tudo mais, queríamos que nos protegesse de qualquer situação que envolva a polícia, pois eles não sabem nem de metade do que você sabe sobre esse assunto. –Sandy disse.

–Me procuraram para eu proteger vocês de outras figuras da lei?

–Por favor,sabe que nossas intenções são boas. Sabe quanto tempo ficamos na delegacia prestando depoimento quando poderíamos ter salvado uma vida? –Diana tentou convencê-la.

–Oh Deus, e vocês contaram o que vocês sabiam aos policiais? –Mirella perguntou.

–Não desta vez. –Diana disse.

–Ainda bem, não contem nada sobre isso para nenhum Oficial da Lei. Não vão entender.

–Tudo bem... E sobre sua proteção? –Sophie relembra.

–Tudo bem, quem é o próximo? –Mirella pergunta.

–Eu, senhora. –Simon disse.

–Mandarei alguns meus homens te protegerem, aonde quer que você vá.

–Tem esse poder? –Sandy perguntou.

–Eu SOU o poder. –Mirella balançou seus cabelos. – Agora eu preciso ir. Continue mantendo contato, quero para amanhã todos os seus dados, Simon, farei o possível para mantê-lo vivo.

–Pode deixar, eu mando, até logo, Senhorita Bittencourt.

–Até logo, jovens, e boa sorte na sua missão. –Ela sai pela porta giratória deixando os seis sozinhos, em seguida, eles vão para o apartamento de Sandy e começam a conversar.

–Uma curiosidade, depois do Simon, quem é mesmo? –Diana perguntou na cadeira da sala de estar olhando a varanda.

–Acho que era o Oliver... –Will disse.

–O quê? Nem pensar, eu sou o sétimo da lista! –Oliver defendeu-se.

–Tem razão, era o outro garoto. –Sophie respondeu.

–O que quase tombou o skate em cima de mim? –Sandy disse na cozinha.

–O Driss? –Oliver perguntou.

–Isso, o pestinha que fugiu do posto sem prestar socorro. –Will disse.

–Oliver, você não sabe o endereço dele?

–Eu só sei o bairro onde ele mora.

–Olá, como vai? Sou Simon White, o albino que está próximo da morte!

–Sabemos disso, mas precisamos nos organizar, a Mirella prometeu seguranças a você, o tempo de descanso da Morte é quase a mínima possível, quando eles te salvarem, o próximo será o Driss, e depois, eu. –Oliver falou.

–Oliver tem razão, não podemos nos desorganizar como foi na primeira vez, que apenas nós três sobrevivemos. –Will disse.

–Espera, quantas pessoas estavam na primeira lista, antes de nós, galera? –Sophie perguntou curiosa.

–Oito pessoas, incluindo nós três. –Diana respondeu.

–Quer dizer que cinco pessoas morreram nessa vuco-vuco?! –Simon disse.

–Isso. –Will confirmou.

–Oh Deus...

–Alguém pode me ajudar a tirar isto aqui do forno? –Sandy falou.

–Disponho. –Simon disse, mas acaba queimando seu dedo no fogão. –Ai!

Sophie percebeu um sinal, mas guardou para si para não desesperar a turma.

–Nossa, Simon, você conhece a palavra luva? –Sandy disse rindo.

–Ah, qual é! Dá-me isso daí, agora eu tiro isso desse bendito forno. –Simon disse sentindo-se desafiado.

–Não é bom ficar perto de coisas quentes, ou pontudas, Simon.

–Não esquentem, só vou me preocupar se a Sophie sentir alguma coisa, e eu estou sempre junto a ela, não é, Sophie? –Simon disse confiante.

–É... Claro, Simon. –Ela responde, hesitando por um momento.

–Você hesitou? –Simon perguntou revoltado.

–Eu? Não eu... –Sophie tenta explicar.

–Você hesitou! –Simon disse, fazendo Sandy virar-se para eles e lembrar este mesmo diálogo que ela teve com Will. Ela vira-se para Will e começa a rir junto a ele.

