Forbidden Game
13 Ultimato
Kami®POV
Corta meu coração ficar longe dele, eu o amo. Mas do que adianta esse sentimento se não podemos ficar juntos? Não me lembrava daquela cláusula e pra ser sincero nem me importaria com ela há um ano, mas tudo mudou depois que eu realmente comecei a gostar do Tay. Provavelmente se estivéssemos ainda namorando escondido não iriamos ter que passar por essa dor. Fiquei fazendo pressão e o colocando contra a parede, nada disso teria acontecido. Iriamos estar juntos, se amando de forma discreta e apenas quando dava, mas pelo menos estaríamos juntos.
Fiz de algo pequeno um motivo para terminar, mesmo sem eu querer, estava sim chateado com ele. Mas não era um motivo que me fizesse esquece-lo de vez. Tive que fazer aquilo para o bem dele, ele estava disposto a se demitir e eu não poderia deixar. E infelizmente ele não iria deixar eu me demitir, iria ficar um impasse e querendo ou não, já sabíamos como isso iria terminar, literalmente. Eu precisava de um motivo para ter raiva dele e me afastar e não voltar. Sabia que esse sentimento não iria embora, pelo menos da minha parte, já dele eu não podia confirmar isso, porém acreditava que o amor dele não iria sumir tão fácil assim. Só temia que ele começasse a me odiar por ter terminado com ele ou pior, se ele começasse a se culpar pelo termino.
Tentei de todas maneiras me afastar, pedi até para mudar de quarto, se eu não o visse com muita frequência, iria sofrer menos. Esperar até o momento em que meu contrato chegasse ao final para poder finalmente ficar com ele. E bem ele nesse caso não iria poder falar ou fazer nada, já que até lá eu iria ter outro serviço em mãos.
Após aquele jogo com a intz, voltamos para casa. Os garotos saíram para comer, já eu preferi voltar para casa e passar aquele tempo todo jogando. Não estava em clima para festinhas, já Tay foi junto com eles. Fiquei o tempo todo com um olho no mini mapa e o outro no relógio ao lado, poderia não estar namorando com ele, mas eu o amo. E não iria gostar de saber que para “tentar me esquecer” ele encheu a cara de bebida e ficou com geral. Apesar de que isso não é a cara do Tay. Ele não gosta muito de colocar bebida na boca, mas vai saber. Ele também não gostava de dançar e dançou comigo aquela vez na boate, não gostava de homens e olha ai...
Passei o restante do tempo sentado na sala. Já que era a única entrada da casa e iriam ter que passar por ali para adentrar nos restantes dos cômodos. Eles chegaram era em torno de três da manhã, os meninos pareciam bastante embriagados, já Tay não, o garoto estava sobreo e aparentemente muito lúcido.
— Ficou todo esse tempo me esperando? — Brincou Tay parando ao meu lado e sorrindo.
Não o respondi, peguei meu energético e sai da sala o deixando plantado. Ele está tentando de todas as formas falar comigo, mas eu não podia. Iria acabar amolecendo e infelizmente se alguém nos pegasse juntos se beijando ou qualquer tipo de coisa que demonstrasse que ainda estávamos juntos, iria ser demissão na certa para nós.
O garoto veio atrás de mim me puxando pelo braço, ele parecia furioso, nunca tinha o visto daquela forma. Os meninos ainda estavam próximos de nós e nos encararam ao ver a maneira que ele havia agido.
