Forasteira

39 Quebrando o gelo


Notas iniciais
Oi, lindas! Feliz por estar aqui novamente. Quero pedir UM MILHÃO DE DESCULPAS POR ESTAR PICANDO O MOMENTO MAIS IMPORTANTE DE LURYL EM VÁRIOS CAPÍTULOS.

Mas é que realmente o clima pede. Não quero escrever uma cena tão importante dessas em 1500, 2000 toques. Não! Quero que seja detalhado e que sintamos aquele nervosismo que as personagens estão sentindo. Ah, vai gente! É uma delícia essa ansiedade de amor!

Curtam cada pedacinho. Assim como eu estou curtindo. ♥ ♥ ♥ E lógico, mandem tudo para mim: críticas, sugestões... OMG! Vou amar ler!

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Uma leitora querida, a Aless, deixou a 11º recomendação para Forasteira de um jeito tão honesto e sensível que fiquei sem palavras. Foi doce demais tudo o que você escreveu, Aless. E te agradeço muito por ter relatado sua experiência de não ter se atraído tanto pela sinopse e depois resolvido dar uma "lidinha". Sabe que eu também passo por isso com outras fics que leio? A gente sempre pode se surpreender positivamente e fico muito feliz que tenha sido este o seu caso. Muito obrigada mesmo, linda! Espero continuar escrevendo a altura da qualidade de leitoras como você. Estou tentando muito, muito, muito!

Beijos enormes da Amora ♥ ♥ ♥

Daryl rolou o seu corpo para cima do corpo de Luna e se apoiou nos cotovelos e, com muita dificuldade desgrudou sua boca da dela. Olhou-a de novo. O peito dela arfava tanto que Luna parecia ter dificuldade de respirar e a cigana mantinha os olhos fechados.

Ele passou alguns segundos observando-a.

– Eu te amo tanto... — disse. — Chega a doer, cigana. — ele sussurrou em seu ouvido. Fez menção de se levantar e ir embora. Ela o prendeu.

– Não sai daqui, por favor.

– Se eu não sair agora não sei se vou querer ou poder voltar atrás, Luna. Posso ser gentil com você e tudo o mais, mas ainda sou um cara. Sou homem e não aguento mais... Eu preciso de você!

– Então fique aqui só um pouco e deixe que eu decida...

Daryl se aninhou em seu colo e respirou fundo. Ele relaxou e se concentrou no ritmo da respiração dela, enquanto Luna passeava os dedos pelos cabelos lisos do caçador. Gostava tanto daqueles fios finos e lisos... A barba de Daryl fazia um atrito leve com sua pele. Era gostoso. Uma sensação conhecida.

– E ai já decidiu? – Daryl perguntou e não conseguiu conter um riso e Luna o acompanhou.

Assim que as risadas cessaram, Luna resolveu abrir o jogo:

– Eu não sei como começar. Não tenho a menor ideia. – parou e pensou. – Mentira. Eu tenho uma leve ideia de como a coisa começaria...

– Coisa? Tá chamando a nossa noite de “coisa”? – Daryl fingiu estar bravo.

– Não quiser ofender... É estranho.

– O que é estranho?

– Uma palavra tão pequena e os medos tão grandes que me causa.

– Eu me sinto um porco por querer tanto fazer... com você. Não queria que tivesse medo.

– Não é estranho? Tirar a roupa para alguém? Quer dizer... O corpo é sagrado. É nosso templo particular. É dessa maneira que aprendemos. Como foi sua primeira vez?

Daryl se ajeitou na cama e Luna o acompanhou.

– Não foi bonito.

– Não?

– Não. Eu tinha 13 anos. Merle achava que já estava na hora de virar homem. E para Merle virar homem significava fazer sexo. Um dia ele me chamou para comer um sanduiche. Ele nunca me chamava para fazer nada e eu fui. Quando chegamos, saquei que ele tinha me levado até um... – ele empacou.

– Um bordel?

– Isso. E ele me trancou num quarto escuro. Era horrível. Então, de repente entrou uma mulher dizendo que Merle a tinha me dado de presente. Ela me despiu e acabamos... Você sabe... Eu odiei cada segundo. – Daryl odiava como aquilo tinha acontecido na sua vida. Detestava a forma como aquela prostituta barata havia feito sexo com ele só porque havia alguém pagando. Ele se sentiu tão pouco capaz de conquistar alguém por conta própria. Mas nunca teve coragem de falar sobre isso com ninguém.

– Você é um homem raro, Daryl Dixon. – ela disse tocando o rosto dele. – Não conheci muitos ciganos tão dignos quanto você.

– Eu não tenho nada de bom para oferecer a você. Não sou um cara romântico, não tive muitas namoradas. Não tenho tantas qualidades morais quanto você, não... – ele não conseguiu terminar aquele discurso horrível porque Luna acabou com a distância entre eles se atirando sobre ele e beijando sua boca. O impulso derrubou Daryl sobre a cama e Luna o cobriu com seu corpo.

O caçador ficou perplexo: era a primeira vez que ela tomava a iniciativa de beijá-lo, de fazer um carinho um pouco mais ousado. Então, ele resolveu envolveu sua cintura com os dois braços, puxando-a para mais perto. E a garota quando se deu conta disso, se afastou de súbito indo se escorar na parede do outro lado da cama de casal, com os olhos arregalados. Se tivesse atirado em alguém vivo, estaria com a mesma cara. Totalmente abismada.

– O que fiz? – se perguntou em voz alta, agarrando o crucifixo no peito.

– Ei, calma... Você só me deu um beijo. Só isso. Fica calma! – Daryl tentava controla-la.

