Forasteira
30 O bebê de Carol
Notas iniciais
Beijos enormes da Amora :)
– Eu só não enfio a mão na sua cara porque você tá grávida, Carol. – Daryl vociferou.
– GRÁVIDA? – Rick levou um choque. Tudo o que eles menos precisavam era de uma segunda experiência frustrada com gestantes. Tinham acabado de perder Lori. Mas a questão principal era: se Ed está morto, de quem Carol oode estar grávida?
– É, Rick. Eu ia contar mais para frente. Só estava esperando uma posição do Daryl... – a mulher disse.
Rick olhou de Daryl para Carol, descenre. Então ele era o pai do filho que Carol esperava? Mas, como assim? Em que parte do filme ele, Rick, havia dormido?
– Mas você e Luna...?
– Fodi com tudo, Rick. Eu e Carol acabamos transando numa das vezes em que eu e Luna estávamos distantes e... – Daryl não tinha coragem de falar em voz alta. Parece que aquela superstição de Luna o havia afetado.
– Carol, isso é muito grave! – Rick disse sério.
– Eu sei, Rick... Quer dizer, sei que o grupo pode ser prejudicado. Mas eu nem imaginava que nesta altura da minha vida eu ainda poderia engravidar... – nisso ela parecia estar sendo sincera.
– Bom, vamos ter que pensar nisso depois. De toda forma, tome cuidado para não ficar fraca, Carol. Talvez tenhamos que abandonar a prisão às pressas... Com esta nova ameaça batendo na nossa porta. – Rick estava realmente preocupado.
– Mas que interesse súbito é esse do Governador pela Luna? – Glenn estava confuso.
– Não sei, mas vou arrancar as tripas desse filho da puta se ele encostar um dedo nela. – Daryl ameaçou.
– E vamos negar a Andreia, que esteve o tempo todo conosco, uma chance de voltar e ficar segura? – Carol indagou.
Daryl estremeceu de raiva.
– Luna já é uma de nós também, Carol. Por mais que isso te desagrade. – Glenn defendeu.
– Mas e Andreia? – ela insistiu.
– Temos que dar outro jeito de resgatá-la. Até porque vocês acreditam que o Governador esteja mesmo disposto a dar uma trégua pra gente? Ele está blefando. – Rick concluiu. – Mas precisamos avisar Luna para que ela fique esperta. Ele pode querer usar Yago para atraí-la... – Rick parou um instante. – Luna sabe que vocês vão ter um bebê? – perguntou.
– Sabe. – Daryl se limitou a responder.
– Bom, menos mal. Podemos ser absolutamente francos com todos. Glenn, vamos lá. Você me ajuda a conversar com ela sobre este bilhete? – Rick pediu já prevendo que escolher Daryl para aquela missão não era uma boa ideia.
– Claro. Vamos lá! Ela está com a Maggie... – disse saindo e acompanhando Rick até o interior da prisão.
– Daryl, o que vamos fazer com o bebê? – Carol quis saber.
– Vamos deixa-lo onde está, Carol.
– Então, vai ficar conosco? – ela quis saber, já abrindo um sorriso.
– Não se anime. Não vou bancar seu marido. Você já ferrou com meu lance com a Luna. Não tenho o porquê fazer o seu joguinho.
– Mas não me interessa ser mãe solteira, já disse.
– Então, Carol você terá que ir buscar as suas pílulas sozinha. Porque eu não vou, Rick não vai, Glenn não vai... Entendeu?
– Daryl disse e saiu. Carol deixou uma lágrima escorrer. Daryl, aquele cara que a tinha feito se sentir bonita novamente, estava mesmo louco de paixão por outra mulher. Por Luna. Carol já tinha perdido Sophia e agora perder Carol tirava dela a última inspiração para querer se manter viva e seguir adiante.
(...)
Luna estava chocada com aquele bilhete. Mas estava mais chocada ainda com o fato de Yago ter passado tão facilmente para o lado do cara que queria destruir as pessoas que lhe deram abrigo e comida. Isso não tinha nada a ver com os valores que eles conheceram no acampamento. Ao mesmo tempo, ela se sentiu amada e querida, pois Rick estava disposto a tudo para proteger à ela e à Yanka... E elas tinham acabado de chegar!