— Não é só por que terminamos que você precisa fingir que eu não existo. Eu sei que errei, mas eu fiz aquilo por que eu não queria te perder. Prefiro jogar minha carreira fora do que te perder. Mas pelo visto você só arrumou um motivo pequeno para terminarmos. Fiz de tudo, assumi para todos que eu te amo, mesmo estando com medo do que iriam pensar, mas eu sabia que passando por cima daquele medo, no final iria ter uma grande recompensa, que seria você. Passei por cima do meu orgulho e até mesmo dos princípios da minha família, fiz de tudo, tudo! Por você. — Tay apontou o dedo sobre meu peito e dava alguns cutucões enquanto falava enfurecido. — Mas o que isso importa não é mesmo? Quando vem a segunda dificuldade que iriamos passar juntos você caiu fora. Eu... — O menino começou a falar mais baixo. — Eu só queria ter um futuro com você, mas você não deixou que eu resolvesse. — Ele poderia parecer que não havia colocado uma gota de álcool na boca, mas o cheiro de álcool que vinha da boca dele dizia outra coisa. — Eu te amo, e posso aceitar sua decisão, mas só não me tira de sua vida dessa forma, como se tudo que aconteceu e vivemos não foi um nada. Isso já esta sendo difícil pra mim, não torne algo insuportável. —
Estava me sentindo a pior pessoa desse mundo, mas eu não podia deixar ele se demitir por nós. Como ele mesmo disse, ele já havia feito tantas coisas por nós, eu só queria fazer isso para provar o quanto eu o amava. Mas o orgulho dele não permitiu isso. Um aperto no coração e um nó na garganta se formavam a cada palavra que ele dizia. Fiquei mordiscando minha boca por dentro para evitar de chorar, e em minha cabeça eu repetia várias e várias vezes “Não chore, não chore, não chore”
— Fala alguma coisa?!!! — Gritou Tay
— O que quer que eu fale? — Disse com voz de choro.
— Eu não sei... Que tal você dizer a verdade, começando pela parte que eu apenas fui um passatempo de meses para você, já que estava sem ninguém. Que já estava cansado de mim e só aceitou a namorar comigo por não saber terminar, ou que estava apenas esperando um deslize pra arrumar uma desculpa e terminar comigo e fingir que nada aconteceu. Eu não sei Kami!! Só diga alguma coisa— Conforme ele falava eu ia pedindo para ele parar.
— Para, para— Meu pedido para ele parar de falar aquelas coisas eram em vão. Ele continuou a dizer absurdos
— Parar? Quer que eu pare porquê? Só por que a verdade dói não é mesmo? — Esse lado dele estava me assustando.
— Você está bêbado, não sabe o que está falando. — Mesmo ele dizendo aquelas coisas para me ferir, eu sabia que não era o que ele realmente pensava. Só estava fora de sí naquele momento. Mas isso não quer dizer que aquilo não estava me ferindo.
— Já chega Tay, vamos para o quarto. — Mylon pegou o garoto pelo braço com a ajuda de Rakin. O menino foi arrastado para cima, não queria subir, queria era continuar ali me ofendendo.
— Você é um puto Kami, vadio, falso... Eu te odeio, você destruiu tudo de melhor que a gente tinha, eu te odeio... Te odeio. — Tay gritava isso enquanto subia.
Normalmente é o Tay que não sabe o que falar ou fazer, mas pela primeira vez eu estava na situação dele. Fiquei parado olhando aquilo e escutando as palavras grosseiras dele. Eu realmente havia destruído tudo o que a gente tinha e tudo isso apenas para evitar que ele se demitisse e tivesse que voltar para a cada dos pais.
— Não liga para ele, ele só bebeu um pouco além do que ele aguenta. — Disse Loop me dando um tapa no ombro
— Ele não pareceu que bebeu tanto assim, talvez o que ele disse não foi o efeito da bebida. — Dei um último gole no energético.
— Ele não aguenta beber muito, e você também tem que entender que ele estava muito chateado. — Loop estava tentando arrumar uma desculpa pelo que o Tay havia falado.
— Vocês esquecem que eu também estou tão ferido quanto ele. Não sou o ruim aqui. Se dependesse de mim eu ainda estaria com ele. Se ele está destruído com o termino, imagine eu que estou tendo que se passar por vilão apenas para que tenhamos nossos empregos. Não quero vê-lo se demitir. Mas talvez ele tenha razão, eu sou tudo isso que ele saiu daqui gritando. — Dei a bebida para Loop e subi para o quarto. Passei pela porta do dormitório do Mylon e do Tay. Eles estavam sussurrando, não dava pra escutar o que diziam.
