Forasteira

74 Um recomeço


Notas iniciais
NickGoes, leitora nova e amada, que deu uma chance à Forasteira e se encantou com as histórias de Luryl. Muito ºobrigada pela sua linda, linda recomendação. A 17º de Forasteira. e de pensar que quando comecei a escrever esta história achei que não teria nenhuma recomendação. Obrigada por todos os elogios e espero que não as decepcione com mais este capítulo!

beijos enormes da Amora

Luna estendeu as mãos e tocou o rosto de Daryl. Ele aconchegou o rosto na concha formada pela sua mão, fechou os olhos e inalou profundamente o cheiro que vinha dela. Aquele aroma pelo qual teria dado a vida para sentir de pertinho de novo apenas mais uma vez.

A cigana se ergueu um pouco e olhou bem devagar para cada traço do rosto do Caçador. Sua barba por fazer, os cabelos longos, caindo pelos olhos, as duas orbes azuis, a boca fina, o olhar que costumava ser feroz, agora tão entregue. Daryl tinha começado a beijar a mão com a qual ela tocava seu rosto. Luna não conseguia recolher o braço, negar-lhe o carinho. Ao contrário, tinha vontade de se atirar naqueles braços fortes porque eles lhe pareceram como um abrigo, não mais como uma ameaça.

– Tia?

Luna voltou seu olhar para Yanka. A garotinha parecia ter crescido tanto desde a época do acampamento. A pequena saiu de trás de Daryl e se ajoelhou ao lado da Tia, roubando o olhar de Luna.

– Yanka... Você está bem?

A garota fez que sim com a cabeça e começou a fazer um carinho de leve nos longos fios escuros que caiam pelo colo de Luna. Daryl agora segurava sua mão junto ao peito.

– Eu queria falar uma coisa com você, tia...

– Pode dizer, meu pequeno diamante.

– Eu queria dizer para a senhora que é verdade.

– O que é verdade, meu bem?

– Você e o Daryl se amam de verdade, tia. Sempre se amaram. Desde o dia em que a senhora o trouxe para descansar no acampamento com o Marshmerle...

– Marshmerle? – Luna riu. Mas estava nervosa.

– Tia Luna, o Daryl salvou a gente dos zumbis. O nosso acampamento estava cheio deles e as pessoas estavam morrendo. O Daryl carregou a senhora porque o Yago tinha machucado você...

– Calma, Yanka. Eu estou confusa... Como assim o Yago tinha me machucado? – Luna agora se sentava na cama, um tanto assustada.

– Quando o Daryl veio para o acampamento, ele disse que gostava de você e o Yago ficou bravo. Ele começou a gritar e foi essa briga que atraiu os zumbis para o nosso acampamento.

– Mas porque o Daryl estava no nosso acampamento?

– Porque a se hora saiu para caçar e encontrou os dois na floresta. Você disse que eles a tinham salvado de um monte de zumbis e que queria retribuir, deixando os dois descansarem um pouco e comerem algo lá no nosso acampamento.

Luna olhou de Yanka para Daryl, como que pedindo uma confirmação...

– Foi isso mesmo, Luna. Eu juro pelo o que você quiser.

– E porque o Yago me machucou?

– Por ciúmes, tia. Ele não gostou de saber que o Daryl gostava de você e que você gostava dele....

– Eu disse isso? Disse que gostava do Daryl, Yanka?

– A senhora disse. Disse “Me kon te” para ele. E o Daryl queria levar a gente embora porque ele não gostou quando o Yago começou a xingar você na frente de todo mundo. Então, o Daryl defendeu a gente.

O coração de Luna batia tão freneticamente que a cigana achou que teria um ataque cardíaco.

– Eu já gostava tanto de você, Luna... Gostei de você desde a primeira vez em que eu te vi, no meio da floresta. — Daryl praticamente sussurrou, sem tirar os olhos azuis dos dela.

– Mas e depois? – Luna questionou, sem saber quem poderia lhe responder aquela questão, Daryl ou Yanka.

– Depois, o acampamento começou a ser atacado e eu trouxe você e Yanka para a prisão. O Hershel cuido da sua ferida, você ficou amiga das pessoas deste grupo...