Paralelamente, o coração de Luna estava em pedaços. Saber que Daryl e Carol começariam uma família era assustador. Eles viveriam um sonho que ela, Luna, acalentara durante anos, achando que nunca o realizaria. Então, aquele caçador chegou em sua vida e a fez acreditar que, quem sabe, talvez, pudesse ter uma chance... Para logo em seguida, estraçalhar seus sonhos.
Além disso, apesar daquela enorme decepção, ela ainda amava Daryl. Em seus sonhos, ele ainda a beijava daquela maneira terna e ela ainda sentia o calor que emanava dele e aquecia sua alma.
Luna apenas vegetou nos dias seguintes. Andava pela prisão cumprindo seus deveres sempre de cabeça baixa, evitando Carol, Daryl, todos os outros. Voltou sua atenção para Yanka e para Santa Sara. A imagem agora estava sempre na cela em que ela e a pequena ocupavam.
Daryl tentava conversar com ela. E uma noite em que Luna fingia dormir, o caçador ficou ao seu lado todo o tempo, repetindo baixinho que a amava. A cigana precisou reunir todas as suas forças para não abrir os olhos e dizer que era recíproco. Ela o amava também.
Naquele dia, mais tarde, Luna voltava dos trabalhos na plantação que ela e Hershel haviam iniciado. Estava suja e suada. Pegou uma roupa e se dirigiu para o vestiário. Despiu-se e abriu o chuveiro – era dia de água quente. Ela esperava por isso a semana toda. Deixou a água banhar seu corpo e começou a se lavar com o sabonete...
– Você é mesmo muito bonita...
A voz que vinha de outro chuveiro no fundo do vestiário era feminina. Mesmo assim, Luna se sentiu envergonhada por alguém estar observando seu corpo desnudo.
– Quem está ai?
– Sou eu... – E Luna viu Carol, caída num canto, próximo a um chuveiro.
– Carol...
– Ele tem alguma razão de amá-la. Olha pra você. Seu corpo é mesmo bonito.
Carol sangrava e Luna se desesperou.
– A beleza não é nada para os homens de bem.
– Então nenhum homem é de bem. Porque é isso o que eles querem de nós... E quando já não somos tão belas e jovens, nos descartam. Antes de você chegar e se tornar uma opção, Daryl gostava de mim. Quase estivemos juntos várias vezes...
– Carol, você está sangrando. Vou pedir ajuda. Fique aqui.
– Você precisa saber... Ele nunca gostou de ninguém como gosta de você.
– De quem está falando?
– De Daryl... De quem mais seria?
– Isso não é importante agora. Você não pode perder o bebê. Eu preciso de ajuda para cuidar de você e...
– Luna, ele é um bom homem. E eu daria tudo para estar na sua pele. Para que ele me amasse e me desejasse como ele deseja você.
– E eu daria tudo para estar na sua pele, Carol. Ter a oportunidade de gerar uma vida é algo único. É um milagre. E nunca vou conhecer este milagre de perto. – Luna estava agachada tentando ver qual era o estado de Carol e porque sangrava.
– Como tem coragem para abrir mão dele? Como consegue resistir? Daryl é um homem tão bonito. Não tem a menor ideia do que é fazer amor com ele... É perfeito! — Luna corou enquanto ajudava Carol a se sentar numa cadeira.
– Carol acho que ode estar perdendo o bebê. Vou chamar o Hershel. Por favor, lute pelo seu bebê.
– Eu não o quero. Não faz o menor sentido.
– Uma vida sempre faz sentido! E ele é filho do homem que você ama. É filho do Daryl. Você poderá formar uma família com ele quando o pequeno nascer! Pensa só... – Luna não conseguiu sentir uma ponta de inveja de Carol.
– Não! O bebê não será dele...
– Carol, você perdeu muito sangue e está confusa. Vou buscar ajuda!