– Não! Eu apenas beijei, mas estava fora de controle. Estava...

– Estava atraída por mim, como um prego atraído por um imã...? – ele tentou arriscar.

– É. Algo assim... Me pareceu, impossível não fazer o que fiz. Me perdoe! – e seu rosto corou cinco vezes mais que o de costume. Daryl nunca a vira tão tímida e tão sem-graça. E, Céus... Ele sentiu a Terra parar de girar por um minuto.

– Estrela Luna Sarah Kali, ruborizou demais desta vez. E, embora não consiga imaginá-la ainda mais bonita, conseguiu ficar. – declarou Daryl, os olhos azuis brilhando.

Luna sentiu algo se movimentando em seu ventre de novo, algo gelado e... delicioso.

– E você me perguntou como a “coisa” começa, não é? – Daryl atravessou a cama e foi parar bem perto de onde a cigana estava. Ela assentiu com a cabeça. – Bom, isso depende...

– Depende do quê exatamente? – perguntou colocando um travesseiro na frente do peito Não era consciente, mas tentava se proteger de certa forma.

– Do que você se sente um pouco mais confortável em me deixar fazer... – disse baixinho, se aproximando um pouquinho mais. Estavam agora frente a frente com ela.

Luna engoliu em seco. Estava maluca por Daryl. E, naquela noite, ele estava ainda mais lindo do que de costume. Aquele cara casca-grossa, durão, que matava zumbis como quem bebe água e protegia o grupo sem medo de nada estava bem ali se desdobrando para ser cuidadoso. E tudo por quê? Porque ela era uma medrosa.

– Eu não sei a resposta para essa pergunta, Daryl... Estou tentando ser o mais honesta possível com você.

– Eu sei. Você sempre é e eu gosto. Sem joguinhos. – ele tirou alguns fios dos longos cabelos negros da frente do rosto dela. – Tive uma ideia. Para descobrir o que você se sente confortável para deixar que eu faça. Preparada?

– Acho que sim. – disse se agarrando ao travesseiro ainda mais forte.

– Certo. Então, eu pergunto e você dá uma nota de zero a dez. Zero para o que você nem imagina ser possível rolar e dez para o que acha tranquilo. Combinado?

– Certo.

– Hum... Acha que eu poderia tirar as suas botas e as suas meias?

Luna mostrou todos os dedos das duas mãos. Dez.

Então, Daryl se ajoelhou diante dela e começou a desafivelar as botas marrons bem devagar. Luna sentiu como se tivessem ateado fogo em todo o seu corpo quando o caçador passou a baixar suas meias e a pele de suas mãos grossas tocaram seus pés. Quando achou que não podia ficar mais torturante, Daryl iniciou uma massagem de leve. O rapaz olhou para cima para saber se ela estava gostando e pegou Luna ofegando um tanto atordoada. Não conseguiu disfarçar um sorriso de satisfação. Ele estava conseguindo agradar uma mulher. E não era qualquer mulher. Era a mulher da vida dele. Como a vida poderia ficar melhor?

Encerrou a sessão de massagem dando um pequeno beijo em cada um dos pés dela, fazendo-a sorrir. Sentou-se na cama de novo.

– Gostou?

– Foi bom. Muito bom, na verdade. Obrigada. – ela respondeu ganhando de Daryl um afago no rosto.

– Certo. Começamos bem. Então... O que me diz de eu beijar seu pescoço agora?

Luna pensou bem. Aquilo iria deixa-la bastante vulnerável.

– Oito... e meio. – disse porque queria muito sentir o cheiro de grama do caçador mais uma vez.

– Oito e meio? Acho que oito e meio tudo bem... Né?

Ela assentiu.

Daryl chegou muito perto agora... E posicionou a cabeça de forma que seus lábios ficaram próximos da orelha dela. Suspirou uma vez, embora não quisesse espantá-la. É que tinha notado uma coisa: a cigana não tinha só cheiro de incenso. Havia um aroma de mel e canela bem sutil se desprendendo da pele quente.

– Tudo bem mesmo? – teve forças para perguntar num murmuro. Luna sentiu um calafrio por ouvi-lo tão perto.

– Não vou colocar minhas mãos em você, fica tranquila, tá?

– Tá. – foi tudo o que conseguiu articular.

E ai sentiu a boca dele aplicar-lhe pequenos beijos ao longo do pescoço. Em alguns deles, Luna sentia sua língua lambê-la de leve. E gostou tanto. Gostou mais do que a massagem nos pés. Então, ele se moveu e continuou o mesmo serviço do outro lado.

– Acha que eu poderia abraça-la enquanto beijo seu pescoço?

– Dez.

Então Daryl a abraçou delicadamente e prestou atenção para que suas mãos não ousassem sair da linha da cintura. Bom, pelo menos não para baixo.

Quando ele se descolou dela, olhou-a nos olhos. E ela estava sorrindo.

– E ai?

– Gostei. Obrigada. Foi um carinho gostoso.

– Foi, né? Também gostei. Mas gostei muito mais por tê-la agradado, Luna...

(CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO)

Notas finais
Eu amo o jogo do 0 a 10. E este jogo ainda vai continuar de forma linda. Acreditem em mim. Vou postar hoje a outra parte. PROMETO!

O que sentiram com este cap? Quero detalhes destas borboletas no estômago de cada uma. hahaha

Ah, sou uma grande fã do livro Jane Eyre. O filme com Michael Fassbender também é maravilhoso (recomendo fortemente). Fiz uma homenagem usando uma frase de um dos personagens da trama. Alguém notou? Espero que sim. ♥

Beijos enormes da Amora