– E quanto a mim e a você? – Luna quis saber.

– Eu disse. Eu tive que dizer pra você que eu estava apaixonado. Você ficou brava no começo, quis que eu me afastasse. Mas, desculpa, eu não consegui ignorar você. Toda vez que eu a via, era como se eu fosse ter um ataque cardíaco. Você tem o estranho poder de me deixar completamente bobo e desarmado. Eu nunca fui de correr atrás de mulher. Nunca quis nada sério com ninguém. Eu e Merle dormíamos com mulheres de clubs, proistitutas... – Daryl tapou os ouvidos de Yanka com as duas mãos rapidamente. – Antes de você, eu só encontrava alguém para beber e para comer depois em algum quarto de pensão. Era como satisfazer uma necessidade básica. Com você, era diferente. Era amor e eu precisei te dizer isso. – Ele soltou Yanka de novo.

– E... e eu disse que te amava de volta? – Luna realmente não lembrava.

Daryl olhou-a daquele jeito que só ele sabia fazer. Parecia enxergar por dentro dela e ao mesmo tempo era um olhar que a aquecia e despertava algo muito estranho. Era como se o arqueiro acordasse algum monstro que dormia dentro de Luna.

– Você disse. Disse que me amava de volta.

– Quantas vezes?

– Algumas vezes.

– E como fui parar em Woodbury?

– Você saiu para buscar Cinchona no nosso antigo acampamento para o Glenn, tia.

– E então você foi capturada durante essa expedição. Eu tive vontade de meter uma bala na cabeça por não ter ido com você para te proteger. Se eu soubesse que você voltaria me odiando assim eu preferia estourar... – Luna tapou a boca de Daryl com uma das mãos pressionada contra sua boca.

– Não se fala em voz alta esse tipo de coisa. Você não deseja esse tipo de coisa. Nunca. Em hipótese alguma, entendeu? – ela falava sério enfrentando a imensidão azul de Daryl com toda a coragem que tinha.

Daryl ficou um tempo assim, sentindo-a a tapar sua boca, sem tentar se desvencilhar. Naqueles tempos sombrios, qualquer contato que ele tinha com um pedacinho que fosse de pele de Luna era tão precioso e raro, que ele tentava aproveitar ao máximo.

– Então, Yanka...

– Sim, tia.

– Você está dizendo que viemos aqui sem sermos capturadas. É isso?

– Isso mesmo, tia. Eles só ajudaram a gente. São muito legais.

Luna pensou um pouco....

– Certo, meu pequeno diamante. Eu entendi. E porque você decidiu me falar isso agora?

– Porque eu não gosto de ver o Daryl sofrer... – Yanka falou baixinho, para espanto do caçador. – E também sei que a senhora está sofrendo por não se lembrar como vocês eram um casal lindo juntos. Eu queria que vocês voltassem a ficar juntos. Quem sabe assim, vocês não poderiam fazer alguns bebês ciganos para aumentar o nosso bando? O Yago também vai ter um bebê com a Carol, tia! Você está sabendo? – Yanka contava animada e quanto mais falava, mais espantava Luna.

Bem, Yanka não podia ser a mentirosa. Se ela dizia que Yago era pai do filho que crescia dentro de Carol, era porque aquilo tinha enormes chances de ser verdade. Ou seja, Cariol emntiu para ela. Mas a troco de quê? Porque quis alimentar o ódio que Luna tinha de Daryl até então?

– Obrigada, meu bem! – luna a abraçou forte. – Obrigada por vir aqui e contar a verdade, como uma boa cigana deve fazer, viu? – Luna encheu Yanka de beijos e apertou contra o peito. – Agora, vai dormir, tá? Seja uma boa Yanka e durma para acordar com energia amanhã, combinado?

– Tia, você vai voltar a ficar com o Daryl, né?

O caçador ficou mais pálido e Luna percebeu. Ele estava nervoso e ansioso por aquela resposta. Porém, não mais que a cigana. Seu ímpeto foi responder que sim. Sim! Ela voltaria para aquele homem, seja lá o que ele tivesse feito com ela, já estava feito mesmo. Luna estava rendida. Era dele, como um cão que procura rastrear o cheiro do seu dono, para voltar para casa correndo.