Luna se vestiu e saiu pelos corredores pedindo socorro. Logo Hershel veio em sua direção e ao saber do que tinha ocorrido se dirigiu ao vestiário. Daryl estava na torre de vigília e Luna achou que era justo avisá-lo. Reuniu toda a sua coragem e foi atrás do caçador.
Ela subiu as escadas sem fazer muito barulho. Quando chegou ao topo, viu o rapaz olhando o horizonte, com sua besta empunhada. Parecia tão frágil e seus olhos azuis brilhavam... Luna tinha se esquecido de como ele era lindo. E se odiou por isso.
– Daryl... – ela praticamente sussurrou.
O caçador não conseguia acreditar que estava ouvindo aquela voz de novo. Seu coração disparou e ele se virou para olhá-la. Seu cabelo longo pingava e ela estava usando um vestido simples. Como podia estar maravilhosa mesmo naquelas condições?
– Luna, que saudade! – ele não conseguiu se conter. E ameaçou sorrir.
– Carol está sangrando. Eu a encontrei. Hershel está com ela. Achei que fosse querer saber para dar apoio à futura mãe do seu filho. – ela cuspiu as palavras e já estava no caminho para descer as escadas. Daryl a segurou pelo braço.
– Luna... Eu queria pedir perdão.
– Não é tempo para isso... Têm coisas mais importantes agora.
– Como pode fazer isso comigo? Vai me levar à loucura! Não enxerga?
– Melhor eu ir até lá ver se Hershel precisa de ajuda.
– Eu continuo imaginando nós dois juntos todos os dias. – Daryl confessou.
– Eu também. Mas estou pedindo a Santa Sara que arranque este sentimento de dentro de mim... – ela revelou.
– Não faça isso.
– Não posso continuar amando um homem que terá um filho com outra mulher. Que tipo de pessoa é capaz de querer separar uma família? – Luna sentia as lágrimas abrir caminho pelos seus olhos. Ela detestava chorar na frente dele, mas ainda o amava tanto! E doía demais abrir mão de Daryl, como Carol dizia.
– Família eu quero ter com você! – Daryl agora segurava a cigana pelos braços. Ele foi aproximando seu rosto do dela. O cheiro de incenso estava tão intenso que Daryl teve o impulso de cheirar seu pescoço antes de beijá-la. Depois que inalou o perfume que ele conhecia tão bem, o caçador tocou os lábios de Luna. “Céus, não é possível que eu já esteja assim... Eu mal a beijei!”. Daryl sentia seu corpo reagir ao contato com a cigana. Ele estava tão excitado que ele evitou encostar completamente seu corpo no de Luna, temendo que perdesse o controle, a atirasse no chão e a convencesse a fazer amor com ele ali, naquele momento. Porém, simplesmente não podia ceder àquela tentação. Ele a queria, sim. Mais do que tudo. Mas queria antes que a cigana se sentisse respeitada.
– Dar... Opa, gente. Foi mal! Eu sempre atrapalho... – Glenn acabara de entrar na torre e flagrara os dois. Daryl o fulminou com o olhar. – Olha, a Carol está dizendo que quer as pílulas abortivas. Está fora de controle. Você precisa vir.
– Ela enlouqueceu? Já disse que não quero que ela faça isso, porra! – Daryl estava nervoso.
– Aborto? Não! Ela não pode querer isso de verdade... Ela só está confusa, Glenn... Mulheres grávidas ficam frágeis. Daryl, é sua obrigação ficar ao lado dela e cuidar para que ela se sinta amada. Não percebe? É o pai do bebê dela! – Luna despertara daqueles minutos de euforia em que seus lábios estavam colados ao do caçador.
– Então, gente! Tem mais isso... – Glenn não sabia como começar. – A Carol disse que o bebê não é seu, não Daryl. – o coreano disse sem-graça.
– Ela pirou de vez. De quem mais seria?
– Então... Ela diz que é de Yago. – O que Glenn acabara de revelar acabava de cair como uma bomba na cabeça de Luna e Daryl
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