Na hora, a pesada panela de macarrão que Simon tentava segurar acaba tombando no bujão de gás fortemente ao lado do fogão.

–Simon! O macarrão! –Sandy reclama.

–Tá, foi mal, não queria fazer isso!

–Bom... Não importa o que a Morte reserve para nós agora. A partir de agora, temos algumas cartas na manga. E uma delas é o Oliver. –Diana disse brincando.

–Nossa, que engraçado... –Oliver disse ironicamente.

–Gente, isso não é perigoso? –Sophie pergunta apontando para a rachadura.

–Pode estar vazando. –Simon disse, assim, ele vai até o bujão, mas escorrega no macarrão que ele mesmo deixou cair sem querer e tomba sua cabeça no bujão. Na força do tombo, a cabeça de Simon fica presa à rachadura do bujão. –AAAI, droga, Sophie me ajuda!

–Ai Meu Deus, a testa do Simon está tapando o vazamento! –Diana disse.

–Se tirarmos a cabeça do Simon o gás vai vazar e o bujão pode explodir! –Will alerta.

–Oh, Deus, Simon, você tá bem?! –Sophie pergunta se ajoelhando.

–Ai, Sophie, melhor se afastar! É perigoso! –Simon disse gemendo com sua testa pregada no bujão.

–Gente, há uma pequena chance do bujão não explodir se o Simon sair logo daí. –Diana disse.

–Uma pequena chance? Só pode estar brincando, ele é o próximo! –Will disse.

–Se isto explodir matará a todos nós! –Sandy disse.

–Não se estivermos bem longe. –Alguma voz não identificada falou.

–Quem disse isso?! –Sophie perguntou furiosa.

–Gente, eu vou tentar sair, mas, fiquem longe, não saiam da casa, só se protejam, se eu sair e esse treco não explodir, corremos o mais rápido possível, para longe daqui, agora eu tenho que tentar.

–Simon, tem certeza?– Sophie pergunta desesperada.

–Tenho, Sophie, eu tenho, agora fiquem perto da saída, que eu vou tirar minha cabeça daqui. Tudo bem, no três, ok?

–No três. –Sophie confirma.

–E um... É dois... –Eles falavam em uníssono. –E é três! –Simon empurra a parede com seu pé e puxa sua cabeça para trás. Sua cabeça estava livre. E o bujão por um milagre não explodira. Ele fica parado esperando em pé esperando que algo acontecesse, e nada aconteceu.

–Ah Meu Deus, eu tô vivo!

–IUHUUU! –Todos começam a comemorar no apartamento, Sophie corre para os braços de Simon, e os dois se abraçam longamente, tudo parecia bem, até o bujão começar a pegar fogo. Todos olham a fechadura do bujão pegar fogo, até que Oliver grita:

–Vamos vazar daqui! –Todos começam a correr pelo corredor, descem rapidamente a escada e quando conseguem sair do prédio, param de correr em frente a um restaurante em frente ao prédio.

–Espera, não é possível, como aquele treco não... –Ouve-se um barulho insuportável, todos olham para o alto e veem as janelas do apartamento de Sandy pegar fogo, o bujão havia explodido. E o que foi mais angustiante foi o fato da força da explosão fazer com que o fogão que pegava fogo fosse arremessado pela varanda e atingisse Simon em cheio, matando o albino na hora.

Apenas o braço de Simon estava à mostra, e todo o seu resto do corpo estava tomado pelo fogão. Uma parte do braço de Simon estava branca, e a outra parte preta, queimando Simon aos poucos. Sophie acaba desmaiando no meio-fio, fazendo um ônibus que ali passava esquivar-se da jovem caída e capotando na esquina. Sandy tem um ataque de pânico ao ver o ônibus capotando e cai no meio-fio, ao lado de Sophie. Todos estavam desesperados com a situação quando se ouve um grito.

Notas finais
E então? Gostaram do capítulo? Interajo com vocês nos reviews e até o próximo capítulo ;) Curiosidades: Em uma versão alternativa, O que atingia Simon não era o fogão, e sim o micro-ondas, mas decidi deixar o momento mais insano ;)