A verdade era que estava tudo tão recente, tudo acontecendo ao mesmo tempo. Primeiro o sonho com sua mãe. Ela parecia estar lhe dando a benção para se casar, legitimando uma união que Luna sequer sabia que existia. Ou melhor, da qual duvidava com todas as suas forças. Outra coisa que a deixara confusa foi o fato de Lola ter falado sobre o fato de seu pai estar repensando a injustiça da sua promessa junto a Santa Sara. Luna sempre imaginou que se seu pai não a tinha dado em casamento nem mesmo para Yago, filho de um primo querido de Arturo, era porque não via com bons olhos nenhum tipo de união matrimonial entre Luna e qualquer homem na face da Terra. No entanto, sua mãe lhe dissera que não. Houve um motivo pelo qual Yago fora recusado. E a promessa não era a real razão para a recusa.

Depois, como se não bastasse, sua mãe dissera que ela e seu pai gostavam do homem que a vida havia preparado para ela no momento mais crucial possível. Se o que Yanka contara realmente fosse verdade, Daryl Dixon tinha surgido como um verdadeiro anjo na vida delas, levando-as para longe da morte certa em meio ao ataque da horda que dizimou o bando. Além disso, Lola foi enfática ao dizer que o pretendente não era o tal Philip que ela ouvia Daryl dizer naquelas memórias ruins. Mas sim um rapaz que sabia até seus maiores segredos. Daryl sabia seu primeiro nome. Um segredo que Luna e só dividia com a mãe. Seu maior segredo. Ele inclusive a chamara por Estrela minutos atrás, assim que ela acordou do sonho.

“Meu Deus, Minha Santa Sara Kahli, me iluminem para que eu faça o que é certo. Não me abandone agora, mãe!”

– Yanka, querida... É um pouco mais complicado do que você pode entender. Mas eu acredito no que você disse. Eu só não consigo lembrar direito. Mas acredito. E por isso eu vou conversar com Daryl. – Luna ousou a olhá-lo a tempo de ver uma sombra de dor se afastar do semblante bonito do arqueiro e ser substituído por um meio sorriso. “Céus, como ele é bonito sorrindo... Acho que é o homem mais bonito que já vi na vida!”.

– Eu quero que vocês sejam felizes como eram antes de você sumir... – uma lágrima caiu dos olhos puxados da garotinha e Luna a capturou a tempo.

– Eu estou feliz porque estamos bem e vivas. Quanto eu e ao Daryl... Vamos conversar. Eu prometo, Yankinha.

Luna deu um beijo na testa da garota, cheirou seus cabelos e a viu se afastar e sumir no corredor da ala de celas que ocupavam.

Quando ficaram a sós novamente, Luna manteve o olhar focado nas suas próprias mãos, o rosto levemente abaixado. Ela sentiu o colchão da cama se mover e soube imediatamente que Daryl tinha se sentado ali. Ela sentia seu calor muito perto e aquilo a descontrolava de leve. Sem erguer o olhar, a cigana entendeu que o caçador a fitava, esperando um sinal seu.

– Daryl?

– Diga, Cigana... – ele respondeu baixinho, afastando um pouco a franja dos olhos.

– Eu... Eu não sei bem por onde começar...

– Tudo bem. Não é sua culpa. – Ele pousou a mão sobre sua perna, que estava coberta pelo lençol, mas mesmo assim se arrepiou inteira instantaneamente.

Droga! Odiava sentir-se daquele jeito. Justamente pelo fato de não se lembrar de como lidar com as emoções que transbordavam dela e os novos reflexos que desenvolvera em resposta a proximidade do caçador. Era ridículo. Seu coração disparava, a boca secava, suas bochechas queimavam e algo na região do seu umbigo dava cambalhotas e se remexia todas as vezes que ele aparecia. Luna tinha certeza que ele já percebera e sentiu vergonha daquilo.

– Tem algo dentro de mim que me diz que o que Yanka contou aqui é verdade. E que fomos mesmo, sabe...

– Um casal?

– Isso.