Não consegui dormir direito durante o restante daquela noite, e não tinha nada a ver com o energético, e sim que minha cabeça não me deixava dormir. A cada vez que fechava meus olhos à imagem de Tay e suas palavras vinham em minha mente. Fiquei revirando a noite toda, e isso parecia que estava incomodando os meninos. Tentei parar de me mexer para não ser expulso do quarto a base de chineladas.
Deu a hora de levantar, mas estava com sono, e como não iria ter treino, resolvi ficar na cama por mais algumas horas.
— Kami a gente pode conversar? — Perguntou Mylon batendo na porta e adentrando no quarto.
— Pode— Serrei meus olhos. Me sentei na cama deixando com que ele sentasse nos meus pés.
— Como você está? — Perguntou o garoto preocupado comigo.
— Vivo — Respondi
— Vivo eu sei que você está, ainda não aprendi a falar com os mortos. — Brincou Mylon
— Eu não sei como estou. Fiquei a noite toda pensando nisso, e ainda não cheguei a uma resposta pra essa pergunta. — Tirei o travesseiro das minhas costas e a coloquei em meus pés.
— Vocês se gostam demais para ficarem separados. Eu nunca tinha visto o Tay daquela forma, e muito menos você calado pela primeira vez. Os dois estão extremamente magoados e eu me sinto responsável por isso. Mas eu não vim aqui para pedir desculpas, na verdade eu vim te fazer uma pergunta. O Loop me falou o que você disse a ele ontem de noite depois da briga e eu conversei com o Tay rapidinho ontem antes de enfiar ele de baixo do chuveiro. E calma ele estava com roupa. — Ele terminou aquela frase dando um sorriso.
— Que pergunta? — Estava curioso para saber o que ele iria perguntar
— Pode parecer bobagem, mas é extremamente importante eu saber. Se tivesse uma forma de vocês dois ficarem juntos ainda trabalhando aqui e tudo mais... Vocês voltariam? — Fiquei pensando por breves segundos, mas não no que eu iria responder, e sim no que ele estava planejando fazer.
— Sem duvida nenhuma, eu amo o Tay. Apesar de tudo, e eu só terminei com ele e fiz de algo pequeno algo grande pra ter um motivo pra me afastar dele, eu não aguentaria terminar apenas e ele também provavelmente não aceitaria o termino apenas por causa do trabalho. Ele iria até o fim com a demissão dele, e eu não podia deixar. — Suspirei — Porque está me fazendo essa pergunta? —
— Não é nada que você precisa se preocupar. Agora eu preciso ir, tenho que ir na cozinha. — Mylon se levantou e saiu do quarto.
— Na cozinha? — Pensei comigo enquanto o seguia com os olhos.
Fiquei na cama por mais uma hora, até ter coragem suficiente pra levantar. Estava com medo de encontrar o Tay pela casa e ele me falar mais coisas como aquelas. Porém cedo ou mais tarde eu acabaria encontrando ele por algum cômodo da casa, contudo, estava torcendo para que fosse mais tarde. Não estava preparado para encontra-lo tão cedo.
Desci as escadas e fui direto para meu computador jogar e tentar me distrair. Mas foi o contrario disso, não estava conseguindo focar direito no jogo, estava caindo em jogadas e cometendo erros que nunca havia cometido. Mas tudo piorou quando fui para meu quarto jogo do dia e durante a seleção de champs, quem cai comigo? Exatamente Tay caiu bem no time que eu estava. Não sabia nem que ele estava na mesma sala que eu. Olhei para trás disfarçadamente e lá estava ele sentado. Como eu não notei a presença dele?
Tentei agir da forma mais normal que eu conseguia. Dentro do jogo nem se quer nos comunicamos, quando eu errava ele pingava em mim com o ponto de interrogação. Eu passei a partida inteira respirando fundo, tentando me controlar. Ele só queria me tirar do sério. No meio da partida o celular dele começou a tocar o tempo todo, e ele recusava a ligação. Logo que acabou me levantei e fui em direção à saída da sala, dei uma rápida olhada no celular e vi que a ligação estava registrada como “Casa” E ele recusou a ligação de novo mesmo sem estar na partida, chegou até mesmo a desligar o celular.
Fui rapidamente a cozinha pegar água e quando voltei, vinha MiT junto comigo em direção a sala com o telefone fixo sem fio em mãos. Me sentei na cadeira e apenas escutei “MiT dizendo para o Tay que era o pai dele no telefone. O menino atendeu bufando.
— Oi pai. — Disse ele com uma voz desanimada.
Coloquei o fone pra fingir que não estava escutando, mas tirei o som para escutar a conversa.
— Eu não podia atender estava ocupado. Não... Eu não desliguei o celular. — O garoto ficou em silêncio por um tempo enquanto o pai dele respondia. — Idai? É verdade mesmo, ou era pelo menos. Não tem por que vocês acharem que vão me controlar dessa forma. — Ele ficou em silêncio de novo. — Aqui é meu local de trabalho, vocês não tem direito de vim aqui pra falar sobre isso. Até por que é perda de tempo, não estamos juntos mais. O que eu tenho a ver com as pessoas da catedral? A cidade inteira ta sabendo que o filho de vocês é “baitola” como você disse e por causa disso está passando vergonha? — Tay tirou o telefone do ouvido, e suspirou. Virei à cadeira pra ele e fiquei o olhando. — Eu que tenho vergonha de vocês por serem tão preconceituosos assim. Faça como bem entender. — Ele desligou o telefone. O mesmo olhou para trás e viu que eu estava escutando.
— Eles ficaram sabendo? — Perguntei empurrando a cadeira até ele.
— Sim, e estão vindo para cá. — Tay levantou a cabeça pra cima a apoiou na cadeira. — Daqui umas seis horas eles já chegam aqui. Já estou morrendo de dor de cabeça agora ter que aguentar mais isso. Ótimo, ótimo dia! — reclamou o menino
— Se precisar de mim eu estarei aqui. — Falei colocando minha mão sobre a perna dele.
— Eu não preciso de você. — Disse Tay de forma grosseira. Virei para frente e engoli a seco. — Desculpa Kami, desculpa. Eu só não estou legal agora. — Tay se levantou e foi até minha cadeira.
— E precisa ser babaca assim? Você não é o único que está sofrendo com essa porra. Eu não estou mais te ignorando, não estou mais tirando você da minha vida como pediu. Agora é você que está fazendo isso. — Dei um pouco do veneno dele.
— As coisas que eu falei ontem, foram horríveis, eu sinto muito. Estava com raiva de mim mesmo e acabei descontando em você. E nada do que eu disse era verdade. — Conforme o garoto falava ia se sentando na cadeira do meu lado.
— Nada? Nem mesmo a parte que você disse que me ama e que aceita a minha decisão? — Fiquei o fitando
— Essa é a parte que mais menti. — Quando ele disse isso, meu coração pareceu que parou de bater por alguns segundos. — Eu te amo, mas não aceito sua decisão. —
Ele segurou minha mão, fui me aproximando cada vez mais dele, até nossos lábios tocarem. Iniciamos um beijo, que para mim foi o melhor que já demos, já que o mesmo tinha muitos significados. Não havia ninguém na sala, nem mesmo o MiT qual havia entregado o telefone para o Tay.
— Tay e Kami venham comigo, Paada quer falar com vocês. — Disse um dos staffs após fingir uma tossida.
Separamos nossos lábios rapidamente, ficamos naquele momento assustados com o que poderia ser aquela chamada dele. “Ferrou, ele viu a gente se beijando e vai nos demitir. Não adiantou nada aquele drama todo que passamos.” Pensei comigo. Seguimos juntos até a sala do Paada, ele parecia extremamente revoltado. Mal entramos e ele já veio gritando.
— O que vocês dois pediram para os outros meninos fazerem?!! — Ele se aproximou com uns papeis em mãos
— Como assim? — Perguntou Tay
— A pergunta é o que vocês falaram para os meninos para eles ficarem do lado de vocês e cometerem essa loucura? — Ele entregou aqueles papéis para mim de uma forma brusca.