– Fomos, sim, Luna. E a gente era feliz, mesmo cercado de morte, quando acordava ao seu lado, era como se minhas forças renascessem das cinzas. Eu sentia vontade de lutar de novo. Por você, Cigana. Tinha vontade de voltar vivo para você. Para sentir seu cheiro de mel e canela mais uma vez... – ele confessou e também estava de cabeça baixa. Antes de toda essa merda em que o mundo havia se tornado, ele nunca tinha descoberto aquele sentimento chamado “amor”.

Ele nunca havia se declarado para mulher alguma ou se dedicado a uma garota como estava fazendo com ela. Sempre achara demonstrações de carinho um certo sinal de fraqueza. Mas o que ele podia fazer se ele sentia vontade de prendê-la entre seus braços e afundar o nariz no seu cabelo ou mergulhar fundo dentro da sua boca macia e doce toda vez que a via? Era insano. Era uma necessidade, como dependemos de água para sobreviver.

– Eu queria te falar que embora eu acredite em tudo o que Yanka disse, eu ainda fico tendo flashes das lembranças... De você me violentando, me tomando a força. É tão real! Eu chego a sentir seu peso sobre mim toda vez que eu me recordo... – Luna estremeceu e Drayl notou que os pelos de seus braços estavam todos eriçados de terror.

– Eu NUNCA te estuprei, Luna. Nunca estuprei ninguém, muito menos você. Eu juro por Deus, eu juro pelo o que você quiser... Eu juro por você, que é a coisa que eu mais amei em toda aminha vida miserável... Eu não estuprei você. Hershel acredita que eles modificaram a sua memória em Woodbury por meio da hipnose...

– Como assim? Modificaram minha lembrança? – ela estava confusa e olhou para Daryl como que pedindo socorro. Ele não conseguiu aguentar.

– Luna, meu amor! – Daryl deu um impulso e se moveu para mais perto dela, apanhando seu rosto e afagando-o. Ela teve receio no começo, mas depois relaxou. Daryl teve vontade de unir seus lábios, como nos velhos tempos. Mas ele queria fazer isso só quando Luna sentisse vontade de novo, quando gostasse o suficiente para correspondê-lo.

– Conta pra mim, Daryl... O que fizeram comigo? – ela pediu e ele não podia mentir.

– Cigana, quando você era adolescente, estudava numa escola no Texas, não é?

– Sim, estudava. Como sabe disso?

– Você me contou. Então, quando suas amigas de acampamento pararam d ir à escola com você, não se lembra o que aconteceu?

Luna fez um esforço, mas.... Estranhamente não tinha grandes lembranças da época em que frequentou a escola sozinha. Então balançou a cabeça negativamente.

Daryl suspirou. Aquilo seria difícil...

– Bem... Você me contou, antes de ir parar em Woodbury, que seus dias na escola não foram fáceis.

– Como assim?

– Os meninos, sabe... Eles mexiam com você. Diziam coisas grosseiras sobre você ser cigana.

– Mas eu ouço coisas sobre ser cigana em todos os lugares... – ela não entendia o que ele queria dizer.

– Não, Luna. Eles não falavam sobre seus costumes... Eles falavam sobre seu corpo, sabe? Sobre seu tipo de beleza... – Daryl estava envergonhado de falar aquilo para ela.

– Tipo o que coisas eles me falavam? Eu te contei?

Daryl assentiu, molhando os lábios com a língua.

– Bem... Diziam que você tinha seios pequenos, mas que tinha, sabe... – Daryl não queria completar, mas precisava. – Que tinha uma bunda bem bonita, cintura fina... Eles tentavam tocar em você, ter intimidade à força.

Luna estava de queixo caído, chocada.

– Então você decidiu conversar com o diretor da sua escola. E este cara resolveu as coisas por um tempo pra você. Mas depois...

– Depois? – ela o incentivou a continuar.

– Depois ele passou a assediá-la também. Até que um dia ele a trancou na sala dele e a atacou. A cena que você descreveu para Hershel, como se fosse eu te estuprando, na verdade, é idêntica ao que você me contou que esse cara fez. – Daryl estava agora com os punhos tão fechados que suas unhas quase arrancavam sangue da pele da suas mãos. Não podia evitar a raiva agora que tinha um suspeito real de quem tentara praticar aquela atrocidade com Luna. SUA Luna. Seu amor, sua mulher.

– Então... – os olhos dela já se enchiam de lágrimas. – Então eu fui mesmo estuprada, mas não por você.

– NÃO!- Daryl quase deu um salto. – Graças a deus o filho da puta não conseguiu terminar o que queria fazer. Você me disse que a secretária ouviu seus gritos e bateu na porta.

Luna saltou para o colo de Daryl sem notar ou perceber direito oq eu estava fazendo e toda a consequência que isso teria.

Daryl sentiu o mundo parar. Por alguns instantes, ele sabia, o sol girava em torno deles. Só deles. Os braços finos e delicados da cigana envolveram seu pescoço e ele sentiu-a se aninhar na curva de seu pescoço. As lágrimas que brotavam dos seus olhos molhando a pele quente do caçador. O rapaz a segurou forte, trazendo-a para perto do seu peito, esperando que Luna sentisse como seu coração batia apressado e desesperado por ela. Esperando que a Cigana compreendesse quase que por osmose que ela era a coisa mais preciosa que ele encontrara na vida. Esperando que sua mulher se recordasse do tamanho do amor que eles construíram juntos e pelo o qual Daryl estava disposto a dar sua própria vida, se preciso fosse.

Luna se desgrudou um pouco dele – o que doeu mais do que deveria, olhou-o nos olhos e...

– Eu e você... –

– o QUE TEM, Cgana?

– Ás vezes parece tão real. Parece que isso – ela entrelaçou os dedos de sua mão nos dedos da mão dele – existiu desde sempre, desde antes mesmo de eu nascer ou de você nascer. Como se fosse um tipo de carma, de predestinação. Ao mesmo tempo, eu não consigo me lembrar de nada que tenhamos feito juntos, nem mesmo...

– Não pense muito, Cigana. – Daryl disse, com a voz rouca, respirando quente bem perto da boca dela.

Não dava mais para esperar. Era impossível resistir ao seu cheiro, seu toque. Todo amor que estava se acumulando dentro das veias de Daryl estouraram as barragens e inundaram Luna em forma do beijo mais selvagem e urgente que o rapaz já dera na vida.

Ele pousou a mão esquerda no topo da cabeça dela e com a direita puxou seu queixo. Seus lábios carnudos foram capturados de forma ágil pela boca de Daryl, que não esperou para invadí-la com a língua. O rapaz inclinou a cabeça para conseguir um ângulo melhor e não perder uma gota do gosto doce que a cigana liberava. Em questão de segundos, os beijos desciam pelo pescoço dela, seus ombros. Ele olhou-a um pouco e vou que estava vermelha, os lábios inchados de tanto serem sugados pelos deles, o cabelo um pouco desarrumado. Meu Deus!

– Eu te amo, Luna. Preciso que volte a ser minha mulher ou vou morrer. Ou é melhor você pegar esta arma – Daryl colocou uma pistola na mão de Luna e fez com que ela enganchasse seu dedo no gatilho. –e me dar um tiro na cabeça. É uma morte rápida, bem mais fácil do que o que estou passando com você me rejeitando, tendo nojo de mim.... – ele falava sem parar, meio alucinado.

Luna soltou a rama no chão, segurou o rosto do caçador entre as mãos e tentou ser doce.

– Eu quero voltar para você, Daryl Dixon. Me ajude a fazer isso. Por favor. Me conquiste de novo... Porque eu já sinto que sou sua de alguma maneira estranha. Então, faça de novo. Faça com que eu queira ser sua de novo. Eu juro que vou ser uma pessoa mais dócil agora.

Como resposta Daryl só conseguiu mergulhar num novo beijo.

– Sim. Eu vou conquista-la outra vez. Quantas vezes forem necessárias. Prometo pra você. – ele sussurrou em seu ouvida, quando a sentiu se aconchegar em seu peito e começar a dormir.

Notas finais
E ai, gente? Luryl a caminho de um pouco de paz. Agora as cenas de reconquista vão ser como um namoro novo... E no meio disso tudo, Governador, Carol e Andrea detestando este amor td.

:(