Eram folhas impressas com assinatura de todos e com um texto em cima. No texto era igual para todos, conforme eu lia eu fui entendendo o motivo pelo qual ele estava com raiva e o principal, o motivo pelo qual ele achava que tínhamos alguma coisa a ver com aquilo. Era um ultimato, ou ele aceitava nosso namoro ou os meninos pediriam suas demissões. Tinha assinatura desdo Loop, Mylon até Matsu e Zirigui. Que mesmo não fazendo mais parte oficialmente do time quis demonstrar seu apoio para nós.
— Nós, não temos relação nenhuma com isso! — Entreguei a folha para o Tay para que ele pudesse entender o que estava acontecendo.
— Como não? Até o Matsu que mal entrou no time está no meio desse rolo.—
— Eu não sei responder isso, mas não tem relação nenhuma com nós eu juro. — Expliquei
Logo após eu terminar de falar, Mylon e os outros garotos invadiram a sala pequena de reunião.
— Eles não fizeram nada, fomos nós que decidimos. Estamos vendo o quanto os dois estão sofrendo separados, e isso não é justo. Todo mundo deveria ser livre pra se relacionar com quem quiser. E eles se amam tem direito de ficarem juntos. — Os meninos atrás dele apenas balançavam suas cabeças positivamente concordando com tudo o que ele dizia.
— Se eu permitir isso, vocês vão se achar no direito de pedir alguma coisa absurda mais pra frente. — Paada colocou sua mão na cintura e ficou nós olhando e falando dessa vez de uma forma mais calma.
— Não, jamais faríamos isso. Só queremos mesmo que o Kami e o Tay possam namorar. Não vamos usar dessa quebra de contrato que você iria ter que fazer para tirar alguma vantagem. Só estamos pedindo que eles possam ficar juntos. — Completou Rakin
— Você sabe que se o Kami sair da paiN você que iria virar titular não sabe? — Paada arqueou sua sobrancelha.
— Sim eu sei, mas eu não quero virar titular dessa forma, eu quero virar titular por merecimento. — Respondeu Rakin
— Entendo... — Suspirou Paada. O homem ficou quieto pensativo, voltou a se sentar na cadeira. Coçou sua cabeça e logo após cruzou seus dedos apoiando sua mão na mesa. — Vocês praticamente não me deixam escolha não é mesmo? Ou eu aceito o namoro ou simplesmente acaba paiN no LOL—
— E sem contar que o Tay está como reserva, não iria prejudicar nada, ele iria jogar poucas partidas oficiais com o Kami. — Tentou ajudar Thúlio
— Ta certo. Vocês tem minha permissão para namorar. — Assim que ele terminou de dizer aquilo começamos a comemorar. Tay me puxou e me beijou, os meninos vendo aquilo gritaram e assobiaram. — Calma... Que eu ainda não terminei de falar — Chamou atenção Paada. E todos nós paramos de comemorar na hora. — Vocês podem namorar desde que respeitem a casa e a todos. Kami não vai dormir mais no mesmo quarto. Entendido? —
— Sim— Respondi
— Com toda certeza, não tem problema— Disse Tay.
Abraçamos os garotos como uma forma de agradecimento. Uma luta foi vencida, não por mim, nem pelo Tay, mas sim pela ajuda de todos da casa.
— Precisamos sair para comemorar!! Vamos pro Outback, eu pago tudo! — Falei com um sorriso enorme nos lábios.
Quando a noite caiu, os garotos começaram a se arrumar. Não demorou muito para todos estarem prontos para irem ao Outback. Fomos para a calçada esperar os Ubers que já estavam próximo. Um uber estaciona na casa da frente. Tay estava tão feliz quanto eu, mas o sorriso dele se desfez no mesmo segundo que aquelas pessoas que estavam naquele uber começou a sair.
— O que foi? — Perguntei vendo o mesmo com os olhos arregalados.
— São meus pais— Disse ele gaguejando.
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